domingo, 11 de julho de 2010

EBD...

"Que dons espirituais posso usar?". Este foi o tema da nossa lição da Escola Dominical. I Coríntios 12:4-10 foi o texto bíblico que lhe serviu de base. Importa, em primeiro lugar, definir a palavra "dom"... O que é um dom? É uma capacidade dada pelo Espírito Santo. No original é "graça". Dom é um talento, cuja proveniência é a graça divina. Então, se provêm de Deus, não devo fazer com os meus dons aquilo que eu quero. Sou mordomo. Tenho a obrigação de os administrar da melhor forma, colocando-os ao serviço de Deus. Há duas questões que se impõem aqui: "Já descobri os meus dons?" e "Que dons é que eu tenho usado?" Mas, como é que eu sei se tenho determinado dom? Experimentando se sou capaz de fazer determinado serviço... Todos temos dons. Deus tem muitos dons para dar à Sua Igreja. Porquê? Porque é na diversidade que está a riqueza. Somos um universo de diferenças e o nosso Deus tem que nos capacitar de acordo com essas diferenças. I Coríntios 12:7 afirma: "Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil". Quando personalizo este versículo bíblico, percebo que ninguém escapa de lhe ter sido atribuído pelo menos um dom. Ou seja, o nosso Deus dá a cada um de nós pelo menos um dom, para que sejamos úteis na Sua obra. E Ele é Senhor. É soberano! Por isso, tem todo o direito de me pedir o que quer que seja. E eu devo dar-Lhe sempre o meu melhor. Porém, isto só será possível se eu tiver sempre em mente que tudo o que fizer é para honra e glória de Deus!
Já sei qual é o meu dom? Se não sei, estou interessado em descobri-lo? Tenho sido um bom mordomo dos meus dons? Quando lemos I Coríntios 12:11-13; 18-19, surge outra questão: "Quem é que tem o dom mais importante?" Às vezes, desvalorizamos os dons dons que Deus nos deu. Tendemos a compararmo-nos com os outros. Por vezes, até achamos que os nossos dons não são tão significativos e que não somos necessários na Igreja. Mas, dispensaríamos algum membro do nosso corpo? Neste texto bíblico, Paulo, falando metaforicamente, diz que a Igreja de Cristo é um corpo. Logo, precisa de todos os membros. Ninguém é insignificante na Igreja de Cristo. Todos são úteis! Contudo, se algum membro da igreja cruza os braços e não faz o que era suposto fazer, os outros ficam sobrecarregados, pois, além de desempenharem a sua própria função, terão de fazer o trabalho que pertencia a outros. Infelizmente, alguns escondem os seus talentos e não os põem a render (Lucas 19:12-27). Não esqueçamos que somos mordomos dos dons que Deus nos concedeu e, mais dia, menos dia, teremos de dar contas ao Senhor. Coloquemos esse talentos ao serviço do nosso Deus!
Hoje também tivemos a honra de receber, na nossa igreja, três irmãos da Igreja Baptista de Mântova e Milão, na Itália: O Pr. Fábio, o Pr. Edvaldo e o Ir. Paulo.
O Pr. Fábio começou por nos fazer uma breve descrição histórica de Mântova, uma cidade com mais de 3 mil anos de existência e cerca de 60 mil habitantes. Habitada inicialmente pelos Etruscos, o nome da cidade deriva do nome de um "deus" daquele povo: "Mantus dos Infernos"...
O Pr. Fábio também nos contou um pouco da história da Igreja Baptista de Mântova, que foi organizada com apenas 17 membros, todos brasileiros. Ao longo dos últimos 8 anos, o Senhor acrescentou muitos à Sua Igreja naquela cidade. Actualmente, são 200 membros e de 15 nacionalidades! A Igreja de Mântova decidiu, desde cedo, ser uma igreja missionária. Quatro anos depois, estabeleceram as primeiras duas igrejas-filhas, uma das quais em Milão. Têm ainda trabalhos abertos em mais 2 locais.
A Igreja está a construir aquele que será o primeiro templo evangélico da cidade de Mântova.
"Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor". Este versículo bíblico, que se encontra registado em I Coríntios 15:58, tem servido de base ao trabalho da Igreja de Mântova. O Pr. Fábio relembrou-nos que, se quisermos servir ao Senhor, precisamos de firmeza e constância. Temos de abundar na Obra do Senhor, sem nos preocuparmos com os resultados, pois eles vêm através da acção do Espírito Santo. O nosso trabalho não é vão no Senhor, afirma a Palavra de Deus. No entanto, ele deve ser feito com os olhos fixos no Senhor. A Obra de Deus, feita à maneira de Deus, conta sempre com os recursos de Deus. Ele dá a provisão! Assim, devemos ser firmes e constantes na Palavra, não cedendo às tendências seculares. Quando a igreja honra a Palavra de Deus, que permanece para sempre, Deus honra a obra. Deus abençoa! Também devemos ser firmes e constantes com o nosso testemunho de vida. O que é que os nossos vizinhos e colegas de trabalho pensam de nós? O Evangelho é, primeiramente, pregado com a nossa vida... só depois, com palavras! O Evangelho não vai tocar mais na vida dos outros do que tocou em nós. Se nos tocou profundamente, se nos transformou, também vai ter esse efeito na vida dos outros... Precisamos de ser apaixonados por Jesus. Caso contrário, ser-nos-á muito difícil caminhar com Ele. Como é que age uma pessoa apaixonada? Quer falar com a pessoa amada constantemente; faz os quilómetros que forem necessários para estar com ela, faça Sol ou faça chuva! É assim que deve ser a nossa relação com Deus. Devemos servi-lo independentemente das circunstâncias. A Palavra de Deus afirma que é maldito aquele que faz a obra do Senhor negligentemente (Jeremias 48:10). E quando é que isto acontece? Quando não damos prioridade à Obra do Senhor Deus. Quando só nos dedicamos ao Seu serviço, se nos sobrar tempo de outras actividades...
Ouvimos ainda o testemunho do Ir. Paulo, que entregou a sua vida a Cristo há cerca de 2 anos. Após alguma resistência, um dia, ele reconheceu que precisava da salvação. Actualmente, é diácono na Igreja de Mântova e líder no trabalho de evangelização. O nosso irmão falou-nos da dificuldade de evangelizar em Itália, um país com apenas 0,5% de Cristãos Evangélicos. Segundo o Ir. Paulo, as pessoas crêem num só "deus", o dinheiro! Não obstante as dificuldades de se anunciar o Evangelho numa sociedade materialista, os nossos irmãos, na cidade de Mântova, não se sentem desencorajados, pois estão conscientes que a sua tarefa é falar da Palavra de Deus diariamente. O restante trabalho é do Espírito Santo, que é quem convence do pecado, da justiça e do juízo (João 16:8). Os textos bíblicos registados em Mateus 28:18-20 e Marcos 16:15 são a mola impulsionadora do trabalho de evangelização daquela amada Igreja.
Sentimo-nos muito abençoados com a presença dos nossos queridos irmãos e os nossos corações rejubilaram com o que ouvimos. Deus tem feito maravilhas no meio do Seu povo na cidade italiana de Mântova! A Ele toda a glória!

domingo, 4 de julho de 2010

Culto de Ceia e EBD...

Hoje, por ser o primeiro Domingo do mês, tivemos o Culto de Ceia do Senhor. Porém, antes, realizou-se a Escola Dominical. A lição baseou-se em I Coríntios 8:1-13, que fala do cuidado que devemos ter em não escandalizarmos os outros com as nossas atitudes. Quando é que escandalizamos alguém? Quando fazemos algo que leva essa pessoa a desviar-se de Deus. O texto bíblico mostra-nos que a chave para a vida cristã não é o muito conhecimento que eventualmente possuamos, mas, sim, o nosso amor para com Deus e, consequentemente, para com os nossos irmãos. Possuir conhecimento é bom, mas, às vezes, tornamo-nos "inchados", isto é, arrogantes e altivos. Aquilo que realmente nos edifica é o amor! O amor ao nosso pai Celestial e aos nossos irmãos... Não esqueçamos que fomos criados para a glória do nosso Deus. Então, quando é que O glorificamos? Quando O amamos acima de todas as coisas. Se amamos a Deus, logo amamos o nosso próximo! Infelizmente, as nossas atitudes nem sempre revelam amor, pois muitas vezes só ajudamos os outros se isso não colidir com a nossa agenda, se não vier a alterar os nossos planos. Por outras palavras, se não me incomodar muito. Será isto amor genuíno?
O versículo 9 alerta-nos para o facto de a nossa liberdade poder vir a ser escândalo para os outros. Importa aqui comparar os conceitos "liberdade" e "libertinagem", os quais são muitas vezes confundidos. Deus concede-nos liberdade, mas para agirmos dentro dos Seus princípios, ou seja, de acordo com a Sua vontade. Deus ama-nos e, por isso, define limites para a nossa vida. Libertinagem é sinónimo de uma vida sem limites; é agir sem nos preocuparmos se as nossas acções vão ter implicações negativas na vida dos outros... I Coríntios 10.23 ("Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm, mas nem todas as coisas edificam") mostra-nos que temos liberdade total, mas, diante do nosso Deus, há limites. Quem ama impõe limites! Devemos afastar-nos das coisas que não edificam. Assim, antes de agir, devemos colocar a questão: "Isto agrada a Deus?" A resposta a esta pergunta deverá determinar as nossas acções.
I Coríntios 10.24 afirma o seguinte: "Ninguém busque o proveito próprio; antes cada um o que é de outrem". Este versículo parece não fazer qualquer sentido na sociedade actual, onde imperam o egoísmo e o egocentrismo. Quem é que, nos dias que correm, busca mais os interesses dos outros do que os próprios? Porém, se nós, Cristãos, estivermos ligados através do amor de Deus, isto é possível. Eu busco os interesses dos outros e os meus próprios interesses também estão asssegurados, pois os outros preocupam-se com eles. E isto refere-se tanto às necessidades materiais como às espirituais. Isto é ser Comunidade, é ser Igreja...
Resumindo: Devemos glorificar a Deus em tudo o que fazemos. Devemos ter cuidado para que o nosso comportamento não escandalize os outros; para que as nossas acções não os levem a afastar-se de Deus. A nossa prioridade não deve ser buscar o nosso próprio interesse, mas o do nosso próximo.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Culto de Estudo Bíblico

O Estudo desta semana incidiu sobre Gálatas 6. O versículo 1 aconselha-nos a, caso seja necessário, corrigir as pessoas com brandura e com respeito. Se somos espirituais, isto é, se temos o Espírito Santo a habitar em nós, não será difícil agir assim. Até porque sabemos que somos falíveis e, a qualquer momento, podemos estar na posição em que precisaremos de ser admoestados!
O verso 2 diz-nos para levarmos as cargas uns dos outros e afirma que, se o fizermos, cumpriremos a lei de Cristo. Qual é a lei de Cristo? É amarmo-nos uns aos outros. E o que significa "levar as cargas uns dos outros"? É darmos de nós, do nosso tempo e até dos nossos recursos... É chorarmos com os que choram (Romanos 12:15). Muitas vezes, pensamos que a nossa carga já é suficientemente pesada, mas, se vivermos em comunidade, ajudaremos os outros a levar as suas cargas e eles também nos ajudarão a levar as nossas. Devemos fazer sacrifícios pelos nossos irmãos. Devemos ser capazes de sair da nossa "zona de conforto" e não dar apenas o que nos sobeja!
O versículo 3 afirma que se pensamos que somos alguma coisa, enganamo-nos! De facto, não somos nada diante do nosso Deus. Mas, mesmo assim , Ele ama-nos tanto!
Resumindo, o texto bíblico mostra-nos a necessidade de existir um auxílio mútuo na Igreja de Cristo. Temos a responsabilidade de amar o nosso Deus e os nossos irmãos, ajudando-nos uns aos outros.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Culto da tarde...

"Que, sendo em forma de Deus (Jesus), não teve por usurpação ser igual a Deus". (Efésios 2:6). Por estarmos em Junho, este é o versículo que serve de base às mensagens deste mês. E, ontem, o Pr. Jónatas Lopes falou sobre a nossa tendência de nos colocarmos no papel do Espírito Santo e no de Jesus. Quais são, então, as funções do Espírito Santo? - Ele é Consolador; - É Ele que convence do pecado, do juízo e da justiça; - Ele ajuda-nos a discernir o que é espiritual daquilo que não é; - Ele é o garante da nossa salvação; - Quando evangelizamos, é Ele que trabalha na vida das pessoas a quem falamos...
E quando é que nos colocamos no lugar do Espírito Santo? - Quando não O deixamos trabalhar em nós; - Quando Ele nos diz algo e ignoramos a Sua voz; - Quando, ao evangelizarmos, tentamos convencer as pessoas à força, quando isso é acção do Espírito Santo; - Quando pensamos que há métodos de evangelização melhores que outros.
E, relativamente à pessoa de Jesus Cristo, quando é que nos colocamos no Seu papel? Jesus é o Salvador. Logo, colocamo-nos no Seu lugar quando falamos de salvação sem apontarmos para a cruz de Cristo. A Bíblia afirma que "há um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem (I Timóteo 2:5), mas, muitas vezes, nós colocamos outros mediadores entre Deus e o homem, como a religião, por exemplo.
Deus, Jesus e o Espírito Santo fazem o Seu trabalho muito bem. Não precisam de uma "alavanca" da nossa parte. Pode ser duro ouvir isto, mas a verdade é que Deus não precisa de nós para a Sua obra! No entanto, conta connosco...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Culto da tarde...

No último Domingo, a Irª Marta Azevedo trouxe-nos uma mensagem baseada em Actos 2, o capítulo bíblico que fala dos primeiros Cristãos e da igreja-modelo. Os crentes estavam reunidos. Era dia de Pentecostes, uma Festa que tinha por objectivo celebrar as Colheitas. Então, algo invulgar ocorre... O Espírito Santo desce e todas aquelas pessoas começam a falar noutras línguas! E ainda há quem duvide do poder de Deus! Aquelas pessoas, quase todas iletradas, subitamente, ficaram capacitadas a falar línguas que lhes eram totalmente desconhecidas... Houve quem zombasse deles, afirmando que estavam embriagados. Então, Pedro, levantou-se e, de forma ousada, disse-lhes que aquilo era resultado do poder do Espírito Santo, tal como fora predito pelo profeta Joel (Joel 2:28-29). O discurso de Pedro vai-se tornando cada vez mais audaz e, a dado momento, ele acusa-os da morte de Cristo! Ele prossegue, dizendo-lhes que enquanto não se arrependessem carregariam o fardo do pecado pela morte de Jesus. Pedro não era um homem letrado... Era um simples pescador! Mas, revestido do Espírito Santo, tinha uma ousadia invulgar. E não se preocupou em usar palavras suaves. Chamou as coisas pelo nome. Disse-lhes que eles tinham pecado. Actualmente, nas nossas igrejas, às vezes evita-se falar de pecado, mas a verdade é que todos somos pecadores até nos arrependermos!
No verso 37, vemos que aquelas pessoas tiveram, então, pela primeira vez consciência do seu pecado, revelando desejo de mudar de rumo.
O que é então, necessário para entrarmos no caminho do perdão? O versículo 38 dá-nos a resposta: Arrependimento. Arrepender significa mudar de atitude. Ou seja, tomar uma atitude oposta à que foi tomada anteriormente. Foi precisamente isso que fizeram 3 mil pessoas naquele dia. Arrependeram-se e foram salvas!
Actos 2:42-47, encontramos quatro coisas que fazem a igreja crescer: 1- Leitura e estudo da Bíblia. Ter a Palavra de Deus como referência doutrinária. 2- Comunhão. É de vital importância que os crentes tenham convívio e comunhão uns com os outros. 3- Oração. Nós crescemos quando oramos uns pelos outros; quando partilhamos os nossos problemas e as nossas bênçãos. 4- União. Os crentes da igreja primitiva encontravam-se todos os dias e estavam juntos sempre. E qual era o resultado dessa união? Caíam na graça do Povo e todos os dias eram acrescentadas pessoas à igreja. Que diferença fazemos nós, enquanto Igreja?!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Providência Divina...

Ontem, no Culto de Estudo Bíblico e Oração, a irmã Marta Azevedo trouxe-nos uma meditação, que teve por base o texto bíblico registado em Mateus 6:19-34. O nosso país está em crise... E esta é uma crise que parece ter vindo para ficar! A taxa de desemprego não pára de aumentar e, consequentemente, é cada vez maior o número de assaltos e de outros tipos de crime. As pessoas queixam-se, deprimem-se, preocupam-se com o futuro, andam ansiosas... E, nós, Cristãos, como reagimos a isto? Qual é a nossa atitude para com aqueles que estão apreensivos quanto ao futuro? Alimentamos esse desânimo ou aproveitamos para dar testemunho da nossa fé, afirmando que o nosso Pai Celestial cuida dos Seus? O que é que nós transmitimos às pessoas? É muito fácil entrar na onda do negativismo e, por vezes, é o que fazemos. As pessoas, à nossa volta, lamentam-se e nós lamentamo-nos também... Porém, sabemos que o justo jamais será desamparado e a sua descendência não mendigará o pão (Salmo 37:25). E, se porventura, Deus permite que passemos por dificuldades, tais circunstâncias produzirão, certamente, algo de bom... Deus tem sempre o melhor para os Seus filhos! Em Filipenses 4:10-13, vemos que o apóstolo Paulo, que aprendeu a depender totalmente de Deus, conseguia sentir-se bem em qualquer circunstância. Sabia estar alegre tanto na fartura como na fome. Ele afirmou convictamente: "Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece".
É interessante notar que antes do texto bíblico que serviu de base à mensagem, aparece a oração-modelo: a conhecida oração do "Pai Nosso". Reparemos na seguinte afirmação de Jesus: "O pão nosso de cada dia nos dá hoje" (Mateus 6:11). Jesus não pediu alimento para dois dias ou para uma semana! Pediu para um dia apenas. Existe aqui uma intenção clara de Jesus de demonstrar que confiava plenamente no Pai.
"Basta a cada dia o seu mal", diz-nos Mateus 6:35. Fará, então, algum sentido preocuparmo-nos em demasia com o futuro? É óbvio que devemos pensar no futuro e trabalhar a fim de conseguirmos suprir as nossas necessidades e até ter uma vida confortável. Não devemos é colocar as riquezas terrenas no topo da nossa lista de prioridades. "Mas, buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça..." (Mateus 6:33). O que é nós levamos desta vida? Levaremos os bens materiais que vamos acumulando ao longo dos anos? Obviamente que não!
"Eu sou o Senhor"... Esta é uma expressão que aparece muitas vezes na história do povo de Israel. Ou seja, Deus lembrava-os constantemente que Ele lhes providenciaria tudo aquilo que eles necessitassem.
"Porque razão temes o futuro? E o amanhã te faz preocupar? Se Deus das avezinhas tem cuidado, Também de ti há-de cuidar! Sabe o que precisas! E o auxílio não nega! Se Deus das avezinhas tem cuidado, Também de ti há-de cuidar!"

domingo, 30 de maio de 2010

EBD...

"Mostre aos outros a graça divina" foi o título da lição de hoje da nossa Escola Dominical. Deus espera que os Seus tratem sempre graciosamente os outros, lembrando sempre a graça que Ele mostrou ao redimi-los. Mas, o que é graça?! Graça é um favor imerecido... Então, como podemos mostrar aos outros a graça divina? Através da nossa vivência, do nosso testemunho e de actos altruístas. No entanto, dificilmente conseguiremos demonstrar graça aos que nos rodeiam se não nos lembrarmos do que Cristo fez por nós, ao morrer na Cruz para nos salvar... Devemos mostrar graça nas nossas palavras quando alguém nos insulta. Se o fizermos, estaremos a dar bom testemunho. Responder na mesma moeda não resolve nada. Devemos ter calma e paciência, mostrando as coisas sob outra perspectiva!
Levítico 25:10-12 foi o texto bíblico que serviu de base à nossa lição. Deus ordenou ao povo que o 50º ano seria ano de jubileu. Isto é, ao longo desse ano, não deviam fazer rigorosamente nada. Era um ano de descanso para o povo e também para os campos, pois não se devia semear nada. Era uma oportunidade de restauro pessoal. Lembrarem-se da libertação que o Senhor lhes tinha concedido era o propósito principal do ano do Jubileu... Quantas vezes não nos esquecemos daquilo que Deus faz nas nossas vidas?! Oxalá consigamos parar para reflectir e agradecer ao Pai Celestial as bênçãos que Ele tem derramado sobre nós!
Em Levítico 25:18-19, Deus faz uma promessa ao povo: se eles observassem, guardassem e cumprissem os Seus estatutos, Ele abençoá-los-ia. Esta promessa é válida também para nós. Se nos regermos pela Palavra de Deus, Ele dá-nos aquilo de que necessitamos. Em Levítico 25:35-38, o povo é chamado a ajudar o próximo, sem esperar nada em troca. Deviam emprestar dinheiro sem cobrar juros. Jamais se deviam aproveitar da desgraça alheia. Deviam sempre lembrar-se do que Deus tão graciosamente lhes tinha feito: libertou-os do Egipto, onde eram escravos, e conduziu-os a Canaã. Nós também somos chamados a agir assim. Se virmos alguém necessitado, devemos ajudar essa pessoa.
Como é que Deus se sentirá mais glorificado? A resposta a esta pergunta deve servir de base a todas as nossas decisões... Oxalá o nosso alvo seja sempre glorificar o nosso Deus!

terça-feira, 25 de maio de 2010

O que é a Igreja?

Este é o título da mensagem que o Pr. Jónatas Lopes nos trouxe no Culto da tarde do último Domingo. O que é a Igreja? É um prédio? É o Pastor? É a música? São os cooperadores? São os ministérios? Não... a igreja é cada um de nós, com um propósito: amar a Deus e amar os outros. Lucas 15:1-7 foi o texto bíblico que serviu de base à mensagem. No versículo 1, vemos que Jesus não tinha qualquer problema em estar com aqueles cujo pecado era público e que a sociedade rejeitava. Ele não discriminava ninguém. Ele "misturava-se" com as pessoas! É assim que nós também devemos agir. Devemos relacionar-nos com todos, tratando a todas as pessoas com amor. A graça de Deus na nossa vida deve impulsionar-nos a fazer isto. O nosso alvo deve ser investir em pessoas, pois foi pelas pessoas que Jesus morreu. Como transmitiremos o amor de Deus às pessoas, se não nos aproximarmos delas?
Às vezes, desistimos das pessoas, dizendo que não vale a pena investir nelas. Porém, vale sempre a pena... Para Deus, não há causas perdidas! Outras vezes, é o nosso orgulho que nos impede de ir ter com alguém. "Ah, ele(a) fez-me isto ou aquilo!" - alegamos. Mas, e aquilo que nós já fizemos a Deus?! E ele continua a amar-nos. Maravilhosa graça!
Tenhamos a coragem de ir ter com as pessoas que se afastaram da Igreja, mas com humildade... não num tom acusatório! Precisamos de abandonar a ideia, que muitas vezes reina entre os crentes, de que quem deixa a nossa congregação, também deixa de pertencer a Deus. Ele continua a amar essa pessoa. O amor Deus é incondicional...
Dá trabalho ir à procura das pessoas? Dá... Obriga-nos a prescindir de algum do tempo que dedicaríamos a outras coisas! E também nos obriga a estarmos bem com Deus, para que possamos ter algo para dar a essas pessoas. Permitamos que Deus trabalhe na nossa vida, que nos molde, para que possamos fazer a diferença neste mundo, demonstrando amor, graça e misericórdia para com todos! A seguir, apresentamos o filme que o Pr. Jónatas nos mostrou no início da pregação: "O que é a Igreja?" Não deixe de ver...

domingo, 16 de maio de 2010

Culto da tarde...

Por estarmos em Maio, o subtema do mês baseia-se no quinto versículo do capítulo 2 de Filipenses, que afirma: "De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus..." Oxalá consigamos ter o mesmo sentimento de Cristo, especialmente a Sua capacidade de perdoar! O Pr. Jónatas Lopes pregou com base em Actos 2:42-47, texto bíblico que relata a comunhão que existia entre os crentes da Igreja Primitiva. Estamos no início do Cristianismo. Os crentes perseveravam na doutrina. As pessoas sentiam necessidade de ouvir a Palavra de Deus. Nos dias que correm nem sempre é assim. As pessoas querem ouvir apenas aquilo que lhes convém. Não desejam ouvir repreensões ou admoestações. E, às vezes, nós cometemos o erros de baixar a fasquia para agradar às pessoas e ter a sua simpatia. Esquecemo-nos que o verdadeiro Evangelho não é de massas! O versículo 42 também nos diz que "perseveravam na comunhão". O que significa a palavra "comunhão"? Comunhão é muito mais do que convívio; é termos tudo em comum: as alegrias, as tristezas, a dor... Às vezes, esquecemo-nos que somos chamados à comunhão com pessoas em dificuldades; somos chamados à oração pelas necessidades dos outros!
O versículo 45 mostra que os primeiros Cristãos atendiam às necessidades uns dos outros, ao ponto de até venderem propriedades e bens para poderem ajudar quem precisava. Até que ponto sou eu capaz de dar algo meu para a glória de Deus, através de um irmão? Serei capaz de partilhar as minhas coisas com aqueles que têm necessidade?
Os crentes da Igreja Primitiva também "perseveravam diariamente unânimes no templo", não obstante estarem a ser perseguidos. E "comiam juntos com alegria"... Ou seja, mesmo no meio da tribulação, conseguiam ter alegria!
Enquanto tudo isto acontecia, o Senhor acrescentava à igreja aqueles que se iam salvando... É o Espírito Santo que dá o crescimento à igreja; não é mérito humano.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Dia das Mães...

Ontem, no Culto da tarde, celebrámos o Dia das Mães, prestando assim uma justa homenagem às mamãs da nossa igreja: mulheres valorosas que têm instruído os seus filhos no caminho do Senhor Deus...
Contámos com várias participações...
Jograis, poemas e diversos cânticos constituíram o programa deste culto especial...
A Marta Azevedo, uma mamã exemplar, trouxe-nos uma reflexão baseada em Eclesiastes 3:1, versículo bíblico que afirma que "há tempo para todo o propósito debaixo do Céu". A nossa querida irmã sublinhou a importância de se passar tempo com os filhos. Numa sociedade em que a maioria das mães trabalha a tempo integral, nem sempre é fácil encontrar um momento no dia para se estar com os filhos, para conversar, brincar e orar com eles.
Porém, os momentos que os pais passam com os filhos, aquilo que vivenciam juntos, é o que fica para sempre na memória das crianças.
Os filhos são herança do Senhor e os pais têm o dever de lhes dedicar algum do seu tempo, passando-lhes, assim, valores e princípios Cristãos e criando doces memórias que os acompanharão pela vida fora... Oxalá as mães (e os pais) consigam fazer uma gestão sábia do tempo para que possam estar com os filhos! Esta é, provavelmente, a melhor forma de lhes demonstrarem o quanto os amam!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Recordando...

No slide show que se segue, poderá ver fotos de alguns momentos da vida da nossa Igreja, que hoje comemora 96 anos.

96 anos...

A nossa Igreja celebra hoje 96 anos (é a terceira mais antiga do país) e ontem realizou-se o Culto de Aniversário.
Várias igrejas estiveram representadas e entregaram-nos as suas saudações.
O Ir. Guy Destino deliciou-nos com alguns hinos de louvor ao nosso Deus.
O Grupo de Louvor da Igreja Baptista de Mangualde também nos presenteou com dois hinos.
O pregador convidado foi o Pr. António dos Santos, da 3ª Igreja Baptista de Lisboa. O nosso querido irmão trouxe-nos uma mensagem sobre "Esperança", baseada no Salmo 39. No meio desta crise que alastra a cada dia que passa, nós indagamos: "Onde está a nossa esperança?" Vivemos num mundo que maltrata as suas crianças, um mundo onde a toxicodependência e o alcoolismo são problemas sérios e de difícil resolução e todos procuram uma solução. Os políticos, os sociólogos, os educadores... todos se esforçam por encontrar algo que resolva ou atenue os problemas que assolam a sociedade. Porém, como conclui o Salmista, "... todo o homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade" (Salmo 39:5). Todo o homem é frágil e o tempo da vida de cada um é como nada diante de Deus (Salmo 39:4-5). Onde está, então, a nossa esperança? O Salmista concluiu que a sua esperança estava em Deus. "Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em Ti" (Salmo 39:7). A esperança de todos nós está em Cristo, que deu a Sua vida para nos salvar. Esta esperança de vida teve origem no próprio Deus, "que amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigénito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16).
A nossa esperança é uma esperança que permanece para sempre, pois ela está em Cristo e não naquilo que o homem sabe ou possui. Que esperança sublime esta, de largo alcance, que é capaz de apagar todos os nossos pecados. Jesus disse ao malfeitor que estava numa cruz ao seu lado: "... hoje estarás comigo no Paraíso" (Lucas 23:43). Na hora da morte, aquele ladrão colocou a sua esperança em Jesus e ganhou a vida eterna.
Onde está a nossa esperança? Oxalá possamos dizer com o Salmista: A minha esperança está em Ti, Senhor.
Após o culto, tivemos mais um agradável momento de convívio...
Os nossos corações transbordam de gratidão ao nosso Deus pelas maravilhas que Ele tem operado na vida desta Igreja, ao longo destes 96 anos...