Domingo, 5 de Fevereiro de 2012

Culto da tarde...

O Pr. Jónatas iniciou hoje uma nova série de mensagens baseadas no livro de Efésios.Trata-se de uma carta escrita por Paulo e ele começa por identificar-se: "apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus". Ou seja, Paulo reconhece que é apóstolo (enviado), não por vontade própria, mas porque Deus o chamou para isso. Isto mostra que ele tem a percepção clara de que nada é sem Deus. Vemos a ausência total do seu "eu". Oxalá nós também reconheçamos que é Deus que realiza tudo em nós e através de nós. É nEle que estão a origem e o destino de todas as coisas.
Paulo dirige a sua carta "aos santos"(aqueles que buscam a santificação, isto é, que buscam a honestidade, integridade e outros valores da Palavra de Deus) e "fiéis" (aqueles que têm fé e que são fiéis à Palavra de Deus) "em Cristo Jesus" (vidas centradas em Cristo, vidas dependentes de Deus).



No versículo 2, Paulo transmite a bênção: "A vós graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo". Isto implica reconciliação, o que manifesta claramente a graça (favor imerecido) de Deus. E o resultado da reconciliação é a paz com Deus.

Os versos 3 a 6 mostram o seguinte:
1) Deus tem um plano e age de eternidade a eternidade (Deus sabe tudo o que acontece e nada acontece sem o Seu "sim" ou Seu "não". Nada, na nossa vida, acontece por acaso. Há sempre um propósito (Romanos 8:28).

2) Este propósito é cumprido em Cristo; tudo está centrado nEle (Colossenses 1:16-17).

3) Tudo deve ser feito para Sua honra e glória, pois foi para isto que Ele nos criou. Ele criou-nos, não para nos satisfazermos com as coisas deste mundo, mas para nos satisfazermos nEle. A salvação que nos proporcionou, através de Jesus, basta-nos, mas Ele dá-nos muito mais; abençoa-nos imensamente.


No versículo 4 está presente a doutrina da eleição. Foi Deus que nos escolheu e deu-nos a fé, pois em nós não há qualquer capacidade de olharmos para Deus. É o Espírito Santo que toca. O facto de termos sido escolhidos por Deus traz-nos segurança. Uma vez que foi Deus que nos escolheu, temos a salvação garantida, pois esta não depende de nós. 
Percebemos que um cristão é salvo quando a sua vida é santa e irrepreensível; quando procura que Deus seja glorificado em todo o seu viver...

O verso 5 declara que Deus nos predestinou para filhos de adoção. O mesmo afirma João 1:12-13. Somos filhos de Deus, não por desejo humano, mas segundo a Sua vontade de Deus, a Sua boa vontade.

O versículo 6 diz-nos por que é que Deus nos escolheu: "para o louvor e glória da Sua graça". Apesar de não sermos nada, perante a grandiosidade do nosso Deus, temos grande valor para Ele, pois Ele ama-nos.

Procuremos viver para a glória de Deus, amando-O com todas as nossas forças. 
Perante a segurança que a doutrina da eleição nos dá, a nossa resposta só poderá ser a rendição total, com a nossa excelência!

Domingo, 29 de Janeiro de 2012

Culto da tarde...

A mensagem que o Pr. Jónatas Lopes nos trouxe teve suporte bíblico no texto registado em Malaquias 3:13-21.
Deus queixa-se das palavras duras do povo contra si. Eles haviam afirmado que era inútil servir ao Senhor. Eles argumentam que os seus inimigos prosperam, não obstante a sua desobediência a Deus. Assim, de que valia eles fazerem tudo da forma que Deus queria se tudo dava sempre certo na vida de quem não o fazia ? Além disso, punham Deus à prova e não recebiam castigo.
Com estes argumentos, o povo estava a dizer o seguinte:
1º- Deus não sabe agir;
2º- Deus não dá o melhor aos Seus filhos;
3º- Nós não temos satisfação em Cristo;
4º- Deus tem que agir, mas à nossa maneira.

Onde está a nossa esperança? Onde está a nossa satisfação? Oxalá tenhamos sempre presente que a nossa esperança não está neste mundo; que não é sermos como desejamos. A nossa esperança é Cristo, que nos resgatou das trevas para a Sua maravilhosa luz. Não estamos aqui para Deus nos servir, mas para servirmos a Deus. Não servimos a Deus para Ele nos dar aquilo que nós consideramos ser uma vida boa, mas sim porque Ele nos deu a VIDA! Não estamos aqui para obtermos satisfação pessoal, mas para nos satisfazermos em Cristo e com Cristo.
O versículo 17 é maravilhoso: "e eles serão meus, diz o Senhor dos Exércitos; naquele dia serão para mim jóias; poupá-los-ei, como um homem poupa a seu filho, que o serve".
"Serão meus"... Palavras reconfortantes que nos transmitem segurança e renovam a alegria da salvação. Somos propriedade de Deus; somos escolha de Deus...

"Então voltareis a ver a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não o serve" (v.18). Ou seja, Deus está a dizer-lhes que um dia será perceptível a diferença entre o bom e o mau, entre o que serve a Deus genuinamente e o que não serve.
Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade (Mateus 7:22-23).

Por outras palavras: Afastem-se de mim, pois nunca tiveram intimidade comigo, nunca tiveram satisfação em mim. Se não tiveram na terra, não terão no céu.

Os versículos seguintes mostram que Deus age. Então, não vamos agir pelas nossas próprias mãos, pois Ele cuida de nós e faz cair a Sua ira sobre o ímpio. "Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor" (Romanos 12:19). "Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo" (Hebreus 10:31).
Lembremo-nos de que Deus não poupou o Seu próprio Filho, levando-O à cruz. Tudo para nos dar paz... Paz que vive em nós independentemente dos problemas, pois a nossa satisfação está em Cristo e não neste mundo.

Esta paz é alcançada através do arrependimento. É grande a dor que advém da percepção de que falhámos para com Deus, mas vale a pena passarmos por isso. O arrependimento é algo amargo, mas é o passaporte para a doce paz de Deus. Não há nada melhor do que estar em sintonia com Deus. Descriminemos os nossos pecados um a um. Abandonemos a oração genérica "Perdoa os nossos pecados" e identiquemos cada um deles, pois Deus é fiel e justo para nos perdoar (I João 1:9).

Onde está a nossa satisfação? Onde depositamos a nossa confiança?
Deus é Todo-Poderoso. Sintamos a Sua paz, a Sua graça e a Sua misericórdia...

Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012

Culto da tarde...

No último Domingo, o pregador foi o Pr. José Lopes, que nos trouxe uma mensagem baseada no texto bíblico registado em Malaquias 2:10-17. "Ama ao Senhor, sendo fiel ao que prometeste" foi o título da mesma. Este título tem implícita a ideia de compromisso e o nosso texto bíblico também se refere a um compromisso específico, o compromisso conjugal. Reflitamos, então, sobre os seguintes compromissos: o compromisso que temos com Deus, com nós mesmos e com a Igreja... Que tipo de compromisso temos com Deus? Prometemos segui-lO apenas se Ele nos abençoar ou segui-lo-emos independentemente das circunstâncias, custe o que custar? Também é muito importante assumirmos um compromisso com nós mesmos, pois se não formos comprometidos connosco, dificilmente o seremos com os outros. Em relação ao nosso compromisso com a Igreja, estabeleçamos uma analogia entre este e o compromisso conjugal. Quando se trocam os votos matrimoniais, o casal assume um vínculo que durará para sempre, independentemente das circunstâncias; prometem ser fieis na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, etc... Tem tudo a ver com fidelidade. Semelhantemente, amar ao Senhor Deus é ser sempre fiel àquilo que Lhe prometemos e não apenas nos momentos bons, pois Ele permanece connosco nas adversidades. Habacuque e Job devem ser uma referência para nós pela sua fidelidade a Deus. Num período de depressão económica, Habacuque declarou corajosamente: "Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; todavia em me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação" (Habacuque 3:17-18). Job perdeu os filhos, os seus bens e a sua saúde, mas não se revoltou contra Deus. Bem pelo contrário, no meio de todo o desespero que as circunstâncias lhe causavam, ainda conseguia afirmar: "Ainda que Ele me mate, nEle (Deus) esperarei (Job 13:15)
orque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação. Habacuque 3:17-18
Isto é amor a Deus. Compromisso pressupõe fidelidade. Mas, terá a fidelidade a ver com feitio ou com caráter? Fidelidade tem tudo a ver com caráter... E caráter tem a ver com o nosso interior e com a ação do Espírito Santo na nossa vida. A falta de caráter conduz à infidelidade... O nosso caráter tem de ser moldado por Deus. Se entregarmos o nosso caráter a Deus, Ele transformá-lo-á e seremos novas criaturas.
Quando, após pecarmos, nos arrependemos, Deus perdoa-nos. Contudo, muitas vezes, voltamos a repetir os meus erros. No Salmo 51, percebemos que Davi tinha consciências desta fragilidade humana, pois suplica a Deus que crie nele um coração puro e renove nele um espírito reto. No fundo, Davi tinha receio de repetir o pecado do adultério.
Todos os dias gastamos energias espirituais (por exemplo, quando nos retraímos para não cedermos a um impulso momentâneo), pelo que precisamos de as repor diariamente através da oração e da leitura da Palavra de Deus.
Oxalá tenhamos como estandarte na nossa vida o nosso compromisso com Deus! Fidelidade é algo que tem a ver com Deus. Se amamos ao Senhor, temos que ser fiéis em tudo. Estamos a amar a Deus como Ele deseja ser amado?

Além disso, requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel. 1 Corinthians 4:2
I Coríntios 4:2 diz o seguinte: "... requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel". Isto implica um auto-exame. É fundamental que tenhamos noção se somos ou não fiéis. Oxalá façamos aquilo que o Senhor deseja que façamos! Sejamos fiéis ao que prometemos no início da nossa relação com Deus a fim de não ouvirmos as palavras dirigidas à Igreja de Éfeso: "Tenho contra ti que deixaste o teu primeiro amor" (Apocalipse 2:4).

Sejamos fiéis ao Senhor, independentemente das circunstâncias e dos tempos difíceis que se avizinham, pois Ele promete cuidar de nós e Ele é fiel às Suas promessas.

Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012

Culto da tarde...

No último Domingo, o Pr. Jónatas Lopes trouxe-nos mais uma mensagem baseada no livro de Malaquias.O texto estudado foi Malaquias 1:6-9. No versículo 6, Deus diz ao povo que eles O desprezaram, pois o filho honra o pai e o servo honra o seu senhor, mas eles não honram a Deus, que é Pai e Senhor. Deus é o nosso Pai celestial, pois já depositámos a nossa esperança que no Seu Filho, Jesus. Já não somos apenas criaturas de Deus; somos Seus filhos por adoção.
O povo não reconhece o seu erro, não admite que tem estado a desprezar o Senhor e pergunta-Lhe em que O tem desprezado. O verso 7 contém a resposta de Deus, que lhes disse que eles estavam a sacrificar animais com defeito e não animais puros e imaculados. Ou seja, o povo achava que qualquer coisa servia para Deus. Não somos nós também assim, tantas e tantas vezes? Como é o tempo que Lhe dedicamos? É tempo de qualidade ou é o momento menos produtivo do dia? O Senhor Deus é Pai, é Rei e, como tal, merece o nosso melhor. Ele quer a nossa excelência. Deus não fica agradado quando lhe damos os nossos restos; quando não damos o nosso máximo no Seu serviço. Comparemos a postura que temos no nosso emprego com aquela que temos no nosso serviço a Deus. Se fizéssemos o nosso trabalho secular com o pouco empenho que tantas vezes servimos a Deus, será que agradaríamos ao nosso patrão? Se somos trabalhadores dedicados, profissionais exemplares - e devemos sê-lo sempre - na empresa onde trabalhamos, porque não o somos também no nosso serviço a Deus? Quando fazemos algo para a Igreja, temos o dever de dar o nosso melhor, pois estamos a fazê-lo para a noiva de Cristo. Parafraseando Kennedy: Não pergunte o que é que a Igreja pode fazer por si; pergunte o que é que você pode fazer pela Igreja. Não demos ao Senhor nada menos do que a excelência! Lembremo-nos de Abel e Caim. Deus queria o melhor deles, as primícias da terra. E Abel assim fez. Ele deu, de facto, o que de melhor tinha e Deus agradou-se da sua oferta. O mesmo não aconteceu relativamente ao seu irmão, Caim...
Reflitamos naquilo que temos sido, na forma como temos procedido em relação ao tempo que dedicamos à nossa intimidade com Deus, à qualidade do nosso serviço, à adoração, à Igreja e à nossa família. Estamos a agradar ao Senhor em cada uma destas áreas?
O versículo 9 é um incentivo a suplicarmos o favor de Deus, pois Ele tem piedade de nós. Oxalá escolhamos agradar a Deus, corrigindo posturas e atitudes que necessitam de ser mudadas. Façamos nossas as palavras de Josué: "Eu e a minha casa serviremos ao Senhor (Josué 24:15).

Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012

Culto de Ano Novo...

O Culto de Ano Novo marcou o início de uma série de mensagens baseadas no livro de Malaquias. Assim, no último Domingo, o Pr. Jónatas Lopes pregou com base no texto bíblico registado em Malaquias 1:1-5.
Contextualizando: o profeta Malaquias, cujo nome significa "O meu mensageiro", foi contemporâneo de Neemias e de outros profetas. Contudo, depois de Malaquias, mais nenhum profeta se levantou até à chegada de Jesus Cristo. O livro de Malaquias foi escrito no ano de 430 a.C.
Aqui, encontramos um povo de memória curta. O povo de Israel já tinha esquecido de todas as maravilhas que Deus tinha realizado e tinha-O abandonado completamente. Deus dirige-se, então, a eles, através de Malaquias.
"Peso da Palavra do Senhor". Deus estava prestes a proferir palavras duras contra o povo por este se ter afastado dEle.
As pessoas nunca desejam palavras duras; querem é algo que lhes amacie o ego. E nós, estaremos preparados para ouvir o que Deus tem para nós?
Pensemos na difícil tarefa de Malaquias... A mensagem que ele tinha não era nada agradável, mas, ainda assim, ele transmitiu-a. Malaquias desejava, acima de tudo, agradar a Deus. E nós, a quem queremos agradar?
A mensagem começava assim: "Eu vos tenho amado".
Deus ama a todos. Não ama as atitudes pecaminosas, mas ama o pecador. A vinda de Jesus a este mundo é a prova maior desse supremo e imutável amor. Ele ama-nos independentemente daquilo que somos. Percebamos este amor e observemos as mudanças que se realizarão na nossa vida.
"Em que nos amaste?" - perguntou o povo. Encontramos aqui um povo com uma memória muito fraca. Para termos uma percepção real do amor de Deus, temos de aprender a olhar para o retrovisor da nossa vida. A percepção do amor de Deus passa por sabermos que foi Ele que nos escolheu, que nos amou quando ainda éramos pecadores (Romanos 5:8).
Será que transmitimos este inigualável amor no nosso dia-a-dia? Estaremos a fazê-lo quando nos queixamos? De maneira nenhuma. Evitemos queixarmo-nos, pois a nossa esperança não está neste mundo. Além disso, sabemos que Deus proverá, pois é um Pai amoroso que cuida dos Seus filhos.
Deus relembra ao povo a história dos irmãos Jacob e Esaú e diz-lhes que amou Jacob e aborreceu Esaú por este ter cedido ao seu irmão o seu direito de primogenitura, em troca de um prato de lentilhas.
"Aborreci"... O verbo que aparece no texto original é um antónimo de eleger. Isto mostra que Deus abençoa os Seus filhos, mas também amaldiçoa aqueles que não querem nada com Ele. O nome de Jacob foi mudado para Israel, tendo-se tornado o "pai" de uma grande nação que ainda hoje existe. Esaú recebeu o nome de Edom, que significa "vermelho" (a cor das lentilhas). E, contrariamente ao que aconteceu com Israel, nunca mais se ouviu falar nos filhos de Edon.
O verso 5 está repleto de esperança. Deus é grande. Ele age e é engrandecido em todo o lugar.
Amemos ao Senhor, porque Ele escolheu-nos e cuida de nós diariamente. Vivamos para a Sua glória!

Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011

Culto de Natal...

No dia 25, realizou-se o nosso Culto de Natal e o Pr. Jónatas Lopes pregou com base em Isaías 9:6, o versículo que contém a profecia do nascimento de Jesus. "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz".
Meditemos em cada um destes nomes:
  • Maravilhoso - Jesus deu a Sua vida para nos dar vida. Com esse sacrifício conquistou para nós a salvação, garantindo-nos a vida eterna junto de Si, num lugar de delícias perpétuas, onde não haverá choro, nem dor nem pranto... Sim, Jesus Cristo é MARAVILHOSO!
  • Conselheiro - Precisamos de tomar decisões constantemente, algumas das quais determinantes e, muitas vezes, não sabemos o que fazer. Por isso, é muito importante um bom conselho, de preferência do Conselheiro por excelência. Quando entregamos a nossa vida a Jesus e lhe pedimos que dirija cada detalhe do nosso viver, Ele fá-lo guiando-nos segundo a sua vontade que é boa, perfeita e agradável. Ele sabe o que é melhor para nós... Como é bom ter um conselheiro assim!
  • Deus Forte - Somos fracos, mas dependemos de um Deus Forte, que nos dispensa diariamente a Sua graça e o Seu amor. É quando reconhecemos que, perante Ele, somos fracos, que Ele trabalha em nós e através de nós, pois o Seu poder aperfeiçoa-se na fraqueza.
  • Pai da Eternidade -A certeza de que passaremos a eternidade junto daquele que a criou traz alento aos nossos corações. Tudo neste mundo é efémero: a felicidade e a dor, os momentos bons e os desagradáveis... Até a vida, neste mundo, é como o vapor... Porém, como há vida para além desta vida, saber que a passaremos num lugar onde a felicidade é permanente, traz-nos alegria. Olhar para as coisas sob a perspetiva da eternidade, torna tudo mais suportável.
  • Príncipe da Paz - As pessoas desejam a paz e anseiam-na desesperadamente. Muitas vezes, não a encontram, pois só Jesus, o Príncipe da Paz, a pode dar de forma permanente. É nEle que encontramos a verdadeira paz, a paz que transcende a compreensão humana, aquela que nos consegue manter calmos e serenos no meio das tempestades da vida...

Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011

Culto da tarde...

No último Domingo, o Pr. Jónatas Lopes pregou com base em Lucas 17. O tema foi: "Quem somos nós na nossa relação com Deus e com os irmãos?"

Jesus diz aos Seus discípulos que os escândalos são inevitáveis, isto é, os problemas que afetam a comunidade, levando a que alguns se afastem de Deus, vão acontecer de vez em quando. O discurso de Jesus, todavia, não termina aqui... Ele alerta para as consequências que poderão advir a quem provoca tais escândalos. "... mas ai daquele por quem vierem! melhor lhe fora que lhe pusessem uma mó de atafona, e fosse lançado ao mar, do que fazer tropeçar um destes pequenos."
Como nos relacionamos com os nossos irmãos em Cristo? Promovemos a paz ou levamos os outros a pecar? É preferível engolirmos os sapos do que explodirmos, levando os outros a sofrer. É preferível ficarmos nós "mal na foto" do que sermos responsáveis pela queda de alguém. A vida cristã vai contra o nosso ego, opõe-se totalmente à "lei" reinante, a lei do "salve-se quem puder".

O verso 3 aconselha-nos a olhar por nós a fim de não cairmos, mas também nos recomenda que tenhamos sempre o perdão disponível para os outros, pois assim como nós erramos também os outros erram... E, se desejamos ser perdoados quando falhamos, também os outros o desejam. Não é assim que Deus age conosco? Ele perdoa-nos sempre que, genuinamente arrependidos, nós reconhecemos os nossos erros.

É verdade que a Bíblia manda repreender aquele que falha. Contudo, isso deve ser sempre feito em amor, visando a restauração e não a destruição da pessoa. Muitas vezes, não queremos conceder o perdão, alegando que passamos a vida a perdoar determinada pessoa e que ela volta sempre a cometer o mesmo erro. Porém, não é isso que o versículo 4 nos aconselha a fazer. Leiamos: "E, se teu irmão (...) pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes no dia vier ter contigo, dizendo: arrependo-me; perdoa-lhe".
Provavelmente por acharem tudo aquilo difícil de cumprir, os discípulos pediram a Jesus que lhe acrescentasse a sua fé. Oxalá seja essa também a nossa oração. Mas, o que é que isto implica? Envolve a quebra do ego e de ideias pré-concebidas, fé no Deus que sabe o que faz e um maior amor para com o próximo. Na nossa relação com os outros, procuremos sempre responder à pergunta de Bob Kaufin: "Como é que isso contribui para o aumento da glória de Jesus Cristo?"

Reflitamos agora na nossa relação com Deus. Quem somos nós com Aquele que nos dá tudo aquilo que precisamos? Somos pessoas gratas ou somos "profissionais da fé"?
O verso 10 afirma que aqueles que fazem aquilo que é suposto fazerem são apenas servos. E servos inúteis! Nada somos perante Aquele que é Rei. Somos simplesmente instrumentos na Sua mão. Não são as nossas qualidades que nos permitem servi-lO. São a Sua maravilhosa graça e o Seu imenso amor que nos concedem tamanho privilégio!
Tenhamos sempre presente que quando O servimos nada mais fazemos do que cumprir a nossa obrigação e que tudo deve ser feito para Sua glória e não para a nossa...
Encontramos, na sociedade atual, vários paralelismos com o caso relatado nos versículos 11 a 13. Dez leprosos aproximaram-se de Jesus, suplicando-Lhe que tivesse misericórdia deles e que os curasse. É esta a ideia que muitas pessoas têm de Deus, que Ele serve para satisfazer as suas necessidades físicas e materiais...

Jesus diz aos leprosos para irem ter com os sacerdotes. Eles obedecem e, antes de chegarem ao seu destino, verificam que a sua pele já não apresenta quaisquer sinais de lepra. Porque terá Jesus feito este pedido aos leprosos? Provavelmente para testar a fé deles... E por que terá realizado a cura antes de eles chegarem junto dos sacerdotes? Provavelmente para que eles não tivessem quaisquer dúvidas acerca do autor do milagre e para que constatassem que bastava uma palavra de Jesus para ficarem curados.

É de notar que, contrariamente ao que se vê por aí, Jesus não transforma o milagre em espetáculo. É bastante discreto até...

Reparemos também na atitude de um dos leprosos curados, a qual o distingue dos outros. Após obterem a cura física, que era o que todos desejavam, todos eles, exceto um, vão à sua vida. Um deles, curiosamente um Samaritano (um povo marginalizado), voltou para trás e atirou-se aos pés de Jesus, profundamente agradecido pela graça alcançada.
Jesus pede-lhe que se levante e diz-lhe algo muito belo: "A tua fé te salvou". E o homem, que já tinha sido curado da sua doença física, obtém também a cura espiritual.
Quem somos nós na nossa relação com Deus? Somos pessoas agradecidas? Por que é que O seguimos? Para obtermos cura física e bens materiais?
Oxalá sejamos seguidores de Cristo por causa da cura espiritual que nos proporcionou quando prescindiu da sua vida para nos salvar, garantindo-nos assim a vida eterna.
Temos à nossa espera um lugar de delícias perpétuas... Maravilhosa graça!

Domingo, 4 de Dezembro de 2011

Culto da tarde...

O Pr. Jónatas Lopes iniciou uma nova série de mensagens e a que hoje nos trouxe, intitulada "É para a Sua glória", teve suporte bíblico em Isaías 43.
O versículo 7 mostra que Deus nos criou para a Sua glória; é Ele quem nos chama, logo, não há qualquer mérito nosso na nossa salvação. Por outro lado, isto dá-nos a garantia da salvação, pois como é Ele que nos chama, ninguém nos pode arrebatar da Sua mão (João 10:27-29).
Saber que Deus nos criou para a Sua glória deve ter implicações nas nossas atitudes (procuramos a restauração do outro ou a sua incriminação?), nos nossos relacionamentos (procuramos ficar bem ou procuramos que Deus fique bem?) e na nossa vida pessoal (Deus chega-nos? Vivemos conforme a Palavra de Deus ou de acordo com as nossas próprias ideias?)
Respondamos com honestidade à pergunta: Deus chega-nos? John Piper afirma que Deus se sente glorificado quando estamos satisfeitos com Ele...
Jamais esqueçamos que tudo o que Deus faz não visa a nossa satisfação pessoal, mas a Sua glória.
Mas, por que é que Deus pode exigir que o glorifiquemos em tudo? O que fez Ele de tão especial por nós? Deus realmente merece? Ele ainda age?
A resposta a estas questões encontra-se no versículo 1. "Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu..." Em Deus temos redenção. Ele resgatou-nos da morte espiritual.
É Deus quem chama, que escolhe... Isto traz-nos segurança e mostra a extensão do amor e da graça de Deus.
Deus conhece-nos. Somos dEle. Somos propriedade exclusiva de Deus...
"Mas, vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz".
Quando percebemos a redenção que há em Cristo Jesus, podemos viver sem medo...
O povo estava a sofrer, como consequência do cativeiro na Babilónia, mas Deus relembra-lhes a redenção que lhes proporcionou e diz-lhes para não temerem...
De que é que nós temos medo? Do futuro? Do presente? A ansiedade que tantas vezes nos domina não é consequência da falta de fé? Glorificamos a Deus com a ausência de fé?
O verso 2 pode ser resumido assim: Deus está sempre ao nosso lado. Ele jamais nos abandona... Jeremias 1:19, Salmos 37:5 e Salmos 23:4 reforçam esta ideia.
O versículo 3 mostra que Deus cuida porque Ele é o Senhor; é o nosso Deus... É Ele quem proporciona a salvação (Actos 4:12). Este verso também nos assegura que Deus age contra aqueles que nos fazem mal.
O verso 4 é maravilhoso: "Visto que tens muito valor para mim, que te estimo e te amo, entrego os homens em teu lugar e povos em tua pessoa". Maravilhosa graça!
O versículo 5 também começa com as palavras: "Não temas"... No fundo, é mais um convite de Deus a colocarmos tudo nas Suas mãos. Ou seja, devemos entregar o que nos preocupa e descansar... Se continuamos agitados é porque não entregámos totalmente.
O versículo 13 contém uma mensagem poderosa: quando Deus quer agir, ninguém O pode impedir. Cremos nós nisto?
Os versos seguintes mostram que Deus age por causa do Seu amor para com o Seu povo; não por sermos merecedores, mas pelo Seu grande amor e pela Sua maravilhosa graça. Deus age para que a Sua glória seja manifestada...
Nos versículos 18 e 19 somos aconselhados a esquecermos o passado, algo que nem sempre conseguimos fazer com facilidade. Por vezes, estamos tão agarrados ao passado que não percebemos o que Deus está a fazer no presente... Deus tem trabalhado no nosso meio... Temos notado ou passamos a vida a reclamar? Estamos a buscar a Sua glória ou a nossa?
Do verso 22 em diante, vemos que tudo o que Deus faz não é por causa de qualquer mérito nosso, mas por causa do Seu amor... Somos miseráveis, falhamos vezes sem conta e, mesmo assim, Deus olha por nós. Tremenda graça! A nossa resposta a isto só poderá ser vivermos para a Sua glória... Oxalá escolhamos buscar os interesses de Deus e não os nossos!

Domingo, 20 de Novembro de 2011

Culto da tarde...

No último Domingo, o Pr. Jónatas trouxe-nos uma mensagem que teve suporte bíblico nos textos registados em Filipenses 2 e 3.
"... Cristo Jesus, que sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus..." (Filipenses 2:5-6).
Apesar de não deixar de ser Deus, Jesus esvaziou-se dos Seus atributos divinos, para que o Pai pudesse fazer a Sua vontade. Isto mostra que há coisas mais importantes do que os nossos objectivos terrenos e, à semelhança de Cristo, devemos esvaziar-nos do nosso ego, permitindo que a vontade de Deus prevaleça.
"Resta, irmãos meus, que vos regozijeis no Senhor..." (Filipenses 3:19). Paulo enfatiza que a nossa alegria deve ser no Senhor, ou seja, ela não pode advir das circunstâncias que nos rodeiam. Também Habacuque e Davi diziam que a sua alegria provinha da salvação...

No verso 7, Paulo afirma que o que para ele era ganho reputou-o perda por Cristo.
Por outras palavras: tudo aquilo que ele pensava que era bom e que o podia valorizar como ser humano, passou a considerá-lo prejudicial. Aquilo que era importante, ele deixou-o de lado, por amor a Deus. Aquilo que ele achava que era excelente, perante a excelência de Deus, tornou-se medíocre.
Isto mostra que devemos depender totalmente de Deus, pois somos vitoriosos quando reconhecemos que em nós não há qualquer capacidade. O poder de Deus aperfeiçoa-se na fraqueza (II Coríntios 12:8-9).
Os versículos 13 e 14 mostram que devemos esquecer-nos das coisas passadas, isto é, não devemos valorizar aquilo que fizemos no passado, pois não fomos nós que fizemos; foi Deus, através de nós. Assim, devemos é avançar para novos objectivos, aqueles que Deus tem para nós.
Lembremo-nos que o prémio que nos está destinado não é para ser recebido aqui na terra... Se a nossa vida se resumisse a esta existência terrena, seríamos as pessoas mais infelizes (I Coríntios 15).

"Prossigo para o alvo" (v.14). Aqui está implícita a ideia de que não devemos estagnar. Logo, é importante que façamos uma análise à nossa vida espiritual. Como é que ela está em relação há um ano ou dois atrás? Não estagnemos... Oremos e meditemos na Palavra, leiamos bons livros, ouçamos testemunhos, pois isto promove o nosso crescimento espiritual.
Paulo termina este capítulo com uma magnífica declaração. Ele afirma que, um dia, Cristo transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o Seu corpo glorioso. Maravilhosa esperança!

Quinta-feira, 17 de Novembro de 2011

Culto de Batismos...

No passado dia 6 de Novembro, a Igreja Baptista de Tondela teve mais um momento festivo com a realização de mais um Culto de Batismos.

Foram três as pessoas que, em obediência ao mandamento de Jesus, desceram às águas, dando desta forma testemunho público da sua fé.

A nossa comunidade ficou assim assim mais "rica", não só por causa destas três vidas, mas também pela inclusão de um grupo de quatro irmãos já batizados e que já frequentavam a nossa Igreja há algum tempo.

Neste dia tão especial para a nossa Igreja, o Pr. Jónatas Lopes pregou com base em Lucas 15, um texto sobejamente conhecido. Trata-se de uma parábola, uma história que, não obstante não ser real, encerra verdades morais e espirituais.

O filho mais novo - o filho pródigo - chega junto do pai e pede-lhe a parte da herança a que tinha direito. Não somos nós assim também, por vezes? Tendemos a achar que temos o direito de exigir algo de Deus. Mas, quem somos nós para exigir o que quer que seja de Deus?
O filho fez este pedido porque desejava sair de casa, a fim poder fazer aquilo que muito bem entendesse, longe da supervisão do pai. Às vezes, nós também pensamos que podemos viver longe do Pai Celestial; achamos que somos auto-suficientes...
Cheio de dinheiro, o jovem rapidamente conquistou "amigos", com quem desperdiçou a sua fortuna. E, quando já não lhe restava nada, os "amigos" também o abandonaram. Passou, então, a ter uma vida miserável, tendo chegado ao ponto de desejar comer as bolotas dos porcos que passou a guardar a fim de garantir a sua sobrevivência. É de notar que, quando estava junto do pai, ele tinha tudo o que precisava e em abundância!

Nós também caímos em miséria quando nos afastamos de Deus...

Percebendo o erro que tinha cometido ao pensar que teria uma vida melhor longe do pai, o jovem, genuinamente arrependido, regressa a casa do pai e pede-lhe perdão. Estava ainda longe dos limites da propriedade quando o pai o avista...

Rejubilante por ver o filho amado, o pai corre ao seu encontro, com os braços estendidos... É com um carinhoso abraço que recebe o filho que tanta dor lhe causara quando resolveu viver por sua conta e risco.

Que magnífica ilustração do amor de Deus por nós! Ele também estende os Seus amorosos braços na nossa direção, mesmo antes de nós nos aproximarmos dEle. Maravilhosa graça! Amor inigualável!

Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011

Culto da tarde...

A mensagem que o Pr. Jónatas Lopes nos trouxe teve suporte bíblico em Lucas 15, texto que contém a parábola do Filho Pródigo.

Como sabemos, uma parábola é uma história não verídica que tem por objectivo transmitir uma verdade moral e espiritual. Esta parábola, como é do conhecimento geral, fala de um filho que decide abandonar a casa do Pai para viver dissolutamente. Quando o dinheiro acaba e os amigos o abandonam, Ele resolve voltar ao seu lar e o pai recebe-o de braços abertos e prepara, inclusivamente, uma festa para celebrar o regresso do filho amado.
O filho mais velho, aquele que sempre levara uma vida correcta, obedecendo sempre ao pai, ao chegar a casa, ficou intrigado com o som da música e com a alegria que por lá reinava.
Muitas vezes, as pessoas que nos rodeiam também não compreendem a razão da nossa alegria...
Surpreendido com aquele ambiente festivo, perguntou a um dos servos o que estava a acontecer. Foi-lhe explicado que era o regresso do seu irmão que estava na origem daquela celebração. Ele ficou extremamente indignado e já não queria entrar em casa. Aqui, vemos alguém que não compreende o amor e a graça do nosso Deus; alguém que realmente não entende o significado do perdão. Ele achou que o seu irmão não era digno da graça do pai; ele é que era. Ele desejava que o seu irmão fosse julgado.
Meditemos nisto... Não somos nós assim também, tantas e tantas vezes? Como é que ficamos se virmos dentro do templo da nossa Igreja pessoas que nos fizeram mal ou que são mal vistas na sociedade? Tendemos a questionar as coisas e a julgar...
Este irmão mais velho é aquele crente religioso que, sentado na sua cadeira, está sempre a observar os outros crentes, estando sempre pronto a julgá-los...
O irmão mais velho era um opinador e nós, muitas vezes, também o somos. Costumamos ser bons a dar conselhos aos outros, mas somos muito maus gestores da nossa própria vida. Vemos o cisco no olho dos outros e não vemos a trave no nosso.
No entanto, não nos esqueçamos que, por norma, julgamos os outros por aquilo que nós somos...

O filho mais velho manifesta ao pai o seu desagrado, argumentando que sempre o serviu fielmente e que o pai nunca lhe dera sequer um cabrito para festejar com os amigos.
Muitas vezes, nós também agimos assim em relação a Deus. Quando vemos alguém que escolheu não andar com Deus a prosperar, reclamamos com Ele por considerarmos ser uma injustiça essas bênçãos não virem para nós...

Como somos exigentes! E quem somos nós para exigir dEle o que quer que seja? Ainda que Deus não nos desse mais nada, a salvação já seria motivo mais do que suficiente para expressarmos continuamente a nossa gratidão para com Aquele que nos garantiu a vida eterna.

O filho mais velho aponta os erros do irmão e ainda critica o pai (v30). Nós, muitas vezes, também agimos de forma semelhante: apontamos os pecados dos outros e ainda ousamos dizer a Deus que Ele não faz as coisas corretamente!
O pai reage mansamente, dizendo algo muito belo: "Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas; mas era justo alegrarmo-nos e folgarmos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha-se perdido, e achou-se".
Nós, outrora, também estávamos mortos nos nossos pecados e delitos, mas fomos achados e revivemos... Glória a Deus!
Com qual dos dois filhos somos parecidos? Será com o mais velho, que revelou uma atitude semelhante à do fariseu (Parábola do Fariseu e do Publicano - Lucas 18:9-14) ou com o mais novo, que reconheceu o seu erro, arrependeu-se genuinamente e teve a humildade de pedir perdão?
Semelhantemente, se nos arrependermos, podemos olhar para o Pai e receber o Seu perdão.
Tendemos a alegar que o que alguém fez foi mesmo muito grave para o perdoarmos de ânimo leve... Oxalá percebamos que para Deus não há pecados grandes ou pequenos e que falhamos constantemente!

Assim como o pai do filho pródigo lhe estendeu os braços, estendamos nós a maravilhosa graça do nosso Deus a todos à nossa volta...

Sábado, 29 de Outubro de 2011

Culto da tarde...

No último Domingo, o Pr. Jónatas Lopes trouxe-nos uma mensagem da parte de Deus baseada em Lucas 1:26-48. Este texto bíblico relata um episódio na vida de uma mulher, cuja postura revela mansidão: Maria. Será que conseguimos imaginar a situação em que Maria é colocada quando o anjo Gabriel a informa que ela vai ser mãe de Jesus? Estamos a falar de há 2 mil anos atrás. Uma mulher solteira e virgem fica subitamente grávida... Como não lhe terá sido difícil explicar que estava grávida por obra do Espírito Santo e não por ter tido relações sexuais. E José, o noivo de Maria? Como não terá sido difícil ouvir os comentários desagradáveis dos seus amigos em relação à gravidez de Maria!
No versículo 27, a palavra "virgem" aparece duas vezes. Na Bíblia, quando uma palavra se repete é porque tem alguma importância. Aqui serve para percebermos que José não teve influência alguma na gravidez de Maria. Analisemos as palavras que o anjo dirigiu a Maria: - Salve: era um cumprimento vulgar na altura. Não tinha qualquer significado especial. - Agraciada: significa "aquela que recebe bênção divina". Logo, nós também somos agraciados, porque recebemos bênçãos de Deus. - Bendita: significa "aquela de quem vão dizer bem; aquela que vai ser louvada". Louvar significa elogiar, valorizar.
Maria ficou espantada - e até algo perturbada - mas o anjo logo a tranquilizou, dirigindo-lhe as seguintes palavras: "Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus" (v.30). E nós, não achámos nós também graça diante de Deus? O anjo explicou-lhe o que iria suceder: que tinha sido escolhida para ser a mãe do Salvador do mundo. Maria perguntou-lhe, então, como é que isso seria feito, visto que era virgem. Não perguntamos nós também, muitas vezes, como é que Deus poderá operar em determinada situação?
O anjo contou a Maria que a sua prima Isabel, que era estéril e avançada em idade, também estava grávida... Uma virgem e uma idosa, que sempre fora estéril , subitamente, engravidam... Isto mostra que para Deus nada é impossível... Revelamos mansidão quando reconhecemos que para Deus não há impossíveis e Lhe entregamos tudo: família, trabalho, negócios, estudos, etc... Também somos mansos quando pedimos a Deus que Ele faça a Sua vontade na nossa vida. Oxalá consigamos aplicar isto à nossa vida, pois se o fizermos, conseguiremos atingir um bom grau de tranquilidade... Vivamos um dia de cada vez, pois basta a cada dia o seu mal (Mateus 6:34).
Continuemos a analisar o diálogo entre Maria e o anjo... "Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra", disse Maria. Estas palavras, proferidas por Maria, sem hesitação, revelam muita coragem e um invulgar grau de confiança em Deus; mostram que Maria vivia na dependência de Deus. Oxalá nós também aprendamos a depender de Deus, pois a sua vontade para nós é boa, perfeita e agradável (Romanos 12:2).
Maria faz, então, um cântico em que reconhece a sua pequenez perante a grandiosidade de Deus, o que mostra que nela não existe qualquer poder. "E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador", declara Maria, reconhecendo assim que é pecadora e que, portanto, precisa de um Salvador, porque "todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Romanos 3:23). "Porque atentou na baixeza da sua serva" (v.48). Maria revela, uma vez mais, humildade, pois auto intitula-se de serva, ou seja, escrava. Ela cria convictamente que "todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito (Romanos 8:28)". Se vivermos segundo a vontade de Deus, temos a garantia de que tudo o que nos sucede contribui para o nosso bem. No entanto, infelizmente, hoje em dia, as pessoas desejam apenas uma amizade colorida com Deus; não querem um compromisso sério. "...desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada". Isto é, abençoada. É de notar que a palavra "felicidade" não aparece na Bíblia, pois sugere a ideia de se ter condições favoráveis para andarmos sempre a sorrir. Nós somos abençoados por Deus, o Senhor dos impossíveis, e isto traz-nos alegria permanente, não a alegria que o mundo conhece, a qual é efémera... Sim, somos bem-aventurados!

Quarta-feira, 19 de Outubro de 2011

Culto da tarde...

No último Domingo, o Pr. Jónatas Lopes pregou com base em Mateus 13:34-35. Jesus está a viver os seus últimos dias e deixa as instruções finais aos seus discípulos, dando-lhes um novo mandamento; um mandamento, que em conjunto com um outro dado anteriormente, resume toda a lei. Depois de dizer que se deve amar a Deus acima de todas as coisas, Cristo diz agora que nos devemos amar uns aos outros como Ele nos amou. Reflitamos na dimensão do amor de Deus... O amor de Deus por nós é tal que enviou o Seu Filho amado para nos remir a fim de nos aproximarmos de Deus, uma vez que em nós próprios não existe capacidade alguma de nos chegarmos a Ele. Quem seria capaz de dar a vida de um Filho por alguém? Talvez déssemos a nossa própria vida, mas abdicar de um filho é algo impensável para a maioria de nós. Porém, foi isso que Deus fez por nós.
Oxalá reconheçamos, a cada dia, que nada somos sem Deus. Só assim, passaremos a depender totalmente dEle e a viver para Sua glória, pois foi para isto que fomos criados. Nós não fomos criados para ter uma vida fácil, para ter aquilo que desejamos. Fomos criados para darmos glórias a Deus, para termos uma relação profunda com Ele, para sermos santos, isto é, separados para Ele. Mas, aqui, uma pergunta impõe-se: Quando é que Deus se sente glorificado? A resposta é simples... Deus é glorificado quando achamos que Ele tem o melhor para nós e, portanto, Ele é suficiente para nós. Deus glorifica-se quando sente que nos satisfazemos com Ele, quando reconhecemos que Ele nos chega. Às vezes, pensamos que basta conhecermos a Deus para Ele nos dar tudo aquilo que desejamos no devido tempo. Contudo, não é isto que a Bíblia nos diz no Salmo 37:5. "Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nEle, e Ele o fará". Ou seja, temos de entregar a nossa vida a Deus. Só então, a Sua graça e o Seu amor se manifestarão plenamente. No entanto, isto não nos garante uma vida isenta de problemas... Assegura-nos, isso sim, uma tranquilidade indescritível para enfrentarmos esses desafios. Deus age de uma forma tremenda. Às vezes, Ele deixa-nos esperar até ao último minuto para que percebamos do que somos feitos... Oxalá nos consigamos aquietar nesses momentos, pois Ele é Deus (Salmos 46:10).
No versículo 35, Jesus diz que as pessoas saberão que somos Seus seguidores se nos amarmos uns aos outros. Oxalá este amor seja uma realidade no nosso meio. A Bíblia diz que nos foi dado o ministério da reconciliação. Porém, muitas vezes, somos duros e recusamo-nos a perdoar alegando que os outros têm de pedir perdão a fim de os perdoarmos. Porém, o mandamento de Jesus é bem claro: devemos amar a todos e devemos conceder perdão, mesmo antes de nos ser pedido. E, aqui, devemos fazer a separação entre a pessoa e o seu erro... Não nos é pedido para amarmos a sua atitude incorreta, mas é-nos exigido que amemos a pessoa que a cometeu. Não guardemos rancor ou mágoa dentro de nós. O ódio corrói-nos... Precisamos de olhar para a cruz e reconhecer que éramos nós que lá deveríamos ter estado. Se Deus nos perdoou, quem somos nós para não perdoarmos? Todos falham, incluindo nós. Por isso, tenhamos amor para com os outros. O amor cobre uma multidão de pecados, logo o amor facilita o perdão...
Façamos tudo em amor. E as pessoas pessoas frontais precisam de ter um cuidado especial, pois dizer tudo o que se quer exige que que o façamos de forma adequada e no momento certo. É melhor acalmarmo-nos, pois, a maioria das vezes, no calor da discussão dizem-se coisas que deixam marcas mais profundas do que as agressões físicas... Quantas vezes não dizemos que determinada pessoa falhou para connosco e que vai ter que reconhecer isso? Isto desaparece quando existe amor, pois uma atitude assim não tem nada a ver com amor; tem é tudo a ver com ódio... Como é que as pessoas perceberão o amor de Deus se guardarmos rancor uns dos outros?! Se Deus nos perdoou, quem somos nós para não perdoar? Se Deus nos amou, quem somos nós para não amarmos os outros? Sejamos mansos!
Esforcemo-nos por não olhar para os erros dos outros, pois tendemos a ver o cisco no olho do nosso irmão e não vemos a trave que está no nosso (Mateus 7:4-5). Façamos aos outros aquilo que gostaríamos que nos fizessem a nós. Quando temos este tipo de relacionamento com Deus, uns com os outros e com todas as pessoas com quem convivemos, então, o versículo 35 torna-se uma realidade na nossa vida... "Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros" (João 13:35). Que assim seja.

Sexta-feira, 14 de Outubro de 2011

Culto da tarde...

No passado Domingo, o Pr. Jónatas Lopes trouxe-nos uma mensagem que teve suporte bíblico no texto registado em Colossenses 1:13-17. Por que é que nos relacionamos com Deus? É para obtermos aquilo que nós queremos ou é para que a Sua vontade se cumpra na nossa vida? Oxalá nos encaixemos na segunda hipótese. E, enquanto esperamos que a vontade de Deus se concretize na nossa vida, devemos ser mansos de coração. Mas, como mostrar mansidão quando tudo parece estar contra nós? Às vezes, temos problemas de saúde, no trabalho, nos relacionamentos, etc, que quase que podíamos cantar com o Rui Veloso: "Parece que o mundo inteiro se uniu para me tramar". Então, como ser manso em circunstâncias tão adversas? Tudo parte da nossa percepção acerca da pessoa de Jesus Cristo, "o qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor" (v.13).
As pessoas, muitas vezes, espantadas com a nossa dedicação à Obra, desejam saber porque é que vamos à Igreja assiduamente e porque servimos na nossa comunidade. A resposta é simples: porque sabemos o que é bom; porque Deus ama-nos tanto que enviou o Seu precioso Filho para morrer por nós (João 3:16). Logo, Ele é o melhor para a nossa vida. Muitos alegam que, por seguirmos a Cristo, nós não podemos fazer muitas coisas que proporcionam grande satisfação. No entanto, nós temos liberdade para fazer tudo, mas nem tudo nos convém (I Coríntios 1:23). Assim, seremos sábios se fizermos escolhas dentro da vontade de Deus, a qual é boa, perfeita e agradável...
Para percebermos a magnitude do que Deus fez por nós, basta olharmos para o nosso passado. Ele tirou-nos de um mundo de horror e transportou-nos para o reino do Filho do Seu amor (v.1). Isto não significa que já não temos problemas, mas, quando estes surgem, sentimos uma paz invulgar, uma paz que transcende o racional. Oxalá consigamos aplicar à nossa vida o versículo registado em Salmos 37:5: "Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele e ele o fará".
O versículo 14 mostra que, em Cristo, há redenção para haver libertação. Como é bom sabermos que Alguém deu a Sua vida por nós. E se Ele deu a Sua vida, não fará outras coisas menores, não fará aquilo que precisamos? O versículo 16 declara que tudo foi criado por Ele e para Ele. Se Deus criou, Ele sabe todas as coisas, pelo que não lhe conseguimos esconder nada. Além disso, se criou tudo, Ele sabe o que é melhor para nós. E porque todas as coisas foram criadas por Ele, todas elas devem ser para Sua honra. Paulo estava aqui a combater a ideia de que Cristo não bastava para a Salvação. Paulo afirma que Ele é suficiente, mostrando assim que não estamos aqui para sermos felizes, mas sim para vivermos para a glória de Deus.
"Todas as coisas subsistem por Ele" - declara o verso 17. A nossa vida, às vezes, parece um puzzle com peças soltas, sendo-nos difícil entender como é que aquilo vai fazer sentido. Desafios que nos preocupam, o passado que nos atormenta, problemas que surgem do nada. Contudo, Deus faz com que todas essas "peças" soltas se liguem, desde que Ele esteja no centro da nossa vida. Todas as coisas têm um propósito (Romanos 8:28). Isto dá-nos certezas e confiança na pessoa de Cristo. Quando não percebermos nada do que está a acontecer, sejamos mansos para admitir que já não aguentamos mais e peçamos a intervenção divina, pois, no Seu tempo, Deus faz tudo muito bem.
Se a nossa vida é para a glória de Deus, por que é que gastamos tanto tempo preocupando-nos com o futuro? Não devemos andar ansiosos em relação a coisa alguma, pois Ele até das aves cuida (Mateus 6:25-34). A vida cristã não é sobre mim, nem por mim; é sobre Deus e por Deus, pois tudo foi criado por Ele e para Ele. Então, tenho de fazer aquilo que Ele quer e não o que eu quero. Oxalá possamos dizer com o apóstolo Paulo, em Gálatas 2.20: "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim..."

Terça-feira, 11 de Outubro de 2011

Escola Bíblica Dominical...

A nossa lição da EBD no último Domingo, baseada em Romanos 7, teve por título: "Tem tudo a ver com vitória sobre o pecado". Os primeiros versículos são praticamente ignorados nos dias que correm, pois falam do compromisso que representa o casamento, o qual deve durar a vida toda. A mulher está ligada ao marido, enquanto este viver, afirma o verso 2. Ou seja, o vínculo entre o casal é válido até que a morte os separe, pelo que não deve ser desfeito. Isto mostra que mesmo que o casal se separe, o vínculo mantém-se e, portanto, se houver envolvimento com outra pessoa, isso é considerado adultério. Mas, como manter a união mesmo no meio das dificuldades? John Piper diz que os relacionamentos são tão difíceis que se não incluírem Deus, sucumbem. Daí que o passo para o casamento não deva ser dado de ânimo leve; devemos pedir sempre a orientação de Deus.
Os versos 4 a 6 declaram que já não estamos sob a Lei. Significará isto que já não devemos obedecer à Lei? De todo! Porque Deus sabia que éramos incapazes de cumprir integralmente a Lei, Ele enviou Jesus para a cumprir por nós. Assim, se quebrarmos um dos mandamentos e nos arrependermos, somos perdoados. Maravilhosa graça! Os versículos seguintes mostram-nos que a Lei serve de orientação e se esta não especificasse o que é errado, não saberíamos o que era pecado.
O versículo 12 afirma que a Lei em si é santa e que o mandamento em si é santo (separado para Deus), justo (correcto, que não falha) e bom... Será que compreendemos a bondade implícita na Lei? Muitas vezes, a nossa reacção relativamente aos mandamentos é semelhante à dos filhos em relação às ordens dos pais. Apesar de estas visarem o bem da criança, ela nem sempre as entende como tal. A Lei é boa. A Bíblia diz-nos que devemos pautar-nos pela honestidade e legalidade; aconselha-nos a considerar os outros superiores a nós próprios; manda-nos amar ao próximo como a nós mesmos; diz-nos para nos guiarmos pela Palavra e não pelo nosso coração. A Lei é, de facto, boa.
Os versos 15 a 19 contêm palavras do apóstolo Paulo e retratam a luta entre a carne e o espírito. Paulo desejava fazer o bem, mas nem sempre o fazia. Não passámos nós já por algo semelhante? Muitas vezes, optamos por fazer algo que é incorrecto, mesmo estando conscientes de que isso aborrecerá a Deus. Antes de cometermos o pecado, há um momento de decisão, o momento "faço ou não faço". O segredo para não cairmos está na intensidade da nossa comunhão com Deus. Quanto mais forte ela for, menor é a probabilidade de cedermos ao mal. Por outro lado, é quando estamos mais perto de Deus que mais somos tentados... Mas, porque é que o diabo tenta os crentes se sabe que estes não perdem a salvação que lhes foi oferecida por Deus, através de Jesus? Porque o objectivo de satanás é retirar toda a glória a Deus e ele trabalha em nós das mais diversas formas. Uma das suas armas é o nosso passado, que ele faz questão de trazer à nossa memória, tentando assim desvalorizar a transformação que Deus operou em nós. O diabo também nos tenta porque sabe que quando estamos em comunhão com o Pai, somos crentes que evangelizam e servem das mais variadas formas e ele não fica feliz quando nos vê a servir a Deus. Ainda assim, vale a pena mantermo-nos próximo de Deus, pois assim teremos força para resistir ao diabo e ele terá de fugir de nós (Tiago 4:7).
Sabendo desta luta entre a carne e o espírito e estando conscientes de que pecamos, será que isto muda a nossa perspectiva em relação os outros? Deveria mudar, pois devo ser capaz de me colocar no lugar dos outros quando estes falham e, em vez de fazer comentários ao seu acato errado, devo tentar levantá-lo e procurar a sua restauração. Oxalá oremos por essa pessoa em vez de a criticar, pois, muito provavelmente, no lugar dessa pessoa e perante as mesmas circunstâncias, faríamos exactamente as mesmas coisas. É nosso dever apoiar os nossos irmãos. Outro erro que cometemos com frequência é "exigir" que quem acaba de aceitar Cristo como seu Salvador mude imediatamente o seu estilo de vida. Essa transformação vai acontecendo aos poucos. O processo de santificação é gradual. Sejamos tão tolerantes e pacientes com os outros como gostaríamos que o fossem connosco...

Sábado, 8 de Outubro de 2011

Culto da tarde...

No último Domingo, o Pr. Jónatas Lopes pregou com base no texto bíblico registado em Mateus 20:17-28. "Mansidão" foi o tema da mensagem... A mansidão é um dos gomos do fruto do Espírito. Eis alguns sinónimos do adjectivo manso: brando de génio; pacífico de índole; tranquilo; plácido; sossegado. Infelizmente, muitas vezes, na nossa relação com Deus, não revelamos mansidão, pois exigimos que Ele faça a nossa vontade. O episódio relatado neste texto bíblico é disso prova. Este texto aparece pouco tempo antes da morte de Cristo. Este chamou os Seus discípulos à parte para lhes revelar o que estava prestes a acontecer (v.17). Isto mostra que Jesus valorizava as relações pessoais e este é, indubitavelmente, o melhor método de ensino. Como diz John Maxwell, o melhor líder é aquele que melhor serve.
Jesus informa, então, os Seus seguidores de que será condenado à morte brevemente. Será que conseguimos imaginar como estaria Jesus naquele momento? O Seu coração devia estar contristado por causa do sofrimento que o aguardava, mas, ainda assim, Ele resolveu falar disso. Disse-lhes que ia ser maltratado e humilhado. Um grande líder é aquele que partilha as suas dificuldades. Cristo fê-lo e Ele foi o maior líder de sempre. É neste ambiente que surge a mãe de Tiago e João. Ela aparece em atitude de adoração, mas, logo de seguida, faz um pedido ousado. Ela pede a Jesus que permita que os seus filhos se sentem ao Seu lado, um à esquerda e outra à direita, no Seu reino. Ou seja, eles não demonstraram amor e preocupação para com a pessoa de Jesus neste momento tão angustiante para Ele. Eles adoraram-no para que Ele lhes satisfizesse o seu desejo de destaque. Que atitude tão egoísta e egocêntrica! Quantas vezes não somos nós assim também? No momento em que Cristo merece que Lhe demos o nosso melhor, nós queremos o melhor para nós. Infelizmente, tendemos a preocupar-nos, em primeiro lugar, com as nossas próprias coisas. Tendemos a pensar que temos de adorar a Deus para que Ele resolva os nossos problemas e, quando oramos, por norma, pedimos que Ele solucione as nossas dificuldades, em vez de procurarmos saber o que Ele tem para nós. Oxalá demos a Deus o nosso melhor! Não sirvamos a Deus por aquilo que Ele nos pode dar. Sejamos mansos de coração e adoremos a Deus pelo que Ele é, pela Sua graça e pela sua misericórdia. Não fazemos nenhum favor a Deus se O adorarmos. Muito pelo contrário, adorá-lO é um privilégio, pois nada somos perante Ele. Oxalá interiorizemos que Deus não existe para nos servir. Nós é que fomos criados para O servir e glorificar.
No versículo 22, Jesus diz a Tiago e a João que, ao pedirem lugares especiais no reino de Deus, não sabem o que estão a dizer, pois é o próprio Deus que decide qual o lugar que cada um ocupará. Não somos nós que escolhemos o que é melhor para nós, é Deus... Oxalá as nossas orações cheguem até Deus em atitude de agradecimento, pedindo-lhe que seja feita a Sua vontade, pois ela é boa, perfeita e agradável (Romanos 12:2).
Os outros discípulos, percebendo que João e Tiago queriam destaque, indignaram-se contra eles. Este é um erro que cometemos com frequência: julgar os outros quando estes falham. Devemos irar-nos contra o pecado, mas não contra as pessoas que o cometem. Em vez de julgarmos, vamos apoiar essas pessoas e orar por elas. É preciso percebermos que por detrás de uma atitude está sempre um sentimento. Contudo, infelizmente, às vezes, vemos o cisco que está no olho do nosso irmão e não vemos a trave que está no nosso. Evitemos também falar dos outros para mostrarmos aquilo que julgamos ser a nossa superioridade em relação a essas pessoas, pois se o fizermos estaremos a imitar os fariseus (Lucas 18:9-14). Todos nós falhamos! Muitas vezes, perde-se a razão pela forma como se chama à razão...
Após ser abordado por João e Tiago com este pedido atrevido, Jesus diz algo aparentemente contraditório. Ele declara que liderar é servir; que ser grande é fazer-se pequeno. E Ele é o exemplo máximo disto. Cristo, que podia ser servido, veio para servir. Além disso deu a Sua vida por nós, sofrendo a humilhação da morte por crucificação. Revelamos falta de mansidão quando vivemos de acordo com a nossa própria vontade e não segundo a de Deus. Em Mateus 6:33, somos aconselhados por Jesus a buscar primeiro o reino de Deus, isto é, a Sua vontade para nós. Oxalá sejamos mansos de coração (Mateus 5:5), buscando sempre aquilo que Deus tem para a nossa vida e não aquilo que desejamos para nós!