quinta-feira, 5 de maio de 2011

Culto de Celebração do 97º Aniversário...

O pregador no nosso Culto de Aniversário foi o Pr. Elton Rangel, que nos trouxe uma mensagem a que deu o título "Igreja Vitoriosa". Tendo como suporte bíblico Mateus 16:18 ("... sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela"), o nosso irmão enumerou as características de uma Igreja vitoriosa: 1) Deve ser Cristocêntrica. Infelizmente, não é a realidade de muitas Igrejas. Algumas são antropocêntricas, isto é, têm um homem como centro. A Igreja de Jesus tem um só dono: Cristo. Se o homem estiver no centro, o fracasso é garantido, pois os homens tendem a chocar uns com os outros. Logo, ela ou implode (mata-se a si própria com as guerras internas) ou explode (mata os que estão ao seu redor). Uma Igreja que tem problemas internos perde o seu tempo a resolvê-los e não evangeliza. Ou seja, a sua influência fica reduzida às quatro paredes do templo. Uma Igreja que acaba por ter de fechar as portas, nunca foi uma Igreja de Cristo, pois contra esta nem as portas do inferno prevalecerão. Uma Igreja Cristocêntrica é uma Igreja cujos membros se interajudam.
2) O amor fraternal está presente. Uma Igreja vitoriosa ama, mas ama de verdade. As pessoas notam a diferença. O cuidado que os seus membros demonstram uns para com os outros não deixa ninguém indiferente. 3) Está alicerçada na Palavra de Deus. A formação académica do seu pastor é irrelevante. O que importa é o ensino da Escritura Sagrada... As pessoas vão à Igreja para esquadrinhar a Palavra a fim de conhecerem a vontade de Deus para as suas vidas. Tudo o que se ouve, tem de ser analisado à luz da Bíblia. Ela tem tudo aquilo que precisamos. É o único livro de conduta.
4) É guiada pelo Espírito Santo. Constatamos que as pessoas mencionadas na Bíblia eram indicadas pelo Espírito Santo. Infelizmente, esse hábito já não é muito frequente. Nos dias de hoje, nem sempre nomeamos os pastores e diáconos após oração e jejum. Porém, precisamos de voltar a consultar aquele que é o Executivo da Igreja. Os pastores precisam de levar uma vida de intimidade com Deus e de humildade diante dos homens, pois se não o fizerem levarão a Igreja à derrota. Para ser vitoriosa, uma Igreja deve caminhar de joelhos no chão e boca no pó (Lamentações 3:29). Se caminharmos de pé, estamos sujeitos a cair. Porém, se caminharmos de joelhos, diante de Deus, isso é sinal de que reconhecemos a Sua soberania e que dependemos totalmente d'Ele.
5) Ama Missões. Queremos ter recursos? Invistamos em Missões. Deus providencia sempre os recursos para todos os projectos que Ele próprio estabelece. Há duas razões principais pelas quais as Igrejas não têm êxito. Uma delas é o facto de se construírem templos com os dízimos, pois isso é pecado. Deus separou esse dinheiro para Ele, para sustento dos sacerdotes, para auxiliar os órfãos e as viúvas e para ajudar a sociedade. Quando amamos a Deus com loucura, construímos os templos com o nosso próprio dinheiro. A segunda razão é que, muitas vezes, após a construção do templo, sentimo-nos orgulhosos. Esquecemo-nos que o edifício é para glória de Deus e não para a nossa própria glória. Investir em Missões é investir no Reino de Deus. Os projectos da Igreja surgem após oração. A Igreja deve esperar que Deus lhe dê os projectos. Quando após oração, recebe o "ok" do Céu, a Igreja deve avançar para a concretização do projecto.
6) Insere-se na sociedade. A Igreja vitoriosa não pode estar com as suas portas fechadas. Tendemos a ser péssimos gestores das nossas instalações. Construímos templos enormes e sumptuosos para usarmos apenas duas vezes por semana. Uma empresa que fizesse isso, seria rentável? De modo nenhum... Oxalá aprendamos a gerir melhor aquilo que Deus nos dá! O que recebemos de Deus deve ser usado noite e dia; deve beneficiar a sociedade...
Após o Culto, deliciámo-noss com um maravilhoso lanche (um autêntico banquete!!!), amorosamente preparado pela equipa da Sociabilidade. Muito obrigado, queridos irmãos!
97 anos... Estamos muito gratos ao nosso Deus pela Sua fidelidade para com o Seu povo ao longo do tempo. Até aqui nos ajudou o Senhor... E estamos certos de que nos continuará a ajudar, pois a Sua fidelidade estende-se de geração em geração (Salmos 119:90).

terça-feira, 3 de maio de 2011

97 anos...

Neste dia, há 97 anos, nascia a nossa Igreja...
As celebrações tiveram lugar no passado Domingo e, num dia tão especial, até o culto da manhã o foi. Contámos com a presença do Pr. Kjell Bonerfalt, o director da Missão sueca InterAct, na Europa, o qual nos trouxe a mensagem da parte de Deus... O nosso irmão pregou baseado em Actos 13:1-3 e partilhou connosco vários episódios testemunhados por si, durante os anos em que serviu ao Senhor na Ásia... Histórias verídicas que evidenciam a poderosa acção do nosso Deus quando tudo parece estar perdido...
Após o Culto da manhã, deliciámo-nos com um maravilhoso almoço... Seguiu-se o Culto de Celebração do nosso aniversário... Brevemente, apresentaremos fotos dessa tarde memorável...

domingo, 1 de maio de 2011

Reconsagração do "Espaço Rute"...

Temos, agora, melhores condições para continuarmos a auxiliar o nosso próximo... Estamos muito alegres e profundamente gratos ao nosso bom Deus. A Ele toda a glória!

Culto de Oração...

Na última Sexta-feira, realizou-se mais um Culto de Oração. Mais um excelente momento de partilha e comunhão... Mais uma oportunidade que tivemos para louvar ao Senhor por todas as maravilhas que tem realizado entre nós... Mais um período de intercessão, pois cremos no poder do nosso Deus...
"... A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos (Tiago 5:16).

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Culto de Celebração da Páscoa...

No último Domingo, as celebrações da Páscoa na nossa Igreja iniciaram-se com o Culto de Ressurreição, pelas 07:00. Foi um excelente tempo de reflexão. Lemos os textos bíblicos registados em João 18 e João 19 e reflectimos sobre a importância da morte e ressurreição de Jesus. Ele morreu, sim, mas ressuscitou. Cristo vive! Esta reconfortante verdade ajuda-nos a encarar o futuro com confiança. O nosso futuro eterno será passado junto do Cristo Ressurrecto, num lugar de delícias perpétuas que Ele nos foi preparar quando ascendeu ao Céu...
Após o Culto de Ressurreição, tomámos um pequeno-almoço, amorosamente preparado por um grupo de irmãos da nossa Igreja. Seguiu-se o Culto de Celebração da Páscoa e o Pr. Jónatas Lopes pregou com base em Romanos 3:9. Estava a acontecer uma discussão sobre a diferença entre judeus e gregos, pois os primeiros julgavam-se superiores. O apóstolo Paulo vem refutar isso, declarando que todos estamos debaixo do pecado. Logo, perante Deus, somos todos iguais. Maravilhosa graça!
"Não há um justo, nem um sequer", afirma o versículo 11. Isto significa que Deus, por causa do sacrifício que Cristo realizou em prol da humanidade, declara-nos justos, mas não o somos. O verso 13 fala daqueles cuja "garganta é um sepulcro aberto". Palavras fortes! Mas, quantas pessoas não há por aí que correspondem a esta descrição? Nós, os filhos de Deus, somos chamados a contrariar essa tendência, celebrando as vitórias dos outros, elogiando e dando uma palavra de incentivo. Oxalá as nossas palavras sejam sempre agradáveis!
O versículo 14, muito semelhante ao anterior, afirma que a boca de alguns está "cheia de maldição e amargura". Sim, há pessoas que quando abrem a boca, só destilam veneno. A Bíblia diz que da nossa boca só devem sair palavras que sirvam para edificação (Efésios 4:29). Que as nossas palavras sejam sempre agradáveis aos outros e a Deus. Que em todas as situações possamos dar única e exclusivamente glória ao nosso Deus!
"... todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Romanos 3:23). Este versículo mostra-nos que todos, sem excepção, precisam da maravilhosa graça do nosso Deus e faz-me compreender que todos os que me rodeiam poderão falhar e, portanto, carecem da glória de Deus. Foi por isso que Deus enviou o Seu Filho, para "que todo aquele que n'Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16). "... o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor". Estas verdades trazem alento aos nossos corações!
Hoje é dia de Celebração! Cristo morreu pelos nossos pecados. Como é que reagimos a tal acto de amor? Percebemos o seu alcance? Na morte, percebemos que há vida e vida em abundância... Isto traz-nos uma imensa alegria, mas também uma grande responsabilidade, pois não podemos viver a vida cristã levianamente. Cristo restabeleceu a nossa ligação com o Pai Celeste. Na Cruz, nós reconciliamo-nos com Deus, mas também devemos reconciliar-nos com a Igreja e com qualquer pessoa com quem tenhamos conflitos. É na cruz de Cristo que arranjamos forças. Ela dá-nos ânimo, pois Cristo morreu e ressuscitou. Aleluia! Ele vive! Hoje celebramos vida!

sábado, 23 de abril de 2011

Culto de Estudo Bíblico...

I Pedro 2:20-3:1 foi o texto bíblico que serviu de base ao estudo que o Pr. Jónatas Lopes nos trouxe na passada Quarta-feira.
O versículo 20 afirma que se somos afligidos por procedermos mal, nenhuma glória há nisso, pois é uma consequência natural. Porém, quando fazemos o bem e, em troca, recebemos aflição e a suportamos com paciência, Deus agrada-se. Cristo, que é a nossa referência, agiu sempre por bem, foi afligido e suportou tudo pacientemente. Semelhantemente, nós não devemos agir pelas nossas próprias forças para nos defendermos. É Deus que nos defende. Tentemos, então, contrariar a nossa tendência de nos vingarmos, oferecendo a outra face. Estaremos dispostos a abandonar nas mãos de Deus aquilo que nos perturba, aguardando que Ele faça justiça?
Jesus, quando era injuriado, não injuriava; quando O insultavam não respondia da mesma forma; não se vingava nem fazia ameaças quando O maltratavam. Mas, não fazemos nós isso constantemente no nosso local de trabalho e nos nossos lares? Cristo mostra-nos que não devemos ter esse tipo de comportamento. Ele tinha todas as razões do mundo para reagir mal, mas não o fez. Tendemos a alegar que não somos Cristo e, portanto, não conseguimos agir como Ele, mas lembremo-nos de que temos a mente de Cristo e que somos chamados a ser Seus imitadores.
O versículo 24 afirma que Jesus carregou no Seu corpo sobre o madeiro os nossos pecados para que pudéssemos viver para a justiça. Que maravilha! Através do sacrifício de Cristo, nós fomos sarados. Os nossos pecados foram perdoados! Procuremos, então, agradar Àquele que nos proporcionou isso, através de todas as nossas acções. Lembremo-nos sempre de que , no reino espiritual, muitas vezes, por uma causa maior - glorificar a Deus - temos que deixar de lado os pormenores. Que o nosso alvo seja fazer tudo para glória de Deus!
O verso 25 contém uma declaração deveras reconfortante. Diz que já não somos ovelhas desgarradas; temos um Pastor, Jesus Cristo, que é o Cabeça da Igreja. Que segurança isto nos traz!
I Pedro 3:1 é um versículo que contém um conceito que é, por norma, temido pelas mulheres e sobrevalorizado pelos homens: a submissão. "Vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos..."
Há que notar que a ideia de submissão no contexto do casamento envolve, acima de tudo, respeito, amor, humildade, dedicação, coerência, ajuda e carinho. Isto é, a ideia que deve estar presente quando alguém parte para o casamento é que tem o dever de fazer o outro feliz; tem de buscar a felicidade do outro e não a sua própria felicidade. O versículo 3 alerta para o perigo de sobrevalorizarmos a beleza exterior em detrimento da beleza interior. Nós tendemos a aperaltar-nos exteriormente, mas para Deus o que conta é o nosso coração. A beleza exterior desvanecer-se-á com o passar dos anos. Porém, a interior permanecerá. Procuremos, diariamente, a beleza que não passa...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Culto da tarde...

I Tessalonicenses 5:12-28 foi o texto bíblico que serviu de base à mensagem que o Pr. Jónatas Lopes nos trouxe no último Domingo. Esta passagem contém diversas recomendações e a primeira diz respeito à nossa responsabilidade para com aqueles que lideram. Devemos ter apreço, devemos demonstrar cuidado e amor para com aqueles que nos presidem, os nossos líderes espirituais. "Tende paz entre vós". Se somos chamados a ter paz com todos, muito mais devemos viver em paz com os nossos irmãos em Cristo. Enquanto Igreja, temos a responsabilidade de promover a paz. Problemas sempre há, pois todos falhamos. Mas, apesar de falharmos, devemos viver em paz. Como? Entendendo a maravilhosa graça do nosso Deus. O amor cobre uma multidão de pecados. Assim, apoiemo-nos uns aos outros, ajudando a levantar aquele que está caído, para que também sejamos ajudados quando cairmos. Lembremo-nos sempre de que ninguém é infalível!
Para vivermos em paz, esta tem de ser recíproca. Devemos "outrar-nos", isto é, devemos colocar-nos no lugar das outras pessoas e fazer aos outros aquilo que gostaríamos que nos fizessem a nós. A vida cristã é acção. Devemos tomar a iniciativa. O versículo 14 fala da necessidade de se admoestar os desordeiros. Porém, devemos ter em conta que quando chamamos a atenção dos outros, esse acto deve visar a restauração da pessoa e não a sua ruína. Não confundamos disciplina com punição! Neste verso, somos ainda chamados a consolar os desanimados. Esforcemo-nos por ser pessoas encorajadoras. Estejamos atentos a fim de identificarmos as necessidades dos que nos rodeiam. Muitas vezes, as pessoas só precisam de um pouco de carinho. E um abraço faz maravilhas! Também devemos ser longânimos uns com os outros. Sejamos pacientes e não respondamos ao mal com o mal. Mesmo que ajam mal para connosco, procuremos reagir bem, demonstrando assim que o amor de Deus habita em nós.
"Regozijai-vos sempre" (v.16). A "ordem" é que sejamos sempre alegres. "Mas, como é possível estar contente quando temos uma saúde débil ou quando temos problemas familiares ou conflitos no local de trabalho?" - perguntarão muitos. A resposta encontra-se no versículo seguinte. "Orai sem cessar". A intimidade com o Pai Celestial fortalece-nos, ajudando-nos a enfrentar as adversidades com confiança. Habacuque é disso exemplo. Ele podia dizer que se alegrava no Deus da sua salvação, ainda que não tivesse nada (Habacuque 3:17-19).
"Em tudo dai graças" (v.18). Às vezes, não vemos aquilo que Deus realiza nas nossas vidas. Ponhamos os óculos da graça e olhemos para trás a fim de vermos o que Ele tem feito por nós, como nos tem guardado e protegido. Sejamos gratos ao Pai Celestial pelo Seu cuidado extraordinário! O versículo 20 diz que não devemos desprezar as profecias. Como é que o fazemos? Quando achamos que determinada palavra é apropriada para alguém e não para nós, que é mesmo o que determinada pessoa está a precisar...
"Livrai-vos da aparência do mal" (v.22). Oxalá sejamos referências. Que as pessoas que connosco convivem possam ver a diferença que Deus faz nas nossas vidas! Procuremos ser íntegros e irrepreensíveis.
Esta lista de instruções termina com a ordem: "Saudai a todos os irmãos com ósculo santo". Ou seja, somos chamados a demonstrar carinho para com os nossos irmãos. Não nos inibamos de exteriorizar o nosso amor fraternal para com todos, abraçando e beijando os nossos irmãos em Cristo.
Resumindo: Uma Igreja que vive em longanimidade percebe as suas fraquezas e percebe as fraquezas dos outros e os seus elementos apoiam-se mutuamente, tendo sempre a atitude de confissão pública das suas falhas. Lembremo-nos de que confessar um erro não é sinal de fraqueza. Bem pelo contrário! É um acto de coragem que deve ser valorizado...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Culto da tarde...

A mensagem que o Pr. Jónatas Lopes nos trouxe no último Domingo foi baseada no texto bíblico registado em Josué 7:1-26. Relembramos que este mês estamos a falar de longanimidade... Antes da mensagem, celebrámos o Dia das Missões Mundiais, tendo ficado a conhecer um pouco do trabalho que realizam, em vários países, os missionários apoiados pela Convenção Baptista Portuguesa. No Domingo anterior, vimos que Deus falou com Josué quando este assumiu a liderança do povo de Israel, palavras essas que viriam a ter um impacto muito positivo na vida e ministério de Josué. Deus, o Senhor, assegurou-lhe que estaria sempre com Ele para o suster, guardar e proteger... Maravilhosas promessas! Garantias que Deus também dá a cada um daqueles que o têm como Senhor da sua vida...
Os Israelitas, liderados por Moisés, tinham conquistado Jericó, mas Deus proibiu-os de levar certas coisas daquela cidade. Eles, contudo, movidos pela cobiça, ignoraram as ordens do Senhor e tiraram de lá o que não deviam. Não obstante terem constatado que Deus sempre estivera presente (tinham acabado de presenciar o milagre da queda das muralhas que rodeavam Jericó!), eles transgrediram... Tinham acabado de ver a mão de Deus a actuar, mas isso não lhes bastava. É sempre assim. O pecado tem lugar na nossa vida quando Deus não nos basta.
Havia, agora, mais uma cidade a conquistar: Ai. E, à semelhança do que Moisés fizera relativamente a Canaã, Josué enviou espias à cidade de Ai a fim de verem como era aquela terra, da qual pretendiam apossar-se. Os homens regressaram com boas notícias: os habitantes não eram muitos, pelo que não era necessário que todo o povo de Israel entrasse naquela luta. Dois a três mil homens seriam suficientes... E assim aconteceu. Foram escolhidos 3 mil homens e estes foram combater contra os habitantes de Ai. 36 Israelitas morreram durante essa batalha. Josué, profundamente angustiado pelo sucedido, exteriorizou a sua tristeza, rasgando as suas vestes. Logo de seguida, questionou Deus: "Porque fizeste passar a este povo o Jordão?". Quantas vezes não somos nós também assim? Quantas vezes não perguntamos a Deus o "porquê" de algo nos estar a acontecer? O Senhor ordena a Moisés que se levante. "Levanta-te" - diz-lhe o Senhor. É de notar que usa a mesma expressão que utilizou quando o incumbiu da missão de liderar o povo: "Levanta-te!" Seguidamente, o Senhor explica-lhe a razão daquele sofrimento: Ao apoderarem-se dos bens destinados à destruição, os Israelitas pecaram. Foi por isso que também ficaram sujeitos à destruição. Também é assim connosco... Quando existe pecado na nossa vida, não podemos contar com Deus.
Josué acabou por descobrir que tinha sido Acã a ficar com o que não devia. Além disso mentiu... O seu pecado teve consequências desastrosas. Por causa de um só homem, todo o povo sofreu. O mesmo se passa em relação à Igreja. Muitas vezes, sofremos enquanto comunidade porque existe pecado não confessado no meio do povo de Deus. Em Acã, percebemos o que significa ser Igreja, pois o pecado de um só indivíduo terá consequências no resto do corpo de Cristo.
Tenhamos sempre bem presente na nossa mente que é quando estamos no caminho estreito, no centro da vontade de Deus, que saltamos fora mais vezes por causa dos obstáculos que vão surgindo pelo caminho e é também nessa altura que fazemos as coisas que mais desagradam a Deus, especialmente na área dos relacionamentos. Quando menor for a "carga" da nossa bateria espiritual, maior é a probabilidade de nos envolvermos em conflitos com os que nos rodeiam. Porém, quem tem um elevado grau de intimidade com Deus, não tem problemas de relacionamentos. Oxalá sejamos sempre sal e luz, nomeadamente nos momentos adversos...
Aprendamos com o erro de Acã. Confiemos no Senhor que sempre nos sustentatá. Ele fez, Ele faz e sempre fará aquilo que for melhor para nós. Isto proporciona-nos uma tranquilidade indescritível! "Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará" (Salmo 37:5). "Ousemos" abandonarmo-nos nos braços amorosos do Pai Celestial.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Culto de Estudo Bíblico...

O Pr. Jónatas Lopes trouxe-nos um estudo baseado em I Pedro 2:16-17. O nosso Pastor levou-nos a reflectir sobre liberdade. O que é que o povo, por norma, entende por liberdade? As pessoas consideram que têm liberdade tanto em termos de acção como de expressão e, portanto, alegam que podem fazer e dizer tudo o que lhes apetecer. No entanto, há também quem defenda que a nossa liberdade termina onde começa a dos outros.
Afinal, quem é que é realmente livre? Muitas das pessoas que nos rodeiam afirmam que nós, os seguidores de Cristo, não temos liberdade para fazer uma série de coisas, as quais eles orgulhosamente enumeram , enquanto defendem a sua tese. Isto merece uma análise séria.. Quantas dessas pessoas não vivem aprisionadas ao pecado, a um qualquer vício (tabaco, drogas, álcool, consumismo, etc) do qual não conseguem libertar-se, por mais que se esforcem? Essa pessoas são livres para dizer "não" ao que tanto mal lhes causa? Não. De todo! Contudo, nós temos o Espírito Santo que nos ajuda a rejeitar aquilo que não queremos ou que sabemos ser incorrecto. Logo, nós somos livres. João 8:36 declara que se o Filho (Jesus) nos libertar, seremos verdadeiramente livres. Cristo libertou-nos quando O aceitámos como Salvador. Simultaneamente, recebemos o Espírito Santo que nos dá força para dizer "não" àquilo que nos é prejudicial, quer em termos físicos como espirituais... Maravilhosa liberdade aquela que temos em Cristo Jesus!
Somos livres, mas jamais, em caso algum, a liberdade deve servir de desculpa para fazermos o mal, como afirma o versículo 16. Então, temos liberdade para quê? O mesmo versículo responde... Temos liberdade para servir a Deus. Além disso, I Coríntios 6:12 declara que tudo nos é lícito, mas que nem tudo nos convém. Então, quais são as coisas que não nos convêm? Aquelas em que não servimos ao nosso Deus. Oxalá usemos sempre a liberdade que temos em Cristo, servindo-O.
O versículo 17 refere-se à nossa relação com os outros. "Honrai a todos" - ordena o texto bíblico. Ou seja, somos chamados a respeitar todas as pessoas. É isso que vemos por aí? Não! O que impera é a lei do "salve-se quem puder"! Todas as pessoas... Então, devemos respeitar apenas aqueles que nos respeitam? Obviamente que não! Certa vez, Jesus, ao instruir os seus discípulos acerca da humildade (Lucas 14:12-14), disse-lhes que deviam convidar para os seus jantares e festas as pessoas que não lhes pudessem retribuir a oferta e não aqueles que tivessem condições para o fazer, pois a recompensa vem de Deus. "Amei a fraternidade", lê-se ainda no verso 17. Isto é, devemos ter um cuidado especial para com os nossos irmãos na fé, por aqueles que partilham as nossas convicções. E isto é obrigatório, não é opcional. Daí tratarmo-nos por irmãos. Existe uma grande afinidade entre nós e somos chamados a demonstrar o amor que nos une através da forma de proceder uns para com os outros. Oxalá o façamos!
"Temei a Deus" é a terceira ordem que o versículo contém. Aqui, temer tem o sentido de respeitar com reverência e obediência. Por outras palavras, devemos reconhecer a autoridade de Deus. O verso 17 termina com uma outra ordem: "Honrai ao rei". Isto é, devemos honrar aqueles que governam. Significará isto que nunca lhes devemos dizer que discordamos deles? De modo algum! É óbvio que devemos manifestar a nossa opinião e defender o nosso ponto de vista, mas em amor e com mansidão, às vezes, cedendo, para um bem maior. Ninguém é dono da verdade e, por isso, a nossa liberdade não deve ser usada para tentarmos impor a nossa vontade. Oxalá sejamos sensatos e sábios no uso da nossa liberdade, utilizando-a sempre para servir ao nosso Deus!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Culto da tarde...

Um novo mês, um novo tema... "Longanimidade" é o tema de Abril e a mensagem que o Pr. Jónatas Lopes nos trouxe hoje teve suporte bíblico no texto registado em Josué 1:1-9.
Mais do que a capacidade de pacientemente se suportar algo durante um determinado período de tempo, longanimidade é a vontade firme de não desfalecer, de persistir sem desanimar. Martin Luther King tem uma afirmação sublime que "ilustra" bem o conceito: "Os grandes homens não se vêem nos momentos de grande alegria, mas, sim, durante períodos de sofrimento". Longanimidade é um gomo do fruto do Espírito, logo não é algo opcional; é algo que todos os crentes devem "cultivar". O Espírito Santo é o bom tempero que opera dentro de nós, capacitando-nos para coisas extraordinárias, até para "engolir sapos". Longanimidade... Oxalá seja uma realidade nas nossas vidas!
Moisés liderou o povo hebreu por 40 anos, durante a travessia do deserto, rumo a Canaã. Reflictamos nisto... Ele aguentou 40 anos no deserto e nós, às vezes, não conseguimos suportar um determinado problema durante uns meses... Moisés, contudo, por causa de um erro que cometeu, não chegou a entrar na Terra Prometida. Morreu no deserto, depois de a ter avistado de longe. Era, então, necessário um novo líder e a escolha recaiu sobre Josué. Quando o incumbiu dessa missão, Deus falou com Josué e ele ouviu atentamente. Deus fala quando temos os ouvidos abertos para ouvir a Sua voz. Josué, além de ser um servo de Deus, estava disposto a escutar a Sua voz. E nós, também tiramos tempo para ouvir o que Deus tem para nos dizer? Temos tempo de qualidade a sós com o Pai Celestial ou será que lhe damos apenas os restos do nosso dia? Devemos entregar a Deus o melhor que temos e devemos fazê-lo de todo o coração. Estamos disponíveis? Josué estava...
No verso 2, Deus ordena a Josué que se levante e avance, pois tudo o que fizesse iria prosperar. Quando nos dispomos a andar pelo caminho que Deus quer que sigamos, Ele abençoa-nos. No entanto, por vezes, não vemos nada a acontecer e questionamos Deus, não obstante sabermos estar no centro da Sua vontade. É aí que deve entrar a longanimidade. Lembremo-nos de que o povo de Israel também não viu nada durante os 40 anos em que andou a vaguear pelo deserto. Viver a vida Cristã significa ter que andar às escuras, às vezes... É para ser vivida pela fé. Descansemos sobre a certeza de que Deus jamais nos desamparará! O verso 5 contém uma declaração incrível: "Ninguém se susterá diante de ti". Palavras de Deus endereçadas a Josué, mas também a cada um daqueles que andam com Ele. É Deus que nos sustém, é Ele que nos guarda e protege. Vale a pena confiar nEle! "Como fui com Moisés, assim serei contigo". Palavras que Deus dirigiu a Josué... Palavras que lhe deram uma segurança inabalável, fazendo-o avançar sem hesitações... Palavras que também são para nós....Deus é com todos aqueles que andarem segundo o Seu coração.
"Esforça-te!" (v.6). Este versículo mostra que temos sempre de fazer a nossa parte. Muitas vezes, tudo o que estamos dispostos a fazer é orar, mas a oração envolve acção e persistência. As esperas são porventura a parte mais difícil da vida cristã, mas, lembremo-nos de que somos chamados a ser longânimos. Deus faz tudo muito bem a Seu tempo! "Tem bom ânimo" (v.6). Alento para quê? Para fazermos o trabalho de Deus, aquilo que Ele deseja que façamos. Oxalá não desfaleçamos! "Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite..." (v.8). Josué estava a passar pelo deserto, mas ainda assim tinha de meditar na Lei de Deus. É na Bíblia que encontramos as respostas do nosso Deus. Logo, é fundamental que tenhamos tempo de qualidade com Ele.
Este diálogo entre Deus e Josué termina de uma forma espantosa: "Não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares". Sabemos que quando Deus está a trabalhar na nossa vida, os ataques de Satanás são inevitáveis, pois ele não fica satisfeito com o nosso "sucesso". No entanto, temos a garantia de que o Senhor é connosco por onde quer que andarmos. Esta luta não é para ser vivida a sós. Deus está connosco. Maravilhosa segurança!