sábado, 19 de dezembro de 2009

Pensamento e versículo da semana...


Versículo
E dará à luz um filho e chamarás o seu nome de JESUS; porque Ele salvará o povo do Seu pecado. (Mateus 1:21)

Pensamento
  «Glória a Deus! Glória a Deus!»
Cantam anjos lá dos Céus;
trazem novas de perdão,
graça eterna salvação.
Prova deste amor dá o Redentor!

Carta Pastoral...

Estamos na recta final do ano. Tempo de um primeiro balanço. Vamos a ele?

No passado Domingo reflectimos sobre o 1º semestre do ano. Hoje, vamos fazê-lo em relação ao 2º semestre. Assim:

Julho: Vivo feliz ... ... porque eu vivo em seu grande amor – investindo em mim mesmo. E como é que poderemos ser infelizes se somos bafejados pelo grande e precioso amor de Deus. Amor claramente único em toda a dimensão e expressão. Amor que enche e preenche a nossa vida e que nos encanta e seduz, até porque ele é inequívoco, permanente e valorativo. E investir em nós mesmos é conduzirmos o nosso pensamento para a arte de pensar: pensar nesse tão valioso Deus para quem nós não somos meras e insignificativos figurantes neste planeta que Ele criou. E investir em nós mesmos é conduzirmos o nosso coração a se dar por satisfeito com esse tranquilizante amor do nosso Pai Celeste. Será que foi isso que nós fizemos? E é esse o nosso estado de espírito?

Agosto: Vivo feliz ... porque é Ele que edifica a minha casa - investindo no companheirismo familiar. Algumas questões: temos consciência da acção de Deus na vida das nossas famílias? Já alguma vez equacionámos o como seria a nossa família se Cristo não estivesse presente desde a sua formação até ao presente momento? Todo o nosso agregado familiar tem consciência dessa acção Divina? Que lugar ocupa o Senhor Deus na vida da nossa família? Que lugar ocupa a adoração, a oração e a meditação nos nosso contexto familiar? Sou eu mais valia ... referência ...para o meu lar? Qual a prioridade que dou à salvação daqueles que se agregam debaixo do mesmo telhado?

Setembro: Vivo feliz ... porque posso ser seu Embaixador –investindo no serviço cristão. Que maravilha! Sim ... é que qualquer crente em Jesus Cristo pode ser Embaixador de Cristo. À partida, todos temos o desejado perfil para essa maravilhosa função. Não necessitamos de grandes estudos, ou cultura, ou de descendermos de nobres famílias ... visto que o mesmo Mestre que chamou e comissionou os pescadores da Judeia também pode efectuar maravilhas na vida daquele que Ele salva, independentemente da condição que o caracterizou antes de conhecer a Cristo. E agora surge um pertinente questão: Deixei que Cristo investisse em mim?

Outubro: Vivo feliz ... porque Ele me leva à glória dos Céus – investindo na santificação. Que maravilha ter a certeza que a glória dos Céus cobre a nossa vida, mas mais admirável é ter a certeza de que estarei lado a lado com o meu Jesus! Não, não é uma esperança, mas uma inquestionável e indestrutível certeza. Que bom saber que um dia estarei, para todo o sempre, com o meu Salvador! Este certeza é também tua, amado irmão. E por isso não há lugar a desânimo. No entanto, esta alegria também exige uma maravilhosa caminhada – a santificação, «sem a qual ninguém verá o Senhor». Sabemos que a santificação é uma tarefa do Espírito Santo na nossa vida, mas há que haver disponibilidade da nossa parte a fim de que ela seja uma clara realidade. E as questões surgem: Em que patamar eu estou em termos de santificação? Estagnei? Regredi? Progredi? Está o meu Deus satisfeito com a minha situação espiritual?

Novembro: Vivo feliz ... porque posso expressar a Sua bondade – investindo na solidariedade. Que maravilha termos um Deus que é, em essência, bondoso, mas que também expressa, de forma tão evidente, essa Sua maravilhosa bondade. Mas a questão era mais abrangente: Expresso eu a bondade do meu Deus em todos os actos da minha vida. Ele é, efectivamente, bondoso! E eu? É bem notória essa bondade, nas minhas palavras, ou nas minhas atitudes? E sou eu alguém que se insere na área da solidariedade? Quem são os outros para mim? Faço eu aos outros aquilo que gostaria que eles me fizessem? Penso eu no meu semelhante e dirijo-me a ele, em Nome de Jesus?

Dezembro: Vivo feliz ... ... e Ele, olhando para mim, também se sente feliz! – investindo na avaliação. Que balanço faço eu ao meu percurso até ao momento? Estou feliz com esse percurso? E o meu Deus? Também está satisfeito comigo? Oro para que da nossa sincera e justa avaliação resulte progresso espiritual, para a glória de Deus.

Finalmente: Desejo a todos uma óptima e abençoada época natalícia ... com plena lembrança do Aniversariante Jesus! Onde quer que estejamos, no dia 25 de Dezembro, não esqueçamos de exaltar o Príncipe da Paz. E quem tiver a oportunidade … é desde já convidado a participar no Culto em Mangualde … pelas 16 horas.

Pr. José Lopes

sábado, 12 de dezembro de 2009

Pensamento e Versículo da semana

Versículo
O temor do Senhor é o princípio da sabedoria: os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.
Provérbios. 1:7
Pensamento 
Pensar é fácil; agir é difícil e colocar os pensamentos em acção é a coisa mais difícil do mundo.
Goethe

Carta Pastoral...

Estamos na recta final do ano. Tempo de um primeiro balanço. Vamos a ele?
Janeiro: Vivo feliz … porque desfruto o gozo da luz - investindo na oração. E apidamente nos surgem as seguintes questões: tenho desfrutado do gozo da luz? Quantitativamente e/ou qualitativamente? Isso é claramente visível nos meus contextos vivenciais? E cresci na minha comunicação com Deus? Tenho eu prazer nesse crescimento? Que reflexos teve isso  na minha vida? 
Fevereiro: Vivo feliz … porque sou herdeiro de Deus - investindo na Meditação. E com o sub-tema aparece uma nova série de questões: Tenho eu tido a consciência, em todos os momentos, mesmo nos mais adversos, de que sou herdeiro de Deus e co-herdeiro com Cristo? E quais os resultados dessa reflexão? Encaro a presença de Deus como real, mesmo quando há sinais de Outono ou de Inverno? Tenho eu a noção de que essa riqueza conceptual resulta do grau de investimento que faço na meditação? E passei a meditar mais … e mais profundamente?
Março: Vivo feliz … porque posso render-lhe sempre louvor - investindo na Adoração. E mais uma pequena bateria de questões: A minha adoração é condicionada pelos contextos que me rodeiam? Faço-a sempre em espírito e em verdade? Louvo sempre a Deus, independentemente das Suas respostas à minha oração? A minha adoração a Deus está em crescendo?
Abril: Vivo feliz … porque me submeto ao amor de Jesus - investindo na Comunhão. Agrada-me a submissão ao Senhor Deus? Em todas as coisas? E em todas elas vejo a manifestação do Seu amor, mesmo quando Ele diz não às minhas súplicas? E como é que vai a minha comunhão com os meus irmãos em Cristo? É ela saudável e reciprocamente uma bênção? Este ano fui uma bênção para a minha Igreja, em termos de comunhão? Investi mais, mais ou menos igual, ou menos do que em 2008?
Maio - Vivo feliz … porque eu e a minha casa servimos ao Senhor - investindo na Família. Como é que vai a minha Família em termos espirituais? Oramos juntos? Estamos unidos no mesmo espírito de serviço? O meu contributo para essa filosofia é permanente, ou esporádica? Destaco-me pela positiva, estimulando, ou pela negativa, obstruindo? A minha Família é uma bênção para mim? E eu sou, de forma inequívoca, uma bênção para a minha Família? E a minha Família é uma bênção para a minha Igreja? E a minha Igreja conta com a disponibilidade de toda a minha Família? Junho - Vivo feliz … porque testemunho da excelsa graça de Deus - investindo na Evangelização. E aqui apresentamos mais um leque de questões: Dá-me prazer falar de Jesus? Espero pelas oportunidades para o fazer, ou provoco-as, em Nome de Jesus. O meu testemunho é exclusivamente através da minha vida, ou adiciono também a sua verbalização? Tenho contribuído para tornar a minha Igreja mais Missionária e mais Evangelística? A minha disposição para tornar a minha Igreja numa Igreja Missionaria é algo que vem do exterior, ou é algo inerente à minha pessoa?  
Vamo-nos ficar por aqui. Há questões muito fáceis de responder, a par de outras que exigem mais ponderação … e oração. No entanto, o objectivo desta carta é claramente duplo: primeiro - que façamos uma séria avaliação do nosso estado actual, pedindo a ajuda de Deus para esse efeito; segundo - que, com a ajuda de Deus, caminhemos para os objectivos que Ele tem para a nossa vida. Com alegria, dedicação, paixão … e Deus nos abençoará!

Pr. José Lopes

sábado, 5 de dezembro de 2009

Pensamento e Versículo da semana


Versículo

O trabalho da sua alma ele levará e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos: porque as iniquidades deles levará sobre si. (Isaías 53: 11)


Pensamento

Quando falares, tem cuidado, para que as tuas palavras sejam melhores do que o teu silêncio. (Provérbio indiano)

Carta Pastoral...

Alguém se lembra do lema da nossa Igreja para este ano? É óbvio que sim: Vivo feliz, pois sou de Jesus! Todavia, talvez, só alguns se lembrarão do sub-tema deste mês: … e Ele, olhando para mim, também se sente feliz! E como sempre falámos da necessidade de investirmos, este mês, falaremos de Investindo na Avaliação. Até porque estamos no último mês do ano, e é de toda a conveniência que façamos uma avaliação, honesta e séria, do caminho que trilhámos e da evolução que registámos em termos espirituais.
Olhando para o primeiro item do sub-tema, logo de imediato a nossa atenção se dirige para Isaías 53, versículo 11 - O trabalho da sua alma ele verá e ficará satisfeito. Enquadrando o texto no seu contexto, recordemos que o Profeta Isaías estava a referir-se à aparição, dores e glória do Messias, ou seja, de toda a Sua maravilhosa obra de substituição, redenção e salvação. Um retrato fidedigno daquilo que se viria a passar mais ou menos 700 anos depois. E tudo aquilo que o Profeta escreveu, sob inspiração do Espírito, concretizou-se na Obra vicária de Jesus. No entanto, o detalhe inserido na 1ª parte do versículo 11 vai mais além do que o contexto imediato, ou seja, do que aquilo que se passou na cruz, apesar da plena e inequívoca afirmação de Jesus: «Está consumado». E quando afirmamos que vai mais além, estou a pensar em estendê-la até aos nossos dias. Estou a pensar naqueles que morreram em Cristo, nos quais Jesus se reviu, com os quais Jesus se alegrou, por tudo aquilo que lhes diz respeito. Sim, estou a referir-nos a todos aqueles em quem se concretizou a expressão: «Bem-aventurados os mortos que agora morrem no Senhor … para que as suas obras o acompanhem», em todos aqueles que alegraram o seu Mestre com a sua fé, o seu entusiasmo, a sua fidelidade, o seu compromisso, a sua militância, o seu serviço.
Estendendo o versículo a cada um de nós, gostaríamos que cada um dos leitores desta carta pudesse inquirir-se a si mesmo: O que é que Jesus pensa de mim? Que sentimentos o Mestre regista em si, quando olha para mim? Eu vivo feliz, pois sou de Jesus, mas será que o inverso também é verdade? Será que Jesus é feliz, na medida em que vive em mim?
Das respostas que dermos às questões que formulei, depende, e muito, o balanço que iremos fazer do ano de 2009. É muito fácil o diabo colaborar na facilitação das respostas, dizendo-nos que Jesus está satisfeito, escondendo, ele próprio que essa satisfação é sua; mas também é muito fácil contarmos com a ajuda do Espírito Santo numa real e honesta avaliação daquilo que Jesus pensa sobre nós.
Nesta primeira carta do mês, o meu desejo é que comecemos, em espírito de oração, a avaliarmos aquilo que fomos durante este ano: nossa postura; nossa fé; nossos pensamentos; nossa linguagem; nossos relacionamentos; nossa fidelidade a Deus; nossa prestação como servos; nosso nível de mordomia (dinheiro, tempo, dons, etc). E que Deus te ajude nessa avaliação, a fim de que cresças, para a Sua glória, no ano de 2010.

Pr. José Lopes


Viagem Missionária...

No fim-de-semana 6-8 de Novembro, um grupo de irmãos da nossa Igreja e da Igreja de Mangualde deslocaram-se a Sevilha, onde participaram do VII Congresso Missionário da Igreja Baptista de Sevilha, uma comunidade que sustenta condignamente 68 missionários, espalhados por vários continentes.

Durante a Conferência foi celebrado, em acto de culto, um convénio missionário entre as Igrejas de Sevilha, Mangualde e Tondela.

As Igrejas de Mangualde e Tondela vão sustentar 12 missionários, espalhados por 5 países.

São eles:

Elton Rangel Jr.e Esposa – Cabo Verde

Andrew Monyatsi e esposa – Botswana

Donnis Abella e Esposa – Cuba

Marcos Ribera e Esposa – Cuba

Alex Franklin e Esposa - Haiti

Iraque (Por motivos de segurança, não revelamos o nome do casal de missionários a desenvolver o seu ministério neste país)

-----
Expressamos aqui o nosso reconhecido agradecimento ao Ir. Daniel Carvalho, da Igreja Baptista de Mangualde, que tão gentilmente nos cedeu as fotos da Conferência.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Carta Pastoral de 29-11-2009

Investindo em solidariedade». O que é ser solidário? Que espécie de solidariedade? Em que áreas? É interessante notar, querido irmão, a semelhança que há entre «solidário» e «solitário». Apenas em termos terminológicos, já que em termos semânticos são claramente diferentes. Solidário deriva do verbo «solidar», sinónimo de soldar. Isto sugere soldadura, conexão, união, ligação … mas obviamente forte, duradoura, resistente. Assim sendo, quando afirmamos que os homens são solidários, estamos a declarar que estão fortemente ligados uns aos outros. O ser humano é um ser social. Não é, inequivocamente uma ilha! As pessoas dificilmente viverão sem mútua cooperação. Em qualquer tempo e lugar, ou em qualquer cultura, desde os primórdio da vida até ao seu ocaso, é da mútua cooperação que somos, vivemos e sobrevivemos. Para muita gente, solidariedade é um conceito abstracto, impreciso, mas não é assim. De facto, ele é dinâmico, inter-activo, de movimento em direcção aos outros. A solidariedade é um compromisso de ajudar aqueles que necessitam de apoio. Na esmagadora maioria das vezes o termo solidariedade está ligado à componente material, seja de que âmbito for. No entanto, se em anteriores cartas pastorais direccionámos a nossa atenção para essa área, hoje queremos focalizá-la na vertente espiritual. Em termos muito generalistas, podemos enquadrar a nossa reflexão nos mesmos parâmetros em que nos situámos até ao presente momento. De facto, ser solidário com os perdidos é irmos pelos «caminhos e valados» com a mensagem redentora de Cristo. É óbvio que há que ter em conta se levamos «o pão vivo que desceu dos Céus» àqueles que não têm «o pão nosso de cada dia». Não é fácil, ou melhor, é tremendamente difícil falar de Cristo àqueles que não têm que comer, ou que têm imensas dificuldades para sobreviver. No entanto, se uma Igreja de Cristo observa as necessidades ao seu redor, e estende os seus braços para as satisfazer, mais credível ficará para revelar o Evangelho da salvação. Por outras palavras, quando uma Igreja se preocupa com o dia-a-dia das pessoas adquire legitimidade para manifestar a sua preocupação com o futuro espiritual dessas mesmas pessoas; ou seja, quando uma Igreja cuida do corpo, lado existencial visível, tem direito a também se preocupar com o lado invisível do seu semelhante, com o destino da sua alma. Há muita gente tão só! Que vive em solidão de âmbito espiritual! Mas uma solidão confrangedora, assustadora, tenebrosa, conflituosa, de guerra permanente. Quer no capítulo de dúvidas existenciais, quer em termos de insegurança religiosa, face à eternidade, quer em opções claramente erradas em relação ao fenómeno religioso. No entanto, e sem qualquer espécie de dúvida no nosso espírito, todas elas estão necessariamente condenadas ao tormento eterno. E investir em solidariedade é termos em conta essa situação e deixarmos que o Espírito Santo no leve até elas. Sendo a solidariedade um compromisso de ajudar aqueles que necessitam de apoio, como afirmámos em anterior momento desta carta, então nós estamos a ser solidários com povos como Cabo Verde, Haiti, Botsuana, Iraque e Cuba. Mas o desafio é também sermos solidários com os povos mais próximos de nós. E há vários à nossa espera … e da mensagem redentora de Cristo. Penalva e Carregal do Sal clamam. Mas há outros, como Canas de Senhorim, Aguiar da Beira, Santa Comba Dão, etc. «Diz ao meu povo que marche». Oro para que nada, absolutamente nada, possa impedir a nossa marcha, amado irmão. Quer a minha, quer a tua, quer a do povo de Deus! Pr. José Lopes

Carta Pastoral de 22-11-2009

Na carta pastoral de 8 de Novembro referimo-nos à expressão de bondade, como reflexo da bondade Divina em relação a nós. E afirmámos que voltaríamos ao assunto, tendo em conta o tema da nossa Igreja: Vivo feliz pois sou de Jesus e porque posso expressar a Sua bondade - investindo na solidariedade.

Os crentes em Jesus são objecto da bondade de Jesus! São receptores da bela e maravilhosa bondade Divina! Que bênção! Que enorme privilégio! Mas que grande responsabilidade também! Somos felizes, na medida em que a expressão da bondade de Deus na nossa vida atinge elevados níveis de intervenção e de recursos! Somos bem-aventurados, já que somos beneficiários do Seu terno cuidado, como amoroso Pastor, que tudo faz para que nada nos falte. E acumulamos … e acumulamos … e enchemo-nos … e enchemo-nos … como depósitos permanente disponíveis para receber benesses Divinas. No entanto, também nos esquecemos que esse não é o propósito de Deus para as nossas vidas; esquecemo-nos, de forma voluntária ou involuntária, que também devemos ser transmissores da bondade Divina que invade a nossa vida; omitimo-nos da missão de espraiar essa bondade naqueles que nos rodeiam. E de forma egoísta guardamos, exclusivamente para nós, os recursos que o nosso Deus nos providencia, esquecendo-nos que alguns desses recursos não são para acumular, mas para distribuir, para servir os outros em Nome de Cristo. Por outras palavras, se o nosso Deus nos dá mais do que aquilo que necessitamos,

há que reflectir: até que ponto o que está a mais deve ser colocado ao serviço do meu próximo? Sempre numa perspectiva de honrarmos o nosso Deus, na pessoa do nosso semelhante.

Quando o Jesus Senhor apelou para que não acumulássemos tesouros na terra, não estaria também Ele a pensar na importância de não ambicionarmos mais e mais para nós, em detrimento dos que nada têm, ou pouco têm para viverem de forma digna? Creio que sim, na medida em que o nosso Mestre desafiou-nos a ajuntarmos tesouros no Céu, tesouros que, por extensão, se referem ao «copo de água» que damos a quem tem sede e «pão» que distribuímos aos que não o têm … em Nome de Jesus, na medida em que se assim o fizermos, é como se o estivéssemos a fazer ao nosso próprio Salvador.

Um colega Pastor, há muitos anos atrás, dizia-me que solidariedade não era um termo bíblico, mas um vocábulo produzido em contextos político-sociais. É óbvio que os neologismos resultam de novos contextos situacionais, de novas realidades científicas, etc, mas o que para mim é claro é que se o termo «solidariedade» não está na Bíblia, à semelhança de outros significantes, a verdade é que ele traduz realidades que a Palavra de Deus não ignora. Alguém duvida que somos motivados e desafiados a sermos solidários com os outros? E até nem falo apenas de bens materiais, embora, como é óbvio, eles também estejam inseridos nesse campo.

«Investindo na solidariedade» tem que ser mais do que um apelo! Tem que ser uma atitude! Permanente e contínua!

Amado irmão: seja generoso com os recursos que o nosso Deus lhe disponibiliza! Estenda, de forma concreta, alguma da percentagem da bondade de Deus na sua vida na vida dos outros! Lembre-se que Deus terá isso em conta!

Pr. José Lopes

domingo, 15 de novembro de 2009

Pensamento e Versículo da semana

Versículo
Portanto ide, fazei discípulos em todas as nações, baptizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Mateus 28:19
Pensamento
Alguém não envolvido com evangelismo e discipulado é como um bombeiro que corre para um prédio em chamas apenas para ajeitar o quadro na parede - Dwight Moody

sábado, 14 de novembro de 2009

Carta Pastoral...

Não há palavras para descrever o universo de emoções que vivemos no passado fim de semana. E quando falamos de universo, queremos realçar o extraordinário leque de vivências que o nosso Deus no proporcionou em Sevilha.

Foi uma viagem de muitas horas, quer de ida, quer de regresso. Apesar disso, os benefícios espirituais anularam, por completo, qualquer debilidade física que nos pudesse bater à porta. O profeta diz que aqueles «que esperam no Senhor renovarão as suas forças» … e isso foi bem patente em todos aqueles que viajaram até à Conferência Missionária em Sevilha. As Igrejas irmãs de Mangualde e de Tondela «enviaram» 23 crentes até à querida Igreja de Sevilha, a qual nos acolheu de forma mui impressionante. Como verdadeiros irmãos em Cristo, imbuídos do mesmo espírito, apaixonados pela Obra de Deus, companheiros missionários no cumprimento do «Ide» de Jesus.

O fim de semana passou-se de uma maneira muito rápida. Não deu para passear, mas houve espaço e tempo para pensar, para reflectir, para partilhar, para abençoar e para ser abençoado. Como impressiona a fé de tantos missionários que labutam em campos tão difíceis, a todos os níveis! Extraordinários heróis, física e espiritualmente, que investem a sua vida, sem qualquer espécie de medo, mesmo o de morrerem em condições horripilantes. E como reflectimos sobre a nossa fraqueza em «nos dar-mos» ao Senhor, quando vivemos num País onde facilmente podemos viver a propagar a nossa fé. Como somos tão fracos, diante de figuras que assumem a sua missão missionária em ambientes tão hostis. E como assumimos essa fraqueza, só nos resta dizer: «Eis-me aqui Senhor». Não estou a apelar para ninguém ir para o Iraque, para Botsuana, para a Nigéria, etc, embora se Deus chamar alguém para essas áreas geográficas só nos resta apoiar. O que estou a rogar, em Nome

de Jesus, é que sejamos missionários na nossa terra, na nossa Jerusalém, sem deixarmos de sustentar as cordas daqueles que partem para esses países, missionários que chegam onde nós não podemos chegar, mas que somente ali podem chegar se, na rectaguarda, houver os necessários apoios. E daí o podermos chegar - e por incrível que pareça por apenas 1 € mensal - a Países que necessitam do toque de Deus, da mensagem de salvação. Aleluia! Glórias ao nosso Deus!

A nossa Igreja vai avançar com a constituição de um C.E.M. - CENTRO DE EXPANSÃO MISSIONÁRIA. E numa parceria que envolve Mangualde, Tondela e Sevilha iremos apoiar vários missionários em vários países do Mundo. Na semana passada escrevemos que nos devíamos preparar para os resultados da Conferência Missionária em Sevilha. E não só os que iriam, mas igualmente toda a Igreja, porque Deus iria, de certo, «incomodar-nos». E incomodou-nos. A uns mais, a outros menos, mas algo se irá passar se não houver obstáculos que se coloquem na nossa marcha. Alguns irmãos, a seu tempo, darão o seu testemunho e a forma como foram «incomodados», mas com o CEM queremos apoiar Missões nos «confins da Terra», mas queremos que o nosso Deus nos envie até Penalva, Carregal do Sal e outras terras à nossa volta. Ou seja, queremos fazer Missões «em toda a Judeia e Samaria», adquirindo experiência, vitalidade, espírito de missão, paixão pelas almas, na nossa Jerusalém, a Cidade onde vivemos, o espaço geográfico onde circulamos e onde podemos anunciar as virtudes daquele que nos tirou do Reino das trevas e nos trouxe para o Reino do Seu amor!

«Diz ao povo de Israel que marche» - diz ao povo de Tondela que marche!

Pr. José Lopes

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Culto de Estudo Bíblico...

Hoje, estudámos João 14:1-21. Jesus está prestes a ser crucificado, mas, curiosamente, é Ele que consola os Seus discípulos e não o inverso. Jesus percebe que os Seus discípulos estão agitados, destroçados, perturbados... Então, Ele diz-lhes: "Não se turbe o vosso coração". Não obstante as condições em que estava, Jesus ainda conseguiu injectar ânimo, coragem e esperança nos Seus discípulos. As palavras de Jesus são sempre as mais doces! Logo a seguir, Jesus diz que na casa de Seu Pai há muitas moradas. Por outras palavras: "Animai-vos porque eu vou para um lugar onde há espaço para todos. Na casa do meu Pai, não há lotação esgotada". Jesus vai sempre à nossa frente para nos preparar lugar. Que maravilha!
Jesus prossegue dizendo que virá novamente para nos levar com Ele. O retorno de Jesus à Terra não será para morrer, pois isso Ele já fez. Também não virá para dar uma nova oportunidade. Virá, isso sim, para levar os salvos para junto de Si. E onde é que Ele está? Ele ascendeu ao Céu. Então, é para lá que nos levará! No versículo 6, Jesus diz: "Eu sou o caminho, e a verdade e a vida..." Ou seja, Jesus assume a Sua condição de caminho, o Único Caminho para o Céu. "Porque há um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. (I Timóteo 2:5) "E em nehum outro há salvação..." (Actos 4:12) Na segunda parte do verso 6, Jesus diz: "Ninguém vem ao Pai, senão por mim". Jesus está aqui a assumir que Ele é Deus.
Jesus fez coisas extraordinárias, mas no versículo 12, Ele diz que nós ainda podemos fazer obras maiores. Porquê? Porque Ele estava sozinho, mas nós não estamos sós. Temos a Sua promessa de que Ele estará sempre connosco! Quando oramos ao Pai (e nós temos livre acesso a Deus), temos também Jesus e o Espírito Santo intercedendo por nós. É por isso que, em nome de Jesus, podemos fazer coisas espantosas!

domingo, 8 de novembro de 2009

EBD...

Hoje, na Escola Bíblica Dominical, estudámos o Salmo 1. Quem tem prazer na Palavra de Deus, medita nela, pratica-a e influencia outros, através do seu bom exemplo. Quem lê e "guarda" a Palavra não se deixa influenciar por aqueles que não se regem pelos preceitos do Senhor Deus.
Se a Palavra de Deus estiver bem "enraizada" no nosso coração, o fruto do Espírito (amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança) será uma realidade na nossa vida.
Tudo o que fizermos, segundo a vontade de Deus, terá êxito. Já os ímpios serão como a palha que o vento dispersa, pois Deus agirá (no Seu tempo) e aquilo que não for de Deus não permanecerá...

sábado, 7 de novembro de 2009

Pensamento e Versículo da semana

Versículo

Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida. (Salmo 23:6)

Pensamento

Oro para que os ideais que iluminam o teu caminho sejam a bondade, a beleza e a verdade!

Carta Pastoral...

VIVO FELIZ … POIS SOU DE JESUS!

Este mês voltamos ao maravilhoso hino de J Crosby. Apesar das circunstâncias físicas que a envolviam, ela não se sentia diminuída, nem limitada. É maravilhoso cantar, sentindo o que ela sentia, quando construiu o hino 375. Este mês focamos a nossa atenção para a 3ª estrofe: Esperançoso vivo na luz/ Pela bondade do meu Jesus! Impressiona-me pensar que a nossa irmã vivia na luz, quando se sabe que era invisual. A cegueira física não a condicionava, graças à bondade de Deus. Quantas vezes «protestamos» por uma simples dor de cabeça; quantas vezes nos deixamos limitar e condicionamos os outros, por um pequeníssimo problema quando comparado com o de Jane Crosby; quantas vezes deixamos que o abatimento tome conta da nossa jornada terrena e nos desiludimos com tudo e todos, face a acontecimentos circunstanciais; quantas vezes nos deixamos apagar e enegrecemos a vida dos que nos rodeiam, diante de quadros temporais, passageiros, o que não era o caso de Jane, pois a sua cegueira era definitiva, sem retorno.

Damos graças a Deus porque Jane nos legou enorme e desafiadora mensagem, na medida em que referiu o recurso, o meio, pelo qual a sua vida de trevas se tornava luminosa. Afinal as trevas também podem ser vencidas; afinal, não há impossíveis; afinal, podemos ser vencedores diante de fenómenos, ou circunstâncias, que normalmente não são vencedoras. E Jane diz-nos que vivia na luz, pela bondade do seu e nosso Jesus! Que lindo!

Jane expressava bondade, já era objecto da bondade de Jesus! Ela dava, porquanto recebia; ela ministrava bondade, na medida em que ela também recepcionava bondade Divina. A sua história não é ficção, nem utopia. E será um caso repetível ou irrepetível?

Creio que o Jesus que iluminava a vida de Crosby é o mesmo Jesus que amamos e seguimos; creio que nada impede que o mesmo Jesus que dava sentido à sua vida possa também agir na nossa vida; creio que o seu poder é o mesmo ontem, hoje e eternamente; creio que a disponibilidade do nosso Mestre é permanente e intemporal. Desta forma, eu e tu, amado irmão, podemos brilhar mesmo que o mar seja tenebroso, mesmo que circunstâncias invernais queiram toldar a nossa existência. Que maravilha ter um Mestre que pode acalmar as ondas furiosas da vida! Sim, podemos viver dependentes da bondade de Jesus … para que também sejamos bondosos nos nossos relacionamentos. Desenvolveremos esta ideia em próximas cartas, mas há que pensar e investir na solidariedade. Somos chamados a amarmos o nosso próximo como a nós mesmos; somos chamados a fazermos bem a todos; somos chamados a fazermos bem a quem nos persegue, etc, etc. Rogo a Deus que nos ajude a sermos praticantes da Palavra e não somente ouvintes; peço-lhe que nos ajude a sermos bondosos em todas as áreas da vida … com a mesma bondade com que somos por Ele contemplados!

Pr. José Lopes

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Culto de Estudo Bíblico e Oração...

Hoje, o nosso estudo teve como tema "a oração" e o nosso pastor começou por nos apresentar o pensamento: "Mais vale que o teu coração não tenha palavras do que as tuas palavras não tenham coração". Então, desafiou-nos a aplicar esta frase ao tema do nosso estudo: a oração. Vale mais apresentarmo-nos diante de Deus sem palavras, mas com o coração aberto, do que chegarmos com palavras eloquentes, mas desprovidas de qualquer sentimento. O que importa é a nossa atitude diante de Deus. Um coração sem palavras diante de Deus (atitude de quebrantamento), terá 100% de êxito. Já alguém que se apresente perante Deus com palavras sem coração (atitude de exibicionismo) terá 100% de inêxito. Sabemos que Deus não despreza um coração quebrantado (Salmo 51:17) e também temos a garantia de que o Espírito Santo intercede por nós com gemidos inexprimíveis. (Romanos 8:26)
A oração coloca-nos no Santuário de Deus. Mas, quais são as chaves que nos abrem as portas de acesso a Deus? O Salmo 15 dá-nos a resposta:
  • Integridade /Sinceridade. Quem se aproxima de Deus com palavras sem coração, não está a ser sincero, é hipócrita.
  • Praticar a justiça. Há uma barreira que impede o nosso acesso a Deus. Chama-se pecado! Como resolvemos este problema? Através da confissão. Quando confessamos o nosso pecado, demonstramos sinceridade.
  • Verdade. Jesus diz-nos que o nosso falar deve ser sim, sim; não, não... (Mateus 5:37)
  • Não difamar. O que é difamar? É desfazer a fama de alguém. É dizer mal.
  • Não fazer mal ao próximo. Somos chamados a fazer o bem, até aos nossos inimigos. (Mateus 5:44)
  • Não lançar injúrias contra o próximo. Isto é, ter uma política de boa vizinhança.
  • Desprezar o réprobo. Há pessoas que ao mal chamam bem, e ao bem, chamam mal (Isaías 5:20). Nós não devemos ter por companheiros aqueles que têm opções erradas.
  • Honrar os que temem ao Senhor. O que é honrar? É dar valor, é respeitar, é amar... Jesus disse para nos amarmos uns aos outros como Ele nos ama. (João 13:34)
  • Não mudar, isto é, manter-se fiel ao que é correcto, mesmo que isso traga prejuízos pessoais. Às vezes, temos de sofrer o dano, para que o reino de Deus não sofra.
  • Não emprestar dinheiro com usura (juros elevados). Ou seja, não devemos aproveitar-nos das circunstâncias difíceis de alguém. Não devemos explorar as fraqueza dos outros...
  • Não aceitar suborno contra o inocente. Quando nos vendemos e alteramos a justiça, pecamos.
Qual é o segredo da oração eficaz? Encontramos a resposta em Tiago 5:26. Uma oração só é eficaz se não houver pecado na vida de quem a faz. Por isso, devemos começar por confessar o nosso pecado. Se estivermos de relações cortadas com alguém, a nossa oração não terá qualquer valor. Logo, devemos reconciliar-nos uns com os outros antes de nos dirigirmos a Deus. (Mateus 5:23-24)

domingo, 1 de novembro de 2009

Culto da tarde...

Na sequência da mensagem de há duas semanas atrás, baseada em Daniel 3:17-18, o Pr. Jónatas Lopes, desafiou-nos hoje a aplicar os princípios dos amigos de Daniel espiritual e congregacionalmente. Sadraque, Mesaque e Abdenego mostraram uma fé inabalável em Deus. Escolheram adorá-lO a Ele, e somente a Ele, independentemente do que pudesse vir a acontecer.
Espiritualmente, estamos satisfeitos? Estamos a dar o nosso máximo em termos espirituais? Todos nós podemos dar sempre dar um pouco mais. Não devemos acomodar-nos. Devemos sempre procurar ter mais intimidade com Deus, para que sejamos capazes de ir um pouco mais além, em termos espirituais. Há pessoas que, espiritualmente, querem sempre mais. Tentam aproximar-se cada vez mais de Deus, aumentando assim o seu grau de comunhão com Ele. Contudo, há também pessoas que fazem da espiritualidade uma droga e mudam constantemente de igreja, em busca de novas sensações. Espiritualidade não tem nada a ver com emoção!
Tentemos agora aplicar os princípios dos amigos de Daniel, congregacionalmente. Estamos satisfeitos com a nossa congregação? Estamos satisfeitos com a comunhão que existe? Se não estamos satisfeitos, tenhamos presente que Deus está disponível para actuar. Mas, estamos nós dispostos a melhorar?
Estamos satisfeitos? Sim. Mas... não acomodados! Queremos mais? Sim. Devemos todos esforçarmo-nos por isso. Se nós formos "um", Deus fará grandes coisas no nosso meio!

A verdadeira história de Caim...

O caro leitor já alguma vez colocou, como hipótese, a possibilidade de ter sido trocado no acto de nascer? Já equacionou sobre a possibilidade de nenhum daqueles que considera ser seus progenitores o serem? Dir-me-ão e com plena aceitabilidade: «Isso é outra narrativa, é outra história, que não a minha». Há uns anos atrás coloquei as mesmas questões a uma das maiores especialistas de José Saramago, tendo como base o livro que suscitou tanta polémica na altura, «O Evangelho Segundo Jesus Cristo». E a referida especialista, muito incomodada com a questão, respondeu da mesma forma que referi no 2º parágrafo deste reflexão. Ao não entender a minha questão, eu acrescentei que se passava exactamente o mesmo com o livro de J. Saramago. Aquela história nada tinha a ver com a história do nascimento de Jesus Cristo, de acordo com os Evangelhos que as várias Igrejas consagraram como Canónicos.
A história criada por Saramago é, efectivamente, uma outra história com digressões totalmente opostas àquelas que os Apóstolos nos legaram. E o mesmo se trata com a história de Caim, como iremos observar. Para continuar a ler este artigo, clique AQUI...

Culto de Ceia...

Realizou-se hoje o nosso Culto de Ceia do mês de Novembro, o qual foi antecedido pela Escola Bíblica Dominical. Estudámos uma lição baseada no Salmo 102, intitulada "Quando estou aflito".
Este Salmo começa por evidenciar a necessidade de sermos ouvidos. Às vezes, a angústia é tanta que suplicamos a Deus que nos ouça. E sabemos que Ele nos ouve, desde que não haja pecados não confessados na nossa vida. Somente o pecado impede que o nosso clamor chegue até ao Pai Celestial. Quantas e quantas vezes não nos sentimos sufocados pelos problemas e aflições da vida?! Porém, não nos devemos esquecer que Deus está sempre presente (Hebreus 13:5). Além disso, se olharmos para os problemas numa perspectiva de eternidade, eles são momentâneos. Quando ocuparmos o lugar que Jesus tem preparado para nós, no Lar Celestial, Deus limpará dos nossos olhos toda a lágrima (Apocalipse 21:4) e conheceremos, então, a felicidade plena.
O Salmo 102 mostra a necessidade de nos voltarmos para Deus quando os problemas são avassaladores. Com Cristo, podemos todas as coisas, pois Ele fortalece-nos (Filipenses 4:13).

sábado, 31 de outubro de 2009

Pensamento e Versículo da semana

Pensamento

Vivo feliz: regozijo-me em meu Salvador e vivo na luz pela bondade do meu Jesus!

Versículo

Bem-aventurado aquele a quem tu escolhes e fazes chegar a ti, para que habite em teus átrios: nós seremos satisfeitos da bondade da tua casa e do teu santo templo. - Salmo 65:4

Carta Pastoral...

Foi Bom … Muito Bom … ou Excelente a Jornada de Comunhão que desfrutámos no passado Domingo? Não sei se repararam, mas o Pastor começou do patamar do Bom, porque considera, com toda a sinceridade, que ninguém a avaliaria com menos. No entanto, como Pastor, e habituado a efectuar avaliações, avaliaria a Jornada de … Excelente. No patamar mais alto, sem qualquer espécie de dúvida. Mais uma vez vimos como Deus esteve presente! Desde a preparação do espaço que nos acolheu (obrigado I. Clementino e Esposa … e restante equipa de trabalho) e também na preparação espiritual e forma de estar em comunhão de todos aqueles que participaram na Jornada (agradecemos também a todos os crentes de Tondela e Mangualde que deram relevância à Jornada, com a sua presença).

Quando Deus dirige as nossas vidas, e os nossos relacionamentos, quando a Igreja se deixa dirigir pelo Espírito Santo … ficam reunidos todos os contextos para que a glória de Deus se evidencie!

Na Jornada de Comunhão do passado Domingo sentimos o mesmo encanto de Tiago, Pedro e João: «É bom estar aqui». Apetecia-nos fazer umas tendas (e havia espaço para tal) e aí residirmos por mais uns largos tempos. Mas a 2ª feira aproximava-se, apesar de terem retardado a sua entrada com o atraso dos relógios em 1 hora. E com a 2ª o resto da semana, com os seus afazeres em campos missionários onde habitualmente estamos presentes, campos onde, através de nós, o Senhor Deus quer investir. Sim! É Excelente estarmos juntos, mas o mundo espera a manifestação dos filhos de Deus, como sal da terra e luz do mundo. Havia que partir. Contudo, íamos fazê-lo com mais força e com mais determinação, para um mundo que não permite que o Senhor Deus revele o Seu amor, mas onde os crentes são chamados a actuar, de forma contínua e perseverante, evidenciando eles mesmo o extraordinário e singular amor de Deus!

Se ninguém pode dar aquilo que não tem, nós podemos afirmar que, através da experiência vivida na Jornada Inter-Igrejas, foi evidente que há muito de Deus em nós … e há muito para dar ao mundo em cada um de nós! Que bom! Que maravilha! Que bênção!

Que Deus nos abençoe queridos irmãos! Que a Comunhão nos entusiasme! De tal forma que mão possamos viver sem ela! Sabemos de irmãos que não puderam viver esta Jornada, mas que estão imbuídos do mesmo espírito! E isso fortalece-nos! Quantitativa e qualitativamente! Se a Comunhão aproxima-nos de Deus, e dos nossos irmãos, a verdade é que os homens, vendo o quanto nos amamos, reconhecerão que somos discípulos de Cristo. Além de os podermos servir, bem melhor, em Nome do nosso Mestre! Que bom! Que privilégio! Que superior mensagem! Registemos isso em nosso coração, mente e vida! Ámen!

Pr. José Lopes

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Culto de Estudo Bíblico e Oração...

Continuamos com o Estudo "O que Deus espera de nós, Seus filhos" e, hoje, o Pr. Jónatas Lopes introduziu o próximo ponto: oração. O nosso pastor levou-nos a reflectir no que oração é e naquilo que não é.
Oração é um dialógo com Deus, uma conversa objectiva. É através da oração que expressamos a Deus a nossa gratidão pelo que Ele é e por aquilo que Ele faz na nossa vida e expomos ao Pai Celestial os nossos problemas e preocupações. Orar é um acto de comunhão com o nosso amoroso Deus. Oração também é intercessão (pedir por outras pessoas) e petição. No entanto, quando pedimos, devemos dizer a Deus que seja a Sua vontade a prevalecer e não a nossa, caso estas não sejam coincidentes, pois Ele sabe o que é melhor para nós.
Oração não é reza (vãs repetições); não é um monólogo nem exibicionismo. Também não é pregação ou sugestão de métodos a Deus. Orar não é mandar recados! Oração não é exigência, mas, sim, submissão à vontade de Deus. Resumindo, orar é pedir a Deus o que Ele tem reservado para nós...

domingo, 25 de outubro de 2009

Magusto Anual...

Realizou-se hoje o nosso magusto anual, em conjunto com a Igreja Baptista de Mangualde. O irmão Clementino e a sua esposa, que gentilmente nos convidaram para a sua casa, tinham à nossa espera um autêntico banquete. Expressamos aqui o nosso profundo agradecimento a estes queridos irmãos, que prepararam tudo com muito carinho, proporcionando-nos uma magnífica tarde de confraternização.
"Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união ... porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre". (Salmo 133)

EBD

A nossa lição da Escola Dominical de hoje, baseada no Salmo 73, foi-nos apresentada pelo nosso irmão Silas, que, uma vez mais, nos honrou com a sua presença.
A Zaida ficou com a classe infantil e as nossas queridas Joana e Raquelinha ouviram a história com muita atenção...
A Filipa ficou com a classe dos adolescentes: Moisés, Miriam, Miguel e Levi...

sábado, 24 de outubro de 2009

Pensamento e Versículo da semana

Pensamento

“Jamais vi o Espírito de Deus actuar onde o povo do Senhor está dividido”. – D. L. Moody.

Versículo

Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união ... porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre. (Salmo 133)

Carta Pastoral...

Esta semana foi desenvolvida uma acérrima campanha contra Deus e contra a Bíblia. De alguém que não me surpreende, face ao que conheço dele e do seu pensamento como Escritor. Tinha muito que dizer sobre o assunto ... e se tinha ... mas apenas quero conduzir o vosso pensamento sobre 3 aspectos:

1º - A liberdade de pensamento e expressão que J.S. pretende para si (até já falam de inquisição, o que revela algumas lacunas cognitivas sobre o tema em causa) também há que ser concedida a todos os cristãos. Parece que se diviniza a tolerância para com aqueles que defendem narrativas imbuídas de obsessões e preconceitos religiosos e colocam, isso sim, no tribunal inquisitorial aqueles que se subordinam, com prazer, com fé, e sem salto algum no escuro, ao âmbito da crença em Deus e na Bíblia como Revelação da Sua vontade; 2º - A escrita traduz sempre o carácter e a filosofia de vida do autor. E ela pode ser constatação, exclusivamente, mas prefiro literatura interventiva, de acção, com propostas exequíveis para a sociedade. Ir a um médico e ser simplesmente diagnosticado com um negro quadro clínico ... e vir embora porque ele recusa sugerir caminhos, ou porque não conhece, ou porque não reconhece esses caminhos como os ideais, ou porque não quer ser confrontado com eles, etc, ... parece-me incongruente, para não qualificar de outra maneira. Para mim, esse médico não me serve para nada. Os cristãos são chamados a ser sal da terra e luz do mundo; os cristãos são chamados a ser cabeça e não cauda; a virem para a luz para que as suas obras glorifiquem o Senhor Deus. O cristão não é chamado a auto-silenciar-se, ou a deixar-se silenciar. Se nos calarmos, «as próprias pedras clamarão»; se nos quiserem calar, diremos «mais importa obedecer a Deus do que aos homens». Para mim, ser-se Homem, com H grande, é «ir para a frente», «é ir para o terreno de acção» ... e não deixar que outros o façam e depois vir, de forma habilidosa ou não, astuciosa ou não, elaborar narrativas desse caos, da «cegueira social», dos «caídos no chão». Trata-se de credibilidade ... e parece-me que J.S, não reúne condições para se me impor como referência. Não me estou a referir ao seu «modo de escrita», mas estou a referir-me à sua forma de estar no mundo, ao seu contributo para restaurar o que está mal, para sugerir caminhos mais adequados aos povos, etc.

3ª - Para não perder mais tempo ... Deus continuará a ser Deus independentemente da vontade de todos os ateus e agnósticos, o que não acontece com estes últimos. E mesmo que a sua militância contraste com a amorosa e pacífica natureza de Deus, jamais apagarão a matriz que Deus nos legou quando nascemos »à sua imagem e semelhança». Nós nos aproximamos de Deus ... e somos atendidos no Seu Trono de graça e poder; outros se aproximam ... à distância ... para protestar contra Deus, para tentarem matá-lo, ou pelo menos destruir a sua presença na vida das nações e dos homens. Resta-me dizer: «Perdoa-lhe Senhor Deus, porque não sabe o que diz». Sim, e em suma, se J.S. Saramago e outros como ele desejassem, do fundo do coração: que houvesse justiça e bem-estar social; que houvesse paz e solidariedade entre os povos e outros paradigmas similares a estes ... então restar-lhe-ia juntar-se a nós nessa cruzada, na medida em que defendemos a mesma coisa ... mas com Deus na direcção. Essa é a mais valia que temos ... e que sabemos que é real ... e é uma mais valia que se «impõe» de dentro para fora, com transformações a nível de mente, coração e acção. Que pena J.S. não querer compreender uma coisa tão simples e adopta filosofias tão complexas e de resultados altamente improváveis.

Hoje temos mais uma jornada de Comunhão. É difícil chegar a uma verdadeira comunhão ... mas é bem mais difícil mantê-la. E a estratégia de almoço inter-Igrejas, acrescido com o magusto, é altamente bíblica e aprovada por Deus. «Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união». E isso agrada de tal maneira a Deus que «ali Ele ordena a bênção para sempre». Movermo-nos para a comunhão ... estimular a comunhão ... viver a comunhão ... não estragar ou afectar a comunhão ... apoiar poderosa e amorosamente a comunhão ... trabalhar para que a comunhão jamais deixe de existir ... eis alguns dos desafios que faço aos meus amados irmãos, destinatários desta carta. Eu farei a minha parte ... e acredito que também fareis a vossa parte. assim for ... o nosso Deus estará sempre connosco e dele poderemos esperar grandes coisas.

Pr. José Lopes

domingo, 18 de outubro de 2009

Culto da tarde...

Daniel 3:17-18 foi o texto bíblico que serviu de base à mensagem que o Pr. Jónatas Lopes nos trouxe hoje. A vida de Sadraque, Mesaque e Abednego estava em perigo. Ao desobedecerem ao rei Nabucodonosor, que tinha feito um decreto, segundo o qual todas as pessoas teriam de adorar uma estátua de ouro que ele mandara erigir, eles tinham plena consciência de que o rei poderia sentenciá-los à morte. Porém, eles escolheram agradar a Deus e, portanto, não obedeceram às ordens do rei. A resposta deles é simplesmente admirável! Dizem a Nabucodonosor que sabem que Deus os pode livrar da morte, mas, mesmo que Ele não o faça, eles não obedecerão ao rei. O seu objectivo era agradar sempre a Deus, o Único que merece ser adorado. Logo, não se prostraram perante a estátua. O nosso pastor desafiou-nos, então, a aplicar os princípios daqueles jovens a várias áreas da nossa vida: finanças, saúde, família e relacionamentos.
Quando estamos com problemas financeiros, o que escolhemos fazer? Preferimos agradar a Deus, ainda que isso, aparentemente, resulte em mais "prejuízos" ou enveredamos pelo caminho que nos conduz à "solução" do nosso problema, mas que compromete os valores pelos quais, nós, Cristãos, nos devemos reger? Bem, sabemos que o Pai Celestial cuida dos Seus filhos (Salmo 37:25 e Mateus 6:30-33). Esta promessa deveria bastar-nos e, consequentemente, levar-nos a optar por fazer sempre o que é correcto. E, em questões de saúde, como é que reagimos? Em II Coríntios 12:7-10, ficamos a saber que o apóstolo Paulo tinha um problema de ordem física, o tal "espinho na carne". Ele orou para que Deus actuasse na sua vida e o "libertasse" desse problema, mas não recebeu a resposta que almejava. Ainda assim, ouviu algo extraordinário: "A minha graça te basta!" Às vezes, os problemas surgem na nossa vida para que não nos exaltemos. No entanto, ainda temos a garantia de que o poder de Deus se aperfeiçoa na nossa fraqueza. O que dizer, então, às pessoas sobre saúde? Quando alguém está doente, devemos orar para que Deus faça a Sua vontade. Podemos prometer curas? Não. Isso depende de Deus. Se alguém for curado, é Deus que o faz. Mas, Ele só cura, se quiser, e quando Ele quer. Ele é soberano. A nossa oração deve ser aquela que Jesus nos deixou em Mateus 6:9-13. "Seja feita a Tua vontade, assim na Terra como no Céu". A nossa fé nunca deve depender da nossa saúde. Devemos glorificar a Deus, independentemente dos resultados, pois Ele sabe o que faz e tem sempre o melhor para os Seus filhos.
Quando os problemas são de ordem familiar, como é que respondemos? Por vezes existe a ideia de que se seguirmos a Deus, teremos uma família perfeita. Porém, seguir a Deus não é sinónimo de ausência de problemas. Seguir a Deus tem a ver com paz interior. Deus dá-nos a força necessária para enfrentarmos os problemas que surgem. Além disso, a Bíblia apresenta instruções para que uma família funcione bem: um casal deve ser uma só carne; deve haver fidelidade em todas as áreas da vida a dois; é imprescindível que haja respeito mútuo... A Palavra de Deus também diz que os pais devem instruir os filhos no caminho em que devem andar (Provérbios 22:6). Ou seja, os pais devem ajudar os filhos a seguir o caminho para o qual estão vocacionados; devem educá-los de modo a que possam vir a realizar os seus próprios sonhos e não os sonhos que os pais têm para eles. Quanto aos relacionamentos, estes serão, certamente, mais saudáveis se aplicarmos alguns princípios da autoria do escritor John Maxwell:
Princípio da Lente: Quem somos, determina a forma como vemos os outros. Princípio do Espelho: Devemos analisar, primeiro, quem somos. Princípio da Dor: As pessoas más magoam os outros e são magoadas pelas outras pessoas. Princípio da troca de papéis: Devemos colocar-nos no lugar dos outros. Princípio da Circunstância: Nunca devemos permitir que uma situação tenha mais valor que um relacionamento. Princípio da Celebração: Celebrar com as pessoas os seus momentos bons. Princípio da Excelência: Passamos para um nível superior quando tratamos os outros melhor do que eles nos tratam a nós. Princípio do Boomerang: Quando ajudamos os outros, estamos a ajudar-nos a nós próprios. Princípio da Satisfação: Sentimos alegria por estarmos juntos.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Culto de Estudo Bíblico e Oração...

Continuamos com o Estudo "O que Deus espera de nós, Seus filhos" e, hoje, o Pr. Jónatas Lopes introduziu o próximo ponto: comunhão. Comunhão é muito mais do que convívio. Trata-se de uma ligação forte entre irmãos em Cristo. É partilha, é intimidade espiritual. O amor de Deus une-nos e, portanto, temos interesse genuíno uns pelos outros; preocupamo-nos com o bem-estar uns dos outros; oramos uns pelos outros; estamos atentos às necessidades dos que nos rodeiam.
Comunhão é chorarmos com os que choram e alegrarmo-nos com os que estão alegres (Romanos 12:15). É levarmos as cargas uns dos outros (Gálatas 6:2). Porém, isto só é possível quando temos comunhão com Deus. Só conseguiremos ter comunhão uns com uns outros se tivermos intimidade com o Pai Celestial!
A comunhão é o termómetro espiritual da Igreja.

domingo, 11 de outubro de 2009

Culto de Domingo...

Baseando-se no texto bíblico registado em Actos 13:1-3, o Pr. Jónatas Lopes trouxe-nos uma mensagem que focou as características que uma igreja saudável deve ter:
  • serviço
  • oração
  • acção
A igreja de Antioquia, cidade onde os discípulos foram pela primeira vez chamados de Cristãos, deve servir-nos de referência. Os crentes tinham a atitude certa. Oraram, ouviram a estratégia de Deus e, dirigidos pelo Espírito Santo, entraram em acção.
A Igreja deve estar pronta para servir ao nosso Deus, mas nem sempre estamos dispostos a entrar em acção. Oramos e até damos algum do nosso dinheiro para a obra de Deus, mas nem sempre estamos dispostos a abdicar de algum do nosso tempo livre para trabalhar para o Senhor. É-nos difícil "ir". No entanto, é extremamente importante que a Igreja esteja pronta para servir. Temos que "cortar" com a ideia de que basta ir à igreja para se viver plenamente a vida cristã. Devemos permitir que o Espírito Santo "quebre" a nossa vida e as tradições enraizadas em nós. Oxalá estejamos disponíveis para que Deus faça a Sua obra através de nós, pois quando nos colocamos nas mãos de Deus, Ele faz coisas surpreendentes. Devemos agir sempre sob a orientação do Espírito Santo. O dono da Igreja é Cristo e, portanto, devemos deixar o Espírito Santo dirigir a vida da Igreja.
A oração é algo fundamental na vida da Igreja. Orar traz dependência de Deus. Dependência de Deus traz estratégia. E estratégia leva à acção. Precisamos de "arregaçar as mangas"... É óbvio que, numa comunidade, cada pessoa tem a sua própria opinião, mas nesta diversidade, devemos procurar a unidade em Cristo. Devemos "libertar-nos" das tradições e "prendermo-nos" à Palavra. Deixemos Deus "quebrar-nos"!
É frequente encontrarmos livros e artigos que apresentam estratégias para uma evangelização eficaz. Porém, devemos estar conscientes de que não são as nossas estratégias que a tornam eficaz. O trabalho é do Espírito Santo, pois é Ele que convence do pecado, da justiça e do juízo. Além disso, nós não evengelizamos para termos mais pessoas na Igreja, mas para obedecer ao "ide" de Jesus.
Oxalá estejamos dispostos a mudar mentalidades e atitudes e a quebrar tradições para podermos experimentar a vontade de Deus, a qual é boa, agradável e perfeita (Romanos 12:1-2).

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Culto de Estudo Bíblico e Oração...

Hoje, o Pr. Jónatas Lopes apresentou a última parte do Estudo "O que Deus espera de nós, Seus filhos", uma mensagem que teve por base o texto bíblico registado em Romanos 1:24-32. Deus espera serviço e adoração. E é somente a Ele que devemos adorar!
Nos versos 24 e 25, vemos que aqueles que servem mais a criatura do que o Criador, isto é, aqueles que não querem ter uma relação com Deus, o Único que merece a nossa adoração, são entregues às suas livres escolhas. Deus deixa-os à vontade. Os versículos 26 e 27 falam de um tema muito em voga nos dias que correm: a homossexualidade. Esta sempre existiu, obviamente, mas actualmente há mais despudor e é mais facilmente assumida. Sabemos que, à luz da Bíblia, esta prática é pecado, mas temos de saber receber qualquer pessoa que apareça no nosso meio. Uma igreja é uma comunidade terapêutica e não deve fazer acepção de pessoas. Nós, nunca perdendo de vista aquilo que Deus quer, devemos ter uma resposta para todos, visando sempre a restauração da pessoa.
Nos versículos 29 a 31, são enumeradas várias coisas que desagradam a Deus e, portanto, é Seu desejo que os Seus filhos não as pratiquem. Entre elas estão a prostituição, malícia, injustiça, avareza, maldade, homicídio, inveja, contenda... Se formos verdadeiros adoradores, estas coisas não farão parte da nossa vida. Porém, se num qualquer momento, alguma delas acontecer na nossa vida, devemos pedir perdão a Deus e enveredar pelo caminho da restauração. Não esqueçamos que somos chamados a ser sal e luz...

domingo, 4 de outubro de 2009

As virtudes devem ser cultivadas...

Hoje, no Culto da tarde, o Pr. Jónatas Lopes trouxe-nos uma mensagem baseada em Colossenses 3:12-17. Assim como só descobrimos se um seguro é bom ou não quando o sinistro acontece, também só se vê se uma pessoa tem intimidade com Deus quando surgem as adversidades. Como lidamos com os problemas? Como reagimos às dificuldades?
O apóstolo Paulo dirige-se aos crentes de Colossos, numa altura em que os problemas na igreja são evidentes, e enumera uma série de características que devem sempre fazer parte dos crentes: - Misericórdia: Devemos ter compaixão pelas pessoas que estão à nossa volta. - Bondade: Devemos ser bondosos, mesmo que a outra pessoa não o mereça. - Humildade: Alguém disse que "humildade é o antídoto soberano ao amor-próprio, que envenena os relacionamentos entre os irmãos". Ou seja, a humildade vai contra o egocentrismo; a humildade busca os interesses comuns e não os interesses pessoais. - Mansidão: Significa ter consideração pelos outros, abrir mão de algo que é nosso para bem do relacionamento. - Longanimidade: Significa conservar o bom ânimo por um longo período de tempo; não nos entregarmos à fúria e à vingança. Devemos deixar isso com Deus, que sabe irar-se, em amor...
O versículo 13 deita abaixo o estilo de liderança do "quero, posso e mando". Devemos suportar-nos e perdoar-nos mutuamente. É de notar que o texto não diz para perdoarmos apenas quando é fácil! Quantas pessoas há que não conseguem sorrir, porque não se sentem perdoadas por Deus, pois também não conseguem perdoar ao próximo. Sim, há muitas pessoas que vivem marcadas pelo ódio e pelo ressentimento. O verso 14 afirma a necessidade de nos revestirmos de amor, o qual é o vínculo da perfeição. Isto deve levar-nos a reflectir sobre o tipo de "motor" que há na nossa vida. É o amor? No versículo 15, vemos que devemos buscar a paz de Cristo para tomarmos decisões acertadas. Ela deve ser o árbitro da nossa vida. Quando, após buscarmos a vontade de Deus, sentimos paz na hora de tomar uma decisão, devemos avançar sem olhar para trás. Também somos aconselhados a ser agradecidos. Nós, como crentes, devemos ser gratos por todas as bênçãos que o Senhor tão graciosamente nos concede.
No verso 16, vemos que a Palavra de Cristo deve habitar em nós, para que, caso venha a ser necessário, possamos repreender (admoestar) alguém, em amor e com sabedoria. Tudo o que fizermos deve ser em atitude de gratidão a Deus, pois não devemos exigir nada a Deus. E como não merecemos nada, devemos ser sempre gratos por tudo que dEle recebemos! Devemos procurar ter intimidade com Deus, diariamente, pois isso fará toda a diferença onde quer que estejamos. Que tudo o que façamos seja para honra e glória de Deus!

domingo, 27 de setembro de 2009

O Dia do Senhor...

Hoje, no culto da tarde, o Pr. Jónatas Lopes falou da importância de guardarmos um dia por semana para lembrarmos aquilo que Deus tem feito por nós, para O louvarmos pelo cuidado que Ele tem tido por nós. Deuteronómio 5:12-15 foi o texto bíblico que serviu de base à mensagem, a qual foi ainda apoiada pelos textos registados em Isaías 58:13-14 e em Gálatas 4:9-11. Actualmente, não há quem não tenha uma vida agitada. A maioria das vezes, parece que as 24 horas que o dia tem são insuficientes para tantas actividades! No entanto, Deuteronómio 5:12-15, enfatiza a importância de dedicarmos um dia por semana ao Senhor. Este mandamento é a repetição de Êxodo 20:8. Ou seja, há um reforço da ideia. No tempo da Antiga Aliança, esse dia era o Sábado. Agora guardamos o Domingo, porque foi nesse dia da semana que Jesus ressuscitou, garantindo-nos a vida eterna.
Os judeus costumavam levar este mandamento de Deus a um extremo. Não faziam mesmo nada no dia de Sábado. Deixavam tudo feito no dia anterior. Nós estamos no outro extremo. Muitas vezes, fazemos tudo o que temos a fazer e só se sobrar tempo é que vamos à Casa do Senhor ou, então, vamos tão preocupados com o que temos para fazer que não aproveitamos os momentos lá passados. Devemos ir à Casa de Deus, não para marcar presença, mas para O adorarmos em espírito e em verdade; com desejo de ter comunhão com Deus e com os irmãos.
O Dia do Senhor serve para recordarmos o que Deus tem feito na nossa vida; para olharmos para trás e vermos como Ele tem cuidado de nós! Serve também para nos prepararmos para os desafios da semana. O Domingo é o dia que Deus retirou para estarmos em família e, em família, irmos à Casa do Senhor louvar e adorar a Deus, pois Ele tem feito maravilhas na nossa vida!
É certo que, actualmente, muitas pessoas trabalham ao Domingo e, portanto, não podem ir à igreja. Porém, o dia em si não é o mais importante. Importa, sim, guardar um dia na semana para o Senhor. Qual é a nossa postura? Guardamos ou não um dia para pensarmos no que Deus tem feito e Lhe prestarmos louvor e gratidão pelo Seu cuidado para connosco? Ele - e somente Ele - é digno de toda a honra, glória e louvor!

sábado, 26 de setembro de 2009

Pensamento e Versículo da semana...

Pensamento

Nenhuma democracia é suficientemente boa e eficaz se não tiver como suporte uma bíblica teocracia!

Versículo

Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor e o povo que Ele escolheu para Sua herança. (Salmo 33:12)

Carta Pastoral...

Este mês temos falado de Embaixadores. Um estatuto ... uma missão ao alcance de todos os crentes. Que privilégio! Que responsabilidade!

Ser Embaixador de Cristo neste mundo é algo que pode marcar, e muito, a carreira de um crente. É óbvio que um crente, por inerência a essa condição, deveria ser automaticamente um Embaixador. Mas um Embaixador activo, visível, que se expõe e expõe aquilo em que acredita e defende, de forma coerente e sincera, tudo aquilo que envolve o Senhor que o salvou.

Diz-nos Paulo que fomos criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas. Todos nós sabemos da nula importância das obras para a nossa salvação, mas também todos nós sabemos da elevada relevância das Obras como resultado da acção do Espírito em nós. No fundo, estamos a falar do «fruto do espírito»: «amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança » como um só fruto, constituído por muitos gomos, mas inequivocamente ligados entre si.

Quando um crente manifesta o «fruto do espírito» está a ser Embaixador de Cristo, na medida em que está a revelar virtudes que Cristo manifestou, em plenitude, ao longo do Seu ministério. E todos os crentes têm, felizmente, condições que potenciam esses atributos. E o nosso coração rejubila, e a nossa mente se espanta, quando nos lembramos da forma como Cristo evidenciou essas qualidades, nos mais diversos contextos, mesmo nos mais adversos. Vejamos:

1. Jesus protegia a Sua emoção diante dos focos de tensão;

2. Não gravitava em torno das ofensas e rejeições sociais;

3. Era convicto no que pensava e gentil na maneira de expor os Seus pensamentos;

4. Era um investidor em sabedoria diante dos invernos da vida. Fazia das Suas dores uma poesia;

5. Geria com liberdade os Seus pensamentos. As ideias negativas não perturbavam a Sua mente;

6. Era sociável, agradável, relaxante. Estar ao Seu lado era uma aventura contagiante e estimulante;

7. Vivia a arte da autenticidade;

8. Nunca desistia de ninguém, embora as pessoas pudessem desistir dele;

9. Conseguia amar com um amor incondicional, um amor que ultrapassava a lógica da correspondência;

10. Não fugia dos Seus sofrimentos, mas enfrentava-os com lucidez e dignidade.

Estes 10 pontos (Que tal aproveitar como tópicos para uma mensagem, ou estudo bíblico?) referidos no belo livro de Augusto Cury «O Mestre da Sensibilidade), mostra-nos, de forma muito clara, a postura que cada seguidor de Cristo deveria também demonstrar. E são pontos que merecem séria reflexão. Questionando-nos mesmo até que ponto alguma dessas qualidades existem em nós. Sim! Será que eu, e cada um dos meus amados irmãos, conseguimos evidenciar essas qualidades no nosso dia-a-dia? Eu sei que não é fácil, mas também sei que é tanto mais fácil quanto mais olharmos para Jesus como o ideal da nossa vida, a referência a seguir, o objectivo a alcançar.

Quando penso em Embaixador de Cristo penso numa missão nitidamente Divina no mundo dos homens! E penso que é uma forma de dar continuidade ao Homem que mudou a História da Humanidade e das Civilizações, como Luz do Mundo! Trata-se de uma chamada de Deus, O qual também nos capacita a ser aquilo que devemos ser, como Astros no mundo! E creio que se cada crente reunir as 10 qualidades apontadas por A. Cury há possibilidade de se transformar o mundo!

Amado Irmão: seja um Embaixador fiel, marcado pela acção do Espírito. Sua competência e acção será tanto mais fácil quanto maior for a sua relação com o Rei dos Reis, em atitude de inequívoca submissão e dependência! Vamos mudar o «nosso mundo» como Embaixadores de Cristo!

Pr. José Lopes

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Culto de Estudo Bíblico e Oração...

Hoje, estudámos João 13:21-38 e o Pr. José Lopes sublinhou o amor "agape" de Deus: um amor puro, integral, perfeito, que se dá, que ama sem ser amado. Jesus amou Judas até ao fim! O texto bíblico diz que Jesus estava angustiado e há quem defenda que Ele estava deprimido. No entanto, segundo os psicólogos, quem se encontra deprimido deseja toda a atenção para si próprio e Jesus demonstra preocupação pelos Seus discípulos. É enternecedor ver como Ele canaliza toda a Sua atenção para os discípulos, apesar de estar na fase final do Seu ministério aqui na Terra e estar consciente de todo o sofrimento que o aguardava.
Jesus afirma que sabe que alguém o irá trair. Jesus ama, manifesta o amor, mas também confronta. Contudo, Ele não revela logo quem é o discípulo que o trairá. Diz "um de vós", dando assim mais uma chance a Judas de se arrepender. Momentos antes, Jesus até lhe tinha lavado os pés! No entanto, Judas não se rebelou nem quando Jesus lhe lavou os pés nem quando Ele declarou saber quem o iria trair. Jesus acabou por lhe dar um pedaço de pão molhado para o identificar perante os outros discípulos. Convém, contudo, referir que naquela cultura, dar pão ao visitante era uma forma de o honrar. Ou seja, Jesus, num derradeiro gesto, quis dizer a Judas que ele era importante. Há um gesto de amor, um gesto de consideração de Jesus para com Judas, apesar da condição espiritual deste. Quando é que satanás entrou no coração de Judas? Quando ele se recusou dar lugar a Jesus. Deus e o diabo não coexistem num lugar. Entretanto, Jesus diz a Judas para se apressar a fazer o que tem a realizar. Os outros discípulos não entendem o gesto de Jesus. Logo, não se tratou de um gesto condenatório! Foi, isso sim, um gesto de amor, a concessão de uma última oportunidade. Porém, Judas desperdiçou essa chance, pois já era satanás que estava a comandar a sua vida e o diabo - ao contrário de Jesus, que convida - força a ir, obriga a fazer... O texto bíblico afirma que era noite. Era também noite espiritual!
No versículo 31, Jesus defende mais uma vez a Sua divindade e no verso 33 fala da Sua ascensão, da Sua vitória! E no versículo 34 apresenta um novo mandamento: "que vos ameis uns aos outros como eu vos amei a vós". E Jesus tinha autoridade para pregar que devemos amar até os nossos inimigos, pois Ele assim fez. Mesmo sabendo que Judas o trairia, Ele amou-o até ao fim. Jesus traz, então, uma nova perspectiva. O amor de Jesus é a referência. Como é que Ele nos amou? Amou-nos sem merecermos, amou-nos com um amor perfeito! Somos, então, desafiados a amar como Jesus amou. Ele é o padrão! Nós somos uma carta de Cristo que anda pelo mundo. O que é que a minha vida diz? Que imagem é que eu passo? A condição para que o mundo nos conheça como discípulos de Jesus é amarmo-nos uns aos outros. Como é que eu amo? Amo o meu irmão como Jesus amou?
O versículo 36 mostra que Jesus parte cheio de preocupação pelos Seus discípulos, pois tenta consolar Pedro, dizendo-lhe que um dia se juntará ao seu Mestre e Senhor, no lugar que Ele lhe irá preparar.
Pedro declara a Jesus que seria capaz de dar a sua vida por Ele, mas pouco depois, negou-O. Nós tendemos a censurar a atitude de Pedro, mas quantas e quantas vezes não agimos assim?! Às vezes, estamos dispostos a servir a Deus, mas pensamos melhor e até ficamos à espera que surja algo que nos impeça de ir.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Meditando...

Texto Bíblico: Em paz também me deitarei, e dormirei, porque só tu, Senhor, me fazes habitar em segurança. (Salmo 4:8) Quantas e quantas situações diárias são vividas durante a noite. Se a noite é boa conselheira, também é algo perturbadora, na medida em que voltamos a viver cada situação já vivida. E, como é de noite, essas vivências ainda mais se fazem acentuar. E ficamos preocupados, sem sono, com pesadelos, etc. O que fazer perante um cenário realmente penoso? O salmista, no texto de hoje, fornece aquilo que é a solução. E ela está com o Senhor, que é o Senhor do dia e da noite. Só Ele é que nos pode fazer habitar em segurança. E tudo através da oração ou da leitura da Sua palavra. Se não consegue dormir... aproveite a oportunidade para descansar, em oração, no Senhor! Ou, em alternativa, ou complementarmente, leia alguns versículos. E vai ver como o Senhor vai actuando na sua vida, no seu corpo, na sua mente e no seu espírito. Mas seja persistente e não desanime se porventura não o conseguir à primeira. Lembre-se que Deus é mais forte do que tudo aquilo que o possa preocupar! Pr. José Lopes

sábado, 19 de setembro de 2009

A IBT na FICTON 2009...

Entre 9 e 16 de Setembro, e pelo 2º ano consecutivo, estivemos presentes na FICTON - Feira Industrial e Comercial de Tondela. Demos assim a conhecer a recém-inaugurada loja social da nossa igreja "Espaço Rute" e a Associação Baptista Ebenezer (que inclui 3 valências: Creche, Jardim de Infância e Centro de Estudo e Apoio Pedagógico). Foi, sobretudo, uma excelente oportunidade de evangelizarmos, através da entrega de folhetos!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Pensamento e Versículo da semana...

Pensamento

A vida só tem um sentido: marchar em direcção ao Alto!

Versículo

… ensinarei aos transgressores os teus caminhos e os pecadores a ti se converterão.
(Salmo 51:13)

Carta Pastoral...

Embora haja muito medo, os que têm dinheiro continuam a falar e a investir, em maior ou menor escala. Por vezes, em sectores altamente perigosos, audaciosos, arriscados. Outros há que gostariam de investir, mas não reúnem condições para tal; finalmente, outros ainda há que não gostam de investir, mesmo que reúnam condições nesse sentido. Será que esta situação se passa no campo espiritual?

Este mês conduzimos o nosso pensamento para a área do serviço cristão. Como Embaixadores de Cristo, como se Deus por nós rogasse, como mediadores entre Deus e os homens, como profetas que recebem de Deus para, em Nome de Cristo, ministrarem aos homens seus conterrâneos. Se contextualizarmos o versículo da semana, veremos, pelo menos, 2 coisas:

1ª - O Salmista necessitava de «lavagem» do seu espírito, de purificação do seu interior, na medida em que o seu pecado lhe era altamente desfavorável, penoso;

2ª - David carecia de restauração, de uma revolução interna, de uma implosão do mal e da construção de uma nova estrutura que o conduzisse a vencer o pecado e a não voltar cair nele.

Só reunidas as duas premissas afloradas nos parágrafos anteriores é que ele estaria em condições de ser protagonista na obra missionária. Só depois do toque de Deus na sua vida é que ele reuniria o perfil para desempenhar o papel de proclamador, de mediador, de professor, de mestre, de embaixador, diante de todos aqueles que ainda estavam presos ao pecado. David sabia, de forma muito evidente, que sem Deus, sem o Seu toque, sem o Seu perdão, sem o Seu amor, estaria claramente perdido e impossibilitado de ensinar aos transgressores o caminho de Deus. Por outras palavras, sem um investimento efectivo de Deus na vida de David seria completamente impossível ele servir o Senhor Deus como missionário aos pecadores do seu tempo.

Este é um ponto crucial na vida cristã: vidas sujas, não regeneradas, não perdoadas, jamais podem ser investimentos de Deus no mundo dos homens, já que no coração onde Deus não brilha também não há condições para Ele fazer brilhar a vida de alguém. Por outras palavras, o brilho de Deus, em termos internos, reflecte-se externamente; se não há, internamente, brilho de Deus, também não pode haver brilho externo, porque este é condicionado pela forma como Deus actua em nós, pela forma como O deixamos actuar, pelos condicionantes e obstáculos que Lhe levantamos.

Amado Irmão: é sempre tempo de deixarmos Deus investir em nós. Sem qualquer obstáculo da nossa parte, até porque Ele não merece! Os grandes investidores investem nos tempos de crise, na medida em que podem obter excelentes resultados. Em termos espirituais também é, ou deveria, ser assim. Vivemos tempos difíceis em termos espirituais, onde a crise se acentua assustadoramente.

Deus quer efectuar investimentos no Seu povo, a começar em mim, mas indo mais além. Sem esses investimentos a crise espiritual dilata-se, de forma caótica, com marcha acelerada para as profundezas do inferno. E se uma crise económica se pode resolver com sérios e prioritários investimentos, a crise espiritual resolve com vidas regeneradas, vidas vocacionadas, vidas apoiadas e sustentadas por Deus, que as coloca como Embaixadores.

Querido irmão: seja uma dessas vidas e alegre-se no Senhor por esse ministério!

Pr. José Lopes

domingo, 13 de setembro de 2009

Culto de Domingo

Hoje, no culto da tarde, o Pr. José Lopes apresentou-nos a última parte da mensagem "Seis coisas o Senhor odeia e a sétima a sua alma abomina", baseada em Provérbios 6:16-18.

Deus abomina a 7ª coisa: aquele que semeia contendas entre os irmãos. A raíz da palavra "abominar" é "abomin", que significa "explir com toda a força". Ou seja, Deus fica indignado, fica furioso com aquele que semeia contendas, aquele que divide. Semear confusão não tem raízes divinas. Tem origens diabólicas, pois "diabo" significa "o que divide para reinar". E, muitas vezes, o diabo introduz, na igreja de Cristo, pessoas que não são regeneradas, com o objectivo de dividir os crentes e gerar confusão.

Deus detesta quem gera contendas, quem fragiliza a igreja de Cristo. Em Mateus 18:6, Jesus disse: "Mas, qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar".

Ele manda-nos amar uns aos outros com amor intenso. "Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros." (João 13:35)

Também somos chamados a promover a paz e a harmonia. "Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus". (Mateus 5:9)
Devemos ser embaixadores de Cristo, onde quer que estejamos (e não apenas na igreja), amando a todos e promovendo a unidade. No nosso local de trabalho, na escola, em casa, devemos estar em culto permanente, em testemunho.
Quando Deus retira algo mau da nossa vida, Ele substitui por algo agradável. O quadro seguinte contém as 7 coisas que Deus aborrece e aquelas que se lhes opõem, e que, portanto, agradam ao Senhor:

O QUE DEUS ABORRECE

O QUE AGRADA A DEUS

1

Altivez/Orgulho

Humildade

2

Mentira

Verdade

3

Mãos que matam

Vidas geradoras de bênçãos

4

Corações que maquinam projectos iníquos

Vidas que se gastam ao serviço do Senhor

5

Pés que se apressam a correr para o mal

Pés que anunciam as Boas Novas

6

Testemunha falsa

Testemunha verdadeira

7

Aquele que semeia contendas entre irmãos

Aquele que promove a unidade entre irmãos

Infelizmente, estas 7 coisas que desagradam a Deus são "mobiliário" de muitas vidas. No entanto, há hipótese de restauração. Basta pedirmos ao Senhor que retire da nossa vida aquilo que O aborrece. Que essa seja a nossa oração, pois os embaixadores de Cristo não podem ter na sua vida qualquer uma destas 7 coisas que desagradam a Deus!

sábado, 12 de setembro de 2009

Pensamento e Versículo da semana...

Pensamento

É muito bom ser-se Embaixador! No entanto, é claramente bem melhor ser-se Embaixador de Cristo, porquanto estamos a investir na Eternidade!

Versículo

Um mau mensageiro cai no mal, mas o embaixador fiel é saúde. (Proverbios 13:17)

Carta Pastoral...

Há Embaixadores e embaixadores. Com letra grande e com letra pequena; com estatura moral e sem ela; com perfil adequado e sem ele; de escolha acertada e sem ela; que defendem bem os interesses de quem os nomeou, ou que nada fazem nesse sentido, etc, etc, embora também haja Embaixadores que se posicionam em lugares intermédios, mais próximo de qualquer um dos extremos atrás referenciados.

Não sei quantos de nós gostariam de ser Embaixadores de Portugal noutro qualquer País. Por convicção, por estatuto, por interesse, ou por outro motivo qualquer. Todavia, essa missão seria sempre de cariz efémero, temporal, circunstancial e totalmente dependente de factores alheios ao nosso «eu», como sejam as mutações políticas internas, ou externas, na medida em que nada é eterno.

Há sempre um enorme leque de candidatos a Embaixadores. Uns com reconhecido mérito, outros por convicção, outros por atracção, outros por pressão política, outros por compadrios, etc.

SER-SE EMBAIXADOR DE DEUS É CLARA E INEQUIVOCAMENTE BEM MELHOR!

É óbvio que o nosso Deus nos quer Embaixadores com letra grande; com estatura moral; com perfil onde se evidenciem a Sua presença em nós. Embaixadores que defendam os interesses que dizem respeito ao Reino de Deus, de forma bem evidente, sem qualquer ambiguidade.

O nosso Deus deseja que os Seus Embaixadores sejam melhores do que o melhor Embaixador que a História alguma vez possa registar. Por várias razões, mas apontamos aqui apenas duas: A natureza do nosso santo e maravilhoso Deus; a especificidade daquilo que é o Seu propósito para os Seus Embaixadores. Deus é, inequivocamente, único e ninguém há que se assemelhe a Ele, em parte alguma do mundo; por outro lado, a missão de Embaixador de Deus é claramente bem distinta de qualquer outro tipo de missão na terra.

Se encontramos, no mundo dos homens, concursos, selecção (e discriminação) … na esfera espiritual é bem diferente. Se não, vejamos:

1. O nosso Deus conclama a todos os Seus filhos, sem excepção, a serem Embaixadores de Cristo. Todos os que crêem em Jesus Cristo e o aceitam como Salvador e Senhor são automaticamente convidados a alistarem-se como Embaixadores de Cristo. A «discriminação», se assim pudermos dizer, é só em relação às criaturas de Deus, as quais não possuem o mínimo indispensável para serem convocadas para essa missão, por razões óbvas;

2. O nosso Deus trabalha com todos aqueles que se dispõem a assumir o privilégio e a responsabilidade de serem Embaixadores de Cristo. Ele chama, capacita, orienta e apoia todos aqueles que se entregam a essa sublime missão. Por outro lado, se o Embaixador quiser tem,à sua disposição, e permanentemente, aquEle que o nomeou. É somente ligar o «telefone da oração» e de imediato o Senhor Deus o escuta. Além disso, a presença do Espírito Santo permite que o Embaixador não esteja só, em lado nenhum, e em nenhuma circunstância.

Amado Irmão: Vale mais ser Embaixador de Cristo, do que Embaixador terreno, seja de que âmbito for. Recordo o pensamento que hoje elaborei: É muito bom ser-se Embaixador. No entanto, é claramente bem melhor ser-se Embaixador de Deus, porque estamos a investir na Eternidade! E para a Eternidade! Como Embaixador fiel de um Deus que também é fiel!

Pr. José Lopes

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Culto de Estudo Bíblico e Oração...

Hoje, estudámos João 12:20-26. O Pr. José Lopes enfatizou a serenidade de Jesus, não obstante ter consciência do sofrimento pelo qual estava prestes a passar, dado estar no limite do Seu tempo aqui na terra. Como é que Jesus conseguia isto? Através de uma vida de comunhão íntima com o Pai! Se as nossas estruturas espirituais forem débeis, quando os problemas surgirem, eles deitar-nos-ão abaixo. Porém, se optarmos por nos fortalecer através da leitura da Palavra de Deus e da oração, conseguiremos uma inexplicável tranquilidade no meio do sofrimento. A paz que excede todo o entendimento será uma realidade, mesmo nos momentos mais difíceis!
Este texto bíblico começa por relatar a presença, na festa, de alguns gregos, isto é, gentios (gentios eram todos aqueles que não eram judeus). E eles queriam ver a Jesus. Filipe terá ficado surpreendido com este desejo dos gregos e foi ter com André (quando não temos condições de realizar algo sozinhos, devemos procurar ajuda). Filipe e André devem servir-nos de exemplo. Duas pessoas que se uniram para levarem alguém a Jesus! No versículo 23, as palavras de Jesus revelam que Ele tem consciência que o Seu tempo neste mundo terminará em breve. Jesus refere-se a Si próprio como "Filho do Homem". Ou seja, mostra que é verdadeiramente humano, apesar de também ser 100% divino. Logo, o Seu sofrimento era igual ao de qualquer ser humano. No verso 24, Jesus usa uma metáfora para explicar a necessidade do Seu sacrifício. Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só, mas se morrer, dá muito fruto. Semelhantemente, se Jesus não morresse, ficaria só Ele. Porém, Ele morreu e deu muito fruto: aqueles que já O aceitaram e os que ainda O aceitarão como Salvador! Jesus afirma, então, que é imprescindível que Ele morra! Não havia outra maneira de salvar a humanidade, a não ser através da morte do Cordeiro que tira o pecado do mundo.
No versículo 25, Jesus diz que quem ama a sua vida, perdê-la-á. E que quem aborrece a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna. Uma afirmação que terá causado alguma estranheza nos Seus ouvintes. Jesus revolucionou todas as filosofias do mundo, desafiou toda a lógica! Quando diz que devemos aborrecer a nossa vida, Jesus fala de renúncia, da necessidade de abdicarmos daquilo que não tem valor eterno. Ou seja, se não fizermos opções para incluir na nossa vida coisas que dão para a vida eterna, não teremos vida eterna. Devemos investir na eternidade. "Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam". (Mateus 6.19-20) Se pusermos a nossa vida no centro de todas as coisas, estaremos a construir sobre nós mesmos e não sobre a Rocha, que é Jesus! No verso 26, Jesus contradiz novamente a lógica, ao afirmar que quem O quiser servir, deve segui-lO. Às vezes, desejamos servir, mas não queremos seguir a Jesus no serviço. À semelhança de Jonas, queremos servir à nossa maneira. Contudo, nós devemos servir a Deus como Ele quer que o façamos! Jesus apresenta aqui a filosofia do serviço em que Ele vai à frente e nós atrás. Ele vai à frente, aplanando o caminho... Oxalá estejamos dispostos a servir, seguindo sempre a Jesus!

domingo, 6 de setembro de 2009

Culto de Domingo

No Culto da tarde, o nosso Pr. José Lopes levou-nos a reflectir em Provérbios 6:16-19. "Seis coisas o Senhor odeia e a sétima a sua alma abomina". Se Deus aborrece algo, então ama o oposto disso. Assim:
1) Deus não se agrada de olhos altivos (isto é, pessoas egoístas, egocêntricas), mas alegra-se com a humildade. 2) Deus odeia a mentira, mas tem prazer na verdade. 3) Deus detesta mãos que derramam sangue inocente, mas deleita-se nos defensores da justiça. Devemos defender sempre a verdade e jamais devemos permitir que uma mentira se torne "verdade" em relação a alguém, por não denunciarmos a tempo a mentira de que temos conhecimento. A defesa da verdade é algo que nunca devemos deixar para amanhã! Há pessoas que usam as suas mãos para derrubar, para destruir, mas Deus deseja que usemos as nossas mãos de forma positiva. Nós podemos "matar" alguém com as nossas palavras! Muitas vezes, elas são altamente destrutivas. Que as palavras que saem da nossa boca sejam agradáveis: palavras de incentivo, de encorajamento, de estímulo...
4) Deus aborrece o coração que maquina pensamentos perversos, mas aprecia o coração que se empenha em projectos saudáveis. Há pessoas que se gastam e desgastam em projectos maliciosos, com o objectivo de ferirem, de "matarem". Deus deseja que retiremos da nossa vida todas as coisas que O entristecem e que passemos a fazer aquilo que Lhe agrada. Ou seja, se gastávamos tempo a fazer coisas negativas, devemos usar esse mesmo tempo para realizar coisas positivas. 5) Pés que correm para o mal entristecem a Deus, mas Ele alegra-se com os pés que correm para o bem. Se nós não fizermos os trabalhos de casa em termos espirituais, fazendo aquilo que agrada ao Senhor, aqueles que fazem o mal serão cada vez mais!
Se sabemos aquilo que Deus aborrece, o que é que vamos escolher fazer? Deus tem a Sua mão estendida na nossa direcção para abençoar, para atender as nossas orações. Porém, se alguma destas coisas que O aborrecem fizerem parte da nossa vida, Ele encolhe a Sua mão! E nós não desejamos que isso aconteça...
Oxalá sejamos pessoas que alegram a Deus. Sejamos bons embaixadores!

Culto de Ceia...

Realizou-se hoje o nosso Culto de Ceia do mês de Setembro, o qual foi antecedido pela Escola Bíblica Dominical. Estudámos uma lição baseada no Salmo 19, intitulada "Deus é revelado".
Deus mostra-se, evidencia-se na natureza. Deus está ali presente. Em Génesis, vemos o caos dar lugar a organização. Quem pode organizar senão alguém que saiba o devido lugar das coisas? A natureza exalta, sem palavras, a forma maravilhosa de Deus trabalhar. A sua espantosa beleza fala por si! Quando há harmonia, organização e sintonia, ficamos deslumbrados!
O 1º missionário de Deus em todo o mundo é a natureza. As pessoas que nunca ouviram o Evangelho vão ser responsabilizadas segundo a forma como interpretaram a presença de Deus na natureza. No Salmo 19, encontramos várias expressões sinónimas de "Palavra de Deus". São elas: 1) Lei perfeita (isto é, completa), que refrigera/restaura. 2) Testemunho (ou seja, revelação escrita de Deus) fiel e sábio. 3) Preceitos rectos (isto é, coerentes, que não são contraditórios) e que alegram. 4) Mandamento puro e que ilumina os olhos (Deus fala-nos através da Sua Palavra, a qual contém orientações para a nossa vida).
Deus fala através da natureza - o missionário que está em todo o mundo; fala através da Sua Palavra, que ainda não chegou a todo o mundo; e também fala através de nós. A Bíblia diz que a boca fala daquilo que o coração está cheio. Enchamo-nos, então, de coisas boas. Sejamos bons embaixadores de Cristo!
 
eXTReMe Tracker