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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Culto da tarde...

I Tessalonicenses 5:12-28 foi o texto bíblico que serviu de base à mensagem que o Pr. Jónatas Lopes nos trouxe no último Domingo. Esta passagem contém diversas recomendações e a primeira diz respeito à nossa responsabilidade para com aqueles que lideram. Devemos ter apreço, devemos demonstrar cuidado e amor para com aqueles que nos presidem, os nossos líderes espirituais. "Tende paz entre vós". Se somos chamados a ter paz com todos, muito mais devemos viver em paz com os nossos irmãos em Cristo. Enquanto Igreja, temos a responsabilidade de promover a paz. Problemas sempre há, pois todos falhamos. Mas, apesar de falharmos, devemos viver em paz. Como? Entendendo a maravilhosa graça do nosso Deus. O amor cobre uma multidão de pecados. Assim, apoiemo-nos uns aos outros, ajudando a levantar aquele que está caído, para que também sejamos ajudados quando cairmos. Lembremo-nos sempre de que ninguém é infalível!
Para vivermos em paz, esta tem de ser recíproca. Devemos "outrar-nos", isto é, devemos colocar-nos no lugar das outras pessoas e fazer aos outros aquilo que gostaríamos que nos fizessem a nós. A vida cristã é acção. Devemos tomar a iniciativa. O versículo 14 fala da necessidade de se admoestar os desordeiros. Porém, devemos ter em conta que quando chamamos a atenção dos outros, esse acto deve visar a restauração da pessoa e não a sua ruína. Não confundamos disciplina com punição! Neste verso, somos ainda chamados a consolar os desanimados. Esforcemo-nos por ser pessoas encorajadoras. Estejamos atentos a fim de identificarmos as necessidades dos que nos rodeiam. Muitas vezes, as pessoas só precisam de um pouco de carinho. E um abraço faz maravilhas! Também devemos ser longânimos uns com os outros. Sejamos pacientes e não respondamos ao mal com o mal. Mesmo que ajam mal para connosco, procuremos reagir bem, demonstrando assim que o amor de Deus habita em nós.
"Regozijai-vos sempre" (v.16). A "ordem" é que sejamos sempre alegres. "Mas, como é possível estar contente quando temos uma saúde débil ou quando temos problemas familiares ou conflitos no local de trabalho?" - perguntarão muitos. A resposta encontra-se no versículo seguinte. "Orai sem cessar". A intimidade com o Pai Celestial fortalece-nos, ajudando-nos a enfrentar as adversidades com confiança. Habacuque é disso exemplo. Ele podia dizer que se alegrava no Deus da sua salvação, ainda que não tivesse nada (Habacuque 3:17-19).
"Em tudo dai graças" (v.18). Às vezes, não vemos aquilo que Deus realiza nas nossas vidas. Ponhamos os óculos da graça e olhemos para trás a fim de vermos o que Ele tem feito por nós, como nos tem guardado e protegido. Sejamos gratos ao Pai Celestial pelo Seu cuidado extraordinário! O versículo 20 diz que não devemos desprezar as profecias. Como é que o fazemos? Quando achamos que determinada palavra é apropriada para alguém e não para nós, que é mesmo o que determinada pessoa está a precisar...
"Livrai-vos da aparência do mal" (v.22). Oxalá sejamos referências. Que as pessoas que connosco convivem possam ver a diferença que Deus faz nas nossas vidas! Procuremos ser íntegros e irrepreensíveis.
Esta lista de instruções termina com a ordem: "Saudai a todos os irmãos com ósculo santo". Ou seja, somos chamados a demonstrar carinho para com os nossos irmãos. Não nos inibamos de exteriorizar o nosso amor fraternal para com todos, abraçando e beijando os nossos irmãos em Cristo.
Resumindo: Uma Igreja que vive em longanimidade percebe as suas fraquezas e percebe as fraquezas dos outros e os seus elementos apoiam-se mutuamente, tendo sempre a atitude de confissão pública das suas falhas. Lembremo-nos de que confessar um erro não é sinal de fraqueza. Bem pelo contrário! É um acto de coragem que deve ser valorizado...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Culto da tarde...

A mensagem que o Pr. Jónatas Lopes nos trouxe no último Domingo foi baseada no texto bíblico registado em Josué 7:1-26. Relembramos que este mês estamos a falar de longanimidade... Antes da mensagem, celebrámos o Dia das Missões Mundiais, tendo ficado a conhecer um pouco do trabalho que realizam, em vários países, os missionários apoiados pela Convenção Baptista Portuguesa. No Domingo anterior, vimos que Deus falou com Josué quando este assumiu a liderança do povo de Israel, palavras essas que viriam a ter um impacto muito positivo na vida e ministério de Josué. Deus, o Senhor, assegurou-lhe que estaria sempre com Ele para o suster, guardar e proteger... Maravilhosas promessas! Garantias que Deus também dá a cada um daqueles que o têm como Senhor da sua vida...
Os Israelitas, liderados por Moisés, tinham conquistado Jericó, mas Deus proibiu-os de levar certas coisas daquela cidade. Eles, contudo, movidos pela cobiça, ignoraram as ordens do Senhor e tiraram de lá o que não deviam. Não obstante terem constatado que Deus sempre estivera presente (tinham acabado de presenciar o milagre da queda das muralhas que rodeavam Jericó!), eles transgrediram... Tinham acabado de ver a mão de Deus a actuar, mas isso não lhes bastava. É sempre assim. O pecado tem lugar na nossa vida quando Deus não nos basta.
Havia, agora, mais uma cidade a conquistar: Ai. E, à semelhança do que Moisés fizera relativamente a Canaã, Josué enviou espias à cidade de Ai a fim de verem como era aquela terra, da qual pretendiam apossar-se. Os homens regressaram com boas notícias: os habitantes não eram muitos, pelo que não era necessário que todo o povo de Israel entrasse naquela luta. Dois a três mil homens seriam suficientes... E assim aconteceu. Foram escolhidos 3 mil homens e estes foram combater contra os habitantes de Ai. 36 Israelitas morreram durante essa batalha. Josué, profundamente angustiado pelo sucedido, exteriorizou a sua tristeza, rasgando as suas vestes. Logo de seguida, questionou Deus: "Porque fizeste passar a este povo o Jordão?". Quantas vezes não somos nós também assim? Quantas vezes não perguntamos a Deus o "porquê" de algo nos estar a acontecer? O Senhor ordena a Moisés que se levante. "Levanta-te" - diz-lhe o Senhor. É de notar que usa a mesma expressão que utilizou quando o incumbiu da missão de liderar o povo: "Levanta-te!" Seguidamente, o Senhor explica-lhe a razão daquele sofrimento: Ao apoderarem-se dos bens destinados à destruição, os Israelitas pecaram. Foi por isso que também ficaram sujeitos à destruição. Também é assim connosco... Quando existe pecado na nossa vida, não podemos contar com Deus.
Josué acabou por descobrir que tinha sido Acã a ficar com o que não devia. Além disso mentiu... O seu pecado teve consequências desastrosas. Por causa de um só homem, todo o povo sofreu. O mesmo se passa em relação à Igreja. Muitas vezes, sofremos enquanto comunidade porque existe pecado não confessado no meio do povo de Deus. Em Acã, percebemos o que significa ser Igreja, pois o pecado de um só indivíduo terá consequências no resto do corpo de Cristo.
Tenhamos sempre bem presente na nossa mente que é quando estamos no caminho estreito, no centro da vontade de Deus, que saltamos fora mais vezes por causa dos obstáculos que vão surgindo pelo caminho e é também nessa altura que fazemos as coisas que mais desagradam a Deus, especialmente na área dos relacionamentos. Quando menor for a "carga" da nossa bateria espiritual, maior é a probabilidade de nos envolvermos em conflitos com os que nos rodeiam. Porém, quem tem um elevado grau de intimidade com Deus, não tem problemas de relacionamentos. Oxalá sejamos sempre sal e luz, nomeadamente nos momentos adversos...
Aprendamos com o erro de Acã. Confiemos no Senhor que sempre nos sustentatá. Ele fez, Ele faz e sempre fará aquilo que for melhor para nós. Isto proporciona-nos uma tranquilidade indescritível! "Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará" (Salmo 37:5). "Ousemos" abandonarmo-nos nos braços amorosos do Pai Celestial.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Culto da tarde...

Um novo mês, um novo tema... "Longanimidade" é o tema de Abril e a mensagem que o Pr. Jónatas Lopes nos trouxe hoje teve suporte bíblico no texto registado em Josué 1:1-9.
Mais do que a capacidade de pacientemente se suportar algo durante um determinado período de tempo, longanimidade é a vontade firme de não desfalecer, de persistir sem desanimar. Martin Luther King tem uma afirmação sublime que "ilustra" bem o conceito: "Os grandes homens não se vêem nos momentos de grande alegria, mas, sim, durante períodos de sofrimento". Longanimidade é um gomo do fruto do Espírito, logo não é algo opcional; é algo que todos os crentes devem "cultivar". O Espírito Santo é o bom tempero que opera dentro de nós, capacitando-nos para coisas extraordinárias, até para "engolir sapos". Longanimidade... Oxalá seja uma realidade nas nossas vidas!
Moisés liderou o povo hebreu por 40 anos, durante a travessia do deserto, rumo a Canaã. Reflictamos nisto... Ele aguentou 40 anos no deserto e nós, às vezes, não conseguimos suportar um determinado problema durante uns meses... Moisés, contudo, por causa de um erro que cometeu, não chegou a entrar na Terra Prometida. Morreu no deserto, depois de a ter avistado de longe. Era, então, necessário um novo líder e a escolha recaiu sobre Josué. Quando o incumbiu dessa missão, Deus falou com Josué e ele ouviu atentamente. Deus fala quando temos os ouvidos abertos para ouvir a Sua voz. Josué, além de ser um servo de Deus, estava disposto a escutar a Sua voz. E nós, também tiramos tempo para ouvir o que Deus tem para nos dizer? Temos tempo de qualidade a sós com o Pai Celestial ou será que lhe damos apenas os restos do nosso dia? Devemos entregar a Deus o melhor que temos e devemos fazê-lo de todo o coração. Estamos disponíveis? Josué estava...
No verso 2, Deus ordena a Josué que se levante e avance, pois tudo o que fizesse iria prosperar. Quando nos dispomos a andar pelo caminho que Deus quer que sigamos, Ele abençoa-nos. No entanto, por vezes, não vemos nada a acontecer e questionamos Deus, não obstante sabermos estar no centro da Sua vontade. É aí que deve entrar a longanimidade. Lembremo-nos de que o povo de Israel também não viu nada durante os 40 anos em que andou a vaguear pelo deserto. Viver a vida Cristã significa ter que andar às escuras, às vezes... É para ser vivida pela fé. Descansemos sobre a certeza de que Deus jamais nos desamparará! O verso 5 contém uma declaração incrível: "Ninguém se susterá diante de ti". Palavras de Deus endereçadas a Josué, mas também a cada um daqueles que andam com Ele. É Deus que nos sustém, é Ele que nos guarda e protege. Vale a pena confiar nEle! "Como fui com Moisés, assim serei contigo". Palavras que Deus dirigiu a Josué... Palavras que lhe deram uma segurança inabalável, fazendo-o avançar sem hesitações... Palavras que também são para nós....Deus é com todos aqueles que andarem segundo o Seu coração.
"Esforça-te!" (v.6). Este versículo mostra que temos sempre de fazer a nossa parte. Muitas vezes, tudo o que estamos dispostos a fazer é orar, mas a oração envolve acção e persistência. As esperas são porventura a parte mais difícil da vida cristã, mas, lembremo-nos de que somos chamados a ser longânimos. Deus faz tudo muito bem a Seu tempo! "Tem bom ânimo" (v.6). Alento para quê? Para fazermos o trabalho de Deus, aquilo que Ele deseja que façamos. Oxalá não desfaleçamos! "Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite..." (v.8). Josué estava a passar pelo deserto, mas ainda assim tinha de meditar na Lei de Deus. É na Bíblia que encontramos as respostas do nosso Deus. Logo, é fundamental que tenhamos tempo de qualidade com Ele.
Este diálogo entre Deus e Josué termina de uma forma espantosa: "Não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares". Sabemos que quando Deus está a trabalhar na nossa vida, os ataques de Satanás são inevitáveis, pois ele não fica satisfeito com o nosso "sucesso". No entanto, temos a garantia de que o Senhor é connosco por onde quer que andarmos. Esta luta não é para ser vivida a sós. Deus está connosco. Maravilhosa segurança!