segunda-feira, 3 de maio de 2010

96 anos...

A nossa Igreja celebra hoje 96 anos (é a terceira mais antiga do país) e ontem realizou-se o Culto de Aniversário.
Várias igrejas estiveram representadas e entregaram-nos as suas saudações.
O Ir. Guy Destino deliciou-nos com alguns hinos de louvor ao nosso Deus.
O Grupo de Louvor da Igreja Baptista de Mangualde também nos presenteou com dois hinos.
O pregador convidado foi o Pr. António dos Santos, da 3ª Igreja Baptista de Lisboa. O nosso querido irmão trouxe-nos uma mensagem sobre "Esperança", baseada no Salmo 39. No meio desta crise que alastra a cada dia que passa, nós indagamos: "Onde está a nossa esperança?" Vivemos num mundo que maltrata as suas crianças, um mundo onde a toxicodependência e o alcoolismo são problemas sérios e de difícil resolução e todos procuram uma solução. Os políticos, os sociólogos, os educadores... todos se esforçam por encontrar algo que resolva ou atenue os problemas que assolam a sociedade. Porém, como conclui o Salmista, "... todo o homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade" (Salmo 39:5). Todo o homem é frágil e o tempo da vida de cada um é como nada diante de Deus (Salmo 39:4-5). Onde está, então, a nossa esperança? O Salmista concluiu que a sua esperança estava em Deus. "Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em Ti" (Salmo 39:7). A esperança de todos nós está em Cristo, que deu a Sua vida para nos salvar. Esta esperança de vida teve origem no próprio Deus, "que amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigénito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16).
A nossa esperança é uma esperança que permanece para sempre, pois ela está em Cristo e não naquilo que o homem sabe ou possui. Que esperança sublime esta, de largo alcance, que é capaz de apagar todos os nossos pecados. Jesus disse ao malfeitor que estava numa cruz ao seu lado: "... hoje estarás comigo no Paraíso" (Lucas 23:43). Na hora da morte, aquele ladrão colocou a sua esperança em Jesus e ganhou a vida eterna.
Onde está a nossa esperança? Oxalá possamos dizer com o Salmista: A minha esperança está em Ti, Senhor.
Após o culto, tivemos mais um agradável momento de convívio...
Os nossos corações transbordam de gratidão ao nosso Deus pelas maravilhas que Ele tem operado na vida desta Igreja, ao longo destes 96 anos...

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Culto de Missões Mundiais...

No Domingo, tivemos o nosso Culto de Missões Mundiais. Ficámos a conhecer os projectos que a Convenção Baptista Portuguesa apoia e orámos pelos missionários envolvidos nos mesmos.
Em Angola, a Convenção apoia o Projecto CESTA, projecto missionário para a recuperação de uma antiga missão na Etunda. As iniciais CESTA definem as áreas de acção deste projecto: Construção, Educação, Saúde, Testemunho e Agricultura. Os missionários Pedro e Ana Silva lideram este trabalho.
A Convenção Baptista Portuguesa também contribui para o sustento do Pr. Justino Antunes, que se encontra em Angola, a desenvolver um ministério voltado essencialmente para o ensino. Em Moçambique, a Convenção sustenta integralmente o casal Eduardo e Isabel Melo, que dirigem um Centro Social que apoia o ensino profissionalizante, sustenta escolas primárias e pré-primárias e está envolvido num projecto de alfabetização de senhoras. Em Portugal, a Convenção apoia os ministérios do Pr. Oleg e Pr. Yuriy, que desenvolvem o seu trabalho junto da Comunidade Ucraniana.
Num culto totalmente dedicado a missões, o recém-criado CENTRO DE EXPANSÃO MISSIONÁRIA (C.E.M.) também foi mencionado, como não poderia deixar de ser . Recordamos que o C.E.M resulta de um convénio celebrado entre as igrejas de Tondela, Mangualde e Sevilha.
Neste momento, sustentamos condignamente 23 missionários, distribuídos por 11 países: Cuba, Haiti, Botswana, Cabo Verde, Iraque, Egipto, Níger, Mali, Guiné Equatorial, Equador e Letónia. Se desejar saber o nome dos missionários a desenvolver o seu ministério nestes países, visite o site da Igreja Baptista de Mangualde (secção MISSÕES) aqui...

domingo, 18 de abril de 2010

Culto da tarde...

O Pr. Jónatas convidou o missionário Karl Smensgard para pregar no culto da tarde e o nosso irmão falou sobre a vida de Pedro. Uma mensagem que começou com a leitura de Mateus 4:18-20, passagem bíblica que relata a chamada de Pedro, um pescador, que não hesitou em seguir Jesus quando Ele o convidou. Pedro abandonou o seu trabalho para atender ao convite de Jesus. Havia algo de muito especial em Jesus! As pessoas seguiam-no... Em Mateus 16:13-18, Jesus pergunta aos Seus discípulos quem é que eles dizem que Ele é. Pedro responde o seguinte: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo." Esta declaração de Pedro mostra claramente que Ele sabia a quem seguia!
Em Mateus 26:31-33, conversando com os seus discípulos, Jesus afirma que todos eles se irão escandalizar nEle. Pedro reage à afirmação de Jesus, dizendo que jamais se escandalizará, que nunca negará Jesus, ainda que tenha que morrer com Ele! Jesus diz a Pedro que ele O negará três vezes, antes de o galo cantar. E assim aconteceu! Em Lucas 22:54-62, vemos que três pessoas identificaram Pedro como seguidor de Jesus e, a todas elas, Pedro negou conhecer Jesus. E eis que o galo canta. Jesus olha para Pedro. Este lembra-se, então, do que Jesus lhe dissera horas antes e "chora amargamente". Isto mostra que Pedro era como qualquer um de nós: um ser humano falível!
Em Lucas 24:1-12, encontramos um registo da Ressurreição de Jesus Cristo. É de notar que é um grupo de mulheres que vai contar aos apóstolos que o túmulo de Jesus está vazio, porque Ele ressuscitou. Os discípulos, porém, não acreditam. Acham que o que elas dizem não faz qualquer sentido. Curioso! Eles acompanharam Jesus durante um certo período de tempo, durante o qual O ouviram falar sobre a Sua morte. Jesus também os informou que ressuscitaria ao terceiro dia. Contudo, quando ouvem que Ele ressuscitou, os discípulos mostram-se cépticos!
Desprovido de qualquer esperança, pois o seu Mestre morrera, Pedro volta ao seu antigo emprego (João 21:1-14). Alguns discípulos acompanham-no. Porém, aquela noite de trabalho revela-se completamente infrutífera. Não conseguem pescar nada. Então, pela manhã, Jesus aparece na praia. Porém, os discípulos, não o reconhecem! Jesus pergunta-lhes se têm algo para comer e, dado que a resposta dos discípulos é negativa, Ele indica-lhes o sítio para onde devem lançar as redes a fim de apanharem peixes. Então, algo extraordinário acontece: subitamente, a rede fica carregada de peixes e é com bastante dificuldade que os discípulos a conseguem retirar das águas! Jesus que, entretanto, tinha sido reconhecido pelos seus discípulos, prepara-lhes uma refeição! É de salientar a atitude de Jesus. Ele não critica Pedro nem nenhum um dos outros discípulos por O terem negado. Também não o censura por ter voltado ao trabalho antigo, quando Ele o tinha chamado para o Ministério. Muito pelo contrário, Ele ajuda-os a encontrar peixe e até lhes prepara o pequeno-almoço! Ou seja, Ele mostra-lhes que os ama incondicionalmente. Ele prova-lhes que, apesar de terem falhado, o Seu amor por eles não se alterou.
É assim que Ele também age em relação a nós. Não obstante as nossas falhas, Ele ama-nos! E amar-nos-á sempre. À semelhança do que fez com os discípulos, Ele cuida de nós. Ele preocupa-se até com as nossas necessidades físicas. Podemos estar certos de que Ele jamais nos abandonará!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Culto de Estudo Bíblico...

O estudo que o Pr. Jónatas Lopes nos trouxe hoje foi baseado em Marcos 2:1-4, passagem bíblica que relata a história de um paralítico, que não podendo aproximar-se de Jesus por causa da multidão, foi conduzido por um grupo de amigos seus, através do telhado, até ao local onde Jesus se encontrava. Este episódio mostra-nos claramente que o povo queria ouvir a Palavra. É verdade que uma grande parte das pessoas só queria Jesus por causa dos milagres que Ele realizava, mas isso não impedia Jesus de continuar a anunciar a Palavra. Será que hoje ainda é assim? Ainda há necessidade de falarmos? As pessoas, de um modo geral, gostam de nos ouvir falar da Palavra de Deus. Porém, é-lhes muito difícil decidirem-se por Cristo por estarem muito apegados à tradição que receberam dos seus antepassados.
O paralítico deparou-se com uma barreira, que o impedia de chegar a Jesus: a multidão. Semelhantemente, nos dias que correm, há muitas barreiras que impedem as pessoas de chegarem até Deus. A religião é uma delas. É de notar que Jesus nunca falou de religião! O paralítico mostrou-se disposto a tudo para chegar até à pessoa de Jesus. As pessoas que o transportavam subiram ao telhado, retiraram algumas telhas e desceram o homem através daquele buraco! O que estaríamos nós dispostos a fazer para chegar até Deus?!
E que barreiras nos têm impedido de evangelizar? Tendemos a ficar desencorajados no nosso trabalho evangelístico quando não vemos resultados imediatos. Contudo, o nosso trabalho não deve ser medido pelo número de conversões. O nosso papel é obedecer ao mandamento de Jesus, evangelizando. o Espírito Santo é que trabalha na vida das pessoas, convencendo do pecado, da justiça e do juízo (João 16:8). Não existem fórmulas para se ganharem almas para Cristo. Há é entrega ao Espírito Santo. A nossa função é apenas falar e orar...

domingo, 11 de abril de 2010

Culto da tarde...

Continuamos no capítulo 2 de Filipenses e hoje o Pr. Jónatas Lopes trouxe-nos uma mensagem baseada no versículo 4, que diz o seguinte: "Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros". Quando conhecemos o verdadeiro significado de se ser "Igreja", sabemos que não é o "eu" que importa, mas sim o "nós". Uma Igreja que vive em comunidade não tem como prioridade os interesses individuais, mas, sim, os interesses colectivos. Em Filipenses 2:4, o apóstolo Paulo combate uma tendência egocentrista dos crentes. Provavelmente, eles estavam a esquecer-se das necessidades que havia na igreja: necessidades materiais, necessidades espirituais, etc...
I Coríntios 13:5 afirma que o amor não procura os seus interesses pessoais. Quando nós realmente somos Igreja, não buscamos os nossos próprios interesses, mas os da comunidade. Romanos 15:1 mostra que aqueles que estão bem devem suportar as debilidades dos outros. Isto é, se um irmão nosso tem alguma fraqueza, devemos motivá-lo a fazer o que ele ainda pode fazer para glória do nosso Deus. Isto só é possível se houver amor genuíno!
Temos de ter sempre em mente que o nosso objectivo não é agradar a nós próprios, mas ao nosso Deus. Muitas vezes procuramos coisas que nos satisfaçam a nós em vez de procurarmos agradar ao nosso Deus com o nosso serviço! Romanos 15:2 enfatiza que devemos agradar ao nosso próximo no que é bom para edificação, ou seja, com aquilo que traz edificação espiritual. Cristo deve ser a nossa referência, pois Ele não agiu movido por motivações pessoais. Ele não desejava o sofrimento atroz que a cruz lhe causou. Mas, como o Seu interesse era fazer a vontade do Pai, Ele foi até ao fim...
Nós, enquanto comunidade, devemos procurar ajudar os nossos irmãos. As nossas Igrejas precisam cada vez mais de pessoas que arregacem as mangas e dêem de si em prol dos outros e de Cristo. Temos de dar mais de nós mesmos para o serviço ao nosso Deus, sabendo que quando trabalhamos para o Senhor Deus, sentimo-nos felizes, não obstante o cansaço, pois Ele renova as nossas forças! Oxalá estejamos todos prontos para trabalhar na Obra do nosso Deus!

quarta-feira, 31 de março de 2010

Culto de Estudo Bíblico e Oração...

O Pr. Jónatas Lopes baseou o estudo bíblico de hoje em I Pedro 3:13-18. Muitas vezes, ficamos amedrontados com certas coisas que as pessoas nos dizem e acabamos por abdicar de determinados princípios para que não nos critiquem. No entanto, as críticas não nos devem perturbar, desde que façamos o bem, desde que actuemos com justiça.

No verso 15, somos aconselhados a santificar o Senhor Deus nos nossos corações. Isto significa que devemos deixar que Cristo seja o Senhor da nossa vida, sabendo que Ele nunca nos abandona e tem sempre o melhor para nós. Esta certeza ajuda-nos a não temer as críticas ou as injustiças dos homens. O nosso alvo deve ser agradar sempre a Deus! Quem tem Cristo como Senhor tem a maravilhosa esperança de um dia morar com Ele no Céu, um lugar de delícias, onde não sofreremos injustiças nem sentiremos dor.

Se as nossas atitudes forem correctas, se tudo o que fizermos for realizado com boa consciência, aqueles que nos criticam acabarão por ficar envergonhados. De qualquer modo, é melhor sofrermos injustiças, mas ter a consciência tranquila, do que adoptarmos comportamentos menos correctos, para agradar aos que nos rodeiam, e, no final, ficar com a consciência pesada.

Que a integridade seja sempre uma característica nossa. Que as nossas atitudes possam agradar sempre ao Pai Celestial!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Culto de Dedicação do Samuel...

Hoje, tivemos mais um momento especial na vida da nossa igreja. O pequeno Samuel, filho do Pr. Jónatas Lopes e da Filipa, foi dedicado ao Senhor Deus.

O compromisso assumido, em acto de culto, pelos papás do nosso querido Samuel de instruírem o seu menino nos caminhos do Senhor (Provérbios 22:6) foi testemunhado por algumas dezenas de familiares e amigos desta família querida.

O pregador convidado, o Pr. Pedro Girão, falou do “Plano de Estabilidade e Crescimento Espiritual”. Uma mensagem baseada em II Crónicas 7:11-14. Depois de uma festa com abundância de comida, Deus comunica a Salomão que tempos difíceis irão chegar. Era costume, no Velho Testamento, Deus alertar para os tempos difíceis quando o povo estava em festa. Isto mostra que é em tempos de estabilidade que nos devemos preparar para os tempos conturbados. Devemos preparar-nos para agir e não para reagir. Muitas vezes, somos apanhados de surpresa porque não mantemos vivos os avisos que Deus nos vai dando através da Sua Palavra.
Como referiu o Pr. Pedro Girão, o versículo 14 mostra-nos o que é necessário para que Deus nos atenda:
1- Humilhação. Tendemos a ser orgulhosos e arrogantes, achando que controlamos tudo. Oxalá imitássemos Jesus, o exemplo supremo de humildade, que sendo Deus, despojou-se da Sua glória, carregou os pecados da humanidade e morreu para nos salvar. É espantoso como o homem, tão pequeno e insignificante, está sempre a vangloriar-se , quando Jesus, que fez coisas tão extraordinárias, não atribuía a Si os milagres que realizava. Dizia sempre que Deus os fizera através de Si. Temos de aprender a depender inteiramente de Deus, Aquele que domina tudo.
2- Oração. Orar é buscar a Deus; é perguntar contínua e constantemente qual a Sua vontade para todos os dias da vida que Ele nos concede aqui na Terra. Buscar a Deus é estar ansioso por saber aquilo que Deus quer que façamos. Quanto tempo é que passamos a perguntar a Deus aquilo que Ele quer para a nossa vida? Jesus chegava a passar noites inteiras a orar, perguntando ao Pai qual era a Sua vontade. Só depois agia…
3- Conversão. I João 1:8 afirma que se dizemos que não temos pecado, somos mentirosos. Todos nós fazemos coisas que desagradam ao Pai Celestial. Jesus foi o Único que nunca desagradou a Deus. Assim, temos de reconhecer que erramos e precisamos de nos arrepender genuinamente, pedindo perdão a Deus. Deus só nos responde quando nos apresentamos diante dele devidamente, pois o pecado separa-nos de Deus. (Isaías 59:1-3)
O Samuel Úria presenteou-nos com uma música que compôs para o nosso querido Samuel e o vovô Pr. José Lopes explicou o significado do nome e falou da importância de irmos passando os princípios e valores bíblicos de geração em geração. O trabalho dos pais deve ser contínuo e constante. Devem entregar os filhos a Deus todos os dias. Os filhos são herança do Senhor (Salmo 127:3). Logo, é dever dos pais cuidar muito bem deles, educando-os no caminho do Senhor Deus.
O Pr. José Lopes fez ainda referência ao importante papel que cabe às testemunhas (padrinhos). Eles assistem ao acto de dedicação da criança e devem observar a forma como os pais a vão instruindo ao longo dos anos, responsabilizando-os caso não o façam de acordo com os padrões bíblicos.
Após a cerimónia, tivemos mais um agradável momento de confraternização.
Foi um dia magnifico! Estamos gratos ao nosso bondoso Deus.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Culto de Estudo Bíblico e Oração...

Hoje, o Pr. Jónatas Lopes apresentou-nos um estudo sobre a importância das nossas palavras. A língua é um pequeno órgão que consegue minar a vida de uma família, de um local de trabalho e de uma congregação. Os grandes problemas, normalmente, surgem por causa da má-língua. A Bíblia ensina-nos a lidar com a nossa boca...
Tiago 1:26 afirma que é vã a religião daquele que não consegue refrear a sua língua. Temos de ser muito cautelosos em relação àqueles que, assim que chegam junto de nós, começam logo a falar mal de alguém.
"A vida e a morte estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto". (Provérbios 18:21)
Em Efésios 4:29, o apóstolo Paulo diz o seguinte: "Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem". O adjectivo "torpe" era, normalmente, usado em relação ao peixe podre. Ou seja, da nossa boca não deve sair nada que cheire mal, que não preste... As nossas palavras devem ser sempre agradáveis! Mas, a boca fala daquilo que o coração está cheio (Lucas 6:45). Enchamos, então, o nosso coração de coisas boas para que as nossas palavras sejam aprazíveis!
"Há alguns que falam como que espada penetrante, mas a língua dos sábios é saúde". (Provérbios 12:18)
Uma boa palavra no momento certo é muito importante. Porém, lembremo-nos que o silêncio também é necessário e, às vezes, é mais eficaz do que as palavras.
Quantas vezes, alguém nos está a contar uma determinada situação e nós apresentamos logo uma receita, sem sequer ouvirmos o final da história?! Mas, actualmente, as pessoas precisam, mais do que nunca, de alguém que as ouça. Será que estamos dispostos a ouvir com ouvidos de ouvir?! Às vezes, a melhor ajuda que podemos oferecer não são palavras, mas, sim um ouvido atento...

terça-feira, 16 de março de 2010

Culto da tarde

Ontem, no culto da tarde, o Pr. Jónatas Lopes introduziu o subtema para este mês de Março: Humildade. Filipenses 2:3 foi o versículo bíblico que serviu de base à mensagem. Humildade é algo que escasseia na nossa sociedade. E, muitas vezes, também falta nas nossas igrejas. Vê-se cada vez mais pessoas que falam mais de si do que daquilo que Deus tem feito nas suas vidas. Também falta humildade nos nosso lares. Falta a capacidade de se pedir perdão ao conjuge e aos filhos. Tendemos a pensar que pedir perdão revela falta de autoridade. Mas não é assim! Muito pelo contrário. Ganhamos autoridade quando pedimos perdão.
No texto bíblico de hoje, vemos que o apóstolo Paulo achou-se na necessidade de advertir os crentes a não fazerem nada por partidarismo. Infelizmente, nas nossas igrejas, as decisões são muitas vezes tomadas por partidarismos, quando deveríamos valorizar a opinião de todos. Tendemos a julgar pelo aspecto exterior da pessoa, algo que não deveria acontecer no Corpo de Cristo!

Paulo também alerta os crentes de Filipos para o perigo de se fazer algo por vanglória. Vanglória significa "glória pessoal". Por outras palavras, Paulo diz: "Não façam nada nas vossas igrejas que retire a glória devida a Deus, e a coloque em vós mesmos"...
Ou seja, o que quer que façamos deve ser feito para glória de Deus.

Servir a Deus não deve ser com partidarismo, nem vanglória, mas com humildade. O nosso serviço não deve ser feito para que os outros vejam, mas para glorificar o nosso Pai Celestial, sempre em atitude de humildade, pois nada somos perante Deus, o Criador do Universo.
Paulo também diz que devemos considerar os outros superiores a nós mesmos. Pessoas que tratam os outros consoante a sua posição social têm personalidade duvidosa. Se considerarmos os outros superiores, trataremos todos da mesma maneira e respeitaremos mais o nosso próximo. Devemos ter relacionamentos saudáveis, valorizando todas as pessoas. Quando há humildade, cumprimentamos todas as pessoas. Às vezes, encontramos pessoas que estão presas a algo que aconteceu no passado e não falam com um determinado irmão porque  muitos anos antes ele disse ou fez isto ou aquilo. Infelizmente, há muito disto nas nossas igrejas.
A ausência de humildade leva a que as pessoas abandonem a igreja. Não esqueçamos que, na igreja, somos todos iguais. Tratemos os outros como superiores a nós mesmos!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Culto de Dedicação das gémeas Rute e Ester

"Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão". (Salmo 127:3)
 E se é Deus quem dá os filhos, quem melhor do que Ele para deles cuidar? Por saberem que nas Suas mãos, as suas filhinhas, Rute e Ester, estarão sempre em segurança, um casal muito querido da nossa igreja apresentou-as hoje ao Senhor, num culto em que contaram com a presença de muitos familiares e amigos. A Mónica e o Filipe assumiram, assim, em acto de culto, o compromisso de educarem as sua meninas no caminho do Senhor.





"Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele". Foi este versículo bíblico, registado em Provérbios 22:6, que serviu de base à mensagem que o Pr. Jónatas Lopes nos apresentou. Instruir a criança no caminho em que deve andar significa educá-la segundo as suas características; ajudá-la a conhecer a sua vocação para que seja feliz. Isto é, os pais devem ajudar os filhos a descobrir o caminho que Deus tem para eles. Um dos erros que os pais cometem é tentar educar os filhos como eles foram educados. Porém, os pais devem procurar conhecer as características de cada filho para melhor os instruírem.
Os pais tendem a comparar os filhos, algo que devem evitar fazer, pois as crianças são todas diferentes. Os pais devem motivar cada um dos filhos, de acordo com a vocação de cada um.

Nunca se deve castigar uma criança por falta de maturidade. Estragar algo faz parte do crescimento. A criança não deve ser punida por estragar uma planta ou partir um prato, por exemplo, pois isso não terá quaisquer consequências no futuro. O castigo deve ser aplicado apenas quando há rebeldia. Contudo, a disciplina deve ser sempre feita em amor. Quando os filhos passam a ter medo dos pais, é indício de que a punição já foi longe demais! Os pais também devem ter cuidado com as palavras que dirigem aos filhos, pois estas podem ferir mais do que o castigo físico. É importante criar memórias positivas nas crianças! 
Outro dos erros que os pais muitas vezes fazem é aproximar-se mais dos filhos com quem têm mais semelhanças. É preciso muito cuidado para não criar um sentimento de rejeição nas outras crianças. Os pais devem estar atentos aos sinais que os filhos vão dando...

O nosso pastor José Lopes, que fez a oração de dedicação, explicou o significado da cerimónia e dos nomes das meninas.
Rute: Significa companheira; o auge da beleza; alguém prático (que não adia a resolução dos problemas); impaciente (com quem quer que seja que dramatize algo que não tem qualquer sentido)
Ester: Deriva de estrela; pessoa charmosa/encantadora; pessoa cativante e sensual; alguém que resolve os seus problemas e os da sua família.


Após o culto, tivemos mais um agradável momento de convívio.

Foi, sem dúvida, um dia muito especial na vida da nossa igreja. Os nossos corações rejubilaram!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Culto de Estudo Bíblico e Oração...

"Onde está Deus?", foi o título que o nosso pastor escolheu para o Estudo Bíblico desta semana. Quando surgem tragédias como as que ocorreram recentemente no Haiti, na Madeira e no Chile, ouvimos as pessoas perguntar constantemente: "Onde estava Deus quando isto aconteceu?"
A resposta é simples: Deus está onde sempre esteve. Deus está onde O deixaram. Em muitas casas/famílias, não há absolutamente nada de Deus. Então, com que direito essas pessoas, que puseram Deus de lado, reivindicam a Sua presença na hora das desgraças?

Em Apocalipse 3:19, Jesus diz: "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele". Acontece que há pessoas que fecham de tal maneira as "portas" da sua vida, que não deixam Jesus entrar. E Jesus não força a entrada. Ele é manso e humilde (Mateus 11.29). Porém, o Seu convite é para todos: "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei..." (Mateus 11:28).
Muitas pessoas não querem Jesus nas suas vidas e as consequências de tal escolha não se fazem esperar: traição, adultério, envolvimento com drogas, crime, etc...
Deus não está num lugar onde não O quiseram. É no mínimo estranho que as pessoas reivindiquem a presença de Deus onde não O quiseram.
Deus está em todo o lado, mas onde O desejam. Deus movimenta-se em direcção aos corações que estão receptivos. Ele não entra na nossa casa se não O convidarmos. Oxalá digamos com Josué: "Eu e a minha casa serviremos ao Senhor!" (Josué 24:14-17)

No início da Criação, Deus fez a divisão entre a parte seca e a parte líquida do mundo. Porém, os homens, na sua ambição desmedida, começaram a desejar mais do que aquilo que lhes tinha sido atribuído. "Roubaram" espaço aos mares, escavaram a terra para construir túneis, arranjaram formas de atravessar os mares e de alcançar os ares e até o Espaço. Ou seja, os homens, cegos por uma ganância que parece não conhecer limites, vão destruindo aquilo que Deus construiu. O homem usa a sua ciência alterando a natureza, mas esta, como é óbvio, segue o que é natural! Como podem, então, culpar Deus pelos seus erros?!

Deus criou-nos com livre arbítrio, isto é, poder de escolha. E todas as escolhas têm consequências. Positivas ou negativas, consoante essas escolhas sejam acertadas ou não.

Onde está Deus? Deus está onde os homens O deixaram quando resolveram abandonar a casa paternal. Se excluimos Deus das nossas vidas e das nossas escolhas, como ousamos reivindicar a Sua intervenção quando surgem as consequências dessas mesmas escolhas? Se Deus está do lado de fora, como poderá intervir no lado de dentro?

segunda-feira, 1 de março de 2010

Culto da tarde...

Tendo por base o texto bíblico registado em I Timóteo 4:1-16, o Pr. Jónatas Lopes pregou sobre "Unidade com a liderança da Igreja". O que significa ser liderado por um servo do Senhor?
Nesta passagem bíblica, Paulo alerta Timóteo para a existência de elementos perturbadores na Igreja, como espíritos enganadores e doutrinas de demónios. Infelizmente, isto também acontece nas Igrejas dos dias actuais. Muitas vezes, nas Igrejas, há elementos que são apenas agentes do diabo, que não estão lá com as melhores intenções, e, infelizmente, às vezes, os crentes ouvem mais essas pessoas do que os pastores. Paulo diz a Timóteo que a Igreja tem de se manter unida face a esses elementos perturbadores.

As falsas doutrinas que surgem por aí em catadupa não são nada de novo, pois se estudarmos a história do Cristianismo, vemos que essas ideias têm existido ao longo dos séculos.

Paulo aconselha Timóteo a não ligar a fábulas profanas, mas a exercitar-se na piedade. Muitas pessoas preocupam-se em demasia com o seu exterior e descuram o interior. No entanto, os Cristãos são chamados a "cultivar" essencialmente a beleza interior, tendo atitudes de bondade e generosidade.

Mas, voltemos ao tema da mensagem: "Unidade com a liderança da Igreja". Existe unidade entre membros e líder quando os membros entendem que a principal função do pastor é o ensino da Palavra. Muitas vezes, a Igreja quer que os pastores sejam essencialmente  "fazedores" de actividades e estes acabam por estar tão ocupados que lhes sobra pouco tempo para ler, orar, estudar, meditar e preparar as mensagens. Há até quem meça a espiritualidade da Igreja pelo número de actividades. Porém, espiritualidade tem a ver com o grau de intimidade com Deus.
Existe unidade no seio da Igreja quando os membros entendem que o pastor também deve exortar e chamar a atenção quando percebe que algo não está bem, não com sentido de punição, mas tentando ajudar, em amor.

Paulo diz a Timóteo que o líder deve ser o exemplo dos fiéis na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza. E quando o pastor é uma referência, não há por que rejeitar as suas repreensões. Uma igreja unida ao seu líder exemplar, aceita as suas repreensões. As boas ovelhas seguem o seu pastor...