quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Culto da tarde...

No Domingo passado, o Pr. Jónatas Lopes trouxe-nos uma mensagem baseada no texto bíblico registado em Daniel 3:17-27. O rei Nabucodonosor tinha mandado construir uma estátua de ouro e, quando chegou o momento de a consagrar, emitiu um decreto que estabelecia a obrigatoriedade do povo se prostrar perante ela, adorando-a. Tal deveria suceder quando ouvissem o som de um determinado conjunto de instrumentos musicais. O povo assim fez, com excepção de 3 jovens judeus exilados na Babilónia: Sadraque, Mesaque e Abednego. Estes recusaram-se a servir os deuses do rei, mesmo estando conscientes das consequências que esse acto de desobediência lhes traria.
Quando foram ameaçados de morte por Nabucodonosor, caso não se prostrassem perante a estátua, eles disseram claramente ao rei que, apesar de saberem que Deus os podia livrar da morte, não tinham a certeza de que Ele o faria. Porém, para eles, isso não fazia a mínima diferença. Eles jamais deixariam de servir ao Deus vivo, mesmo que isso lhes custasse a vida. O seu desejo era glorificar o seu Deus... E nós, a quem desejamos servir?
Eles foram, então, condenados à fornalha ardente, a qual, a pedido do rei, foi aquecida sete vezes mais do que o que era habitual. Estes homens não sabiam o que iria acontecer, mas "abandonaram-se" nas mãos do Deus a quem desejavam servir, independentemente das circunstâncias. E Deus permitiu que eles passassem pelo fogo... Às vezes, nós também passamos. Deus não nos promete uma vida isenta de problemas, mas garante-nos paz, uma paz que excede todo o entendimento, quando estes ameaçam assolar-nos. Nos momentos de angústia, quando já não conseguimos aguentar mais, oxalá tenhamos a coragem de dizer a Deus que faça a Sua vontade, pois ela é boa, perfeita e agradável.
Chega, então, o momento de se executar a sentença e os três jovens são lançados no fogo. O forno estava tão quente que o calor que dele emanava matou os homens que os atiraram para lá. Contudo, esse mesmo fogo não causou quaisquer danos a Sadraque, Mesaque e Abednego, o que deixou o rei Nabucodonosor sobremaneira espantado. Mais admirado ficou ainda quando constatou a presença de um quarto homem no forno, cujo aspecto, segundo o rei, era semelhante ao Filho de Deus... De facto, "o anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra" (Salmos 34:7).
Oxalá estes homens nos sirvam de inspiração. À semelhança de Sadraque, Mesaque e Abednego, quando estamos no meio das tribulações, não sabemos o que poderá acontecer, mas "o justo vive pela fé" (Habacuque 2:4). Deus dá-nos uma paz inexplicável quando enfrentamos adversidades. Oxalá possamos dizer com o Salmista: "O Senhor é o meu pastor, nada me faltará (...) Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo" (Salmos 23). Façamos nossas as palavras de Habacuque: "Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação" (Habacuque 3:17-18).

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Culto da tarde...

No último Domingo, foi o Pr. José Lopes que nos trouxe a mensagem da parte de Deus, tendo pregado com base no texto bíblico registado em Isaías 38:1-8. Ezequias foi um dos Reis mais preciosos na história de Israel. Realizou grandes feitos e até consertou os estragos provocados por alguns dos seus antecessores. Porém, a dado momento, este rei brilhante recebe a seguinte mensagem da parte de Deus: "Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás" (v.1).
Põe em ordem a tua casa... Se fôssemos nós a receber uma mensagem assim, como reagiríamos? Quando o Senhor Deus nos "envia" uma carta, Ele sabe como está a nossa "casa". Ele conhece tudo aquilo que está na nossa vida e que não devia estar. Provavelmente, temos coisas a mais que precisaremos de retirar; talvez hábitos, pensamentos, atitudes, etc... Mas, uma pergunta impõe-se aqui: O que acontece, então, ao espaço vazio deixado pelas coisas que retiramos? Talvez tenhamos de colocar lá algo para as substituir... Façamos o exercício de nos perguntarmos a nós mesmos que coisas retiraríamos da nossa vida e que coisas introduziríamos em sua substituição. Jamais esqueçamos que "sem santificação, ninguém verá o Senhor".
Qual seria a nossa reacção se recebêssemos a mensagem enviada a Ezequias? Ele chorou e tentou "negociar" com Deus mais uns anos de vida. Provavelmente, nós faríamos o mesmo, pois o ser humano tende a adiar o projecto da morte. Ezequias implorou por misericórdia e Deus, que a um coração contrito e a um espírito quebrantado não despreza (Salmos 51:17), concedeu-lhe mais 15 anos de vida. Se estivessemos num estado terminal e o Senhor nos desse a nós mais anos de vida, o que faríamos com esse tempo, em termos espirituais? Decerto que se estivessemos a negociar com Deus o prolongamento da nossa vida, faríamos mil e uma promessas. Provavelmente, prometeríamos ser mais fiéis, orar mais, ser dizimistas, ir a mais cultos, etc, etc... Se tentarmos elaborar uma lista, surgirá algo deslumbrante. Então, por que não dizemos ao Senhor, neste preciso momento, que queremos fazer a Sua vontade, começando agora? Como não temos a certeza do amanhã, é hoje que temos de ser fiéis, que temos de passar a orar mais, de servir mais, etc... Oxalá a nossa oração seja esta: "É hoje, Senhor, que preciso que me laves; é agora que te quero servir". Se assim o fizermos não ouviremos as palavras que foram dirigidas ao rico insensato mencionado em Lucas 12:16-20: "Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?" Se fizermos projectos sem incluirmos Deus, o resultado será caótico. Temos de construir o nosso presente, o nosso dia-a-dia, com o Senhor, pois só assim garantimos o nosso futuro. Deus pode, de um momento para o outro, chamar-nos à Sua presença. Ele quer que sejamos hoje aquilo que devemos ser amanhã...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Culto da tarde...

A mensagem que o Pr. Jónatas Lopes nos trouxe no último Domingo teve suporte bíblico no texto registado em Ageu 1.

O livro de Ageu foi escrito no ano 520 a.C. Após um longo período de cativeiro na Babilónia, os Judeus regressaram a Jerusalém e encontraram o templo destruído. Começam, então, a reconstruí-lo, mas rapidamente abandonam o projecto e, durante 15 longos anos, o trabalho de reconstrução não avança. É neste contexto que surge a mensagem de advertência da parte de Deus, através de Ageu.

O primeiro versículo mostra que a Palavra é sempre do Senhor. Ageu era apenas um intermediário. Ele recebeu a mensagem de Deus, transmitiu-a aos responsáveis do povo, Zorobabel e a Josué, e estes, por sua vez, entregaram-na ao povo.
O verso 2 mostra que Deus separa-se do Seu povo sempre que há pecado. Na mensagem que Deus dá ao povo, Ele diz: "Este povo" e não "Este meu povo". Isto é, não está presente a ideia de posse.
Deus mostra ao povo a Sua indignação por eles acharem que ainda não é tempo de reconstruir o Templo, não obstante terem passado 15 anos desde o início das obras. Esta ideia de procrastinar também está muito presente nos dias correm, nomeadamente, no que se refere às coisas de Deus, pois os nossos assuntos pessoais não gostamos nada de adiar.
O adiamento das coisas acontece porque não há excelência; porque ainda não acreditamos que Deus merece o nosso melhor. Esta ideia de que para o Senhor Deus qualquer coisa serve tem de desaparecer do meio do povo de Deus. Não devemos fazer nada por obrigação, mas porque sentimos gozo e alegria.
Que prioridade tem Deus na nossa vida? As prioridades vêem-se no tempo que dedicamos às coisas e na qualidade desse tempo. Que tempo é que damos ao Senhor Deus? É o melhor tempo ou é o tempo menos produtivo do dia? É Deus que tem realmente a primazia na nossa vida?

As prioridades do povo de Judá estavam claramente invertidas, como podemos constatar no versículo 4. Estavam a dar prioridade às suas próprias casas, construindo habitações luxuosas e descurando totalmente os trabalhos de reconstrução do templo. Ou seja, eles queriam viver em casas luxuosas, mas não queriam que Deus habitasse no meio deles, pois, como sabemos, naquela altura, era no Templo que Deus se revelava ao Seu povo.
É gritante o contraste entre a forma como o povo tratava das suas coisas pessoais e a atenção que dedicava às coisas de Deus! Quando damos a primazia ao nosso ego, passamos a adorar os nossos interesses em vez de fazermos a vontade de Deus.

A excelência tem que ser o mínimo quando fazemos algo para Deus, quer seja a arrumar cadeiras e a colocar flores numa jarra, quer seja a pregar ou a evangelizar...
O verso 6 contém as consequências de não se aplicar o coração aos caminhos do Senhor. Havia pobreza no meio da abundância... Tinham muito, mas nada os satisfazia. Os bens materiais não nos trazem satisfação duradoura...

Tudo o que fizermos sem Deus, sem Deus o receberemos; tudo o que fizermos que não esteja dentro da vontade de Deus, receberemos fora da vontade de Deus e não nos satisfará. Quanto é que investimos nas coisas de Deus? Sentimos satisfação ou sentimos um vazio como o povo de Judá?
No versículo 7, Deus adverte o povo para o facto de estar a aplicar a sua atenção aos seus próprios interesses. Há 15 anos que o povo apenas se preocupava consigo...
Oxalá apliquemos o nosso coração ao caminho de Deus. "Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará (Salmo 37:5).

Oxalá busquemos primeiro o reino de Deus, pois, se o fizermos, temos a garantia de que tudo o resto nos será acrescentado (Mateus 6:33).

O verso 8 contém uma ordem que requer obediência. Deus exige ao povo que arranje madeira daquela que eles utilizaram nas suas próprias casas e a usem na reconstrução do Seu Templo. Ou seja, Deus quer que Lhe demos aquilo que queremos para nós.
Os versículos 9-11 contêm a explicação para a as fracas colheitas. Deus estava a reter as suas bênçãos porque o coração deles estava nas suas próprias coisas. Isto também acontece em relação a nós. Muitas vezes, o Senhor retém as bênçãos que tem para a nossa vida porque o nosso coração está nas bênçãos e não no Deus das bênçãos. Às vezes, Deus não só retém as bênçãos como castiga, como podemos ver no verso 11.
Entretanto, acontece um reviravolta nesta história. Os responsáveis do povo ouviram com inteligência a mensagem da parte de Deus, tendo decidido obedecer-Lhe (v.12). Isto é, o povo temeu a Deus e reconheceu que não era nada sem Ele. "O temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Provérbios 9:10). Então, Deus restabelece a ligação com o Seu povo, algo que é notório logo no verso 13: "Eu sou convosco, diz o Senhor". Eles ouviram, temeram e fizeram a vontade de Deus e Ele voltou a considerá-los Seu povo. Maravilhosa graça!
No versículo 14, vemos que todo o povo se juntou para reiniciarem as obras de reconstrução do Templo. Isto mostra que Deus quando trabalha não é somente nos líderes, mas, sim, em todo o povo. Todos temos algo a fazer na Obra do Senhor...

domingo, 19 de junho de 2011

Escola Bíblica Dominical...

A lição da nossa EBD, que nos foi trazida pelo Ir. Valter Roque, baseou-se em Jeremias 7:1-15 e teve por título "Viva acima da borda". Este texto bíblico mostra como, muitas vezes, vivemos com um pé na Igreja e outro no mundo. Vivemos à tona... Mas, os Cristãos são chamados a viver o Cristianismo em pleno. Não deve existir diferença entre aquilo que mostramos na Casa do Senhor e o que somos no mundo secular. Comecemos por contextualizar esta passagem bíblica. As palavras de Jeremias surgem quando a Assíria, a Babilónia e Israel lutam pela supremacia mundial. A Babilónia acabou por vencer e, durante 70 anos, dominou o mundo. Assim, o povo de Judá foi levado cativo para a Babilónia.
A mensagem de Jeremias vem numa altura em que o povo se está a afastar do Senhor e a dar lugar à idolatria. No entanto, continuavam a ir ao Templo... É que povo de Judá estava tão confiante de que era o povo escolhido de Deus que julgavam que, não obstante terem virado as costas ao Senhor, Ele não os castigaria. Estavam convictos de que a condição de povo eleito lhes conferia imunidade à ira divina. E, aqui, importa relembrar a mensagem que Deus enviou ao povo, 20 anos antes. Deus disse-lhes que a Babilónia seria a vencedora. No entanto, se o povo se arrependesse, Judá não seria destruída, mas, se pelo contrário, não se arrependesse, nunca mais voltaria a erguer-se com a mesma pujança.
"Põe-te à porta da Casa do Senhor" (v.2). Analisemos o simbolismo desta mensagem: não deve haver distinção entre o que somos fora e dentro do Templo. A nossa vivência lá fora deve ser a continuação do que somos cá dentro e vice-versa. Contudo, o povo mantinha esta ideia algo supersticiosa de que Deus não permitiria a destruição de Jerusalém, uma vez que era lá que se encontrava o Templo que era o sinal da presença de Deus. Não teremos nós também algumas "superstições"? "Melhorai os vossos caminhos", ordena o versículo 3, que contém ainda a promessa de não destruição. Ou seja, a ira de Deus seria anulada mediante o arrependimento do povo. Quantas vezes não tinham eles já visto a intervenção divina em favor do povo, quando este se voltou novamente para Deus, como quando saíram milagrosamente do Egipto, onde estavam a ser escravizados? O verso 6 descreve aquilo que eles faziam que desagradava a Deus. Eles oprimiam os estrangeiros e os órfãos e as viúvas e adoravam a outros deuses. Havia grande pecado no meio do povo de Judá. E, infelizmente, este género de pecados também existe na sociedade actual. Verifica-se uma grande discriminação relativamente às pessoas oriundas de outras nações e também se desprezam os órfãos e as viúvas, os quais, devido à sua fragilidade emocional, deveriam obter o máximo de apoio. Infelizmente, acabam por ser os mais desprotegidos da sociedade, o que culmina nos mais diversos tipos de abuso.
Os versículos seguintes apresentam uma descrição detalhada acerca da destruição que sobreveio a Siló por o povo não se ter arrependido. Judá passaria pelo mesmo... Porém, ainda estava a tempo de evitar o sofrimento predito. Bastava arrepender-se... "É pois esta casa, que se chama pelo meu nome, uma caverna de salteadores aos vossos olhos?" (Jeremias 7:11). Em Mateus 21:13, a passagem bíblica que fala da purificação do Templo, Jesus cita este texto de Jeremias. E, daqui, podemos extrair uma aplicação para a nossa vida: Nós somos o Templo do Espírito Santo, pelo que devemos zelar por esse templo. Deus quer que a nossa vida -o templo do Espírito Santo - seja pura. Assim, devemos limpar da nossa vida tudo o que impede a presença de Deus, pois Ele quer transformar a Sua habitação numa casa de oração. Uma habitação pura implica numa casa de oração e esta, por sua vez, resultará numa casa de poder. Ao reconhecermos esse poder, sairá da nossa boca o perfeito louvor (agradecimento) pelo que Deus é e faz...
Viver acima da borda... Pedro quis ir mais além. Ele aventurou-se a andar sobre as águas... Porém, de repente começa a afundar e Jesus vai em seu socorro. Estende-lhe a mão e não permite que vá ao fundo. Ou seja, Jesus está connosco não só quando estamos no barco, mas também quando arriscamos caminhar sobre as águas. Parafraseando o querido irmão Silas Pego, atrevamo-nos a ir mais além (a dar mais passos de fé), andando por cima das águas. Ousemos afundarmo-nos nas mãos de Jesus!

sábado, 18 de junho de 2011

Culto da tarde...

No culto da tarde do último Domingo, o Pr. Jónatas Lopes trouxe-nos uma mensagem baseada no texto bíblico registado em Salmos 73:25-26. Neste Salmo, o seu autor - Asafe - reconhece que somente Deus o podia ajudar e ser o seu socorro no meio da angústia. O tema deste mês, na nossa Igreja, é a benignidade e a de Deus é ilimitada. Nenhum problema, por mais complexo que seja, é maior do que o nosso Deus, cuja benignidade não tem fim... Oxalá consigamos reconhecer isto a cada dia, a fim de confiarmos plenamente no Pai Celestial, cujos caminhos e pensamentos são bem mais elevados do que os nossos!
"Na terra não há quem eu deseje além de ti" (v.25), declara o Salmista. Isto acontece com todos aqueles que têm a vida centrada em Deus. Contudo, quando a nossa vida está centrada na vida dos outros, quando só criticamos os que nos rodeiam, ela não pode estar no altar de Deus. Procuremos ser Cristãos de vivência e não apenas nominais. A vida do crente tem de estar centrada em Deus. Às vezes, Deus abençoa-nos tanto e nós, com o "papo cheio," deixamos de buscar a Deus com tanta regularidade, até que nos afastamos dEle. Oxalá consigamos contrariar essa tendência. Oxalá almejemos estar cada vez mais aos pés do Mestre...
"A minha carne e o meu coração desfalecem, mas Deus é a fortaleza do meu coração", afirma Asafe no versículo 26. A situação em que se encontrava era assustadora, mas ele confiava no seu Deus e Senhor. Ele não fazia depender a sua alegria das circunstâncias. A alegria que Deus nos dá é completa. Se Deus até deu o Seu próprio Filho (Romanos 8:32), o que não fará Ele mais por nós? Quando o nosso crescimento espiritual é sustentado, temos uma confiança inabalável no nosso amoroso Deus. No entanto, quando o crescimento não é sustentado, aquilo que nos leva a subir é o que também nos leva a descer. Procuremos descansar na certeza de que Deus sabe o que faz e que tem sempre o melhor para os Seus filhos.
Vivemos numa guerra espiritual. Há poderes a actuar permanentemente contra nós... Porém, jamais nos esqueçamos que maior é o poder que está em nós e, portanto, somos sempre mais do que vencedores. Que esta certeza possa animar o nosso coração, à semelhança do que acontecia com o apóstolo Paulo. Ele foi chicoteado 195 vezes, foi perseguido e apedrejado, mas, ainda assim, ele podia apelar convictamente: "Regozijai-vos no Senhor". É do Senhor que vem a força para continuarmos... "Deus é quem dá força ao meu coração. Ele é a minha herança para sempre." (Salmo 73:26)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

EBD...

No último Domingo, falámos sobre arrependimento. A nossa lição, baseada em Jeremias 2 e 3, teve por título: "Volte atrás no caminho do Senhor". A verdade bíblica afirma o seguinte: "O Senhor chama as pessoas ao arrependimento dos seus pecados". Ou seja, a iniciativa é de Deus. Em nós mesmos, não existe a capacidade de chegarmos ao nosso Deus. É Ele que, cheio de graça e misericórdia, vai ao encontro do pecador. Arrependimento... Importa reflectirmos sobre esta palavra. O que é o arrependimento? O arrependimento envolve 3 passos essenciais: 1) Reconhecer o erro; 2) Pedir perdão; 3) Não repetir o erro. Arrependimento é uma mudança de mente. Deixamos de estar virados para o pecado para nos voltarmos para a glória de Deus. Devemos pedir perdão diariamente, pois Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados (I João 1:9). Confissão implica a descriminação de cada um dos pecados.
Em Jeremias 2:12-13, vemos que o povo vivia em infidelidade. Tinham-se perdido, uma vez mais, na idolatria. Se formos honestos connosco próprios, concluiremos que, muitas vezes, nós também temos ídolos, pois estes são tudo aquilo que afasta Deus do centro da nossa vida. Em Jeremias 3:12, vemos que o povo é chamado ao arrependimento para que a ira de Deus não caia sobre eles. Actualmente, já quase não se fala da ira de Deus; é tratada como se não existisse. No Antigo Testamento, vemos constantemente a ira de Deus a actuar, para que o povo se apercebesse da justiça divina. O Senhor Deus ira-se contra o pecador quando este não se arrepende. Ele repreende. Ele castiga... "Volta-te para mim, porque eu sou benigno e não conservarei para sempre a minha ira" (Jeremias 3:12). Isto significa que, não obstante a ira de Deus ser activa, perante o arrependimento genuíno, ela é anulada. Nos dias que correm, evita-se falar da ira de Deus e do Inferno, alegando-se que estes temas afastam as pessoas. Mas, o Evangelho genuíno não é atractivo. Nunca foi. Quando Jesus falava a Palavra, ficava praticamente sozinho. O que atraía multidões eram os milagres que Ele realizava. Oxalá nada nos impeça de apresentarmos o Evangelho autêntico.
O versículo 13 mostra que Deus está sempre de braços estendidos na nossa direcção, pronto a perdoar. Oxalá nós também sejamos assim em relação àqueles que falham para connosco. Não nos esqueçamos que nós, enquanto Cristãos, temos a obrigação de dar o primeiro passo rumo à reconciliação.
Jeremias 3:15 contém uma promessa. Se eles fossem fieis, Deus dar-lhes-ia líderes fieis, segundo o coração de Deus, que os apascentariam com conhecimento e com inteligência. Isto mostra-nos que para as Igrejas terem pastores segundo o coração de Deus, os crentes também devem ser fieis. Quando uma Igreja está unida a Deus, ela deseja um líder fiel a Deus e é isso que recebe dEle. Porém, quando a Igreja está afastada de Deus, ela procura um pastor que não seja fiel a Deus. Infelizmente, hoje em dia, as pessoas valorizam mais o espectáculo que um líder é capaz de proporcionar do que um líder que leva uma vida de intimidade com Deus. A fidelidade do povo teria recompensa. Eles frutificar-se-iam... É importante notar que, no Antigo Testamento, a presença de Deus era visível através de sinais exteriores como elevada produtividade dos terrenos agrícolas e vitórias nas guerras. Ou sejam, eram prósperos. No Novo Testamento, o conceito de prosperidade é diferente. Deus promete-nos a Sua paz e o Espírito Santo. No Novo Testamento, não encontramos quaisquer promessas de riqueza ou garantias da ausência de problemas de saúde, etc... Podemos, no entanto, estar certos de que Deus nos dará o suficiente para aquilo de que necessitamos. E quantas e quantas vezes não nos podemos ainda dar a certos luxos? Deus, no Seu infinito amor, dá-nos tanto!
"E nunca mais andarás segundo o teu coração", afirma o versículo 17, na parte final. Eis aqui algo fundamental para nós. Não nos devemos guiar pelo nosso coração. Ele é perigoso. Por norma, quando escolhemos segundo o nosso coração, e não segundo o coração de Deus, encontramos a infelicidade. Oxalá façamos sempre escolhas sábias, escolhas baseadas na vontade de Deus, pois Ele abençoa aquele que opta por andar segundo o Seu coração. O capítulo 4 de Jeremias começa com a promessa de que o povo deixaria de vaguear se abandonasse os ídolos e se voltasse para Deus. Isto também é para nós. Se deixarmos os nossos ídolos (ego, prazeres momentâneos, etc), encontraremos rumo.

domingo, 12 de junho de 2011

Convívio anual...

O dia 10 de Junho foi a data escolhida para o nosso convívio anual, que se realizou num aprazível parque/jardim, em Mosteiro de Fráguas. Foi mais um dia em "família", mais um delicioso momento de partilha e comunhão... No final do dia, os nossos corações transbordavam de júbilo e de gratidão para com o nosso Deus. O nosso agradecimento também aos irmãos do Departamento da Sociabilidade da nossa Igreja, cuja amorosa dedicação tornam estes convívios uma realidade bem agradável! Obrigado, de coração, Isabel Oliveira, Daniel Martins, Eunice Azevedo, casal Laura e Octávio Porteiro, manos Miriam e Levi Oliveira e Moisés Martins. A vossa entrega a este ministério serve de inspiração a todos aqueles que vos observam no desempenho deste trabalho. Que o Paizinho vos abençoe! Que, a cada dia, Ele vos renove as forças e o entusiasmo...
Como é bom estarmos juntos...

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Escola Bíblica Dominical...

Na última EBD, estudámos o livro de Filemon e o Pr. Jónatas Lopes levou-nos a reflectir na seguinte afirmação: "Aquilo que é mais difícil aos Cristãos é a razão pela qual somos Cristãos". Porque é que somos Cristãos? Porque aceitámos Jesus Cristo como Salvador; porque seguimos a Cristo; porque houve perdão, isto é, libertação da culpa... Perdoar é, certamente, das coisas mais difíceis de realizar por um Cristão. Mas, por que é que o perdão é algo tão difícil para o Cristão se este é uma das razões pelas quais somos Cristãos? Devemos ter Jesus como referência e perdoar antes até de nos pedirem perdão. Recordemos as palavras de Jesus, quando se encontrava na cruz: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lucas 23:34). Que implicações é que uma atitude assim tem nos nossos relacionamentos? Para os seres humanos, perdão não é sinónimo de esquecimento. Somente Deus tem essa capacidade. Quando perdoamos alguém, o que essa pessoa nos fez continua na nossa memória, mas a amargura e rancor associados àquilo que nos fizeram, desaparece.
Não nos esqueçamos que, em qualquer desavença, tanto o culpado como a "vítima" têm o dever de resolver o conflito. Recordemos as palavras de Jesus em Mateus 5:23-24: "Se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta". Foi-nos dado o ministério da reconciliação, algo fundamental em todos os relacionamentos. E conseguiremos, certamente, ser agentes conciliadores se adoptarmos a postura de Paulo: "Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus" (Actos 20:24).
A Verdade Bíblica da lição afirma o seguinte: "Quando alguém nos trata injustamente, devemos manter com essa pessoa uma relação marcada pelo perdão". O livro de Filemon é uma carta do apóstolo Paulo, que se encontrava preso, dirigida a Filemon, um amigo seu. O assunto da missiva era Onésimo, um escravo de Filemon que o tinha roubado. Paulo conheceu Onésimo na prisão, evangelizou-o e este aceitou Cristo como seu Salvador. Assim, Paulo pede a Filemon que perdoe Onésimo e que deixe de o tratar como escravo e que o passe a tratá-lo como irmão... Paulo não lhe pediu algo fácil. Porém, não lhe pediu nada que qualquer Cristão não deva fazer. Relembremos as palavras de Jesus quando Pedro Lhe perguntou quantas vezes deveria perdoar o seu irmão, ao mesmo tempo que sugeria o número 7: "Não te digo que até sete, mas até setenta vezes sete" (Mateus 18:22). Será que Jesus estava aqui a limitar o perdão a 490 vezes? É óbvio que não. Ele queria dizer que devemos perdoar sempre que falhem para connosco...
Regressemos ao texto bíblico da nossa lição... Paulo define-se como prisioneiro de Cristo. Ele e Filemon tinham uma relação de proximidade, pois ambos serviam ao Senhor, tendo sido já companheiros de várias lutas. A Igreja costumava reunir-se em casa de Filemon (o que comprova que a Igreja não são as quatro paredes do templo). Porém, quando a Igreja se reúne em casa de alguém, essa pessoa tende a sentir mais responsabilidade e, às vezes, até se sente dono da Igreja. Paulo sente, então, necessidade de relembrar a Filemon que eles são apenas servos do Senhor, o verdadeiro Dono da Igreja.
Paulo estava plenamente consciente de que Filemon tinha um grande amor por Deus. E, quando temos amor, alegria ou perdão, manifestamos essas coisas aos que nos rodeiam. Daí Paulo dizer a Filemon que ao ter grande amor por Deus, também o deveria ter para com os outros. Relembra-lhe, então, que algumas pessoas tinham sido reanimadas através da sua acção e pede-lhe que tenha uma atitude assim para com Onésimo, o filho espiritual de Paulo. Paulo implora-lhe que o receba como a si mesmo, pois está disposto a ressarcir Filemon pelos danos causados por Onésimo. Paulo conclui a carta, dizendo-se convicto de que Filemon fará o que lhe pede por causa da sua grande capacidade de perdão...
Perdão: uma característica Cristã, da qual nenhum de nós deve prescindir... Oxalá sejamos imitadores de Cristo, que mesmo sob uma dor atroz, conseguiu perdoar aqueles que lhe causavam tal sofrimento!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Culto da tarde...

No último Domingo, o Pr. Jónatas Lopes trouxe-nos uma mensagem baseada em I Reis 17:8-24.
As adversidades são inevitáveis, mas o desespero que estas muitas vezes trazem pode ser evitado... Quem tem uma vida de intimidade com Deus não sucumbe sob o peso dos problemas, pois o Senhor fortalece aqueles que vivem em comunhão com Ele; Ele protege-os, acampando os Seus anjos ao seu redor. Deus é bom e tem o melhor para os Seus filhos. É esta certeza que nos faz cantar na cova dos leões e na fornalha de fogo ardente... É esta confiança que nos dá alento e força para continuar, quando os problemas ameaçam assolar-nos...
Elias, o profeta de Deus, percebeu e sentiu que valia a pena andar com Deus e alimentar-se apenas de corvos. Que contraste com o povo judeu que desejou mais do que o simples maná! E que contraste connosco! Quantas vezes não manifestamos a nossa insatisfação por aquilo que temos, desejando sempre mais?!
O profeta Elias vivia em sintonia com Deus; vivia na dependência total de Deus. Oxalá também o façamos, pois devemos buscar as coisas do Alto. Mesmo tendo um ritmo de vida alucinante, precisamos de parar para buscar a Deus. Ele deve ter prioridade sobre tudo o resto. Elias buscava a Deus incessantemente e Deus era com Ele. Portanto, não havia, na sua vida, pecado não confessado. Também o devemos fazer diariamente. Devemos confessar as nossas faltas, especificando cada uma, pois quando o fazemos, Deus é fiel e justo para nos perdoar (I João 1:9).
O verso 10 mostra que Elias estava disponível. Após receber a ordem da parte de Deus para ir a Sarepta, Elias dispõe-se a partir imediatamente. Deus também deseja disponibilidade de cada um de nós. Devemos ser Cristãos a tempo inteiro. Oxalá estejamos sempre prontos a "ir".
Assim que chega a Sarepta, Elias encontra uma mulher viúva e pede-lhe água. Logo de seguida, pede-lhe também comida - um pedaço de pão. A mulher diz-lhe que só tem comida para uma refeição para si e para o seu filho e que após essa refeição morrerão Conseguiremos imaginar a dor desta mulher, sabendo que o seu filho iria morrer à fome?!

"Não temas!" - diz-lhe Elias. Palavras carregadas de esperança... Deus não permite que nos sobrevenham provações superiores à nossa capacidade de as suportarmos. Esta viúva tinha chegado ao limite das suas forças. De repente, e quando parecia não haver mais nada a fazer, chegam aos seus ouvidos palavras reconfortantes: "Não temas". Palavras que Deus também nos dirige a nós quando passamos pelos vales da vida. "Não desesperes!"

As palavras de Elias sugerem que a solução para o problema da viúva estava prestes a surgir, mas, antes, ela tinha de seguir as instruções que ele lhe daria. Primeiro, tinha de dar comida ao profeta. Isto fala-nos de prioridades. Quando estamos em dificuldade, tendemos a retirar Deus do lugar que lhe é devido (o primeiro). Porém, nestas alturas, somos chamados a dar a Deus aquilo que temos (e tudo aquilo que temos é dEle que provém!).
A mulher poderia ter achado a ordem completamente descabida e ignorá-la. Seria legítimo... Porém, ela não o fez. Ela obedeceu. "Faz isso e a farinha e o azeite não acabarão até que a terra produza novamente mantimento" (v.14). É de notar que Deus não lhe prometeu banquetes. Ele disse-lhe que ela teria o necessário para garantir a sua sobrevivência. E assim aconteceu...

Oxalá tenhamos como exemplo esta mulher e o seu acto de fé e coragem. Ela deu tudo o que tinha, ensinando-nos que devemos entregar a Deus tudo o que temos. Muitas vezes apresentamos a desculpa de que temos pouco. Mas, o que fez Jesus com os poucos pães e peixes? Multiplicou-os...
E a farinha e o azeite não se acabaram (v.16).
No meio da angústia, peçamos a Deus que seja feita a Sua vontade. Derramemos a nossa dor perante Ele, rogando-lhe que nos guie.
"E esta é a confiança que temos para com Ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a Sua vontade, Ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito". (I João 5:14-15)
O versículo 17 ilustra bem o ditado que afirma que uma provação nunca vem só. O filho da viúva adoeceu e a doença agravou-se tanto que o rapaz acabou por falecer. Ou seja, tocaram no que de mais precioso ela tinha. No seu desespero, a mulher pensa que lhe sobrevêm tantos males por causa de algum pecado seu. E, de facto, às vezes, é esse o motivo que está na origem das tribulações. Contudo, outras vezes, Deus permite que algo nos aconteça para crescermos espiritualmente. E, muitas vezes, passamos por algo aflitivo para que a glória de Deus se manifeste.
Elias retirou-se com o menino... Quando acharmos que precisamos de nos retirar, retiremo-nos.
Elias estendeu-se 3 vezes sobre o menino e clamou a Deus para que lhe voltasse a dar a vida.
Três vezes... Isto traduz a ideia de grau máximo, de total dependência de Deus.
Quando Elias entrega o menino à mãe, vivo e de perfeita saúde, ela reconhece que ele é, de facto, um homem de Deus. Oxalá as nossas vidas também espelhem Deus! Que os nossos actos possam reflectir a bondade de Deus e a diferença que ela faz na nossa vida...

terça-feira, 17 de maio de 2011

Culto da tarde...

Como é que tomamos decisões? E, como é que enfrentamos as tribulações? No passado Domingo, o Pr. Jónatas Lopes pregou sobre esta dicotomia da vida. Todos nós precisamos de tomar decisões. Mas, como tomar decisões sábias? 1º- Olhe para Deus (Hebreus 12:2). O Cristão tem de se focalizar em Deus; deve depender totalmente de Deus, pois Ele tem o melhor para os Seus filhos. 2º- Procure saber qual é a vontade de Deus para Si (Gálatas 2:20). O "novo homem" crucifica o seu "eu" e procura sempre conhecer a vontade do Pai Celestial para cada situação com que se depara e, depois, segue pelo caminho que Ele lhe mostra. Se assim fizermos, podemos contar com a Sua bênção. Infelizmente, muitas vezes, fazemos o inverso: queremos que Deus abençoe uma decisão que tomámos sem O consultar... E, mais tarde, constatamos que essa opção foi das menos acertadas que já fizemos... Para o "novo homem", aquilo que ele próprio quer não interessa, Ele busca a vontade de Deus, pois sabe que ela é boa, perfeita e agradável. Quando aceitamos Jesus como Salvador, já não devemos ser nós a decidir. Que seja a paz de Deus a decidir, como afirma Colossenses 3:15. Após perguntarmos a Deus qual a Sua vontade para nós, façamos um teste: sinto paz em relação a determinado caminho ou fico perturbado quando penso nele como opção? Só devemos tomar uma decisão quando sentimos paz. Que seja a paz o árbitro da nossa vida. Também não devemos optar por algo só porque isso não nos oferece riscos. Não nos esqueçamos de que Deus chama-nos a viver pela fé...
3º- Siga a vontade de Deus (Tiago 4:13-15). Oxalá digamos sempre, relativamente a quaisquer planos que tenhamos, "se o Senhor Deus quiser". Isto indica que a Sua vontade é que deve prevalecer. E, quando finalmente soubermos a Sua vontade, não olhemos para trás. Avancemos sem pestanejar para não virarmos uma estátua de sal. Não devemos parar para nos interrogarmos acerca do que aconteceria se tivéssemos escolhido um outro caminho qualquer. Avancemos com confiança em Deus!
Quando as tribulações surgem...
O que fazer quando estamos à beira do desespero? Como agir quando os problemas são tantos que ameaçam assolar-nos? 1º- Olhe para Deus, pois é Ele que renova as nossas forças (Isaías 40:31). Aqueles que fixam o seu olhar no Senhor conseguem abstrair-se dos problemas que os rodeiam. Assim, nada os detém; nada os cansa. 2º- Sinta a Sua paz, a paz que excede todo o entendimento (Filipenses 4:7). Quando o nosso foco está em Deus, não obstante não sabermos o que nos irá acontecer no dia seguinte, podemos confiar em Deus e depender totalmente dEle, pois sabemos que como Pai amoroso que é, Deus tem o melhor para nós.
3º- Viva com confiança (Romanos 8:28). Tudo o que acontece na vida daqueles que amam a Deus e andam segundo a Sua vontade, contribui para o seu bem. Saber disto traz alento aos nossos corações! Vivamos a vida com tranquilidade e com confiança em Deus, pois Ele é justo e peleja a nosso favor (Jeremias 1:19). "Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e Ele o fará" (Salmos 37:5).

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Dia das mães...

No último Domingo, agradecemos a Deus pelas mães da nossa Igreja, mulheres sábias que têm instruído os seus filhos no caminho do Senhor. O Pr. Jónatas trouxe-nos uma mensagem baseada em II Timóteo 1:5, introduzindo assim o tema do mês de Maio: Bondade.

As mães são um exemplo muito prático do que é a bondade. Ter bondade é fazer muito mais do que o óbvio. É necessário haver bondade nos lares para que as famílias sejam felizes.

“Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti” (II Timóteo 1:5).

Quão bom seria poder dizer-se isto de todos as famílias! Timóteo teve duas grandes referências na sua família: a sua mãe e a sua avó. No seu lar, vivia-se uma fé sem fingimento. É tarefa dos pais ensinar aos filhos o que Deus é e o que Ele exige daqueles que são Seus. Numa família, está sempre presente a responsabilidade de se transmitir à geração seguinte aquilo que Deus quer para as suas vidas. E os pais devem ser coerentes. Deve haver correspondência entre as suas palavras e as suas atitudes. Devem sempre transmitir a verdade aos filhos e jamais deverão mentir, ainda que seja uma mentira "inofensiva", cujo uso lhes trará benefícios.

Os pais também têm a obrigação de ensinar aos filhos o que é a Igreja e de lhes incutir o desejo de ir à Casa do Senhor. Todos nós precisamos de nos integrar numa comunidade para juntos louvarmos e adorarmos a Deus e para intercedermos uns pelos outros. Analisemos o nosso proceder nesta área... Que padrões estamos a passar aos nossos filhos?

Na sociedade actual, os pais enfrentam o dilema da falta de tempo para os filhos. Porém, não devemos cair no erro de tentar arranjar mais tempo, deixando de ir à Igreja para estar com eles, pois devemos viver para glória de Deus e de ninguém mais. Devemos mostrar às crianças que temos prazer em ir à Casa do Senhor.

As mães desempenham um papel fundamental no lar, pois se elas estão felizes todos os elementos da família estão bem. E o oposto também é verdade. O estado de espírito da mãe influencia o dos restantes membros.

Além disso, os filhos tendem a imitar as mães. Oxalá as mães das nossas Igrejas tenham sempre atitudes agradáveis, vivendo para honra e glória de Deus!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Escola Bíblica Dominical...

A lição do último Domingo foi baseada em Colossenses 2:8-16, um texto bíblico repleto de advertências acerca das falsas doutrinas. A verdade bíblica desta lição afirma o seguinte: "Os Cristãos devem rejeitar os ensinamentos inadequados sobre Jesus". Reflictamos sobre os ensinamentos errados que costumamos ouvir sobre Jesus. Há quem diga que Ele nos dá uma vida isenta de problemas; outros dizem que Jesus não é suficiente para as nossas vidas; há também quem defenda que Jesus não é Deus. Ou seja, os ensinamentos errados acerca de Jesus proliferam por aí. O livro de Colossenses tem por objectivo esclarecer quem é a pessoa de Jesus e mostrar que certos comportamentos, não obstante terem a motivação certa, não são adequados. O verso 8 contém, por isso, um alerta: "Ninguém vos prenda a teorias e a argumentos de falsa sabedoria..." Precisamos de ter cautela quando uma espiritualidade que tem surgido, a qual não inclui Deus. Quem é que ainda não teve contacto com teorias e livros de auto-ajuda que nos incentivam a pensar positivamente, que alegam que o segredo do sucesso está no poder da mente... Oxalá não nos deixemos guiar pela nossa mente, pois ela é enganosa. Oxalá tenhamos a coragem de pedir sempre a Deus que nos indique o caminho. Infelizmente, temos a tendência de escolher o nosso próprio caminho, não buscando a Sua vontade para a nossa vida. No entanto, depois, temos a ousadia de Lhe pedir a Sua bênção para a opção que tomámos sem O consultar...
Apesar de proliferar por aí muita literatura, a Bíblia continua a ser o livro mais vendido. É ela que nos mostra o caminho que devemos trilhar; é através dela que conhecemos a vontade de Deus para a nossa vida. A Bíblia é a única regra de fé e prática. Há, contudo, igrejas que colocam as tradições ao mesmo nível da Bíblia e muitas dessas tradições são anti-bíblicas. Analisemos e questionemos certas práticas que temos nas nossas igrejas a fim de averiguarmos se estão ou não em consonância com a Bíblia. Jamais nos esqueçamos que Deus não existe para satisfazer os nossos desejos. Muito pelo contrário, nós é que existimos para O glorificar através da nossa forma de estar. Oxalá marquemos a diferença! Aceitemos posições na sociedade para que possamos influenciar vidas pela nossa maneira de agir e pensar.
Uma das tradições que este texto bíblico foca é a circuncisão. Quem quisesse ser considerado judeu teria de ser circuncidado. Tratava-se de um mero ritual a que o povo estava "preso". O verso 12 mostra o significado do baptismo: Ao entrar nas águas, estamos a "morrer" com Cristo. Quando imergimos, estamos a ser sepultados com Ele. E, quando, emergimos, estamos a "ressuscitar"... "Sepultados com ele no baptismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus,que o ressuscitou dentre os mortos" (v.12). "Pela fé"... Mas, que fé será esta?

É uma fé que apenas acredita que Deus existe? Obviamente que não! Esta fé é muito mais do que simplesmente acreditar; é uma fé que, após aceitarmos Jesus como Salvador e Senhor das nossas vidas, nos faz depender totalmente de Deus.

Segundo a exigência da Lei, nós estávamos em dívida. Porém, através da fé em Jesus, a nossa dívida foi saldada. E como é que Ele paga essa dívida, isentando-nos do pagamento da mesma? Gravando-a na cruz... Contudo, essa dívida não está saldada para todos... Só aqueles que aceitam Jesus como Salvador é que ficam libertos da "carga" que tal dívida representa!
O verso 16 foca duas tradições pelas quais os crentes costumavam ser criticados: a alimentação e o dia de descanso. Paulo afirma que ninguém deve ser julgado pelo que come. De facto, não é o que entra pela boca que contamina uma pessoa, mas, sim, o que sai do seu coração... Quanto ao dia de descanso, devemos separar o Sábado ou o Domingo, perguntarão muitos, uma vez que na Bíblia o dia de Sábado aparece associado ao dia de descanso. Isso é totalmente irrelevante. O importante é tirarmos, durante a semana, um dia de descanso, o qual devemos dedicar ao Senhor. Às vezes, prendemo-nos a tradições e formalismos, mas o que Deus quer de nós é um coração puro. Abandonemos os rituais!