domingo, 7 de novembro de 2010

EBD...

"Ser cuidadoso" foi o título da nossa lição da Escola Dominical de hoje, a qual nos foi apresentada pelo irmão Valter Roque. Efésios 5:15-21 foi o texto bíblico que lhe serviu de base, um texto, que, como frisou o Ir. Valter, faz mais sentido se inserido em todo o seu contexto, o da restante carta aos Efésios. Tal como não lemos apenas uma parte de uma qualquer carta que eventualmente recebamos, também não o devemos fazer com a carta que o apóstolo Paulo escreveu à igreja de Êfeso, uma igreja que ele conhecia muito bem, pois já tinha passado algum tempo com eles (cerca de 3 anos). Daí, Paulo referir-se especificamente aos Efésios, dando instruções e exortações concretas. Recordamos que se tratava de uma igreja constituída essencialmente por gentios e que Paulo estava a escrever em circunstâncias muito difíceis. Ele estava preso em Roma.
Este texto começa de uma forma pouco usual para uma carta. São palavras que nos abateriam se as analisássemos isoladamente. Porém, isto vem na sequência de várias exortações. Daí a importância de conhecermos bem o contexto. "Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus" (Efésios 5:15-16). Paulo exorta-nos a ter uma conduta exemplar, não apenas em determinados contextos, mas sempre... na igreja, no local de trabalho, na nossa família. Mas, como é que isto é possível? Apenas através de uma comunhão íntima com Deus. Só através do conhecimento e do reconhecimento de Deus nos nossos caminhos é que conseguiremos isso. Paulo aconselha-nos a andar sabiamente. E aqui, talvez seja pertinente recuarmos até Efésios 1:17-20. Verificamos assim que, em Efésios 5, Paulo reforça o que havia dito anteriormente.
Paulo aconselha-nos a remir o tempo, porque os dias são maus. Isto é, devemos aprender a gerir bem o tempo que temos. Actualmente, isto parece impossível de se fazer, pois a agitação do dia-a-dia não nos deixa tempo livre. Porém, Eclesiastes 3:1 afirma que há tempo para todo o propósito. E, aqui, talvez seja relevante falarmos de uma expressão que não é muito usada - dízimo do tempo. Quanto do tempo que passamos acordados, guardamos para estar com o nosso Deus? Será que Lhe dedicamos, no mínimo, uma décima parte desse tempo? Temos intimidade com o Pai Celestial, diariamente? Procuremos ter tempo de qualidade com Ele. Efésios 1:17-20 exorta-nos a ter um conhecimento cada vez mais profundo de Deus, pois isso dar-nos-á sabedoria e esperança. Ou seja, não se trata de conhecimento por conhecimento, mas de um conhecimento pleno, um conhecimento com um objectivo específico: obter sabedoria para compreendermos claramente o que Deus nos revela, para entendermos a Sua vontade. E, Deus, não nos dá apenas sabedoria. Ele dá-nos algo mais, algo que ninguém nos pode tirar: esperança (Efésios 1:18). Ou seja, este conhecimento profundo do nosso Deus também nos leva a entender a extensão da herança que nos está reservada, a vida eterna. Também passamos a compreender melhor o poder de Deus, aquele poder que foi capaz de ressuscitar Jesus (Efésios 1:19-20). Vale a pena ler mais sobre este poder em Efésios 3:20? Que poder é este que em nós opera? Não temos dúvidas de que Deus é poderoso... Mas, para fazer o quê? Este versículo dá-nos a resposta. Para fazer "muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos..." Que maravilha! Nada está fora do alcance do poder de Deus. Em Efésios 5:17, Paulo exorta-nos a que entendamos a vontade de Deus. Às vezes, não nos contentamos em saber qual é a vontade de Deus... Queremos saber qual é a vontade de Deus para a nossa vida. A vontade de Deus é que O amemos acima de todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos. Esta é a vontade de Deus para nós. Não achamos suficiente? Mas, é trabalho para a vida toda... É óbvio que também devemos procurar conhecer a vontade de Deus para uma situação específica da nossa vida, mas, a vontade de Deus resume-se ao amor para com Deus e para com o próximo. Em Efésios 5:18, Paulo faz referência a aspectos práticos do quotidiano, aconselhando-nos a que não nos embriaguemos, mas a procurarmos ser cheios continuamente do Espírito Santo. E Efésios 1:22-23 dá-nos uma achega sobre o que é significa ser cheio do Espírito Santo. É Deus que enche a igreja com a Sua presença. Esta exortação para nos enchermos continuamente do Espírito é também para que tenhamos temperança e para que as exortações que fazemos uns aos outros venham de um coração a transbordar de louvor a Deus.
Como consequência da presença de Deus na nossa vida, nós devemos ser agradecidos (Efésios 5:20). Olhemos para trás e vejamos como Deus tem cuidado de nós! Sejamos gratos por tudo o que Ele faz, e por aquilo que Ele é, na nossa vida. É possível dar graças a Deus em todas as circunstâncias, até nas adversas? Sim, é possível. É difícil, mas não é impossível! Leiamos Jeremias 29:1-7. Os Israelitas estavam cativos, na Babilónia. E, para espanto deles, Deus mandou-os plantar jardins e edificar casas naquele país estranho, no meio do povo que os oprimia. Deus foi ainda mais longe. Disse-lhes para orarem por eles! "Em tudo dai graças". Às vezes, não é fácil, mas temos de compreender que "todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Romanos 8:28). Este texto termina com um apelo para que nos sujeitemos uns aos outros, no temor de Deus. O que significará isto? Filipenses 2:3 ajuda-nos a entender isto. "Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo". Sujeitarmo-nos uns aos outros significa ter respeito pelos outros, considerando-os superiores a nós mesmos. Não nos esqueçamos que somos todos membros de um corpo, a Igreja de Cristo, pelo que deve haver respeito mútuo. A riqueza do texto Bíblico é imensa! Aceitemos estas exortações para glória de Deus.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Culto de Estudo Bíblico...

No último Culto de Estudo Bíblico, ficámos a conhecer um pouco mais acerca da vida de Jesus Cristo. Quem foi Jesus? Porque veio a este mundo? Mateus 1:21 revela o propósito da vinda de Cristo. Ele veio para salvar o pecador. E quem são os pecadores? À luz de Romanos 3:23, é toda a humanidade, pois "todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus". Porém, Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigénito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3:16).
Em que aspectos se desenvolveu Jesus? Lucas 2:52 afirma que Ele crescia em sabedoria, em estatura e em graça, para com Deus e os homens. Isto é, ao mesmo tempo que crescia fisicamente, Jesus crescia intelectual e espiritualmente. Oxalá isto também aconteça connosco. É verdade que muitos de nós já não podem crescer fisicamente, mas, em sabedoria e espiritualmente, podemos crescer sempre. Como? Através da oração e da leitura da Bíblia e de bons livros. Jesus crescia em todos os aspectos, diante de Deus e dos homens. Ou seja, o Seu crescimento era visível a Deus e aos homens.
Em Mateus 4:23, encontramos algumas das actividades características do ministério de Jesus. Ele ensinava a Palavra; Ele pregava o Evangelho e Ele curava os enfermos. Nos dias que correm, verificamos que muitos já não dão ao ensino da Palavra de Deus a importância devida e que muitas pregações não apontam para a Cruz de Cristo. Contudo, a pregação do Evangelho tem de conter a mensagem da Cruz, tem de mencionar o sacrifício de Jesus em prol do pecador. A ênfase, actualmente, vai para as curas. É verdade que Jesus curava e também é verdade que Ele continua a curar nos dias de hoje. Contudo, Ele é soberano e, portanto, só cura se o entender fazer e, quando o faz, é no Seu tempo e não no nosso. Não percamos a visão do ensino da Palavra e da pregação do Evangelho!
Em Lucas 22:25-27, encontramos alguns aspectos que caracterizaram a liderança de Jesus. Neste texto bíblico, vemos que, segundo Jesus, ser líder é ser servo. Isto opõe-se claramente à ideia que vigora na nossa sociedade, pois, para a maioria das pessoas, liderar é sinónimo de mandar. Porém, liderar é levar os outros a fazer algo; é influenciar. Assim, qualquer servo pode ser líder, basta que influencie alguém. Jesus também mostrou que um bom líder não busca destaque. Liderar não é "aparecer". Liderança é entrega total. Não procuremos o destaque pessoal. Oxalá possamos servir, não para nos engrandecermos, mas para glorificar a Deus. Nós somos os braços de Deus, aqui na Terra, e Ele conta connosco. Sejamos boas testemunhas da Sua misericórdia e da Sua graça!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Culto da tarde...

O Pr. Jónatas Lopes trouxe-nos uma mensagem sobre a vida Josias, o rei de Israel que começou a governar com apenas 8 anos de idade (II Reis 22:1-2).
Havia a necessidade de que alguém fizesse uma grande reforma na nação, pois o povo não estava a fazer aquilo que Deus desejava e, em I Reis 13:2, um profeta prediz o nascimento de Josias e as mudanças que Ele levaria a cabo, através de uma liderança sob a direcção de Deus.
Quando nos entregamos nas mãos de Deus e fazemos a Sua vontade, Ele transforma a nossa vida e a dos que estão à nossa volta.
É importante notar que Josias começou a governar quando ainda era criança; tinha apenas 8 anos quando assumiu a liderança do povo... Mas, a sua pouca idade não o impediu de alcançar êxito na sua missão. A Bíblia diz que nem antes nem depois dele, houve um rei tão bem sucedido. Contudo, muitas vezes, nós colocamos os mais diversos entraves: a pouca ou a muita idade, o aspecto físico, etc, etc. "... Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê com vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração" (I Samuel 16:7). Que bom que Deus não vê como nós!

II Reis 22:2 diz que Josias fez o que era recto aos olhos do Senhor. Oxalá tenhamos desejo de o imitar, pois é a Deus que devemos agradar. Mas, infelizmente, muitas vezes, procuramos é obter a aceitação dos outros e acabamos por desagradar a Deus.

Josias fez aquilo que tinha a fazer, aquilo que Deus queria que Ele fizesse. E fê-lo independentemente dos custos que isso poderia vir a ter. Deve ser também essa a nossa postura.

Havia necessidade de se fazer obras no templo e Josias tratou logo de tudo. Contratou os trabalhadores e comprou os materiais necessários à remodelação. É de salientar o que diz o verso 7: "Porém, não se pediu conta do dinheiro que lhes entregara nas suas mãos, porquanto procediam com fidelidade". Infelizmente, nos dias que correm, muitas pessoas procuram servir as suas próprias necessidades em vez de servirem fielmente a Deus.

O verso 11 mostra-nos a reacção do rei ao ouvir ler o Livro da lei. Ele rasgou os seus vestidos. Mas, o que significará isto? Rasgar as vestes era sinal de quebrantamento. E qual é a nossa atitude perante a Palavra de Deus? Muitas vezes, lemos a Bíblia como se fosse um livro qualquer. Devemos ler e estudar a Palavra de Deus e meditar nela. E quando o fazemos, somos quebrantados, tal como aconteceu com Josias.

Após ouvir a Palavra do Senhor Deus, o rei apercebeu-se de que o que o povo tinha vindo a fazer o que desagradava a Deus. Então, era preciso mudar de rumo, procurando fazer a vontade de Deus para que a Sua ira se aplacasse. Mas, por que é que o furor do Senhor se tinha acendido contra eles? O povo tinha caído novamente no pecado da idolatria. Queriam ser como os outros povos e desejavam coisas palpáveis, queriam ter deuses visíveis. Quantas vezes não desejamos nós também ser como os outros?!

O versículo 15 mostra que o pecado tem sempre consequências. Quando nos arrependemos genuinamente, Deus perdoa-nos, mas não nos isenta das consequências das nossas escolhas insensatas. Quantas vezes não ouvimos dizer por aí "Vive a vida!"? Esta frase é um convite a vivermos fora dos limites de Deus. Porém, nós devemos é viver a vida que Deus tem para nós, pois só assim nos sentiremos completos. Nos versos 18 e 19, vemos que quando adoptamos uma atitude de humilhação e arrependimento, Deus ouve-nos. Quando confessamos os nossos pecados, restabelecemos a nossa ligação com o Pai Celestial, pois Ele não nos ouve quando existe pecado na nossa vida, uma vez que este causa separação entre nós e o Deus Santo.

Em II Reis 23:1-3, vemos que o rei convocou todo o povo a renovar a aliança com Deus e todos se comprometeram em guardar e seguir os mandamentos do Senhor. Às vezes, precisamos de renovar a nossa aliança com Deus, o nosso compromisso de O servirmos com todo o nosso coração e com toda a nossa alma, pois, muitas vezes, somos mais consumistas das bênçãos de Deus do que Seus servos.

Nos versículos seguintes, lemos que Josias retirou as imagens e tudo o mais que desagradava a Deus, pois sabia bem aquilo que Deus desejava para a vida do povo. II Crónicas 35:1-2 afirma que Josias celebrou a Páscoa. O que é a Páscoa? Qual a sua origem? A Páscoa teve início na altura da libertação do povo de Israel da opressão sofrida no Egipto. Portanto, Páscoa é libertação. Actualmente, comemoramos a Páscoa na presumível data da Ressurreição de Jesus, pois celebramos a nossa libertação do pecado que Ele consumou ao ir à cruz morrer por nós.

Josias foi um excelente rei, melhor do que qualquer um que governou antes ou depois de si, pois animou o povo a fazer o que era correcto, levou-os a servir a Deus de todo o seu coração. Foi autor de uma grande reforma na vida do povo daquela nação. Sigamos o seu exemplo e empreendamos as reformas necessárias, de modo a agradarmos ao nosso Deus!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Culto de Estudo Bíblico...

Continuamos a estudar a pessoa de Jesus. Mateus 16:13-16 foi o texto bíblico que serviu de base ao nosso estudo. Depois de algum tempo a observarem Jesus, os discípulos estavam agora em condições de dizer quem Ele era. "E vós, quem dizeis que eu sou?" - perguntou-lhes Jesus. O impulsivo Pedro disse convictamente: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo". E em tão poucas palavras, Pedro disse tanto! Ao afirmar que Jesus era o Cristo, disse que Ele era o Messias Prometido. Quando afirmou que era Filho referiu a Sua ligação umbilical com Deus, isto é, evidenciou a divindade de Jesus. Quando declarou que o Seu Pai era o Deus Vivo, apontou para a presença contínua nas nossas vidas do Único e Verdadeiro Deus.
"Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo". O conhecimento que Pedro tinha acerca de Jesus levou-O a fazer esta maravilhosa confissão. E nós, o que é que dizemos acerca de Jesus? Quem é Jesus na nossa vida? O que é que as nossas palavras e as nossas acções e atitudes dizem sobre Jesus? A diferença que Ele faz na nossa vida deve ser visível aos outros. E é?! Oxalá façamos, diariamente, uma análise séria, procurando sempre que as nossas palavras e os nossos actos sejam reflexo da presença de Deus em nós. Pedro focou a divindade de Jesus. Sabemos que Jesus é 100% divino. Porém, Ele também foi 100% humano. Analisemos agora a Sua humanidade. Na Bíblia, há várias passagens que confirmam que Ele também era humano. Em João 4:6-7, vemos que Jesus se cansou e teve sede. Em João 11:35, verificamos que Ele chorou. Mateus 4:2 afirma que Ele teve fome. Cansaço, sede, dor e fome são características que revelam que Jesus também era 100% humano. E o facto de Ele ter sido tentado (Mateus 4:1-11) também comprova a Sua humanidade.
Jesus, na Sua humanidade, resistiu às tentações, mostrando-nos que é possível levarmos uma vida que agrade ao Pai Celestial. E como é que Jesus resistiu? Cada vez que era tentado, Jesus dizia a satanás: "Está escrito", que é o mesmo que dizer "A Bíblia diz". Então, é de extrema importância conhecermos a Bíblia, a Palavra de Deus. Durante as tentações, Jesus respondeu com a Palavra de Deus, tendo resistido sempre. Esta é também a forma de nós resistirmos. "A Bíblia diz"... Quantas vezes usamos esta expressão? Infelizmente, tendemos a substituí-la por outras como "Eu acho", "Eu penso"....

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Culto da tarde...

Lucas 14 foi o texto bíblico que serviu de base à mensagem que o Pr. Jónatas Lopes nos trouxe no último Domingo.
Jesus entrou em casa de um dos principais fariseus e estava a ser observado. Mas, porquê? Porque é que observavam Jesus? Alguns, certamente, que o faziam com boas intenções, mas, muitos observavam-no para encontrarem nEle alguma falha. O mesmo se passa em relação em nós, cristãos. As pessoas também nos observam, procurando falhas na nossa vida. Como é que nós reagimos perante as adversidades? Não nos esqueçamos que a forma como reagimos determina quem realmente somos... Quem fica mal na "fotografia" é quem reage e não quem age.
"Então, não é ele(a) evangélico(a)? E fez isto?" - dizem prontamente aqueles que nos observam, quando nos "apanham" em algo. Assim, vale a pena perguntarmo-nos : "Quem sou eu quando algo de negativo me acontece? Os que nos observam não estão à espera de ver como reagimos nos momentos bons. Na alegria, toda a gente reage bem!
Será que marcamos a diferença quando somos atingidos por problemas? Não deixemos de reflectir nas nossas reacções e, caso estas não sejam as melhores, procuremos mudar a nossa atitude para que as pessoas que nos rodeiam possam ver a diferença que Deus faz na nossa vida e a confiança que temos nEle.
O versículo 2 diz que, diante de Jesus, estava um homem hidrópico (com gordura acumulada numa determinada zona do seu corpo). Tenhamos o cuidado de não cairmos no gozo fácil, perante as imperfeições e/ou deformações dos outros, pois isso poderá vir a ter um efeito devastador na vida dessas pessoas. Além disso, não conhecemos a história que está por detrás disso e não sabemos a dimensão da luta que a pessoa trava diariamente. "É lícito curar no Sábado?" - perguntou-lhes Jesus, olhando para o homem hidrópico, que precisava da intervenção do Médico dos médicos.
É de referir que o Sábado era o dia da semana em que não se podia fazer nada, absolutamente nada... Os fariseus, que criaram mais de 600 regras, a partir dos 10 Mandamentos, cumpriam escrupulosamente cada uma delas, sendo a que obrigava guardar o Sábado uma das mais importantes. Contudo, ficaram calados e não responderam à questão de Jesus. Jesus cura o homem e logo a seguir tenta fazer entender os fariseus que as necessidades das pessoas devem sobrepôr-se à religiosidade.
Tiago corrobora esta ideia quando afirma que a verdadeira religião é visitar os órfãos e as viúvas e ajudá-los (Tiago 1:27). Nós temos que ser pessoas que se preocupam com os outros. Mas, infelizmente, a maioria das vezes estamos tão preocupados connosco que ignoramos o que se passa à nossa volta. Oxalá deixemos de estar tão centrados em nós mesmos!
No verso 7, vemos que Jesus, ao reparar que as pessoas escolhiam os lugares da frente, propôs-lhes uma parábola. Disse-lhes que, quando fossem convidados para a uma festa, não deviam escolher os primeiros lugares, pois estes poderiam já estar reservados para outras pessoas e, caso isso acontecesse, ser-lhes-ia pedido para se deslocarem para os lugares do fundo, o que constituiria uma situação constrangedora.
Porém, se acontecesse o inverso, isto é, estarem sentados nos lugares mais distantes e serem chamados pelo dono da casa para a frente, isso serviria de honra. Por outras palavras, Jesus estava a dizer-lhes para não procurarem os lugares de destaque, pois "aquele que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado" (v.11).
Jesus vai ainda mais longe no seu discurso sobre a busca incessante pela honra e, no versículo 12, afirma que não se deve convidar para as festas os amigos ou parentes. Eis-nos perante algo que está em contradição com as leis do mundo. Quem é que costumamos convidar para nossa casa? Não são os nossos amigos e conhecidos? Jesus estava a querer dizer que, ao convidarmos aqueles que fazem parte do nosso círculo de amizades, podemos estar a buscar proveito e honra, pois seremos recompensados, uma vez que eles certamente retribuirão o convite.
Analisemos a intenção por detrás daquilo que fazemos.
Não façamos as coisas tendo em vista a recompensa. Mas, infelizmente, às vezes, isto até acontece no trabalho de evangelização. Resistamos a isso e não evangelizemos as pessoas, pensando nos benefícios que nos podem trazer.
Jamais esqueçamos que a Igreja existe para servir. Porém, muitas vezes, andamos à procura de ser servidos.
Jesus deixou-nos o exemplo, pois Ele veio para servir e não para ser servido. Procuremos dar de nós aos outros.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Culto de Estudo Bíblico...

Na última Quarta-feira, analisámos as várias formas de Jesus actuar, através de um estudo que teve como base o texto bíblico registado em Mateus 8:1-27. Como é que Jesus mostrou o Seu poder sobrenatural? No versículo 3, vemos que Jesus estendeu a mão e tocou o leproso e este ficou curado. Isto é, Jesus actuou através do toque. Nos versos 6 a 13, Jesus actuou pela palavra. Jesus disse ao centurião que, porque tinha fé, o seu criado seria curado. E, naquele momento, o homem sarou. De notar que Jesus, assim que foi abordado pelo centurião, mostrou imediatamente disponibilidade para ir a casa dele dar saúde ao seu criado (v.7). Jesus estava sempre pronto a ajudar aqueles que padeciam qualquer tipo de necessidade.
No verso 16, Jesus usa novamente a palavra. Expulsou demónios e curou as mais diversas enfermidades, simplesmente ordenando que isso acontecesse. O poder da palavra de Deus é tremendo. À semelhança do que aconteceu no início da criação, em que Ele simplesmente disse "Haja!" e houve, basta Deus dizer algo a nosso respeito para que aconteça! Então, seremos sábios se entregarmos tudo a Deus. Coloquemos nas mãos do Todo-Poderoso todos os nossos problemas e medos, as nossas dificuldades e dúvidas, a nossa ansiedade e tudo aquilo que nos perturba, pois nada é impossível para Ele.
Jesus também usou a pergunta retórica. Verificamos isso nos versículos 23-27, o texto que relata a tempestade que se levantou no mar enquanto Ele dormia tranquilamente no barco. Quando os discípulos, em grande aflição, o despertaram, Jesus perguntou-lhes: Porque temeis, homens de pouca fé? O método da pergunta retórica é muito interessante e podemos usá-lo no trabalho de evangelização. Também devemos usar as outras formas de actuação de Jesus. Porque somos tão tímidos e não fazemos mais uso da palavra para edificação dos que nos rodeiam? Procuremos dar uma palavra de alento àqueles que se encontram desanimados. Estendamos também a mão e abençoemos os outros!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Culto da tarde...

A mensagem da parte de Deus que o Pr. Jónatas nos trouxe baseou-se no Salmo 100. Este Salmo começa com um apelo: "Celebrai com júbilo ao Senhor". Esta é a atitude que todos nós devemos ter. O crente deve viver em constante celebração ao Senhor Deus. Porém, infelizmente, nem sempre demonstramos gratidão para com o Pai Celestial. Estamos sempre prontos a queixarmo-nos, mas, muitas vezes, é-nos difícil agradecer. "Como celebrar se tenho problemas de saúde; se tenho dívidas para pagar; se estou desempregado, se..., se...?" - argumentamos...
"Em tudo dai graças." - diz I Tessalonicenses 5:18. Não obstante todas as dificuldades que possamos estar a enfrentar, se olharmos para a nossa vida com "olhos de ver", veremos que há muito para agradecer ao Pai Celestial, que cuida de nós diariamente. E, ainda que não tivéssemos mais nada para Lhe agradecer, a Salvação que Ele nos ofereceu, através de Jesus, já seria suficiente para vivermos em atitude de gratidão...
"Servi ao Senhor com alegria", diz o versículo 2. Muitas vezes, adiamos o nosso serviço a Deus porque ainda não descobrimos a alegria que é servir ao Senhor. Tendemos a ser egoístas. Estamos sempre à espera de receber e raramente estamos dispostos a dar de nós. Esquecemo-nos que "mais bem-aventurada coisa é dar do que receber" (Actos 20:35).
Outras vezes, permitimos que a nossa "agenda" pessoal seja entrave ao nosso serviço. Quantos vezes não alegamos que não temos tempo para servir a Deus?! E aqui, talvez devamos reflectir porque é que não conseguimos dispor de tempo para dedicar ao Pai Celestial. É que, às vezes, desperdiçamos esse tempo, observando a vida dos outros. Oxalá nos examinemos a nós mesmos (I Coríntios 11:28) e não aqueles que nos rodeiam! Abandonemos o hábito de comentar a vida alheia e analisemos a nossa própria vida a fim de descobrirmos onde, eventualmente, estamos a falhar. Deixemos de procurar os erros na vida dos outros, pois muitas vezes são os nossos olhos que estão sujos e não a vida daqueles que observamos. Lembremo-nos que não nos compete julgar!
O verso 3 dá-nos uma segurança incrível, pois afirma que Deus, não só nos fez, como nos tornou povo Seu. Que maravilha sabermos que não somos apenas criaturas de Deus, mas que somos Seus Filhos. Como é bom termos a certeza de que Ele nos ama como somos!
O versículo 4 convida-nos a entrar na presença de Deus com gratidão e louvor. E, aqui, importa perguntarmo-nos como é que costumamos ir até Deus. É com acções de graças ou só com petições e reclamações? Quem somos nós para reclamarmos com Aquele que é Deus? Rendamos acções de graças ao Pai Celestial, isto é, reconheçamos que nada somos perante Ele.
Este Salmo termina com uma afirmação maravilhosa: "...o Senhor é bom, e eterna a Sua misericórdia; e a Sua verdade dura de geração em geração". "O Senhor é bom"... Quantas vezes saem estas palavras da nossa boca e do nosso coração? Provavelmente não proferimos esta afirmação com a frequência que deveríamos. Às vezes, só porque não conseguimos ver logo a acção de Deus, temos dificuldade em declarar que Ele é bom, fiel e misericordioso. Até admitimos que Ele tem trabalhado, mas não demonstramos grande convicção. Oxalá consigamos reconhecer, diariamente, a bondade de Deus para connosco!
No Culto da tarde prestámos uma singela homenagem a um casal muito querido da nossa Igreja que vai partir para a Suiça. Estamos muito gratos a Deus pela vida destes irmãos e pela forma dedicada com que têm servido ao Senhor na nossa Igreja. O seu amor e entrega à obra de Deus servem-nos de inspiração. Oramos para que o Pai Celestial os guarde e abençoe sempre!
No vídeo que se segue, poderá ver mais fotografias da nossa reunião da tarde e do convívio que se realizou logo após esse Culto de Celebração ao nosso bom Deus...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Culto de Estudo Bíblico...

Continuamos com a série de estudos de "Discipulado" e, hoje, estudámos sobre a pessoa de Jesus. É de extrema importância sabermos quem realmente é Jesus. Infelizmente, vemos por aí muitas pessoas querendo para si a glória que pertence ao Senhor. Não nos esqueçamos que a queda começa quando queremos ser como Deus. Foi precisamente isso que aconteceu no Jardim do Éden (Génesis 3:4-5).
Então, quem é Jesus? Para muitos, Ele foi só um homem sábio e bom; para outros, Ele é apenas um anjo. Quem é, então, Jesus em relação aos Seus anjos? Encontramos a resposta em Hebreus 1. Os versículos 4, 5 e 6 mostram que Ele é superior aos anjos, é mais excelente; é o Adorado (Deus ordena aos anjos que adorem a Jesus). E aqui convém relembrar que a Bíblia diz que devemos adorar somente a Deus (Êxodo 20:4-5; Mateus 4:10). Então, e, uma vez que a Palavra de Deus não tem quaisquer contradições, Hebreus vem reforçar outras passagens bíblicas que afirmam que Jesus é Deus. Devemos adorar apenas a Deus, na Sua Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.
O verso 13 diz-nos que Deus colocou Jesus à Sua direita e não deu esse privilégio aos anjos. Segundo o versículo 14, os anjos são espíritos ministradores, enviados para servir os Filhos de Deus. "O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra" (Salmo 34:7).
Analisemos agora as características de Jesus, segundo Deus. Como é que Deus vê Jesus?
Em Hebreus 1:8, vemos que Deus chama o Seu Filho de Deus, o que mostra que Jesus e o Pai são um.
Jesus é Rei, pois o verso 8 afirma que Ele tem um trono.
Jesus é eterno (v.10 e v.11), isto é, existe desde sempre e para sempre.
Jesus é justo (v.9).
Jesus é Criador, pois no verso 10 lemos que Ele criou a Terra e os Céus.
Jesus é imutável (v.12). Tudo mudará, mas Jesus permanecerá o mesmo para todo o sempre.


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Reunião de Senhoras...

No passado Sábado, teve início uma nova actividade da nossa Igreja: Encontro de Senhoras. Reunimo-nos na casa da Marta Azevedo e tivemos um excelente tempo de comunhão. Partilhámos bênçãos e experiências; orámos e conversámos. Veja as fotos no vídeo seguinte:

Encontro Nacional de Jovens

Um grupo de jovens da nossa Igreja esteve presente no Encontro Nacional, que se realizou no dia 5 de Outubro, no Acampamento Baptista de Água de Madeiros. Eis o registo de alguns dos momentos do dia:

domingo, 10 de outubro de 2010

Culto da tarde...

Actos 12:2-3 foi o texto bíblico que serviu de suporte à mensagem que o Pr. Jónatas Lopes nos trouxe. Estes versículos deviam servir-nos de base para muitas áreas da nossa vida, nomeadamente no trabalho de evangelização. Evangelização e oração devem andar sempre de mãos dadas. O que é a oração? É buscarmos a orientação e a visão de Deus. Quando oramos, Deus não dá a visão apenas a uma pessoa; dá-a a várias pessoas para que, em conjunto, possamos chegar àquilo que Ele quer. Daí a importância de os líderes espirituais partilharem as suas ideias e visão com os crentes, ouvindo também as suas sugestões, para que todos possam orar, buscando a direcção de Deus.
No verso 2, está implícita a ideia de serviço sem remuneração. "E, servindo eles ao Senhor..." Eles serviam sem terem qualquer contrapartida financeira. Todos sabemos que, nos dias que correm, é difícil as pessoas entenderem que fazemos algo sem sermos remunerados, mas é o que devemos fazer.
Devemos servir a Deus desinteressadamente, sem estarmos atrás daquilo que Ele pode dar. Não devemos negociar com Deus. Devemos servir o Pai Celestial com todo o nosso coração, com toda a nossa alma e com todas as nossas forças. Ainda que Deus não nos desse mais nada, aquilo que Ele nos deu, através de Jesus - a salvação da nossa alma - já seria suficiente para desejarmos servi-lo diariamente. O nosso serviço voluntário deve ser a resposta à graça de Deus.
"... e jejuando..." - lê-se ainda no versículo 2. Eis aqui algo que parece ter caído em desuso. Porque é que actualmente quase não se fala em jejum? A ideia de jejuar tem a ver com nos abstermos daquilo que interrompe a nossa intimidade com Deus, seja o que fôr. Daí o jejum e a oração estarem intimamente ligados. Durante aquele período de tempo que separamos para estar a sós com o Pai Celestial, não devemos estar preocupados com comida, telemóvel, etc... Não devemos permitir que algo se interponha entre nós em Deus, quebrando a nossa comunhão íntima com Ele.
"... disse o Espírito Santo: Separai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado" - continua o versículo 2. Não nos esqueçamos que a Obra é de Deus e não nossa, e, portanto, é Deus que, através de nós, faz o trabalho. Nós somos meros instrumentos nas Suas mãos. E que honra é para nós podermos servir o nosso Deus! Mas, lembremo-nos sempre que em nós não existe qualquer mérito, pois no momento em que pensarmos que há, iniciaremos uma viagem rumo à nossa ruína espiritual.
O verso 3 fala de algo que também já não se usa muito nas nossas igrejas: a imposição de mãos. O que significa impor as mãos sobre alguém? Quando o fazemos, estamos a suplicar a Deus: "Faz algo nesta vida!" E, aqui, convém enfatizar que não há qualquer valor nas nossas mãos. Reafirmamos o que foi dito anteriormente: Não há qualquer mérito em nós. É Deus que tem poder para realizar o que quer que seja na vida das pessoas!
A oração é de vital importância na nossa vida pessoal e na vida da Igreja. Ela protege-nos contras os inevitáveis ataques do diabo. O diabo não fica satisfeito quando vê a Obra do Senhor a progredir e, portanto, devemos fortalecer-nos diariamente através da oração para que nos seja mais fácil resistir às investidas de Satanás. E, não nos devemos esquecer que, muitas vezes, o diabo usa até pessoas de dentro da igreja para impedir o crescimento da Obra! Por isso, devemos também orar para que Deus retire as pedras de tropeço ao avanço da Sua Obra.
Busquemos a Deus diariamente, porque quem está em plena sintonia com o Pai está menos vulnerável aos ataques do inimigo.
"Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e Ele fugirá de vós" (Tiago 4:7).
Oxalá façamos um auto-exame para descobrirmos se somos pedra de tropeço ao avanço da Obra do Senhor! Antes de agirmos ou de falarmos, perguntemo-nos se aquilo que estamos prestes a fazer ou a dizer servirá para edificação ou para destruição do Corpo de Cristo, a Igreja. Procuremos fortalecer a nossa intimidade com Deus para que tudo aquilo que fizermos seja reflexo da Sua presença na nossa vida!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Encontro Nacional de Jovens...

Um grupo de jovens da nossa Igreja esteve presente no Encontro Nacional, que se realizou no dia 5 de Outubro, no Acampamento Baptista de Água de Madeiros. O Pr. Jónatas Lopes liderou um dos fóruns. "Baterias espirituais vitalícias" foi o tema escolhido pelo nosso pastor para este fórum de discussão. Eventos como conferências e acampamentos recarregam as nossas baterias espirituais. Porém, elas tenderão a descarregar fora desses contextos se não fizermos algo para contrariar isso. Como poderemos, então, recarregar as nossas "baterias" diariamente, de modo a que elas não entrem em "falência"?
1- Através da oração. A oração é um diálogo entre nós e Deus, pelo que é importante ficarmos à espera do que Deus tem para nos dizer. O objectivo da oração é perguntar a Deus qual é a Sua vontade para a nossa vida. A nossa intimidade com o Pai Celestial tem a ver com isto. Nós pedimos a Deus, não aquilo que desejamos, mas aquilo que Ele tem para nós. "Eu quero aquilo que Tu tiveres para mim, seja o que for". Oxalá seja esta a nossa oração!

Mas, como é que sabemos, à luz da Bíblia, qual é a vontade de Deus? Em primeiro lugar, as nossas decisões devem estar em consonância com que a Sagrada Escritura diz. Por outro lado, quando oramos sobre determinado assunto, ao nos inclinarmos para determinada opção, se sentimos paz, devemos avançar. Caso contrário, é melhor não o fazermos. A paz é o árbitro da nossa vida.

A oração é algo deveras importante na vida do Cristão, para que estejamos sempre em sintonia com Deus. E só O poderemos conhecer se passarmos tempo com Ele em oração. Porém, às vezes, a nossa oração não é ouvida. Quando é que isso acontece? Quando há pecado na nossa vida. O pecado separa-nos de Deus; interrompe a nossa ligação com o pai Celestial. Para que o "canal" fique novamente desobstruído, é necessário arrependimento.
2- Através da leitura da Bíblia. O que é a Bíblia? É a Palavra de Deus. É a única regra de conduta e de fé do Cristão. Qual deve ser, então, a nossa relação com a Bíblia? Devemos lê-la diariamente, pois é o nosso alimento espiritual. Uma vez que Deus fala connosco através da Bíblia, para mantermos um relacionamento com Ele, é fundamental lermos a Sua Palavra diariamente.

Hebreus 4:12 afirma que a Palavra de Deus é viva, isto é, ela mexe connosco sempre, independentemente do número de vezes que já lemos determinado texto; é eficaz, ou seja, tem efeito na nossa vida, tem a resposta para todos os problemas.
Então, por que é que algumas pessoas não querem ler a Bíblia? A resposta encontra-se no mesmo versículo. Segundo Hebreus 4:12, a Palavra de Deus também é penetrante/cortante e apta para discernir os pensamentos, isto é, ela mostra-nos aquilo que está errado na nossa vida.
3- Frequentando uma igreja (Hebreus 10:25). Para que serve a igreja local? Porque é importante que frequentemos uma igreja? Quando nos reunimos para louvar e adorar a Deus e partilhar experiências, crescemos espiritualmente. Ficamos encorajados e a nossa fé é fortalecida quando ouvimos relatos acerca da sempre surpreendente acção de Deus na vida de alguém.
Se há algo que descarrega as nossas baterias espirituais, é a tentação, pois nem sempre conseguimos resistir-lhe. Como lidar, então, com isso? Se a oração/intimidade com Deus for uma realidade na nossa vida, estaremos mais fortes e, consequentemente, será mais fácil resistir às tentações que surgirem.
Lucas 4 relata a tentação de Jesus. Ele sentiu necessidade de se retirar para estar a sós com o Pai. Jesus jejuou durante os 40 dias em que esteve no deserto. Depois desse período, sentiu fome e o diabo aproveitou para tentá-lo. É quando estamos no centro da vontade de Deus que o diabo mais nos tenta. Quando Deus está a trabalhar, o diabo fica incomodado e ataca-nos.
Analisemos a forma como Jesus respondeu ao diabo quando este o tentou. Jesus respondeu sempre com a Palavra de Deus. "Está escrito" - disse Jesus ao diabo em cada uma das suas investidas.

Tiago 4:7 diz para nos sujeitarmos a Deus e resistirmos ao diabo que ele fugirá de nós. Oxalá lhe resistamos sempre com a Palavra de Deus!
Quando nos disserem que não somos livres de fazer isto ou aquilo, lembremo-nos que é Cristo quem verdadeiramente nos liberta (João 8:36).

"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas coisas convêm..." (I Coríntios 10:23)


Culto de Estudo Bíblico...

"Ser família de Deus" foi o tema do estudo que o Pr. Jónatas Lopes nos trouxe.
Em Mateus 6:9, quando Jesus instruía os Seus discípulos acerca da oração, disse-lhes que deveriam começar as suas orações com a palavra "Pai". Isto revela intimidade. E Deus deseja que os Seus filhos tenham uma comunhão íntima com Ele. Que privilégio podermos conversar com Deus como o fazemos com os nossos pais biológicos! Podemos ir até Ele com qualquer coisa que nos incomode.
Como Pai amoroso que é, Ele importa-se connosco; Ele interessa-se por cada detalhe da nossa vida e deseja que estejamos sempre em sintonia com Ele. E não precisamos de ter um horário ou um local específicos para o fazer, nem precisamos de interromper as nossas actividades. Podemos falar com o Pai Celestial até enquanto as realizamos. Isto é simplesmente maravilhoso!
Pai... Pensemos no que significa ser pai. Ao termo "pai", associamos imediatamente as palavras "cuidado" e "protecção", mas também "admoestação". Deus é um Pai que cuida dos Seus filhos, providenciando-lhes aquilo que eles necessitam. E tal como os pais terrenos, o Pai Celestial também admoesta e corrige os Seus filhos.
Ao falarmos de Deus como Pai, uma questão impõe-se: "Será que Deus é Pai de todos?" João 8:42-44 mostra-nos que não. Deus é criador de todos, mas não é Pai de todos. E como é que sabemos se Ele é Pai? Se o amamos, Ele é nosso Pai. Deus ama a todos, como diz Romanos 8. Ele ama todas as pessoas, independentemente de ser Pai delas ou não. Porém, somente aqueles que correspondem ao Seu amor; aqueles que também O amam, é que são Seus filhos... E, o que é amar? Amar é obedecer. Em Mateus 6:50, Jesus afirma o seguinte: "Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão..."
João 1:12-13 revela que Deus não é Pai logo; isto é, desde o início. Nós somos filhos de Deus por adopção. "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome" (v.12). "
"...feitos filhos de Deus..." O que é que o verbo "fazer" implica? Realizar algo novo. "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (II Coríntios 5:7).
Ainda segundo João 1:12, aqueles que crêem em Deus é que são feitos filhos de Deus. É de notar que a palavra "crer", que aqui aparece, no original, não é a mesma palavra para "acreditar". Trata-se de crença acompanhada de submissão. Isto é, eu creio em Deus, mas não me fico por aí... submeto-me também a Ele e à Sua vontade. Como filhos de Deus, temos inúmeros privilégios, mas também temos responsabilidades. Temos que ser submissos ao Pai Celestial.
João 1:13 afirma que aqueles que são filhos de Deus não nascem da vontade da carne. A iniciativa é de Deus. Efésios 2:8 corrobora isto: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus".
Como poderemos ter a certeza de que somos salvos? Há vários textos bíblicos que nos dão essa garantia. Eis alguns deles: João 5:24; I João 5:11-12; Apocalipse 3:20...
Apocalipse 3:20 é um versículo deveras interessante: "Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo".
Aqui, vemos, uma vez mais, que a iniciativa é sempre de Deus; nunca nossa. É ele que "bate"; é Ele que vem ao nosso encontro. E a ideia do "cear" é demonstrativa do desejo de intimidade que Deus tem em relação aos Seus filhos. Oxalá nós também almejemos ter esse tipo de intimidade com o Pai Celestial!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Culto de Estudo Bíblico...

I João 4.9-10 foi o texto bíblico que serviu de base ao estudo que o Pr. Jónatas Lopes nos trouxe hoje.

Deus ama-nos. Que afirmação extraordinária! E Ele ama-nos incondicionalmente. Mas, como é como podemos ter a certeza de que Ele nos ama mesmo? O versículo 9 responde: Deus deu a vida do Seu único Filho - Jesus - por nós, quando ainda éramos pecadores, isto é, quando estávamos de relações cortadas com Deus. Isto é amor puro e genuíno! Não há maior demonstração de amor para com alguém do que dar a vida por essa pessoa.

Não esqueçamos que a iniciativa foi de Deus. Ele escolheu amar-nos e não impôs quaisquer condições para nos amar. Ele ama-nos como nós somos! João 3:16 confirma isto: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". Este verso mostra que Deus ama a todos. Jesus deu a vida por todas as pessoas.

O amor de Deus é um amor que dá e um amor que ajuda a... O que é que Deus nos dá? Procuremos a resposta em João 10:9-16. Deus dá-nos provisão (v.9). Podemos estar certos de que Deus nos dá aquilo de que necessitamos. Deus dá-nos vida em abundância (v.10). Em Deus, temos uma vida plena; uma vida com paz, alegria e felicidade vindas do Pai Celestial. Deus basta-nos! Porém, muitas vezes, achamos que Ele não nos chega e procuramos essa vida em abundância fora dEle. Como resultado, cometemos muitos erros e sofremos as consequências. Deus dá a Sua vida (v.11). Isto é, Deus cuida de nós e protege-nos diariamente. Deus conhece-nos. Como é maravilhoso sabermos que Deus conhece cada detalhe da nossa vida, que nada Lhe escapa!
Deus, através de Jesus, tornou-nos parte da Sua família e, um dia, iremos viver com Ele por toda a eternidade, num lugar de delícias, onde não haverá choro nem dor (Apocalipse 21:4). Deus adoptou-nos e agora somos Seus filhos. Que privilégio! Que honra!