domingo, 21 de novembro de 2010

EBD...

A nossa lição da Escola Dominical, baseada em Efésios 6, teve por título: "Ser respeitador". A verdade bíblica diz os Cristãos devem tratar todos (pais, filhos, patrões, etc) com todo o respeito.
O versículo 1 dirige-se aos filhos e contém um apelo para que estes sejam obedientes aos pais. Infelizmente, isto já não se verifica em muitas famílias. Actualmente, assiste-se a uma inversão de papéis.
Quais serão, então, as maiores dificuldades na relação entre pais e filhos, nos dias de hoje? Verificamos que existe muita incompreensão de parte para parte; os filhos não obedecem aos pais nem demonstram respeito por eles; os lares são meros dormitórios e os pais não passam tempo suficiente com os filhos, tempo esse que deveria servir para incutir valores e para criar boas memórias.
O verso 2, que ainda é dirigido aos filhos, ordena-lhes que honrem os pais. O que significará isto? Isto não é mais do que manter os pais numa posição elevada; colocá-los num lugar de destaque; significa que devemos ouvir os seus conselhos. E, será que isto termina, quando os filhos se casam? Obviamente que não. A honra tem de estar sempre presente na relação filhos/pais. A obediência poderá não estar, pois se os conselhos que os pais dão aos filhos para seguir, não forem bons, devem ser ignorados. Porém, honrar os nossos pais é algo de que jamais podemos prescindir, quer sejamos crianças ou adultos, solteiros ou casados.
E, aqui, impõe-se uma questão: "Virá este mandamento contradizer Mateus 19:5 que afirma que o homem deverá deixar o pai e mãe, para se unir à mulher, formando com ela uma só carne?" De modo nenhum. Estes versículos complementam-se, pois, ao nos tornarmos uma só carne com o nosso cônjuge, temos o dever de também honrar os pais dele(a), os nossos sogros. Devemos também protegê-los, por amor ao nosso marido ou à nossa esposa.
O dever de honrarmos os nosso pais, refere o versículo 2, é o primeiro mandamento com promessa. De que promessa se trata? O verso 3 responde: vida longa. Não exactamente em termos de quantidade, mas de qualidade. Todos sabemos que os conflitos com os pais ou sogros perturbam imenso. Então, não entremos em guerra e, no futuro, evitemos as situações que geram conflito.
O mesmo se aplica aos pais. Se os filhos não aceitarem um determinado conselho, não façam disso um cavalo de batalha. Às vezes, faz-lhes bem "bater com a cabeça".

O versículo 4 expressa um dever dos pais para com os filhos: "(...) não provoqueis à ira os vossos filhos (...)". O que significará isto? Será que quer dizer que os pais não devem contrariar os filhos? De todo! Todos sabemos que é preciso contrariar os filhos. Temos é de ter atenção à forma como os contrariamos. Por exemplo, como é que os pais podem levar os filhos a terem determinadas posturas se eles próprios não as tiverem? Os pais são uma das principais referências dos filhos. Eles tendem a seguir o exemplo dos pais. Assim, os pais irritam os filhos quando não explicam porque estão a agir de determinada maneira, isto é, quando a disciplina se transforma em punição.

Mas, o que é a disciplina? É algo que serve para colocar no caminho correcto; é algo que serve para restaurar. Ou seja, é explicar porque razão determinado comportamento é errado e mostrar qual a postura correcta. E convém não esquecer que, às vezes, bater só serve para aumentar o ódio dos filhos. O castigo, privando-os de algo que lhes seja muito querido, pode ser o melhor "remédio", especialmente quando se trata de adolescentes. É também importante notar que não se deve ceder relativamente à duração do castigo, mesmo que os filhos se mostrem arrependidos. Perante o arrependimento, os pais devem perdoar, obviamente, mas devem manter o castigo pelo período de tempo inicialmente estabelecido.

Os filhos devem ser educados em disciplina e equilíbrio. Os pais devem esforçar-se por passar tempo com os filhos e fazer com eles coisas de que eles gostem. Por outras palavras, os pais devem criar boas memórias nas crianças para que quando chegarem as fases difíceis, como a adolescência, os filhos tenham a certeza da presença constante dos pais e do seu amor incondicional.

No versículo 5, o apóstolo Paulo dirige-se aos escravos. Transpondo para os dias de hoje, este conselho é para aqueles que trabalham por conta de outrem. Estes devem servir com lealdade, como se servissem ao Senhor.
Certamente, muitos interrogar-se-ão como é que poderão ser leais para com quem é desleal. Muitas pessoas alegam que isso é impossível de se fazer, pois os patrões estão cada vez piores. Mas, não nos esqueçamos que Paulo estava a falar para escravos. Haverá pior condição do que esta? Paulo está a dizer que devemos pôr toda a nossa alma naquilo que fazemos, como se estivéssemos a trabalhar para o Senhor. E devemos proceder assim sempre, e não apenas quando estamos a ser vigiados, pois, agindo desta maneira, receberemos do Senhor a recompensa daquilo que fizermos.
No verso 9, Paulo termina estas recomendações, falando para os patrões, aconselhando-os a proceder com respeito e lealdade para com os seus funcionários, não recorrendo a ameaças. Quando os patrões contribuem para um bom ambiente de trabalho, os empregados darão mais de si e isso só trará benefícios à organização. Infelizmente, isso não se verifica com muita frequência nos dias que correm, pois os patrões não têm a visão de que se investirem nos funcionários, eles darão o máximo de si.
Oxalá todos puséssemos em prática estes preciosos conselhos que o apóstolo Paulo deixou na sua carta aos Efésios!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Culto de Estudo Bíblico...

O Pr. Jónatas Lopes trouxe-nos um estudo sobre a ressurreição de Jesus. "Haveria algo a acrescentar ao sacrifício de Jesus?" Esta foi a pergunta que serviu de mote ao estudo. Hebreus 10:12-14 responde. Neste texto bíblico, verificamos que o singular sacrifício de Jesus é completo. Ele morreu, mas ressuscitou. Venceu a morte. Por causa disso, todos os que O aceitarem como Salvador e Senhor das suas vidas, herdarão a vida eterna junto dEle. Isto, contudo, contrapõe com a condenação eterna para aqueles que não o receberem nas suas vidas. Infelizmente, há muita gente que não considera o sacrifício realizado por Jesus, indo à cruz morrer pelos pecadores, suficiente e completo e tentam acrescentar algo. Assim, há quem defenda que para se obter a salvação é necessário contribuir com uma determinada verba; outros crêem que só seremos salvos se realizarmos boas obras. Porém, em Efésios 2:8-9, vemos que somos salvos devido à graça divina. A salvação não provém de qualquer acto nosso. Não há nada que possamos fazer para sermos salvos (Actos 4:12). Jesus fez tudo!
Sabemos que Jesus se entregou à morte para que os nossos pecados fossem perdoados. Porém, às vezes, a dúvida instala-se e perguntamos: "Será que Jesus realmente me perdoou?" As derradeiras palavras de Jesus na cruz provam que sim. "Está consumado!" Isto é, está completo. Por isso, não precisamos de nos preocupar. Quando nos arrependemos genuinamente, Ele perdoa. O sangue que Ele derramou na cruz garante-nos vitória sobre o pecado. A morte de Jesus é algo que as pessoas aceitam facilmente. Por norma, não duvidam que Ele tenha morrido. Contudo, é-lhes difícil acreditar na Sua ressurreição. E até existe uma tese que defende que os discípulos roubaram o corpo de Jesus. Porém, se lermos Mateus 27:62-66, vemos que isso seria impossível, pois um grupo de soldados montou guarda ao túmulo de Jesus para se certificarem de que isso não aconteceria. A iniciativa de guardar o sepulcro partiu dos principais dos sacerdotes, que se lembraram que Jesus dissera que ressuscitaria ao terceiro dia. É interessante notar que os discípulos de Jesus esqueceram-se dessas palavras, mas os outros não. Às vezes, são os que estão do lado de fora que vêem melhor! Em Mateus 28:11-15, dá-se a confirmação da ressurreição de Jesus. Ao verem o sepulcro vazio, os soldados que o guardavam assustaram-se. Então, o anjo diz-lhes que Jesus, tal como Ele próprio previra, havia ressuscitado.
Entretanto, ao contarem o sucedido aos principais dos sacerdotes, os soldados vêem ser-lhes oferecida uma determinada verba em troco do seu silêncio sobre a ressurreição de Jesus. Eles aceitam e são, então, instruídos a espalharem o boato de que os discípulos tinham ido furtar o corpo de Jesus. E aqui vemos o poder de um boato, pois este sobreviveu até aos dias de hoje e os Judeus crêem que aconteceu conforme o que foi divulgado por aqueles soldados!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Culto da tarde...

Isaías 54:1-5 foi o texto bíblico que serviu de base à mensagem que o Pr. Jónatas Lopes nos trouxe.
Em primeiro lugar, importa contextualizar esta passagem: Por causa da sua rebeldia, o povo de Judá estava cativo na Babilónia. Um cativeiro que durou 70 anos. Surge, então, este texto, em que Deus oferece ao povo uma nova oportunidade de se redimir. O plano de Deus era que eles fossem um. Ou seja, Deus mostra-lhes o que é ser igreja e oferece-lhes a Sua graça e o Seu grande amor.
Semelhantemente, muitas vezes, nós também nos sentimos em cativeiro espiritual e Deus também nos dá oportunidade de livramento. Deus quer algo de nós. Ele está a juntar o Seu povo, a oferecer a Sua graça e a derramar o Seu amor. Cremos nisto? Ou ainda duvidamos? Ou será que perdemos tempo no "nha, nha, nha"? Louve e verá! Tudo começa na adoração, como podemos ver no versículo 1: "Canta alegremente"...
Adore. Muitas vezes, pensamos que nada está a acontecer na Igreja e nas nossas vidas, mas nem sempre o que parece é. Adoremos e veremos! Quando adoramos, passamos a ver a necessidade que existe de haver mudanças na vida da Igreja.

No versículo 2, vemos que Deus está a exigir mudanças ao povo: Aumenta; acrescenta; alarga; fixa...

Há quem seja avesso a mudanças. Muitas vezes, não passamos de caçadores que disparam ao mínimo sinal de movimento. E todos sabemos as consequências desastrosas que podem advir de um tal acto!

Seremos, de facto, "caçadores"?! Quando surgir um problema ou quando estivermos a ponto de criticar algo, coloquemos a nós próprios 4 questões fundamentais: 1ª: É de Deus? 2ª: É para Deus? 3ª: Edifica? 4ª: Ou serei um caçador?

Muitas vezes, não estamos dispostos a trabalhar, mas, parece que estamos sempre prontos para criticar quem lançou mãos à obra. Temos de sair da nossa zona de conforto, pois é isso que Deus deseja que façamos. Temos de nos expor e estar a jeito dos "tiros" que possamos vir a sofrer. Precisamos de abandonar o marasmo espiritual.

Que relação temos com as mudanças que Deus quer operar? Todas as mudanças têm o seu custo. Quando buscamos a vontade de Deus, ficamos mais expostos aos ataques do inimigo. A solução é aumentarmos o nosso grau de intimidade com Deus, pois se não o fizermos, estaremos muito vulneráveis e poderemos levar um "tiro" que causará a nossa morte espiritual.

Infelizmente, muitas vezes, mudamos apenas o local de onde lançamos os ataques. Como analisar o tipo de mudança que ocorreu? Com as 4 perguntas referidas anteriormente: É de Deus? É para Deus? Edifica? Ou sou um "caçador"? Analisemos os nossos comentários, tanto os verbais como aqueles que não verbalizamos, mas que podem ferir tanto quanto as palavras. Se o que temos a dizer, não edificará, fiquemos calados. Que as palavras dos nossos lábios e o meditar do nosso coração possam ser agradáveis a Deus! Enquanto isso não se verificar, fechemos a nossa boca.

Deus está a trabalhar, mas não nos esqueçamos que o diabo não dorme. Porém, sabemos que o nosso Deus e Senhor, o Todo-Poderoso, tem grandes coisas para nós! E quando vemos a Sua glória, mudamos...

Quando adoramos a Deus, vemos aquilo que Ele tem para nós. E, ao vermos aquilo que Ele tem para nós, temos forçosamente que mudar alguma coisa. É essa a ideia implícita no versículo 3. E, quando mudamos alguma coisa, a nossa área de abrangência aumentará.Chegaremos mais longe. Mas, infelizmente, muitas vezes desejamos apenas aumentar o nosso "Ego Eclesiológico". Não nos esqueçamos que nos territórios fora da nossa zona de conforto (a nossa Igreja), há muitas pessoas que ainda não ouviram falar da graça divina. Estamos dispostos a transpor as fronteiras?! Estaremos dispostos a "arregaçar as mangas" e "sujar" as mãos?!

Sujamos as mãos com o trabalho? Sujamos as mãos com as pessoas quando as recebemos? Por norma, temos dificuldade em apertar a mão a quem está sujo; em abraçar quem cheira mal; em ouvir aquele que está sempre a falar; e em conversar com aquele que está sempre calado. Quanto mais "lavar os pés"... Mas, não é isso que somos chamados a fazer? Cristo deixou-nos o exemplo (João 13).

Muitas vezes, não sabemos receber as pessoas. Colocamos os nossos interesses pessoais em primeiro lugar. Ainda alimentamos o "Ego Eclesiológico". Mudar e alargar... Estaremos dispostos?! Crescer dói. Ao receber novos membros, o corpo pode aceitar ou rejeitar. O que é que escolhemos? Às vezes, a Igreja não está preparada para crescer. Não falamos nem cumprimentamos quem nos visita... Em que nível estamos? Será que estamos a perder tempo com o "nha, nha, nha"?! Vale a pena reflectirmos sobre a nossa postura.

Adore e verá; veja e mudará; mude e alargará... E, por fim, alargue e triunfará! E, ao triunfar, esquecer-se-á do passado sofrido, como nos mostra o versículo 4. Na verdade, não esqueceremos, mas quando recordarmos um qualquer acontecimento que nos tenha magoado, a dor, outrora tão presente, não se manifestará.
Quantas vezes não nos angustiamos por causa de algo que nos marcou negativamente no passado? Quantas vezes não sofremos por vermos aqueles que não temem a Deus prosperarem, quando, aparentemente, isso não está a acontecer connosco? Quantas vezes não sofremos com o mal que os outros nos causam? Ao triunfarmos, essas coisas passarão. E sabemos que triunfaremos, pois o nosso Deus é o Senhor de toda a terra. E, com Ele ao nosso lado, somos mais do que vencedores (Romanos 8:37).
O nosso Redentor é o Santo de Israel, o Deus Todo-Poderoso. Cremos nisto ou duvidamos? Ou será que perdemos tempo no "nha nha nha"? Que tal testarmos o nosso nível? A nossa relação com a Igreja... Quando falamos da Igreja, em que termos o fazemos? Dizemos algo do género: "A Igreja é isto ou aquilo"? ou afirmamos "Nós somos estes ou aqueles"? Se a nossa resposta for a primeira, significa que não nos sentimos parte da Igreja e que ainda temos um longo caminho a percorrer. Se for a segunda, é porque já nos sentimos parte da Igreja. Que Deus nos incomode para a Sua honra e Sua glória! (Convém não esquecermos que, quando Deus incomoda, as coisas podem ser difíceis, mas serão boas, pois Deus é bom!). Meditemos nisto e cheguemos a uma conclusão.
O que é que Deus deseja para nós e para a Sua Igreja? Que mudemos ou que continuemos com o nosso actual estilo de vida?!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Culto de Ceia e EBD...

Na nossa Escola Dominical, falámos sobre a vida do casal, uma lição que nos foi trazida pelo Pr. Jónatas Lopes e que teve suporte bíblico em Efésios 5:21-24. Cada vez mais, os casais estão desavindos. O divórcio é uma constante na nossa sociedade e os filhos, quando os há, são as principais vítimas da separação. Como tudo seria diferente se os adultos, antes de tomarem decisões, muitas vezes, irreflectidas, pensassem nas crianças e nas consequências que tal acto terá na sua vida! Oxalá pensassem também no bem-estar dos filhos e não somente no seu!
O texto bíblico da nossa lição é sobejamente conhecido, mas também é - e provavelmente na mesma proporção - menosprezado... Isto, porque muitas pessoas consideram-no completamente desactualizado. Mas, será assim mesmo? Obviamente que não. A Palavra de Deus jamais ficará desactualizada! Efésios 5:21 diz que devemos sujeitar-nos uns aos outros no temor de Deus. Isto é, somos desafiados a ser submissos uns aos outros. Porquê? "Pelo respeito que têm a Cristo", diz uma tradução. Será que é isto que vemos nos relacionamentos nos dias de hoje? Onde é que mais falhamos? É precisamente na falta de humildade. Na maioria dos relacionamentos, impera a arrogância e a altivez.
O versículo 22 contém uma afirmação que tende a ser mal interpretada e, como tal, desagrada às mulheres e alimenta o ego dos homens machistas. "Vós, mulheres sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor". Como é que o machista interpretaria isto? Provavelmente, faria uma tradução do género: "Mulheres, humilhai-vos aos vossos maridos; obedecei-lhes sem questionar!" Porém, é óbvio que quando Deus está presente no casamento, estas atitudes não podem existir. Atitudes que revelam superioridade não podem coexistir com a presença do Deus que não faz acepção de pessoas e que, através de Paulo, nos pede que consideremos os outros superiores a nós mesmos (Filipenses 2:3). A ideia aqui implícita é a existência de respeito das mulheres para com os maridos, como sendo os responsáveis máximos do lar. O verso 23 afirma que o homem é o cabeça do lar, assim como Cristo é o cabeça da Igreja. Isto é, o marido deve cuidar da esposa e protegê-la e promover o seu bem-estar para que ela possa ser a mulher virtuosa retratada em Provérbios 31. É isto mesmo que o autor do livro "As cinco linguagens do amor" afirma nessa obra. Ele diz que a mulher é como um poço e que o marido deve enchê-la de coisas boas, para que possa transbordar e "inundar" a família com coisas agradáveis. Não devemos entrar no casamento com o objectivo de satisfazer as nossas necessidades, mas com o de responder às necessidades do nosso cônjuge.
O versículo 24 diz que as mulheres devem ser submissas em tudo, aos maridos, assim como a Igreja está sujeita a Cristo. O que significará isto? Precisamos de compreender isto no amor do Senhor... Paulo vem trazer valor ao casal e não retirar valor à mulher, pois não poderia entrar em contradição com Provérbios 31 que evidencia a importância da mulher ( virtuosa) na vida familiar. O homem pode ter a responsabilidade máxima, sem impor a sua vontade como se de um ditador se tratasse. Ele deve ouvir a mulher e zelar para que ela se sinta bem na relação.
O versículo 25 contém uma ordem para os maridos. Eles devem amar as suas mulheres do mesmo modo que Cristo amou a Igreja. Que tipo de amor é este? É uma amor sacrificial. Jesus morreu pela Igreja. Então, que ideias retiramos deste verso? Eis algumas: - Se os maridos amarem as suas mulheres, não poderão ter atitudes machistas, pois o machista só se ama a si próprio. E um homem que ama a esposa, procura suprir as necessidades dela, não é egoísta. Amar é também abdicar do nosso "eu". - Os maridos devem dar a vida pelas suas mulheres. Infelizmente, nos dias que correm vemos mais o oposto: os homens a tirarem a vida das mulheres. E este "tirar a vida" nem sempre é literal. Eles tiram-lhes a vida no dia-a-dia, não as deixando ter ideias próprias, não as deixando participar nas decisões que dizem respeito à família, etc. É fundamental que haja respeito pelas mulheres, tendo em conta que há diferenças entre os sexos. Ser casal é respeitar essas diferenças e, consequentemente, as necessidades - também elas diferentes - um do outro. - Os homens também devem dar a sua vida para que a mulher tenha beleza. Isto é, os maridos devem ajudar as mulheres para que elas possam ter tempo para cuidar de si (v.26).
Quando homem e mulher casam, tornam-se um só corpo para tudo e em tudo e, portanto, as soluções para os seus problemas devem ser encontradas entre eles. Não devem depender, diariamente, de terceiros. Quantas vezes, as coisas não correm bem porque um deles se recusa a cortar a ligação umbilical com os pais? É nosso desejo e oração que os casais da nossa Igreja ponham em prática, diariamente, a Palavra de Deus, a fim de terem lares saudáveis e felizes!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Culto de Estudo Bíblico...

Continuamos a falar na pessoa de Jesus e, hoje, o Pr. Jónatas Lopes trouxe-nos um estudo sobre a Sua morte. Mateus 16:21 mostra-nos que Jesus sabia aquilo que lhe iria acontecer. Este versículo contém uma profecia Sua sobre a Sua própria morte, o que prova que Ele estava plenamente consciente do sofrimento atroz que teria de suportar, durante a crucificação. O facto de Jesus saber, previamente, tudo aquilo por que iria passar, deve levar-nos a valorizar ainda mais o sacrifício que Ele fez para nos salvar. Neste verso, Ele até menciona as pessoas que o fariam padecer. Cristo sabia, de antemão, tudo o que lhe iria acontecer e, portanto, também sabia que a história não terminaria na morte. Ele sabia que ressuscitaria ao terceiro dia e disse-o aos Seus discípulos. Porém, nesta altura, eles ainda não sabiam bem quem era Jesus. Eles só se aperceberam de quem Cristo realmente era quando Ele ressuscitou. Tomé, inclusivamente, precisou de ver as marcas da crucificação para crer que estava, de facto, perante Jesus! Oxalá não sejamos como ele.
Em Mateus 27:34-35, ficamos a perceber que tipo de morte suportou Jesus. Ele foi extremamente humilhado e até o pouco que tinha lhe tiraram, pois repartiram entre si as Suas vestes. E, escarnecendo dEle, sobre a Sua cabeça, colocaram uma coroa de espinhos e uma inscrição que continha as palavras "Este é Jesus, o Rei dos Judeus", as quais constituíam a Sua acusação.
Mateus 27:38 afirma que Jesus foi crucificado ao lado de 2 ladrões. Será que conseguimos imaginar o cenário e a extensão da humilhação? Jesus, que deu tanto de Si mesmo e que só praticou o bem, uma pessoa completamente inocente, ali, crucificado ao lado de 2 salteadores, como se Ele próprio também fosse um malfeitor. E, aqui, uma pergunta impõe-se: "Jesus foi à cruz voluntariamente?" João 10:17-18 dá-nos a resposta. Sim, Jesus morreu por nós, voluntariamente. Ele entregou-se de livre vontade! Mas, não terá Ele desejado livrar-se disso? Sim. A dada altura, angustiou-se ao imaginar o sofrimento que teria de suportar e orou: Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua" (Lucas 22:42). A segunda parte do versículo é deveras importante, pois Jesus "abandona-se" à vontade do Pai! Oxalá sigamos o Seu exemplo! Oxalá sejamos corajosos ao ponto de dizermos a Deus para que seja a Sua vontade a prevalecer!
João 3:18 revela a condição do homem sem Cristo. Quem não crer, já está condenado, afirma este versículo. É importante reparar que não diz "será condenado". Afirma que já está condenado! Muitas vezes, porque sabemos que Deus é amoroso e gracioso, achamos que podemos viver como muito bem entendermos. Deus ama-nos, é um facto. E ama-nos muito. E, portanto, como Pai amoroso que é, e à semelhança do que acontece com os pais terrenos, impõe-nos limites. Oxalá nos esforcemos por viver dentro desses limites, de modo a agradar-Lhe! Demos cada vez mais de nós mesmos para a honra e glória de Deus. Oxalá tenhamos Cristo como referência, pois Ele até se entregou à morte para levar as pessoas condenadas até Deus (IPedro 3:18).

domingo, 7 de novembro de 2010

EBD...

"Ser cuidadoso" foi o título da nossa lição da Escola Dominical de hoje, a qual nos foi apresentada pelo irmão Valter Roque. Efésios 5:15-21 foi o texto bíblico que lhe serviu de base, um texto, que, como frisou o Ir. Valter, faz mais sentido se inserido em todo o seu contexto, o da restante carta aos Efésios. Tal como não lemos apenas uma parte de uma qualquer carta que eventualmente recebamos, também não o devemos fazer com a carta que o apóstolo Paulo escreveu à igreja de Êfeso, uma igreja que ele conhecia muito bem, pois já tinha passado algum tempo com eles (cerca de 3 anos). Daí, Paulo referir-se especificamente aos Efésios, dando instruções e exortações concretas. Recordamos que se tratava de uma igreja constituída essencialmente por gentios e que Paulo estava a escrever em circunstâncias muito difíceis. Ele estava preso em Roma.
Este texto começa de uma forma pouco usual para uma carta. São palavras que nos abateriam se as analisássemos isoladamente. Porém, isto vem na sequência de várias exortações. Daí a importância de conhecermos bem o contexto. "Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus" (Efésios 5:15-16). Paulo exorta-nos a ter uma conduta exemplar, não apenas em determinados contextos, mas sempre... na igreja, no local de trabalho, na nossa família. Mas, como é que isto é possível? Apenas através de uma comunhão íntima com Deus. Só através do conhecimento e do reconhecimento de Deus nos nossos caminhos é que conseguiremos isso. Paulo aconselha-nos a andar sabiamente. E aqui, talvez seja pertinente recuarmos até Efésios 1:17-20. Verificamos assim que, em Efésios 5, Paulo reforça o que havia dito anteriormente.
Paulo aconselha-nos a remir o tempo, porque os dias são maus. Isto é, devemos aprender a gerir bem o tempo que temos. Actualmente, isto parece impossível de se fazer, pois a agitação do dia-a-dia não nos deixa tempo livre. Porém, Eclesiastes 3:1 afirma que há tempo para todo o propósito. E, aqui, talvez seja relevante falarmos de uma expressão que não é muito usada - dízimo do tempo. Quanto do tempo que passamos acordados, guardamos para estar com o nosso Deus? Será que Lhe dedicamos, no mínimo, uma décima parte desse tempo? Temos intimidade com o Pai Celestial, diariamente? Procuremos ter tempo de qualidade com Ele. Efésios 1:17-20 exorta-nos a ter um conhecimento cada vez mais profundo de Deus, pois isso dar-nos-á sabedoria e esperança. Ou seja, não se trata de conhecimento por conhecimento, mas de um conhecimento pleno, um conhecimento com um objectivo específico: obter sabedoria para compreendermos claramente o que Deus nos revela, para entendermos a Sua vontade. E, Deus, não nos dá apenas sabedoria. Ele dá-nos algo mais, algo que ninguém nos pode tirar: esperança (Efésios 1:18). Ou seja, este conhecimento profundo do nosso Deus também nos leva a entender a extensão da herança que nos está reservada, a vida eterna. Também passamos a compreender melhor o poder de Deus, aquele poder que foi capaz de ressuscitar Jesus (Efésios 1:19-20). Vale a pena ler mais sobre este poder em Efésios 3:20? Que poder é este que em nós opera? Não temos dúvidas de que Deus é poderoso... Mas, para fazer o quê? Este versículo dá-nos a resposta. Para fazer "muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos..." Que maravilha! Nada está fora do alcance do poder de Deus. Em Efésios 5:17, Paulo exorta-nos a que entendamos a vontade de Deus. Às vezes, não nos contentamos em saber qual é a vontade de Deus... Queremos saber qual é a vontade de Deus para a nossa vida. A vontade de Deus é que O amemos acima de todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos. Esta é a vontade de Deus para nós. Não achamos suficiente? Mas, é trabalho para a vida toda... É óbvio que também devemos procurar conhecer a vontade de Deus para uma situação específica da nossa vida, mas, a vontade de Deus resume-se ao amor para com Deus e para com o próximo. Em Efésios 5:18, Paulo faz referência a aspectos práticos do quotidiano, aconselhando-nos a que não nos embriaguemos, mas a procurarmos ser cheios continuamente do Espírito Santo. E Efésios 1:22-23 dá-nos uma achega sobre o que é significa ser cheio do Espírito Santo. É Deus que enche a igreja com a Sua presença. Esta exortação para nos enchermos continuamente do Espírito é também para que tenhamos temperança e para que as exortações que fazemos uns aos outros venham de um coração a transbordar de louvor a Deus.
Como consequência da presença de Deus na nossa vida, nós devemos ser agradecidos (Efésios 5:20). Olhemos para trás e vejamos como Deus tem cuidado de nós! Sejamos gratos por tudo o que Ele faz, e por aquilo que Ele é, na nossa vida. É possível dar graças a Deus em todas as circunstâncias, até nas adversas? Sim, é possível. É difícil, mas não é impossível! Leiamos Jeremias 29:1-7. Os Israelitas estavam cativos, na Babilónia. E, para espanto deles, Deus mandou-os plantar jardins e edificar casas naquele país estranho, no meio do povo que os oprimia. Deus foi ainda mais longe. Disse-lhes para orarem por eles! "Em tudo dai graças". Às vezes, não é fácil, mas temos de compreender que "todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Romanos 8:28). Este texto termina com um apelo para que nos sujeitemos uns aos outros, no temor de Deus. O que significará isto? Filipenses 2:3 ajuda-nos a entender isto. "Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo". Sujeitarmo-nos uns aos outros significa ter respeito pelos outros, considerando-os superiores a nós mesmos. Não nos esqueçamos que somos todos membros de um corpo, a Igreja de Cristo, pelo que deve haver respeito mútuo. A riqueza do texto Bíblico é imensa! Aceitemos estas exortações para glória de Deus.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Culto de Estudo Bíblico...

No último Culto de Estudo Bíblico, ficámos a conhecer um pouco mais acerca da vida de Jesus Cristo. Quem foi Jesus? Porque veio a este mundo? Mateus 1:21 revela o propósito da vinda de Cristo. Ele veio para salvar o pecador. E quem são os pecadores? À luz de Romanos 3:23, é toda a humanidade, pois "todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus". Porém, Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigénito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3:16).
Em que aspectos se desenvolveu Jesus? Lucas 2:52 afirma que Ele crescia em sabedoria, em estatura e em graça, para com Deus e os homens. Isto é, ao mesmo tempo que crescia fisicamente, Jesus crescia intelectual e espiritualmente. Oxalá isto também aconteça connosco. É verdade que muitos de nós já não podem crescer fisicamente, mas, em sabedoria e espiritualmente, podemos crescer sempre. Como? Através da oração e da leitura da Bíblia e de bons livros. Jesus crescia em todos os aspectos, diante de Deus e dos homens. Ou seja, o Seu crescimento era visível a Deus e aos homens.
Em Mateus 4:23, encontramos algumas das actividades características do ministério de Jesus. Ele ensinava a Palavra; Ele pregava o Evangelho e Ele curava os enfermos. Nos dias que correm, verificamos que muitos já não dão ao ensino da Palavra de Deus a importância devida e que muitas pregações não apontam para a Cruz de Cristo. Contudo, a pregação do Evangelho tem de conter a mensagem da Cruz, tem de mencionar o sacrifício de Jesus em prol do pecador. A ênfase, actualmente, vai para as curas. É verdade que Jesus curava e também é verdade que Ele continua a curar nos dias de hoje. Contudo, Ele é soberano e, portanto, só cura se o entender fazer e, quando o faz, é no Seu tempo e não no nosso. Não percamos a visão do ensino da Palavra e da pregação do Evangelho!
Em Lucas 22:25-27, encontramos alguns aspectos que caracterizaram a liderança de Jesus. Neste texto bíblico, vemos que, segundo Jesus, ser líder é ser servo. Isto opõe-se claramente à ideia que vigora na nossa sociedade, pois, para a maioria das pessoas, liderar é sinónimo de mandar. Porém, liderar é levar os outros a fazer algo; é influenciar. Assim, qualquer servo pode ser líder, basta que influencie alguém. Jesus também mostrou que um bom líder não busca destaque. Liderar não é "aparecer". Liderança é entrega total. Não procuremos o destaque pessoal. Oxalá possamos servir, não para nos engrandecermos, mas para glorificar a Deus. Nós somos os braços de Deus, aqui na Terra, e Ele conta connosco. Sejamos boas testemunhas da Sua misericórdia e da Sua graça!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Culto da tarde...

O Pr. Jónatas Lopes trouxe-nos uma mensagem sobre a vida Josias, o rei de Israel que começou a governar com apenas 8 anos de idade (II Reis 22:1-2).
Havia a necessidade de que alguém fizesse uma grande reforma na nação, pois o povo não estava a fazer aquilo que Deus desejava e, em I Reis 13:2, um profeta prediz o nascimento de Josias e as mudanças que Ele levaria a cabo, através de uma liderança sob a direcção de Deus.
Quando nos entregamos nas mãos de Deus e fazemos a Sua vontade, Ele transforma a nossa vida e a dos que estão à nossa volta.
É importante notar que Josias começou a governar quando ainda era criança; tinha apenas 8 anos quando assumiu a liderança do povo... Mas, a sua pouca idade não o impediu de alcançar êxito na sua missão. A Bíblia diz que nem antes nem depois dele, houve um rei tão bem sucedido. Contudo, muitas vezes, nós colocamos os mais diversos entraves: a pouca ou a muita idade, o aspecto físico, etc, etc. "... Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê com vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração" (I Samuel 16:7). Que bom que Deus não vê como nós!

II Reis 22:2 diz que Josias fez o que era recto aos olhos do Senhor. Oxalá tenhamos desejo de o imitar, pois é a Deus que devemos agradar. Mas, infelizmente, muitas vezes, procuramos é obter a aceitação dos outros e acabamos por desagradar a Deus.

Josias fez aquilo que tinha a fazer, aquilo que Deus queria que Ele fizesse. E fê-lo independentemente dos custos que isso poderia vir a ter. Deve ser também essa a nossa postura.

Havia necessidade de se fazer obras no templo e Josias tratou logo de tudo. Contratou os trabalhadores e comprou os materiais necessários à remodelação. É de salientar o que diz o verso 7: "Porém, não se pediu conta do dinheiro que lhes entregara nas suas mãos, porquanto procediam com fidelidade". Infelizmente, nos dias que correm, muitas pessoas procuram servir as suas próprias necessidades em vez de servirem fielmente a Deus.

O verso 11 mostra-nos a reacção do rei ao ouvir ler o Livro da lei. Ele rasgou os seus vestidos. Mas, o que significará isto? Rasgar as vestes era sinal de quebrantamento. E qual é a nossa atitude perante a Palavra de Deus? Muitas vezes, lemos a Bíblia como se fosse um livro qualquer. Devemos ler e estudar a Palavra de Deus e meditar nela. E quando o fazemos, somos quebrantados, tal como aconteceu com Josias.

Após ouvir a Palavra do Senhor Deus, o rei apercebeu-se de que o que o povo tinha vindo a fazer o que desagradava a Deus. Então, era preciso mudar de rumo, procurando fazer a vontade de Deus para que a Sua ira se aplacasse. Mas, por que é que o furor do Senhor se tinha acendido contra eles? O povo tinha caído novamente no pecado da idolatria. Queriam ser como os outros povos e desejavam coisas palpáveis, queriam ter deuses visíveis. Quantas vezes não desejamos nós também ser como os outros?!

O versículo 15 mostra que o pecado tem sempre consequências. Quando nos arrependemos genuinamente, Deus perdoa-nos, mas não nos isenta das consequências das nossas escolhas insensatas. Quantas vezes não ouvimos dizer por aí "Vive a vida!"? Esta frase é um convite a vivermos fora dos limites de Deus. Porém, nós devemos é viver a vida que Deus tem para nós, pois só assim nos sentiremos completos. Nos versos 18 e 19, vemos que quando adoptamos uma atitude de humilhação e arrependimento, Deus ouve-nos. Quando confessamos os nossos pecados, restabelecemos a nossa ligação com o Pai Celestial, pois Ele não nos ouve quando existe pecado na nossa vida, uma vez que este causa separação entre nós e o Deus Santo.

Em II Reis 23:1-3, vemos que o rei convocou todo o povo a renovar a aliança com Deus e todos se comprometeram em guardar e seguir os mandamentos do Senhor. Às vezes, precisamos de renovar a nossa aliança com Deus, o nosso compromisso de O servirmos com todo o nosso coração e com toda a nossa alma, pois, muitas vezes, somos mais consumistas das bênçãos de Deus do que Seus servos.

Nos versículos seguintes, lemos que Josias retirou as imagens e tudo o mais que desagradava a Deus, pois sabia bem aquilo que Deus desejava para a vida do povo. II Crónicas 35:1-2 afirma que Josias celebrou a Páscoa. O que é a Páscoa? Qual a sua origem? A Páscoa teve início na altura da libertação do povo de Israel da opressão sofrida no Egipto. Portanto, Páscoa é libertação. Actualmente, comemoramos a Páscoa na presumível data da Ressurreição de Jesus, pois celebramos a nossa libertação do pecado que Ele consumou ao ir à cruz morrer por nós.

Josias foi um excelente rei, melhor do que qualquer um que governou antes ou depois de si, pois animou o povo a fazer o que era correcto, levou-os a servir a Deus de todo o seu coração. Foi autor de uma grande reforma na vida do povo daquela nação. Sigamos o seu exemplo e empreendamos as reformas necessárias, de modo a agradarmos ao nosso Deus!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Culto de Estudo Bíblico...

Continuamos a estudar a pessoa de Jesus. Mateus 16:13-16 foi o texto bíblico que serviu de base ao nosso estudo. Depois de algum tempo a observarem Jesus, os discípulos estavam agora em condições de dizer quem Ele era. "E vós, quem dizeis que eu sou?" - perguntou-lhes Jesus. O impulsivo Pedro disse convictamente: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo". E em tão poucas palavras, Pedro disse tanto! Ao afirmar que Jesus era o Cristo, disse que Ele era o Messias Prometido. Quando afirmou que era Filho referiu a Sua ligação umbilical com Deus, isto é, evidenciou a divindade de Jesus. Quando declarou que o Seu Pai era o Deus Vivo, apontou para a presença contínua nas nossas vidas do Único e Verdadeiro Deus.
"Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo". O conhecimento que Pedro tinha acerca de Jesus levou-O a fazer esta maravilhosa confissão. E nós, o que é que dizemos acerca de Jesus? Quem é Jesus na nossa vida? O que é que as nossas palavras e as nossas acções e atitudes dizem sobre Jesus? A diferença que Ele faz na nossa vida deve ser visível aos outros. E é?! Oxalá façamos, diariamente, uma análise séria, procurando sempre que as nossas palavras e os nossos actos sejam reflexo da presença de Deus em nós. Pedro focou a divindade de Jesus. Sabemos que Jesus é 100% divino. Porém, Ele também foi 100% humano. Analisemos agora a Sua humanidade. Na Bíblia, há várias passagens que confirmam que Ele também era humano. Em João 4:6-7, vemos que Jesus se cansou e teve sede. Em João 11:35, verificamos que Ele chorou. Mateus 4:2 afirma que Ele teve fome. Cansaço, sede, dor e fome são características que revelam que Jesus também era 100% humano. E o facto de Ele ter sido tentado (Mateus 4:1-11) também comprova a Sua humanidade.
Jesus, na Sua humanidade, resistiu às tentações, mostrando-nos que é possível levarmos uma vida que agrade ao Pai Celestial. E como é que Jesus resistiu? Cada vez que era tentado, Jesus dizia a satanás: "Está escrito", que é o mesmo que dizer "A Bíblia diz". Então, é de extrema importância conhecermos a Bíblia, a Palavra de Deus. Durante as tentações, Jesus respondeu com a Palavra de Deus, tendo resistido sempre. Esta é também a forma de nós resistirmos. "A Bíblia diz"... Quantas vezes usamos esta expressão? Infelizmente, tendemos a substituí-la por outras como "Eu acho", "Eu penso"....

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Culto da tarde...

Lucas 14 foi o texto bíblico que serviu de base à mensagem que o Pr. Jónatas Lopes nos trouxe no último Domingo.
Jesus entrou em casa de um dos principais fariseus e estava a ser observado. Mas, porquê? Porque é que observavam Jesus? Alguns, certamente, que o faziam com boas intenções, mas, muitos observavam-no para encontrarem nEle alguma falha. O mesmo se passa em relação em nós, cristãos. As pessoas também nos observam, procurando falhas na nossa vida. Como é que nós reagimos perante as adversidades? Não nos esqueçamos que a forma como reagimos determina quem realmente somos... Quem fica mal na "fotografia" é quem reage e não quem age.
"Então, não é ele(a) evangélico(a)? E fez isto?" - dizem prontamente aqueles que nos observam, quando nos "apanham" em algo. Assim, vale a pena perguntarmo-nos : "Quem sou eu quando algo de negativo me acontece? Os que nos observam não estão à espera de ver como reagimos nos momentos bons. Na alegria, toda a gente reage bem!
Será que marcamos a diferença quando somos atingidos por problemas? Não deixemos de reflectir nas nossas reacções e, caso estas não sejam as melhores, procuremos mudar a nossa atitude para que as pessoas que nos rodeiam possam ver a diferença que Deus faz na nossa vida e a confiança que temos nEle.
O versículo 2 diz que, diante de Jesus, estava um homem hidrópico (com gordura acumulada numa determinada zona do seu corpo). Tenhamos o cuidado de não cairmos no gozo fácil, perante as imperfeições e/ou deformações dos outros, pois isso poderá vir a ter um efeito devastador na vida dessas pessoas. Além disso, não conhecemos a história que está por detrás disso e não sabemos a dimensão da luta que a pessoa trava diariamente. "É lícito curar no Sábado?" - perguntou-lhes Jesus, olhando para o homem hidrópico, que precisava da intervenção do Médico dos médicos.
É de referir que o Sábado era o dia da semana em que não se podia fazer nada, absolutamente nada... Os fariseus, que criaram mais de 600 regras, a partir dos 10 Mandamentos, cumpriam escrupulosamente cada uma delas, sendo a que obrigava guardar o Sábado uma das mais importantes. Contudo, ficaram calados e não responderam à questão de Jesus. Jesus cura o homem e logo a seguir tenta fazer entender os fariseus que as necessidades das pessoas devem sobrepôr-se à religiosidade.
Tiago corrobora esta ideia quando afirma que a verdadeira religião é visitar os órfãos e as viúvas e ajudá-los (Tiago 1:27). Nós temos que ser pessoas que se preocupam com os outros. Mas, infelizmente, a maioria das vezes estamos tão preocupados connosco que ignoramos o que se passa à nossa volta. Oxalá deixemos de estar tão centrados em nós mesmos!
No verso 7, vemos que Jesus, ao reparar que as pessoas escolhiam os lugares da frente, propôs-lhes uma parábola. Disse-lhes que, quando fossem convidados para a uma festa, não deviam escolher os primeiros lugares, pois estes poderiam já estar reservados para outras pessoas e, caso isso acontecesse, ser-lhes-ia pedido para se deslocarem para os lugares do fundo, o que constituiria uma situação constrangedora.
Porém, se acontecesse o inverso, isto é, estarem sentados nos lugares mais distantes e serem chamados pelo dono da casa para a frente, isso serviria de honra. Por outras palavras, Jesus estava a dizer-lhes para não procurarem os lugares de destaque, pois "aquele que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado" (v.11).
Jesus vai ainda mais longe no seu discurso sobre a busca incessante pela honra e, no versículo 12, afirma que não se deve convidar para as festas os amigos ou parentes. Eis-nos perante algo que está em contradição com as leis do mundo. Quem é que costumamos convidar para nossa casa? Não são os nossos amigos e conhecidos? Jesus estava a querer dizer que, ao convidarmos aqueles que fazem parte do nosso círculo de amizades, podemos estar a buscar proveito e honra, pois seremos recompensados, uma vez que eles certamente retribuirão o convite.
Analisemos a intenção por detrás daquilo que fazemos.
Não façamos as coisas tendo em vista a recompensa. Mas, infelizmente, às vezes, isto até acontece no trabalho de evangelização. Resistamos a isso e não evangelizemos as pessoas, pensando nos benefícios que nos podem trazer.
Jamais esqueçamos que a Igreja existe para servir. Porém, muitas vezes, andamos à procura de ser servidos.
Jesus deixou-nos o exemplo, pois Ele veio para servir e não para ser servido. Procuremos dar de nós aos outros.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Culto de Estudo Bíblico...

Na última Quarta-feira, analisámos as várias formas de Jesus actuar, através de um estudo que teve como base o texto bíblico registado em Mateus 8:1-27. Como é que Jesus mostrou o Seu poder sobrenatural? No versículo 3, vemos que Jesus estendeu a mão e tocou o leproso e este ficou curado. Isto é, Jesus actuou através do toque. Nos versos 6 a 13, Jesus actuou pela palavra. Jesus disse ao centurião que, porque tinha fé, o seu criado seria curado. E, naquele momento, o homem sarou. De notar que Jesus, assim que foi abordado pelo centurião, mostrou imediatamente disponibilidade para ir a casa dele dar saúde ao seu criado (v.7). Jesus estava sempre pronto a ajudar aqueles que padeciam qualquer tipo de necessidade.
No verso 16, Jesus usa novamente a palavra. Expulsou demónios e curou as mais diversas enfermidades, simplesmente ordenando que isso acontecesse. O poder da palavra de Deus é tremendo. À semelhança do que aconteceu no início da criação, em que Ele simplesmente disse "Haja!" e houve, basta Deus dizer algo a nosso respeito para que aconteça! Então, seremos sábios se entregarmos tudo a Deus. Coloquemos nas mãos do Todo-Poderoso todos os nossos problemas e medos, as nossas dificuldades e dúvidas, a nossa ansiedade e tudo aquilo que nos perturba, pois nada é impossível para Ele.
Jesus também usou a pergunta retórica. Verificamos isso nos versículos 23-27, o texto que relata a tempestade que se levantou no mar enquanto Ele dormia tranquilamente no barco. Quando os discípulos, em grande aflição, o despertaram, Jesus perguntou-lhes: Porque temeis, homens de pouca fé? O método da pergunta retórica é muito interessante e podemos usá-lo no trabalho de evangelização. Também devemos usar as outras formas de actuação de Jesus. Porque somos tão tímidos e não fazemos mais uso da palavra para edificação dos que nos rodeiam? Procuremos dar uma palavra de alento àqueles que se encontram desanimados. Estendamos também a mão e abençoemos os outros!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Culto da tarde...

A mensagem da parte de Deus que o Pr. Jónatas nos trouxe baseou-se no Salmo 100. Este Salmo começa com um apelo: "Celebrai com júbilo ao Senhor". Esta é a atitude que todos nós devemos ter. O crente deve viver em constante celebração ao Senhor Deus. Porém, infelizmente, nem sempre demonstramos gratidão para com o Pai Celestial. Estamos sempre prontos a queixarmo-nos, mas, muitas vezes, é-nos difícil agradecer. "Como celebrar se tenho problemas de saúde; se tenho dívidas para pagar; se estou desempregado, se..., se...?" - argumentamos...
"Em tudo dai graças." - diz I Tessalonicenses 5:18. Não obstante todas as dificuldades que possamos estar a enfrentar, se olharmos para a nossa vida com "olhos de ver", veremos que há muito para agradecer ao Pai Celestial, que cuida de nós diariamente. E, ainda que não tivéssemos mais nada para Lhe agradecer, a Salvação que Ele nos ofereceu, através de Jesus, já seria suficiente para vivermos em atitude de gratidão...
"Servi ao Senhor com alegria", diz o versículo 2. Muitas vezes, adiamos o nosso serviço a Deus porque ainda não descobrimos a alegria que é servir ao Senhor. Tendemos a ser egoístas. Estamos sempre à espera de receber e raramente estamos dispostos a dar de nós. Esquecemo-nos que "mais bem-aventurada coisa é dar do que receber" (Actos 20:35).
Outras vezes, permitimos que a nossa "agenda" pessoal seja entrave ao nosso serviço. Quantos vezes não alegamos que não temos tempo para servir a Deus?! E aqui, talvez devamos reflectir porque é que não conseguimos dispor de tempo para dedicar ao Pai Celestial. É que, às vezes, desperdiçamos esse tempo, observando a vida dos outros. Oxalá nos examinemos a nós mesmos (I Coríntios 11:28) e não aqueles que nos rodeiam! Abandonemos o hábito de comentar a vida alheia e analisemos a nossa própria vida a fim de descobrirmos onde, eventualmente, estamos a falhar. Deixemos de procurar os erros na vida dos outros, pois muitas vezes são os nossos olhos que estão sujos e não a vida daqueles que observamos. Lembremo-nos que não nos compete julgar!
O verso 3 dá-nos uma segurança incrível, pois afirma que Deus, não só nos fez, como nos tornou povo Seu. Que maravilha sabermos que não somos apenas criaturas de Deus, mas que somos Seus Filhos. Como é bom termos a certeza de que Ele nos ama como somos!
O versículo 4 convida-nos a entrar na presença de Deus com gratidão e louvor. E, aqui, importa perguntarmo-nos como é que costumamos ir até Deus. É com acções de graças ou só com petições e reclamações? Quem somos nós para reclamarmos com Aquele que é Deus? Rendamos acções de graças ao Pai Celestial, isto é, reconheçamos que nada somos perante Ele.
Este Salmo termina com uma afirmação maravilhosa: "...o Senhor é bom, e eterna a Sua misericórdia; e a Sua verdade dura de geração em geração". "O Senhor é bom"... Quantas vezes saem estas palavras da nossa boca e do nosso coração? Provavelmente não proferimos esta afirmação com a frequência que deveríamos. Às vezes, só porque não conseguimos ver logo a acção de Deus, temos dificuldade em declarar que Ele é bom, fiel e misericordioso. Até admitimos que Ele tem trabalhado, mas não demonstramos grande convicção. Oxalá consigamos reconhecer, diariamente, a bondade de Deus para connosco!
No Culto da tarde prestámos uma singela homenagem a um casal muito querido da nossa Igreja que vai partir para a Suiça. Estamos muito gratos a Deus pela vida destes irmãos e pela forma dedicada com que têm servido ao Senhor na nossa Igreja. O seu amor e entrega à obra de Deus servem-nos de inspiração. Oramos para que o Pai Celestial os guarde e abençoe sempre!
No vídeo que se segue, poderá ver mais fotografias da nossa reunião da tarde e do convívio que se realizou logo após esse Culto de Celebração ao nosso bom Deus...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Culto de Estudo Bíblico...

Continuamos com a série de estudos de "Discipulado" e, hoje, estudámos sobre a pessoa de Jesus. É de extrema importância sabermos quem realmente é Jesus. Infelizmente, vemos por aí muitas pessoas querendo para si a glória que pertence ao Senhor. Não nos esqueçamos que a queda começa quando queremos ser como Deus. Foi precisamente isso que aconteceu no Jardim do Éden (Génesis 3:4-5).
Então, quem é Jesus? Para muitos, Ele foi só um homem sábio e bom; para outros, Ele é apenas um anjo. Quem é, então, Jesus em relação aos Seus anjos? Encontramos a resposta em Hebreus 1. Os versículos 4, 5 e 6 mostram que Ele é superior aos anjos, é mais excelente; é o Adorado (Deus ordena aos anjos que adorem a Jesus). E aqui convém relembrar que a Bíblia diz que devemos adorar somente a Deus (Êxodo 20:4-5; Mateus 4:10). Então, e, uma vez que a Palavra de Deus não tem quaisquer contradições, Hebreus vem reforçar outras passagens bíblicas que afirmam que Jesus é Deus. Devemos adorar apenas a Deus, na Sua Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.
O verso 13 diz-nos que Deus colocou Jesus à Sua direita e não deu esse privilégio aos anjos. Segundo o versículo 14, os anjos são espíritos ministradores, enviados para servir os Filhos de Deus. "O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra" (Salmo 34:7).
Analisemos agora as características de Jesus, segundo Deus. Como é que Deus vê Jesus?
Em Hebreus 1:8, vemos que Deus chama o Seu Filho de Deus, o que mostra que Jesus e o Pai são um.
Jesus é Rei, pois o verso 8 afirma que Ele tem um trono.
Jesus é eterno (v.10 e v.11), isto é, existe desde sempre e para sempre.
Jesus é justo (v.9).
Jesus é Criador, pois no verso 10 lemos que Ele criou a Terra e os Céus.
Jesus é imutável (v.12). Tudo mudará, mas Jesus permanecerá o mesmo para todo o sempre.


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Reunião de Senhoras...

No passado Sábado, teve início uma nova actividade da nossa Igreja: Encontro de Senhoras. Reunimo-nos na casa da Marta Azevedo e tivemos um excelente tempo de comunhão. Partilhámos bênçãos e experiências; orámos e conversámos. Veja as fotos no vídeo seguinte:

Encontro Nacional de Jovens

Um grupo de jovens da nossa Igreja esteve presente no Encontro Nacional, que se realizou no dia 5 de Outubro, no Acampamento Baptista de Água de Madeiros. Eis o registo de alguns dos momentos do dia:

domingo, 10 de outubro de 2010

Culto da tarde...

Actos 12:2-3 foi o texto bíblico que serviu de suporte à mensagem que o Pr. Jónatas Lopes nos trouxe. Estes versículos deviam servir-nos de base para muitas áreas da nossa vida, nomeadamente no trabalho de evangelização. Evangelização e oração devem andar sempre de mãos dadas. O que é a oração? É buscarmos a orientação e a visão de Deus. Quando oramos, Deus não dá a visão apenas a uma pessoa; dá-a a várias pessoas para que, em conjunto, possamos chegar àquilo que Ele quer. Daí a importância de os líderes espirituais partilharem as suas ideias e visão com os crentes, ouvindo também as suas sugestões, para que todos possam orar, buscando a direcção de Deus.
No verso 2, está implícita a ideia de serviço sem remuneração. "E, servindo eles ao Senhor..." Eles serviam sem terem qualquer contrapartida financeira. Todos sabemos que, nos dias que correm, é difícil as pessoas entenderem que fazemos algo sem sermos remunerados, mas é o que devemos fazer.
Devemos servir a Deus desinteressadamente, sem estarmos atrás daquilo que Ele pode dar. Não devemos negociar com Deus. Devemos servir o Pai Celestial com todo o nosso coração, com toda a nossa alma e com todas as nossas forças. Ainda que Deus não nos desse mais nada, aquilo que Ele nos deu, através de Jesus - a salvação da nossa alma - já seria suficiente para desejarmos servi-lo diariamente. O nosso serviço voluntário deve ser a resposta à graça de Deus.
"... e jejuando..." - lê-se ainda no versículo 2. Eis aqui algo que parece ter caído em desuso. Porque é que actualmente quase não se fala em jejum? A ideia de jejuar tem a ver com nos abstermos daquilo que interrompe a nossa intimidade com Deus, seja o que fôr. Daí o jejum e a oração estarem intimamente ligados. Durante aquele período de tempo que separamos para estar a sós com o Pai Celestial, não devemos estar preocupados com comida, telemóvel, etc... Não devemos permitir que algo se interponha entre nós em Deus, quebrando a nossa comunhão íntima com Ele.
"... disse o Espírito Santo: Separai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado" - continua o versículo 2. Não nos esqueçamos que a Obra é de Deus e não nossa, e, portanto, é Deus que, através de nós, faz o trabalho. Nós somos meros instrumentos nas Suas mãos. E que honra é para nós podermos servir o nosso Deus! Mas, lembremo-nos sempre que em nós não existe qualquer mérito, pois no momento em que pensarmos que há, iniciaremos uma viagem rumo à nossa ruína espiritual.
O verso 3 fala de algo que também já não se usa muito nas nossas igrejas: a imposição de mãos. O que significa impor as mãos sobre alguém? Quando o fazemos, estamos a suplicar a Deus: "Faz algo nesta vida!" E, aqui, convém enfatizar que não há qualquer valor nas nossas mãos. Reafirmamos o que foi dito anteriormente: Não há qualquer mérito em nós. É Deus que tem poder para realizar o que quer que seja na vida das pessoas!
A oração é de vital importância na nossa vida pessoal e na vida da Igreja. Ela protege-nos contras os inevitáveis ataques do diabo. O diabo não fica satisfeito quando vê a Obra do Senhor a progredir e, portanto, devemos fortalecer-nos diariamente através da oração para que nos seja mais fácil resistir às investidas de Satanás. E, não nos devemos esquecer que, muitas vezes, o diabo usa até pessoas de dentro da igreja para impedir o crescimento da Obra! Por isso, devemos também orar para que Deus retire as pedras de tropeço ao avanço da Sua Obra.
Busquemos a Deus diariamente, porque quem está em plena sintonia com o Pai está menos vulnerável aos ataques do inimigo.
"Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e Ele fugirá de vós" (Tiago 4:7).
Oxalá façamos um auto-exame para descobrirmos se somos pedra de tropeço ao avanço da Obra do Senhor! Antes de agirmos ou de falarmos, perguntemo-nos se aquilo que estamos prestes a fazer ou a dizer servirá para edificação ou para destruição do Corpo de Cristo, a Igreja. Procuremos fortalecer a nossa intimidade com Deus para que tudo aquilo que fizermos seja reflexo da Sua presença na nossa vida!