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domingo, 20 de janeiro de 2013

Culto da tarde

Continuamos a estudar o livro de Colossenses (1:9-12). 





Eis alguns dos tópicos da mensagem da parte de Deus, trazida pelo Pr. Jónatas Lopes:


- Falta-nos tanto daquilo que Deus promete dar a todos os que Lhe pedirem: Sabedoria Espiritual (Tiago 1:5).



- Esquecemo-nos de Deus quando estamos mais cheios de nós próprios. Dobremos os nossos joelhos e reconheçamos que nada somos sem Ele.



- O tipo de pedidos que fazemos a Deus mostram em que se baseia a nossa relação com Ele.


- O fim último de toda a petição ao Senhor Deus deve ser o de andarmos de modo digno diante d'Ele. Não usemos a oração para os nossos "fins", a não ser que estes visem glorificar o Seu nome.


 - Quando é que obedecemos a Deus? Será que o fazemos sempre ou somente quando temos algumas garantias? Obedecemos a Deus quer tenhamos a nossa segurança garantida quer não? Reflitamos nisto... 


- Quem confia em Deus não tem medo do futuro e nem anseia por conhecê-lo. "Sei mais da eter

nidade do que o dia de amanhã" é a nossa realidade. Como diz Kevin DeYoun: "Deus não é uma bola de cristal em que nós podemos pegar, friccionar, e observar atentamente sempre que temos de tomar uma decisão. Ele é um Deus bom que nos deu um cérebro, mostra-nos o caminho da obediência e convida-nos a assumir riscos por Ele." 


- Quem confia na Soberania de Deus não teme os reveses na sua vida e aguarda com alegria no Senhor, pois a nossa suprema alegria está centrada n'Ele.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Culto da tarde

No último Domingo, o Pr. Jónatas Rafael Lopes deu início ao estudo sobre o livro de Colossenses (1:1-8). 



Eis alguns tópicos da mensagem:


- A esperança no Senhor deve ser o motor de tudo aquilo que fazemos. Quando permitimos que a inércia vença, provavelmente, é porque a nossa esperança está aqui na terra e não nos Céus.

- Quando somos gratos a Deus por quem Ele é, temos a perceção correta da Sua verdadeira dimensão e da nossa posição face a Ele. Talvez seja por isso que as orações de agradecimento e de louvor são tão pouco frequentes em comparação com as petições. 

- A gratidão combate o orgulho e ajuda-nos a evitar o perigo da exaltação.

- Caímos facilmente na exaltação do ser humano, mesmo quando complementamos o nosso discurso com a declaração: “A Deus toda a Glória!”. Porém, qualquer ensino que tenda a diminuir a preeminência (supremacia) de Cristo deve ser rejeitado.

- O Evangelho é que produz o fruto e o faz crescer. Tudo o resto são atratividades humanas.



domingo, 6 de janeiro de 2013

Culto de Estudo Bíblico...


Na última quarta-feira, o estudo incidiu sobre o Julgamento de Jesus. O objetivo deste era condenar Cristo à morte de cruz, mas isto só era possível se o acusado tivesse blasfemado contra o templo ou o Imperador. Assim, e uma vez que não O conseguiam incriminar, o julgamento teve várias irregularidades: foi realizado em casa do sumo-sacerdote e à noite; como a vida de Jesus era irrepreensível arranjaram duas pessoas que testemunharam falsamente e não foram condenadas por causa disso, como a lei impunha... Além disso, o próprio sumo-sacerdote formulou a acusação... 





Cristo passou por um imenso sofrimento físico, moral e espiritual... Porém, suportou-o calado, ensinando-nos que o silêncio é sinal de confiança no Deus soberano e que grandes verdades podem ser ditas através do silêncio. Além disso, o tempo encarrega-se de validar aquilo que as nossas palavras não conseguem. A postura exemplar de Jesus ensina-nos que o nosso sofrimento deve sempre glorificar a Deus e que, perante as injustiças, devemos confiar em Deus e esperar nEle silenciosamente. Isto só será possível se a nossa vida estiver centrada em Deus. Deus chama-nos para sermos uma nova criatura, à Sua imagem. Aceitemos o desafio e deixemos as paixões mundanas, passando a ter Cristo como o nosso maior e mais precioso tesouro!

domingo, 10 de junho de 2012

Culto da tarde...


Continuamos o estudo do livro de Efésios e as duas últimas mensagens que o Pr. Jónatas Rafael Lopes nos trouxe tiveram suporte bíblico em Efésios 4:23-5:5.

A vida cristã é muito mais do que simplesmente ir à Igreja; é santidade. Santidade de vida não é uma opção para o cristão, é uma obrigação. Temos de ter uma mente renovada para a glória de Deus (v.23) e isto só é possível através da ação do Espírito Santo… O que é que estamos a permitir que o Espírito Santo faça na nossa vida? Oxalá estejamos a ser sal e luz, sem termos medo da rejeição, pois quando receamos não ser aceites, estamos a dizer a Deus que não nos basta agradar a Ele somente, que precisamos da aprovação/aceitação doas outras.

Quando temos o Espírito Santo, temos uma mente renovada (v.24) e, consequentemente, somos uma nova pessoa. “Quem está em Cristo, nova criatura é” (II Coríntios 5:17). Logo, a mentira não deve existir na vida aquele que se pauta pela Palavra de Deus (v.25). Porque é que as pessoas mentem? Por norma, é para obterem mais proveito. Quando fazemos isto, estamos a dizer que não cremos que Deus nos sustenta, pois se confiamos no cuidado de Deus, temos de ser honestos, corretos, íntegros… Outras vezes, as pessoas mentem para serem aceites. Quando fazemos isto, estamos a declarar que a aceitação por parte de Deus não nos basta, que precisamos da do homem.

Também temos a obrigação de falar sempre a verdade com quem aqueles que estão ao nosso redor, pois somos membros uns dos outros; temos que buscar a honestidade de vida, confessando os nossos pecados e ajudando-nos uns aos outros sempre que alguém falha.
O versículo 26 contém um alerta: “Irai-vos e não pequeis”. Por outras palavras: “Caso se irem, por favor, não pequem, não percam as estribeiras”… O homem inteligente controla a sua ira (Provérbios 19:12). E um dos gomos do fruto do Espírito é o domínio próprio (Gálatas 5:22). Cristão que é cristão não faz justiça pelas próprias mãos, espera pela justiça divina.

“Não se ponha o sol sobre a vossa ira”. Isto é, os problemas devem ser resolvidos o mais rapidamente possível, pois quando passam para o dia seguinte, o que viermos a fazer em relação a essa pessoa não será feito em amor, mas debaixo de ira… Devemos ter sempre em mente que é nosso dever buscar a restauração da pessoa e não a sua destruição. Contudo, muitas vezes, não conseguimos entender que os outros falham, sim, mas que nós também falhamos…

“Não deis lugar ao diabo” (v.27). Quando é que isto acontece? Nós damos lugar ao diabo quando não damos valor à Palavra e à oração; quando não temos cuidado com a nossa forma de falar, pois só devemos dizer o que promover a edificação (v.29). Para quê? Qual o objetivo das palavras que edificam? A resposta encontra-se no mesmo verso: “Para dar graça aos que as ouvem”… Quem somos nós? Que tipo de palavras usamos e com que intenção?  Muitas vezes, estamos a dizer algo bonito e até elogioso, mas a nossa mente não está em consonância com o nosso discurso. Oxalá tenhamos mentes transformadas!

O verso 30 contém uma afirmação extraordinária. Declara que estamos selados com o Espírito. Logo, Ele não sai mais da nossa vida. No entanto, podemos entristecê-lO…Oxalá evitemos isto...
O versículo 31 exorta-nos a que abandonemos a amargura, a ira, a cólera, a gritaria, a blasfémia e toda a malícia. O Cristão deve ter sempre como bandeira a paz. Por mais que sejamos triturados, devemos sempre buscar a paz, pois também já fizemos coisas muito desagradáveis a Deus e Ele perdoou-nos. Logo, esta também deve ser a nossa postura para com os outros. Nós não merecemos o perdão de Deus e Ele perdoou-nos. Assim, à semelhança do que Deus fez conosco, também nós devemos perdoar àqueles que, na nossa ótica, não merecem o nosso perdão. Até porque se não perdoarmos, também Deus não nos perdoará (Mateus 6:15)... Assim, é inconcebível que andemos a alimentar zangas sem concedermos perdão.

Santidade é um processo lento; é crescimento diário até atingirmos a perfeição, o que acontecerá somente no Céu. Às vezes, importa refletirmos em como estávamos há um tempo atrás a fim de estabelecermos uma comparação com o momento atual, pois devemos estar sempre a melhorar.

O capítulo 5 de Efésios é uma exortação ao amor e à pureza. 
“Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados” (v.1).  “Em meus passos que faria Jesus?” Oxalá esta pergunta esteja sempre na base de tudo aquilo que fizermos… Sejamos imitadores de Deus, Aquele que deve ser sempre a nossa referência.

“E andai em amor" (v.2). O amor é uma característica obrigatória do Cristão… Contudo, não um amor permissivo… Lembremos a palavras de Jesus dirigidas à mulher adúltera: “Vai e não peques mais”. 

Há coisas que nem sequer devem ser mencionadas entre nós, como a prostituição, impureza, avareza, parvoíces, etc (v.3 e v.4), pois quem faz de alguma destas coisas um modo de vida não terá parte no reino de Deus. Assim, fujamos de tudo isto. 
No entanto, se conhecermos alguém que esteja a lutar contra a mentira, o álcool, o sexo ilícito ou qualquer outra coisa, vamos ajudá-lo a vencer essa luta e não deitá-lo abaixo… Procuremos sempre a restauração do nosso próximo.

domingo, 29 de abril de 2012

Culto da tarde...

"A importância da Igreja" foi o título da mensagem que o Pr. Jónatas nos trouxe no último Domingo. Efésios 4:11-16 foi o texto que lhe serviu de base...

Há quem questione o valor da Igreja e a sua real importância, mas, por norma, é muito difícil mantermos a nossa vida espiritual saudável quando estamos afastados da nossa comunidade...





Neste texto, o apóstolo Paulo enumera os vários dons que Deus distribui pelos crentes. Ele diz que Deus capacitou uns para apóstolos (pessoas que tiveram contacto visual/direto com Deus; logo Paulo foi o último apóstolo), outros para profetas (aqueles que traziam mensagens em relação ao futuro; não são adivinhos, são aqueles que falam a Palavra de Deus). 

Deus também capacitou alguns para evangelistas (aqueles que transformam qualquer oportunidade numa mensagem evangelística; apesar de nem todos terem o dom de evangelizar, todos nós somos chamados a dar testemunho da graça de Deus na nossa vida.

Há também aqueles que são capacitados para pastores e/ou mestres. Há quem defenda que estas duas funções andam sempre de mãos dadas. Outros, porém, acham que se trata de duas funções distintas. Seja como for, é importante não nos esquecermos das atividades primárias do Pastor, as quais são a oração, a pregação da Palavra e o cuidado do rebanho. Mestres ou doutores são estudiosos das Sagradas Escrituras; são aqueles que estudam pormenorizadamente a Palavra de Deus...





Deus dá os dons, é certo. Mas, para que é que estes servem? O versículo 12 responde... Os dons servem para o aperfeiçoamento dos santos (aqueles que foram separados para Deus). Os dons (é de notar que dom não é o mesmo que talento) servem para edificação do Corpo de Cristo, ou seja, para servirmos a Deus. Se não colocarmos os nossos dons ao serviço de Deus, o Corpo (Igreja) não cresce nem numérica nem espiritualmente...

O verso 13 mostra-nos que não há pessoas mais importantes que outras; somos todos iguais... Em Cristo, somos um...
"Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito...
Aqui, "homem perfeito" tem o significado de maturidade espiritual, pois a perfeição só a atingiremos no Céu.




"Para que não sejamos mais meninos inconstantes" (v.14). Está aqui presente uma analogia com os adolescentes, cujo comportamento e estado de espírito mudam frequentemente. Ou seja, não devemos andar ao "sabor do vento", sendo levados por qualquer tipo de doutrina. Contudo, isto não significa que não possamos vir a ter dúvidas; não devemos é, perante uma qualquer doutrina que nos seja apresentada, questionar a nossa fé.

O versículo 15 pode ser resumido assim: Se somos conhecedores da Verdade (a Bíblia), sigamo-la em amor.... Se nos ridicularizarem quando falarmos da Palavra, não deitemos "pérolas a porcos"; sacudamos o pé dos nossos pés e avancemos. A cabeça da Igreja é Cristo, é Ele que manda; é a Ele que importa agradar.

Somos todos membros de um corpo que tem Cristo por cabeça (v.16). Cada um contribui para o aumento deste corpo, pelo que todos somos igualmente importantes (porém, não nos esqueçamos que a importância que temos não provém de nós mesmos, mas do que Cristo realizou por nós). 

Assim, coloquemos os nossos dons ao serviço de Deus para nos edificarmos uns aos outros e crescermos juntos...



quarta-feira, 25 de abril de 2012

Culto da tarde


Continuamos a estudar o livro de Efésios e a mensagem que o Pr. Jónatas Lopes nos trouxe teve suporte bíblico no texto registado em Efésios 4:1-6, o qual fala da unidade da fé. 

Nós, os que aceitámos Jesus como Salvador, somos o templo do Espírito Santo. Nós somos a Igreja! Isto representa um grande mistério, pois somos tão diferentes uns dos outros... É difícil compreender como é possível que haja unidade com tantas cabeças a pensar! Isto só é compreensível através da obra realizada por Jesus na cruz. No meio da diversidade, há unidade, pois é Cristo que nos une. Por causa do que Jesus fez (deu a Sua vida por nós; e isto é mais do que morrer!), nós passámos a ter valor...


O apóstolo Paulo auto-denomina-se "preso do Senhor". Isto é, ele era um prisioneiro do amor que tinha a Deus. Infelizmente, nos dias que correm, assistimos, em muitas comunidades, à perda do conceito de Igreja e de irmandade; os membros estão a deixar de se tratar uns aos outro por irmãos. É pena que isto aconteça, pois esta forma de tratamento tem associado a si um conceito de amor forte.

Paulo apela aos Efésios para que, uma vez que foram chamados à salvação, andem de acordo com essa condição. Ao pertencer a uma Igreja, fazemos parte de uma comunidade e, consequentemente, devemos prestar contas uns aos outros. Esta ideia de responsabilidade de uns para com os outros deve estar sempre presente. Assim, sempre que tal se mostrar necessário, devemos, em amor, chamar à atenção uns aos outros.
"Com toda a humildade e mansidão, com longaminidade, suportando-vos uns aos outros em amor" (v.2). Este versículos mostra-nos como podemos mostrar amor. Fazemo-lo através da humildade (Devemos considerar os outros superiores a nós, como diz Filipenses 2:3). É nosso dever valorizarmos aqueles que nos rodeiam. 
Também devemos ter humildade para reconhecer que falhamos. A cruz de Cristo mostra-nos que todos pecaram e a oração do Pai Nosso mostra-nos que se não perdoarmos também não seremos perdoados.

A humildade também deve estar sempre presente nos nossos relacionamentos. Não nos relacionamos uns com os outros por causa dos benefícios que essa relação nos poderá vir a trazer...


Também mostramos amor através da mansidão. Isto implica que, quando temos algo a dizer a alguém, esperamos pelo tempo certo para o fazermos e somos prudentes em relação à forma como o dizemos. Devemos permitir que seja o Espírito Santo a trabalhar.

A nossa capacidade de nos suportarmos uns aos outros também é reveladora do amor que nos une. Devemos sempre relacionar-nos uns com os outros da mesma forma que Deus se relaciona connosco, estando, portanto, sempre prontos a perdoar. Se Deus nos perdoa quando falhamos, nós também o devemos fazer quando falham para connosco...

No verso 3, Paulo apela aos crentes de Êfeso para se esforçarem por conservarem a unidade que vem do Espirito Santo, vivendo em paz uns com os outros. Semelhantemente, nós também devemos viver em paz, mas uma paz sã e não uma paz podre, como tantas vezes se vê por aí. O assunto tem que ser resolvido, tem que ser limpo em profundidade para que a cura total possa ocorrer. É preciso esclarecer e clarificar tudo para que seja possível avançar.

Somos um em Cristo Jesus (v.4) e o nosso propósito deve ser um só: glorificar a Deus em todas as coisas.

O versículo 6 afirma: um só Deus e Pai de todos,  qual é sobre todos, e por todos e em todos vs. É de notar que aqui não está presente uma nova doutrina que prolifera por aí - o universalismo - e que defende que no fim vamos todos salvar-nos. Isto trata-se de uma heresia.

Ao dizer "todos", Paulo refere-se aos crentes (Igreja), pois Deus só é Pai daqueles que aceitarem Cristo com salvador. Estes são filhos de Deus por adoção. Deus atua de modo semelhante em todos, uma vez que não faz acepção de pessoas. Ele só não atua quando há pecado na nossa vida. 
Maravilhosa graça! Um Deus santo e puro age em nós, pobres pecadores... Isto só acontece por causa da cruz!







sexta-feira, 30 de março de 2012

Culto da tarde...

 Efésios 3:14-21 foi o texto bíblico que serviu de suporte à mensagem que o Pr. Jónatas Lopes nos trouxe no último Domingo. Trata-se de uma oração feita pelo apóstolo Paulo. Este começa por reconhecer que Deus é Pai e que, como tal, se ajoelhava perante Ele. E nós, qual é a nossa postura ante o grande amor de Deus. Estávamos perdidos, mas ao crermos em Jesus Cristo, foi-nos dada a possibilidade de sermos filhos de Deus. Somos filhos por adoção, pois nascemos da vontade de Deus (João 1:12-13). Perante isto, só podemos render-nos totalmente a Deus e declarar: "Aba Pai".

No versículo 16, Paulo suplica a Deus que conceda aos Efésios força necessária paras e manterem interiormente firmes. Paulo expressa assim o desejo de que o interior dos crentes se renove, ainda que o exterior se corrompa... 

O Evangelho mostra que o homem não é nada, ao contrário da literatura de auto-ajuda. Se houvesse qualquer virtude no "eu", a nossa sociedade não seria tão depressiva e angustiada como é. Não precisamos de livros de auto-ajuda, precisamos é de voltar à Palavra e buscar a vontade de Deus, a qual é boa, perfeita e agradável. Quando fazemos a nossa própria vontade, estamos a valorizar o nosso "eu", estamos a dizer a Deus que o nosso prazer não está nEle...


Paulo queria que eles estivessem "seguros no espírito". Aqui, uma pergunta impõe-se: Quem somos nós nos momentos difíceis? Como reagimos? O que prevalece? A nossa opinião ou o que a Bíblia declara? Infelizmente, a sã doutrina está a causar comichão nos ouvidos até de alguns crentes. A Palavra de Deus é viva e eficaz e, portanto, incomoda...

O verso 17 alude a uma característica que deve existir em nós: a necessidade de estarmos alicerçados no amor de Deus. Estamos a manifestar amor em todas as nossas ações? Qual é a diferença que Deus faz na nossa vida? Analisemos o nosso proceder a fim de mudarmos as nossas atitudes, caso elas ainda não reflitam o imenso amor de Deus. Não nos esqueçamos que é impossível amarmos a todos se não tivermos o amor de Cristo em nós. Muito mais difícil ainda será amarmos os nossos inimigos. Porém, aquele que está alicerçado em Deus e na Sua Palavra sabe que a vingança pertence ao Senhor. É Ele que peleja as nossas guerras; nós não precisamos de fazer justiça com as nossas próprias mão.


Os versículos seguintes enfatizam a imensidão do amor de Deus. A nossa mente é muito limitada para entendermos a extensão deste amor. Deus ama-nos sem nada merecermos. A ida de Jesus à cruz, em nosso lugar, é a prova maior do amor de Deus. Assim, eu não posso levar a vida que quero. Devo render-me à Sua vontade. Não posso habitar no pecado (Romanos 6). Viver em pecado é incompatível com a nossa condição de filhos de Deus. Então, precisamos de nos arrepender. Se houver pecado na nossa vida, vamos confessá-lo a fim de que Deus o lance no mais profundo dos abismos. Oxalá se cumpra em nós II Coríntios 5:17: "Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velas já passaram; eis que tudo se fez novo".

O verso 20 declara que Deus tem poder para realizar muito mais do que aquilo que conseguimos imaginar. Assim, à luz desta afirmação, será que vale a pena pedirmos para que Ele concretize os nossos desejos? Não! De todo.. 
"Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará" (Salmo 37:5).

Paulo termina a sua oração, dando glória a Deus... 

A Igreja de Cristo deve dar glórias ao Senhor em tudo aquilo que fizer. Somos chamados a viver para a Sua honra e glória...


quinta-feira, 29 de março de 2012

EBD...

No Domingo passado, a lição da Escola Dominical, que teve como título "Aceite os outros", foi baseada em Lucas 4:31-31 e Lucas 5:12-16.
A verdade bíblica afirma o seguinte: "Quando aceitamos todas as pessoas, iremos alcançá-las, incluindo aquelas que são consideradas inoportunas e repugnantes. 


Frequentemente nós, enquanto cristãos, criamos uma barreira e colocamos de um lado desta aqueles que achamos que merecem a salvação e do outro aqueles que, na nossa óptica, não são dignos de receber tal graça. Mas, quem é que realmente merece a salvação? A resposta é: Ninguém! Só temos acesso a ela devido à imensa graça de Deus.

Contextualizando o texto bíblico: Jesus entra na sinagoga e começa a ensinar. Ele nunca abdicava da doutrina... As pessoas admiravam as suas palavras, pois eram proferidas com autoridade,isto é, Ele falava com a sua própria vida; havia coerência entre aquilo que pregava e a forma como vivia...

Na sinagoga, estava presente um homem que tinha um espírito demoníaco. Este reconheceu Jesus imediatamente e perguntou-Lhe se os tinha vindo destruir. Logo a seguir diz algo espantoso: "Bem sei quem és: o Santo de Deus".
Numa altura em que os judeus não criam que Jesus era o Filho de Deus, o espírito mostra que sabe bem quem Cristo era. Isto também mostra que, não obstante ter poder, o diabo não tem poder algum sobre os filhos de Deus, pois o Espírito Santo habita em nós. "Sujeitai-vos a Deus, resisti ao diabo e ele fugirá de vós (Tiago 4:7). O diabo jamais terá poder algum sobre nós, desde que não lhe abramos uma brecha.




Jesus repreendeu o demónio (v.35). Mandou-o calar-se e sair. Falou-lhe com autoridade e objectividade, mas com discrição. Não transformou aquela situação num espetáculo.Jesus era sempre muito discreto... Semelhantemente, nós também temos que evitar os "shows" tão em voga nos dias atuais, pois não há qualquer poder em nós. Somos simples servos e servos inúteis, pois fazemos apenas aquilo que é suposto fazermos.

Avancemos, agora, para Lucas 5:12. Neste texto, encontramos um leproso que foi rogar a Jesus que o curasse. A lepra era uma doença muito comum naquela época. Sendo altamente contagiosa, as pessoas que padeciam deste mal tinham que viver isoladas da restante população, a fim de não a contaminarem. No entanto, Jesus não tinha qualquer problema em misturar-se com essas pessoas. E nós? Seguimos o exemplo de Jesus ou evitamos misturar-nos com os "leprosos" da nossa sociedade? Como é que reagimos ante aqueles que andam mal vestidos ou aqueles cujo cheiro não é nada agradável?

Quando temos comunhão íntima com Deus é mais fácil sermos parecidos com Jesus e tratarmos as pessoas como Ele tratava. Assim, não descuremos a nossa intimidade com o Pai Celestial. Ela é fundamental. Jesus, apesar do poder que tinha, não prescindia da oração. Ele retirava-se para ficar a sós com o Pai. A oração equilibra a nossa vida. Oxalá jamais abdiquemos dela!




sexta-feira, 23 de março de 2012

EBD...

"Um Messias inesperado: Honre-o". Este foi o título da última lição da Escola Dominical, a qual foi baseada em Lucas 4:16-30.
A verdade bíblica afirma o seguinte: "Nós erramos se não entendermos a natureza e a extensão da missão de Jesus como Messias.
Muitos cristãos interrogam-se por que é que se têm de preocupar com toda a gente. A resposta é simples: Jesus também se preocupava com todos...

O nosso texto bíblico começa por dizer que, num dia de Sábado, Jesus entrou na sinagoga, como era Seu costume. Ou seja, Jesus tinha o hábito de ir à Igreja. Ele deixou-nos o exemplo. Oxalá nós também sintamos necessidade de ir à Igreja ouvir a pregação da Palavra de Deus pois ele fala através desta. É a Palavra que dá vida, pelo que deve ser valorizada. Como seria bom se, antes de agirmos, procurassemos saber o que diz a Bíblia sobre o assunto!


É dado a Jesus o livro de Isaías e Ele lê uma passagem profética que falava de si: "O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres e curar os quebrantados de coração".
Isto mostra que temos de reconhecer que, perante Deus, nada somos...

No versículo 21, Jesus diz à sua audiência que a palavra que acabara de ler estava a cumprir-se. Ele era o Messias. Ele era Aquele de quem o texto falava. Ele era o que viera para dar vista aos cegos e libertar os oprimidos. E aqui é de notar que Jesus, ao vir a este mundo, poderia ter-se "dado ao luxo" de ficar quieto. Porém, Ele escolheu não ficar parado. Ele ensinava o tempo todo. Ele andava de cidade em cidade. Ele servia sem cessar. Que belo exemplo para nós! Não nos esqueçamos que somos servos... Infelizmente, muitas vezes, queremos é que Deus nos sirva. Isto acontece quando pedimos incessantemente coisas a Deus, tendo em visto apenas o nosso próprio benefício. Tiago alerta-nos para este perigo: "Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites (Tiago 4:3).

Oxalá desejemos que seja a vontade de Deus a prevalecer. "Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu". Teremos a coragem de dizer isto a Deus em todas as circunstâncias? Vale a pena fazê-lo, pois temos a promessa: "Buscai primeiro o reino de Deus e a Sua justiça e tudo o resto vos será acrescentado" (Mateus 6:33).
Muitas vezes, a vontade de Deus não coincide com a nossa, mas Ele tem sempre o melhor para nós. E o melhor para nós não está apenas neste mundo...


A determinado momento, Jesus afirma que nenhum profeta é bem recebido na sua terra, tendo, logo a seguir, referido o caso da viúva de Sarepta de Sidom e de Naamã. Havia muitas viúvas a passar fome, mas Deus enviou Elias àquela mulher específica. Entre tantas pessoas que precisavam da cura para a sua lepra, foi Naamã que a recebeu. 

Ou seja, Deus usou Elias e Eliseu para ajudar aqueles cujo coração estava contrito...

As palavras de Jesus enfureceram muitos dos que o ouviam, os quais tentaram matá-lo...

Reparemos que, quando realizava milagres, Jesus era seguido por multidões. Porém, quando falava, a maioria das pessoas desaparecia. As pessoas não estão preparadas para ouvir o Evangelho; preferem a literatura que os valorize

E nós? Amamos e adoramos a Deus por causa dos milagres que Ele realiza nas nossas vidas ou amamo-lo porque Ele nos amou primeiro e enviou o Seu Filho para morrer por nós?

Oxalá reconheçamos que, sem Deus, nada somos. No entanto, "podemos todas as coisas nAquele que nos fortalece" (Filipenses 4:13). Mas, podemos o quê? Fazer a vontade de Deus, a qual é boa, perfeita e agradável...

É perigoso procurarmos o nosso prazer em vez de procurarmos descobrir qual é a vontade de Deus. Quando o fazemos, estamos a dizer a Deus que Ele não nos chega...



quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Culto da tarde...

Efésios 1:7-12 foi o texto bíblico que serviu de base à mensagem que o Pr. Jónatas nos trouxe.
O verso 7 afirma que em Cristo temos redenção, através do Seu sangue. Isto significa que, ao morrer por nós, Jesus "retirou-nos" para Ele, dando-nos a possibilidade de olharmos para o Céu e dizer: "Aba, Pai!"
De facto, em Cristo, somos verdadeiramente livres. Temos a liberdade, nas nossas escolhas, de fazermos aquilo que Deus quer ou não...
Em Cristo também temos a remissão das nossas ofensas, porque Ele pagou o preço dos nossos pecados com a Sua própria vida, derramando o Seu sangue, pois a remissão só é possível através do derramamento de sangue (Hebreus 9:22). Além disso, ainda nos dá aquilo que nós necessitamos (Filipenses 4:19). Embora não O sigamos para obtermos aquilo que desejamos, temos a segurança de que quando O seguimos, Ele supre as nossas necessidades. Os filhos de Deus vivem pela fé; vivem com a confiança de que Deus vem em seu socorro. Mais, Ele faz abundar para conosco as riquezas da Sua graça, em toda a sabedoria e prudência (v.8).

O verso 9 diz-nos que Deus nos deu a conhecer o mistério da Sua vontade: tudo foi criado por Ele e para Ele. Logo, Ele merece ser continuamente glorificado.

O versículo 10 declara que, em Jesus Cristo, a nossa vida faz sentido. Ele veio congregar todas as coisas, as do céu e as da terra. Tal como é possível juntar as peças soltas de um puzzle de modo a formar algo bonito e com sentido, assim também Cristo congrega todas as coisas. Não há peças soltas na nossa vida. Deus vai trabalhando e, aos poucos, as coisas grandes vão parecendo menores e menos complexas.
Apesar de nem tudo o que acontece ser da vontade de Deus, aquilo que acontece tem a Sua permissão, vindo sempre acompanhado de alguma finalidade. Sabendo disto, será que temos a coragem de dar graças em tudo?


O verso 11 afirma que fomos predestinados, isto é, fomos marcados de antemão por Deus. Ele escolheu-nos. Maravilhosa graça! E fomos predestinados com que propósito? O verso 12 responde: para sermos para louvor da Sua glória. Isto implica ausência total do "eu". Aqueles que estão em Cristo vivem para a glória de Deus e não para a sua própria glória.

Oxalá reconheçamos a nossa miserabillidade e a necessidade que temos de que Deus nos ajude diariamente a vivermos para a Sua glória. Isto implica renovação espiritual. Esta, por sua vez, não acontece se não houver arrependimento. Só o arrependimento nos reconcilia com Deus, permitindo-nos ter uma comunhão íntima com o Pai, deleitando-nos na Sua maravilhosa presença.



domingo, 5 de fevereiro de 2012

Culto da tarde...

O Pr. Jónatas iniciou hoje uma nova série de mensagens baseadas no livro de Efésios.Trata-se de uma carta escrita por Paulo e ele começa por identificar-se: "apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus". Ou seja, Paulo reconhece que é apóstolo (enviado), não por vontade própria, mas porque Deus o chamou para isso. Isto mostra que ele tem a percepção clara de que nada é sem Deus. Vemos a ausência total do seu "eu". Oxalá nós também reconheçamos que é Deus que realiza tudo em nós e através de nós. É nEle que estão a origem e o destino de todas as coisas.
Paulo dirige a sua carta "aos santos"(aqueles que buscam a santificação, isto é, que buscam a honestidade, integridade e outros valores da Palavra de Deus) e "fiéis" (aqueles que têm fé e que são fiéis à Palavra de Deus) "em Cristo Jesus" (vidas centradas em Cristo, vidas dependentes de Deus).



No versículo 2, Paulo transmite a bênção: "A vós graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo". Isto implica reconciliação, o que manifesta claramente a graça (favor imerecido) de Deus. E o resultado da reconciliação é a paz com Deus.

Os versos 3 a 6 mostram o seguinte:
1) Deus tem um plano e age de eternidade a eternidade (Deus sabe tudo o que acontece e nada acontece sem o Seu "sim" ou Seu "não". Nada, na nossa vida, acontece por acaso. Há sempre um propósito (Romanos 8:28).

2) Este propósito é cumprido em Cristo; tudo está centrado nEle (Colossenses 1:16-17).

3) Tudo deve ser feito para Sua honra e glória, pois foi para isto que Ele nos criou. Ele criou-nos, não para nos satisfazermos com as coisas deste mundo, mas para nos satisfazermos nEle. A salvação que nos proporcionou, através de Jesus, basta-nos, mas Ele dá-nos muito mais; abençoa-nos imensamente.


No versículo 4 está presente a doutrina da eleição. Foi Deus que nos escolheu e deu-nos a fé, pois em nós não há qualquer capacidade de olharmos para Deus. É o Espírito Santo que toca. O facto de termos sido escolhidos por Deus traz-nos segurança. Uma vez que foi Deus que nos escolheu, temos a salvação garantida, pois esta não depende de nós. 
Percebemos que um cristão é salvo quando a sua vida é santa e irrepreensível; quando procura que Deus seja glorificado em todo o seu viver...

O verso 5 declara que Deus nos predestinou para filhos de adoção. O mesmo afirma João 1:12-13. Somos filhos de Deus, não por desejo humano, mas segundo a Sua vontade de Deus, a Sua boa vontade.

O versículo 6 diz-nos por que é que Deus nos escolheu: "para o louvor e glória da Sua graça". Apesar de não sermos nada, perante a grandiosidade do nosso Deus, temos grande valor para Ele, pois Ele ama-nos.

Procuremos viver para a glória de Deus, amando-O com todas as nossas forças. 
Perante a segurança que a doutrina da eleição nos dá, a nossa resposta só poderá ser a rendição total, com a nossa excelência!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Culto da tarde...

A mensagem que o Pr. Jónatas Lopes nos trouxe teve suporte bíblico no texto registado em Malaquias 3:13-21.
Deus queixa-se das palavras duras do povo contra si. Eles haviam afirmado que era inútil servir ao Senhor. Eles argumentam que os seus inimigos prosperam, não obstante a sua desobediência a Deus. Assim, de que valia eles fazerem tudo da forma que Deus queria se tudo dava sempre certo na vida de quem não o fazia ? Além disso, punham Deus à prova e não recebiam castigo.
Com estes argumentos, o povo estava a dizer o seguinte:
1º- Deus não sabe agir;
2º- Deus não dá o melhor aos Seus filhos;
3º- Nós não temos satisfação em Cristo;
4º- Deus tem que agir, mas à nossa maneira.

Onde está a nossa esperança? Onde está a nossa satisfação? Oxalá tenhamos sempre presente que a nossa esperança não está neste mundo; que não é sermos como desejamos. A nossa esperança é Cristo, que nos resgatou das trevas para a Sua maravilhosa luz. Não estamos aqui para Deus nos servir, mas para servirmos a Deus. Não servimos a Deus para Ele nos dar aquilo que nós consideramos ser uma vida boa, mas sim porque Ele nos deu a VIDA! Não estamos aqui para obtermos satisfação pessoal, mas para nos satisfazermos em Cristo e com Cristo.
O versículo 17 é maravilhoso: "e eles serão meus, diz o Senhor dos Exércitos; naquele dia serão para mim jóias; poupá-los-ei, como um homem poupa a seu filho, que o serve".
"Serão meus"... Palavras reconfortantes que nos transmitem segurança e renovam a alegria da salvação. Somos propriedade de Deus; somos escolha de Deus...

"Então voltareis a ver a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não o serve" (v.18). Ou seja, Deus está a dizer-lhes que um dia será perceptível a diferença entre o bom e o mau, entre o que serve a Deus genuinamente e o que não serve.
Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade (Mateus 7:22-23).

Por outras palavras: Afastem-se de mim, pois nunca tiveram intimidade comigo, nunca tiveram satisfação em mim. Se não tiveram na terra, não terão no céu.

Os versículos seguintes mostram que Deus age. Então, não vamos agir pelas nossas próprias mãos, pois Ele cuida de nós e faz cair a Sua ira sobre o ímpio. "Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor" (Romanos 12:19). "Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo" (Hebreus 10:31).
Lembremo-nos de que Deus não poupou o Seu próprio Filho, levando-O à cruz. Tudo para nos dar paz... Paz que vive em nós independentemente dos problemas, pois a nossa satisfação está em Cristo e não neste mundo.

Esta paz é alcançada através do arrependimento. É grande a dor que advém da percepção de que falhámos para com Deus, mas vale a pena passarmos por isso. O arrependimento é algo amargo, mas é o passaporte para a doce paz de Deus. Não há nada melhor do que estar em sintonia com Deus. Descriminemos os nossos pecados um a um. Abandonemos a oração genérica "Perdoa os nossos pecados" e identiquemos cada um deles, pois Deus é fiel e justo para nos perdoar (I João 1:9).

Onde está a nossa satisfação? Onde depositamos a nossa confiança?
Deus é Todo-Poderoso. Sintamos a Sua paz, a Sua graça e a Sua misericórdia...

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Culto da tarde...

No último Domingo, o Pr. Jónatas Lopes trouxe-nos mais uma mensagem baseada no livro de Malaquias.O texto estudado foi Malaquias 1:6-9. No versículo 6, Deus diz ao povo que eles O desprezaram, pois o filho honra o pai e o servo honra o seu senhor, mas eles não honram a Deus, que é Pai e Senhor. Deus é o nosso Pai celestial, pois já depositámos a nossa esperança que no Seu Filho, Jesus. Já não somos apenas criaturas de Deus; somos Seus filhos por adoção.
O povo não reconhece o seu erro, não admite que tem estado a desprezar o Senhor e pergunta-Lhe em que O tem desprezado. O verso 7 contém a resposta de Deus, que lhes disse que eles estavam a sacrificar animais com defeito e não animais puros e imaculados. Ou seja, o povo achava que qualquer coisa servia para Deus. Não somos nós também assim, tantas e tantas vezes? Como é o tempo que Lhe dedicamos? É tempo de qualidade ou é o momento menos produtivo do dia? O Senhor Deus é Pai, é Rei e, como tal, merece o nosso melhor. Ele quer a nossa excelência. Deus não fica agradado quando lhe damos os nossos restos; quando não damos o nosso máximo no Seu serviço. Comparemos a postura que temos no nosso emprego com aquela que temos no nosso serviço a Deus. Se fizéssemos o nosso trabalho secular com o pouco empenho que tantas vezes servimos a Deus, será que agradaríamos ao nosso patrão? Se somos trabalhadores dedicados, profissionais exemplares - e devemos sê-lo sempre - na empresa onde trabalhamos, porque não o somos também no nosso serviço a Deus? Quando fazemos algo para a Igreja, temos o dever de dar o nosso melhor, pois estamos a fazê-lo para a noiva de Cristo. Parafraseando Kennedy: Não pergunte o que é que a Igreja pode fazer por si; pergunte o que é que você pode fazer pela Igreja. Não demos ao Senhor nada menos do que a excelência! Lembremo-nos de Abel e Caim. Deus queria o melhor deles, as primícias da terra. E Abel assim fez. Ele deu, de facto, o que de melhor tinha e Deus agradou-se da sua oferta. O mesmo não aconteceu relativamente ao seu irmão, Caim...
Reflitamos naquilo que temos sido, na forma como temos procedido em relação ao tempo que dedicamos à nossa intimidade com Deus, à qualidade do nosso serviço, à adoração, à Igreja e à nossa família. Estamos a agradar ao Senhor em cada uma destas áreas?
O versículo 9 é um incentivo a suplicarmos o favor de Deus, pois Ele tem piedade de nós. Oxalá escolhamos agradar a Deus, corrigindo posturas e atitudes que necessitam de ser mudadas. Façamos nossas as palavras de Josué: "Eu e a minha casa serviremos ao Senhor (Josué 24:15).

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Culto de Ano Novo...

O Culto de Ano Novo marcou o início de uma série de mensagens baseadas no livro de Malaquias. Assim, no último Domingo, o Pr. Jónatas Lopes pregou com base no texto bíblico registado em Malaquias 1:1-5.
Contextualizando: o profeta Malaquias, cujo nome significa "O meu mensageiro", foi contemporâneo de Neemias e de outros profetas. Contudo, depois de Malaquias, mais nenhum profeta se levantou até à chegada de Jesus Cristo. O livro de Malaquias foi escrito no ano de 430 a.C.
Aqui, encontramos um povo de memória curta. O povo de Israel já tinha esquecido de todas as maravilhas que Deus tinha realizado e tinha-O abandonado completamente. Deus dirige-se, então, a eles, através de Malaquias.
"Peso da Palavra do Senhor". Deus estava prestes a proferir palavras duras contra o povo por este se ter afastado dEle.
As pessoas nunca desejam palavras duras; querem é algo que lhes amacie o ego. E nós, estaremos preparados para ouvir o que Deus tem para nós?
Pensemos na difícil tarefa de Malaquias... A mensagem que ele tinha não era nada agradável, mas, ainda assim, ele transmitiu-a. Malaquias desejava, acima de tudo, agradar a Deus. E nós, a quem queremos agradar?
A mensagem começava assim: "Eu vos tenho amado".
Deus ama a todos. Não ama as atitudes pecaminosas, mas ama o pecador. A vinda de Jesus a este mundo é a prova maior desse supremo e imutável amor. Ele ama-nos independentemente daquilo que somos. Percebamos este amor e observemos as mudanças que se realizarão na nossa vida.
"Em que nos amaste?" - perguntou o povo. Encontramos aqui um povo com uma memória muito fraca. Para termos uma percepção real do amor de Deus, temos de aprender a olhar para o retrovisor da nossa vida. A percepção do amor de Deus passa por sabermos que foi Ele que nos escolheu, que nos amou quando ainda éramos pecadores (Romanos 5:8).
Será que transmitimos este inigualável amor no nosso dia-a-dia? Estaremos a fazê-lo quando nos queixamos? De maneira nenhuma. Evitemos queixarmo-nos, pois a nossa esperança não está neste mundo. Além disso, sabemos que Deus proverá, pois é um Pai amoroso que cuida dos Seus filhos.
Deus relembra ao povo a história dos irmãos Jacob e Esaú e diz-lhes que amou Jacob e aborreceu Esaú por este ter cedido ao seu irmão o seu direito de primogenitura, em troca de um prato de lentilhas.
"Aborreci"... O verbo que aparece no texto original é um antónimo de eleger. Isto mostra que Deus abençoa os Seus filhos, mas também amaldiçoa aqueles que não querem nada com Ele. O nome de Jacob foi mudado para Israel, tendo-se tornado o "pai" de uma grande nação que ainda hoje existe. Esaú recebeu o nome de Edom, que significa "vermelho" (a cor das lentilhas). E, contrariamente ao que aconteceu com Israel, nunca mais se ouviu falar nos filhos de Edon.
O verso 5 está repleto de esperança. Deus é grande. Ele age e é engrandecido em todo o lugar.
Amemos ao Senhor, porque Ele escolheu-nos e cuida de nós diariamente. Vivamos para a Sua glória!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Culto da tarde...

No último Domingo, o Pr. Jónatas Lopes pregou com base em Lucas 17. O tema foi: "Quem somos nós na nossa relação com Deus e com os irmãos?"

Jesus diz aos Seus discípulos que os escândalos são inevitáveis, isto é, os problemas que afetam a comunidade, levando a que alguns se afastem de Deus, vão acontecer de vez em quando. O discurso de Jesus, todavia, não termina aqui... Ele alerta para as consequências que poderão advir a quem provoca tais escândalos. "... mas ai daquele por quem vierem! melhor lhe fora que lhe pusessem uma mó de atafona, e fosse lançado ao mar, do que fazer tropeçar um destes pequenos."
Como nos relacionamos com os nossos irmãos em Cristo? Promovemos a paz ou levamos os outros a pecar? É preferível engolirmos os sapos do que explodirmos, levando os outros a sofrer. É preferível ficarmos nós "mal na foto" do que sermos responsáveis pela queda de alguém. A vida cristã vai contra o nosso ego, opõe-se totalmente à "lei" reinante, a lei do "salve-se quem puder".

O verso 3 aconselha-nos a olhar por nós a fim de não cairmos, mas também nos recomenda que tenhamos sempre o perdão disponível para os outros, pois assim como nós erramos também os outros erram... E, se desejamos ser perdoados quando falhamos, também os outros o desejam. Não é assim que Deus age conosco? Ele perdoa-nos sempre que, genuinamente arrependidos, nós reconhecemos os nossos erros.

É verdade que a Bíblia manda repreender aquele que falha. Contudo, isso deve ser sempre feito em amor, visando a restauração e não a destruição da pessoa. Muitas vezes, não queremos conceder o perdão, alegando que passamos a vida a perdoar determinada pessoa e que ela volta sempre a cometer o mesmo erro. Porém, não é isso que o versículo 4 nos aconselha a fazer. Leiamos: "E, se teu irmão (...) pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes no dia vier ter contigo, dizendo: arrependo-me; perdoa-lhe".
Provavelmente por acharem tudo aquilo difícil de cumprir, os discípulos pediram a Jesus que lhe acrescentasse a sua fé. Oxalá seja essa também a nossa oração. Mas, o que é que isto implica? Envolve a quebra do ego e de ideias pré-concebidas, fé no Deus que sabe o que faz e um maior amor para com o próximo. Na nossa relação com os outros, procuremos sempre responder à pergunta de Bob Kaufin: "Como é que isso contribui para o aumento da glória de Jesus Cristo?"

Reflitamos agora na nossa relação com Deus. Quem somos nós com Aquele que nos dá tudo aquilo que precisamos? Somos pessoas gratas ou somos "profissionais da fé"?
O verso 10 afirma que aqueles que fazem aquilo que é suposto fazerem são apenas servos. E servos inúteis! Nada somos perante Aquele que é Rei. Somos simplesmente instrumentos na Sua mão. Não são as nossas qualidades que nos permitem servi-lO. São a Sua maravilhosa graça e o Seu imenso amor que nos concedem tamanho privilégio!
Tenhamos sempre presente que quando O servimos nada mais fazemos do que cumprir a nossa obrigação e que tudo deve ser feito para Sua glória e não para a nossa...
Encontramos, na sociedade atual, vários paralelismos com o caso relatado nos versículos 11 a 13. Dez leprosos aproximaram-se de Jesus, suplicando-Lhe que tivesse misericórdia deles e que os curasse. É esta a ideia que muitas pessoas têm de Deus, que Ele serve para satisfazer as suas necessidades físicas e materiais...

Jesus diz aos leprosos para irem ter com os sacerdotes. Eles obedecem e, antes de chegarem ao seu destino, verificam que a sua pele já não apresenta quaisquer sinais de lepra. Porque terá Jesus feito este pedido aos leprosos? Provavelmente para testar a fé deles... E por que terá realizado a cura antes de eles chegarem junto dos sacerdotes? Provavelmente para que eles não tivessem quaisquer dúvidas acerca do autor do milagre e para que constatassem que bastava uma palavra de Jesus para ficarem curados.

É de notar que, contrariamente ao que se vê por aí, Jesus não transforma o milagre em espetáculo. É bastante discreto até...

Reparemos também na atitude de um dos leprosos curados, a qual o distingue dos outros. Após obterem a cura física, que era o que todos desejavam, todos eles, exceto um, vão à sua vida. Um deles, curiosamente um Samaritano (um povo marginalizado), voltou para trás e atirou-se aos pés de Jesus, profundamente agradecido pela graça alcançada.
Jesus pede-lhe que se levante e diz-lhe algo muito belo: "A tua fé te salvou". E o homem, que já tinha sido curado da sua doença física, obtém também a cura espiritual.
Quem somos nós na nossa relação com Deus? Somos pessoas agradecidas? Por que é que O seguimos? Para obtermos cura física e bens materiais?
Oxalá sejamos seguidores de Cristo por causa da cura espiritual que nos proporcionou quando prescindiu da sua vida para nos salvar, garantindo-nos assim a vida eterna.
Temos à nossa espera um lugar de delícias perpétuas... Maravilhosa graça!